1. Spirit Fanfics >
  2. Esse é o nosso caminho >
  3. A memória guardará o que valer a pena.

História Esse é o nosso caminho - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Hi, gente bonita do meu coração.
Tem capítulo fresquinho para vocês hoje, aproveitem. E obrigado por ler.

Capítulo 8 - A memória guardará o que valer a pena.


BLUE POV’S

-Que dia calmo. – apontou Tenten

É verdade, é vergonhoso admitir, mas o dia está extremamente entediante. Além da visita da Sakura, nada mais aconteceu por aqui.

-Todo mundo está seguro dentro de suas casas, vivendo maravilhosamente bem. Isso é ótimo.  - respondi

-Então, por quê essa cara de cachorro abandonado?

-É meu primeiro dia, eu esperava um pouquinho, só um pouquinho de emoção. – respondi me entregando.

-Você está torcendo para alguém vir parar na emergência para você operar. – ela disse enquanto me olhava como se eu fosse o ser mais perverso desse planeta. – Como você é sempre a Branca de Neve e eu a Rainha Má?

-Eu sou simpática. – respondi com um sorriso brilhante para ela.

A verdade é que a Tenten é uma das pessoas mais gentis que eu já conheci em toda minha vida, ela apenas não demonstra isso com sorrisos e carinho.

-Você é uma fonte inesgotável de diabetes, ficar muito tempo perto de você é perigoso. – ela disse deixando-me sozinha.

Ela me ama, mesmo que deteste assumir.

FLASHBACK ON

-Eu não aceito isso. – Tenten estava irredutível, ela não entende, tampouco se conforma com a minha decisão. – Você está maluca.

-Não faça assim, minha amiga. – abracei-a, tentando confortá-la. - Você sabe que eu te amo, e eu não vou aguentar ir sem você me desejar uma boa sorte.

Estamos no meio do aeroporto, e já vou embarcar. Ela acha que eu estou louca, mas nunca estive tão lúcida na minha vida.

-O seu lugar não é lá, você tem um emprego ótimo, uma carreira promissora, é reconhecida em todos os cantos. – ela insiste em me persuadir.

-O meu lugar realmente não é lá, mas eu preciso sentir algo. Eu não estou sentindo nada, todo esse renome, essa fama... não me deixam sentir. – sorri tentando desfazer a carranca que ela tinha no rosto – Eu tenho que ir, e você sabe disso. Será por pouco tempo.

Eu preciso de um tempo para descobri o que exatamente eu quero fazer com a minha vida, nada está fazendo sentido e eu preciso de mais alguma coisa para preencher esse vazio que eu estou sentindo. E ela sabe disso, ela me conhece como ninguém.

-Você não vai falar nada, Hiashi? É o pai dela. – ela perguntou ao meu pai que apenas nos observava.

-Eu já desejei uma ótima viagem, e que ela encontre tudo que procura. Não há mais nada a dizer. – ele respondeu abraçando-a e sorrindo para mim.

-Então vá de uma vez. – ela disse contrariada -Vá embora logo, vai perder seu voo.

Sorri para ela novamente e dei um beijo em meu pai, partindo sentido ao portão de embarque.

-Eu te amo. – ela gritou quando eu já estava me distanciando – Não era isso que queria escutar?

Ela nunca diz coisas assim, a parte carinhosa da amizade é minha.

-Eu sei, minha amiga. E também te amo. – corri para abraçá-la.

- Agora que já escutou, é bom voltar do jeito que eu estou te deixando ir. – ela disse interrompendo o abraço -Não aceito menos que isso, está escutando?

-Tudo bem, eu volto logo.

-Agora vá, o embarque já começou.

Segui meu caminho, aquele que achei que deveria seguir. Deixar minha melhor amiga e meu pai naquele aeroporto tinha sido doloroso, mas eu sabia que os dois me amavam demais para que me impedissem de embarcar. Eles, assim como Neji e Sasuke, são aqueles para quem eu sempre quero voltar.

FLASHBACK OFF

Enquanto eu pensava nisso, surgiu um trauma na tela de notificações da emergência.

            Eu e a minha boca grande, mas não foi exatamente culpa minha que alguém tenha sofrido um acidente.

            Cuspi meu chiclete, e prendi meu cabelo. Vamos brincar um pouco, será divertido.

____________________________________________________________________________________________________________

NEJI POV’S

-Você ainda não contratou alguém para te auxiliar na cirurgia geral? – perguntou o meu tio pela décima quinta vez pelo que eu me lembro.

-Eu estou pesquisando currículos, tenho algumas pessoas em mente.

-Você precisa colocar uma pessoa na posição, ou infelizmente eu colocarei. – ele ameaçou

-Fazer as coisas pelas minhas costas não é muito difícil, não é meu tio. – respondi

Eu ainda não esqueci que ele manteve contato com a Hinata todo esse tempo, mas nunca me disse, nem me deixou falar com ela. Raras foram as chances que tive de falar com ela. Fomos criados como irmãos após o falecimento dos meus pais, separar-me dela daquele jeito foi algo que jamais imaginei

FLASHBACK ON

            Cheguei em casa um pouco mais cedo, minha cirurgia foi cancelada então eu tenho um pouco mais de tempo para descansar. Mas quando entrei reparei na casa vazia, meu tio parecia ter saído. E o telefone começou a tocar, e, naturalmente, atendi.

-Papai? – ouvi uma voz que não ouvia há muito tempo.

Fiquei mudo, a voz de Hinata ainda era a mesma que nunca consegui esquecer.

-Está me escutando ?

-Estou. -respondi com a voz seca

-N-neji. – ela gaguejou

-Ainda sabe meu nome ? Pensei que tinha esquecido. – respondi.

-Você é meu irmão, como poderia te esquecer ?

-Se não me esqueceu, por quê esta é a primeira vez em anos que falo com você ?

-Eu tenho te acompanhado de longe, sei que se tornou um grande cirurgião. Que ganhou prêmios com suas pesquisas, eu sei. Eu posso não estou aí, mas não te abandonei. – ela disse com a voz um pouco embargada.

-Volte para casa. - supliquei

-Você nunca foi de me pedir as coisas, sempre gostou de mandar em mim. -ela riu

-Eu já tentei mandar tantas vezes em mensagens, em recados. Nenhuma adiantou. Se eu pedir, você volta ?

-Eu vou voltar, só não agora. Não estou pronta.

-Eu vivo me perguntando se você está viva ou morta. E sinto sua falta da minha prima.

-Eu estou bem, não preciso de nada. E eu também sinto falta do meu primo. Quando você menos esperar, eu voltarei e vou te abraçar como nunca, vou desarrumar todo seu cabelo e você vai ter que aguentar. – ela respondeu com uma voz tranquila, como sempre era quando ela tentava me acalmar.

-Não demore. – pedi, ela não parecia disposta a argumentar, então seria inútil.

-Não demorarei, então me espere só mais um pouco. E não se esqueça que eu te amo. – ela pede se despedindo.

-Eu esperarei, e também te amo Hinata. – me despedi, e em seguida escutei o telefone ser desligado.

-Fazia tempo que não ouvia vocês dois conversarem, é bom – escutei a voz do meu tio, não tinha percebido que ele estava ali.

-Poderia ter sido antes, se o senhor não escondesse de mim que falava com ela.

-Você gosta de mandar, mas isso precisava ser no tempo dela. – ele respondeu se aproximando de mim e colocando a mão no meu ombro.

-Ela é minha prima, eu tinha o direito de ao menos saber se ela estava bem. – respondi me afastando.

-Eu só queria dar tempo a ela.

-Não esconda coisas assim de mim, meu tio. É a única coisa que te peço. – falei saindo em direção ao meu quarto.

            Eu esperava que a ferida dela demorasse a curar, mas não achei que fosse tanto. Ela teve que arrumar uma casa fora daqui, porque não se sente bem no lugar onde deveria estar. Parte disso é culpa minha, que não a protegi como deveria, deixei que ela fosse machucada e depois fugisse.

            E o pior disso é que meu tio a escondeu de mim, como se eu pudesse fazer mal a ela. Eu nunca tive nenhum segredo com meu tio, mas ele não me considerou ao tomar a decisão de avisar que ela estava bem. Ele também deve achar que sou culpado. Porém, para além disso, o fato dele mentir para mim todo esse tempo me dói, porque nunca escondi tampouco menti para ele. Achava que confiávamos um no outro. Enganei-me.

FLASHBACK OFF

-Você precisa superar isso, e se preocupar com o que deve se preocupar. – ele respondeu

O fato dele ter passado por cima de mim, para tomar a decisão de colocar Hinata no posto de chefe do trauma, continua atravessado em minha garganta.

-Eu só não gostaria que isso acontecesse novamente.

-Não vai, não se preocupe.

-Ok. Preciso desligar.

-Vá fazer suas coisas. – ele desligou.

            Eu não discordo do meu tio, eu preciso encontrar um cirurgião geral para assumir o meu lugar, desde que fui promovido tenho acumulado funções, e não vou conseguir fazer tudo por muito tempo.

            O problema é que não consigo encontrar nenhum candidato que preencha os requisitos para o cargo, não posso colocar qualquer um na posição.

-Chefe, o senhor tem um minuto. – escutei uma voz à porta.

-É importante? – perguntei sem levantar o rosto.

-Com todo respeito, se não fosse importante eu não viria aqui. – foi a minha resposta.

Levantei a minha cabeça, e vi a nova enfermeira, que me esperava como se ela fosse a ocupada da situação.

-Volte mais tarde, enfermeira Mitashi, agora estou ocupado.

-Mitsashi – ela disse me olhando como se pudesse me furar.

-O que?

-É enfermeira Mitsashi. – ela afirmou

-Enfermeira Mitsashi – soltei a minha caneta ruidosamente – Aproveite que está tomando o meu tempo, e entre.

-Eu poderia ser breve se o senhor tivesse me dado a oportunidade antes. – ela disse se aproximando - Eu só queria informar que a Dra. Hyuuga pediu para que fosse convocada uma reunião com os outros chefes de departamento, uma da qual eu também participarei.

-Qual seria o assunto para uma mobilização tão grande? – perguntei interessado.

-Alguns protocolos novos que precisam de implementação. – ela explicou vagamente.

-Tudo bem, eles serão avisados.

-Obrigada. – ela se encaminhou para a porta saindo, mas parou na porta para dizer – E, chefe, eu não tomei 5 minutos do seu tempo.

            Ela pode não ter tomado 5 minutos do meu tempo, mas conseguiu a proeza única de me irritar.

 ____________________________________________________________________________________________________________

SASUKE POV’S

-Senhorita Nakiri, os seus exames revelaram um tumor que envolve a sua coluna, é necessário que façamos uma cirurgia para retirá-lo neste momento, uma vez que pode causar paralisia.

A mulher não esboçou nenhuma reação, o que é diferente. Esperava o choro clássico e todo o drama que vêm com um diagnóstico desse tipo.

-Princesa? – o noivo dela chamou perguntou o noivo dela segurando sua mão. Princesa é um apelido que me traz muitas lembranças.

-Sou uma cientista, Dr. Uchiha. Então me fale sobre dados, quais são as minhas chances?  Não preciso que seja gentil, apenas fale. – ela perguntou erguendo seus olhos opacos para os meus.

-É um milagre você conseguir andar até este momento. A cirurgia tem 40% de chances de ser bem sucedida, mas pode te causar paralisia. Sem a cirurgia, a paralisia é certa, além de dores crônicas para o resto da sua vida.

-Parece que não tenho escolha, Ryo. – ela olhou para o noivo que parecia desesperado. – Eu farei a cirurgia.

-É perigoso.

-Não fazer é pior, não se preocupe eu sou boa demais para morrer. – ela disse passando as mãos pelo rosto dele. – Tudo bem, Dr. Minha coluna é toda sua.

-Os enfermeiros vão prepará-la para a cirurgia. – saí do quarto para o balcão da enfermagem.

-O prontuário da paciente foi atualizado, todas as informações já estão preenchidas. – informei à enfermeira chefe.

-Obrigada, Dr. Uchiha. Será providenciado. – ela respondeu olhando-me parecendo satisfeita.

Encaminhei-me para a sala dos plantonistas, quando bati de frente com a pessoa que menos desejava: Hinata.

-Você está bem? – ela perguntou me analisando ofegante.

-Sim. – respondi

-Que bom. – ela me entregou uma bala - Aqui pra te compensar, tenho uma cirurgia.

Ela saiu em disparada para o centro cirúrgico, me dando um sorriso alegre. Como antigamente quando éramos amigos.

            Olhei para a bala que ela me deu, era de café, me fazendo lembrar.

FLASHBACK ON

            Estávamos na casa de Neji e Hinata, eles haviam nos convidado para uma tarde na piscina, e lá estavam todos. Menos eu, nunca gostei de tomar muito sol, fico queimado.

-Não vai para piscina, Sasuke? – Hinata perguntou entrando na sala com uma bandeja de doces.

Nunca nos aproximamos, não tínhamos motivo. Não temos nada em comum.

-Não quero me queimar.

-Eu também não. – ela respondeu. – N-naruto falou que você não come doces, então eu fiz uns bolinhos de café para v-você. T-tomara que goste.

Hinata fez um bolinho que não é doce só para mim, para que eu pudesse comer como os outros.

-Obrigada. – agradeci, mas não fiz menção a comer.

Ela se sentiu um certo constrangimento, percebi pelo fato da cor dela se assemelhar a um tomate.

-E-eu vou ver se o pessoal precisa de alguma coisa. – e então se levantou.

Estendi a mão para pegar um bolinho e vi várias balas de café que pareciam ser sem açúcar. É a primeira vez que alguém, além da minha família, se preocupa se eu como ou não doces.

-Você não disse que não queria se queimar, sente-se. – ela abriu um sorriso leve e genuíno enquanto eu pegava um baralho – Vou te ensinar a jogar um baralho.

Ela arrumou a mesinha de centro me olhando feliz enquanto eu chupava uma daquelas balas.

São as melhores balas que já chupei em minha vida.

FLASHBACK OFF

-Ela continua uma idiota.

-Falou algo, querido? – Sakura perguntou ao meu lado. Não havia visto que ela tinha se aproximado.

-Não, nada. – e então chupei a bala.

Acabei sorrindo um pouco, ainda tinha o mesmo sabor.

Você precisa lembrar o caminho da sua casa para saber para onde voltar. - Casi Ángeles


Notas Finais


Obrigada por lerem. Comentem me deem um norte, críticas positivas ou negativas. Tudo ajuda muito.
Até a próxima
xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...