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História Essa seria a última (Imagine Ace) - Capítulo 1


Escrita por: Naalih-

Notas do Autor


DO NADA EU POSTO UM IMAGINE KKKKK'
Espero que gostem, boa leitura! 🥰

Capítulo 1 - Capítulo único


— “Mas você acabou de chegar…” — Eu insistia para que ele não partisse. — “Tem certeza de que não pode ficar um pouco mais?” — Ele estava sentado na cama e eu, ainda deitada, acariciava suas costas. Tateei sua pele, indo até o seu braço esquerdo. A ponta dos meus dedos desenhava por cima da sua tatuagem.

Ele virou-se para mim. — “Sabe que eu preciso ir… Tenho que encontrar uma pessoa…” — Colou sua testa na minha e passou seu nariz no meu, dando um beijinho de esquimó. 

Soltei um sorriso. Bem falso por sinal.

Como fazia todas as vezes que Ace vinha me visitar, pedi para ir com ele. — “Me leve com você…” —

Ele balançou a cabeça negativamente. — “Não posso…” — 

Sempre que nos reencontrávamos era dessa forma. A intensa alegria em nos rever. Eu abria a porta e logo me lançava em seu colo. Um beijo ardente e cheio de saudade logo dava lugar a toda vontade e desejo acumulado dentro de nós dois. As roupas eram rapidamente removidas e assim, nos amávamos a noite inteira. Sem reservas.

Era sempre assim, até a felicidade se tornar uma súbita tristeza no dia seguinte, quando ele precisava partir. 

Vida de pirata, não é?

— “Por que? Por que sempre diz isso? Não me quer junto a você?” — Falei triste e desviei o olhar para baixo. 

Porém, ele não permitiu e logo segurou em meu queixo, fazendo-me encará-lo novamente. — “Não posso te expor a esse mundo, meu amor… Não sei o que faria caso acontecesse algo com você…” — Beijou-me os lábios.

Eu sabia que, me escondendo, ele queria me proteger do mundo. Mas também tinha certeza de que, ao mínimo sinal de perigo, ele iria me socorrer. Eu me sentia plenamente segura ao seu lado. Não havia motivos para temer. No entanto, Ace fazia questão de manter nosso romance em segredo. Não poderia, em hipótese alguma, permitir que soubessem que ele possuía um ponto fraco. Ele tinha conhecimento de que, no momento em que nosso romance fosse descoberto, todos viriam atrás de mim. Atrás daquela que roubou o coração de Portgas D. Ace, comandante da segunda divisão do poderoso Barba Branca.

— “Me proteja, Ace… Ou me ensine a me proteger… Mas, por favor, não me deixe dessa vez…” — Eu envolvi meus braços ao redor do seu pescoço e o abracei forte. Senti seu corpo quente e suado colado ao meu e sabia que isso não era devido a sua akuma no mi. 

Uma angústia terrível, na qual não conseguia explicar o real motivo, invadia o meu coração. Tentava de todas as formas convencê-lo a me levar com ele ou a ficar um pouco mais aqui comigo. Pedi apenas um único dia a mais. Ele nada me disse, porém eu já sabia sua resposta. Ele precisava encontrar um certo alguém, mas não me contava muitos detalhes. Era sempre perigoso demais.

Ainda despidos e enrolados nos lençóis, nos abraçávamos. Como se, de alguma forma, soubéssemos que algo estava prestes a acontecer. 

Ele me olhou triste, do mesmo modo que sempre me olhava quando iria partir. As despedidas eram sempre extremamente sofridas. Não dava pra saber quando iríamos nos ver novamente. Em dias? Semanas? Meses?

Eu sabia que ele não queria fazer isso comigo, era nítido o quanto ele também se angustiava em me deixar. Uma vez comentou sobre o quão maravilhoso seria se um dia ele pudesse me apresentar ao seu irmão mais novo.

Eu o via vestir suas roupas. Cada peça. Observava todos os seus detalhes. Não queria correr o risco de me esquecer. Seus cabelos pretos bagunçados. Suas sardas que eram o seu charme único. Seu sorriso singular.

Não conseguia conter minhas lágrimas. Uma saudade imensa me apertava e ardia o peito e apenas cessava quando eu o via novamente. Até ele ir embora e começar tudo de novo. 

Será que conseguiremos viver juntos sem nenhum impedimento? Ah, como anseio por esse dia. Sem dar adeus. Sem despedidas. Sem me preocupar quando o veria novamente... Como eu queria que ele voltasse em definitivo... Como eu queria que essa fosse a última vez que ele fosse embora...

Por fim, colocou o seu chapéu. A hora mais temida havia chegado. Eu me levantei da cama, levando o lençol comigo. Nos abraçamos mais uma vez. Nos beijamos mais uma vez. Disse que o amava mais uma vez e pude ouvir de volta, mais uma vez, que ele também me amava.

Observava da porta a sua silhueta ficar cada vez menor até desaparecer completamente no horizonte e, mais uma vez, o vi partir.

Eu só não sabia que, essa vez, de fato, seria a última. E, diferente do que eu imaginava, ele não retornaria.


Notas Finais


Alguém paga minha terapia? Ainda não superei... 😔💔

Gostaram? Me contem!
Beijos e até mais! 😘


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