História Esse é só o nosso começo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Animes, Coringa, Drama, Escola, Gay, Inglaterra, Jesper, Romance, Sean, Star Wars, Tragedia
Visualizações 42
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yo!
Essa história têm algumas semelhanças com o livro Três coisas sobre você, não é uma fanfic por isso não adicionei ela nessa categoria, mas ainda assim quero deixar isso claro aqui.
As semelhanças são poucas mas ainda estão aqui então.
Espero que gostem, é uma história leve e divertida, me digam o que estão achando nos comentários. \o
Desculpem qualquer erro, a formatação pode estar meio bugada também. kkk

Capítulo 1 - 1


Eu queria muito ser um daqueles jovens de livros e filmes que tem acesso fácil a maconha e outras drogas. Desse jeito eu poderia me chapar completamente e passar por toda essa situação mais facilmente. Sem todo o drama e toda a situação constrangedora que provavelmente está prestes a se desenrolar.

Dentro do táxi, eu fecho os olhos e encosto a cabeça no banco respirando fundo, tentando entender como eu fui parar ali, tentando imaginar como vai ser começar uma vida completamente nova.

Queria que minha mãe estivesse aqui comigo agora. Com certeza ela poderia me ajudar a lidar com toda essa merda. Mas, infelizmente, o fato dela não estar mais aqui foi o que me fez atravessar o oceano inteiro e começar tudo de novo.

Eu sempre vivi com a minha mãe, fomos só eu e ela desde que eu consigo me lembrar e estava ótimo pra mim desse jeito. Quando eu estava crescendo e as pessoas começavam a me questionar sobre o meu pai, eu normalmente ignorava. Mas aquela sensação infantil e curiosa de querer saber nasceu dentro de mim. Então um dia eu perguntei ela não me escondeu a verdade. Me disse quem era meu pai e perguntou se eu queria conhecer ele. Mas porque eu iria querer conhecer alguém que nunca se deu o trabalho de tentar me conhecer?

Eu simplesmente ignorei o fato e continuei indo em frente. Nunca fiquei fascinado pelo que eu poderia ter e não tinha, nunca pensei que eu poderia ganhar alguma coisa procurando o homem que ajudou a me trazer ao mundo. Pra falar a verdade, mesmo agora, indo para a casa desse homem, eu não acredito que vou ganhar nada.

Simplesmente fiquei sem opções.

Minha mãe deu um jeito de se comunicar com ele logo que a sua doença se agravou. Ela não queria que eu ficasse sozinho e desamparado. E quando o câncer finalmente a levou, já estava certo de que eu iria morar com meu pai. George Baker. Dono das empresas Baker and sons. Irônico nome.

Eu de fato tenho o seu sobrenome, desde sempre, então ele concordou em me registrar, o que é bem estranho considerando que minha mãe e eu vivíamos com muito pouco.

Abro os olhos saindo do devaneio quando meu celular toca.

-Já está se sentindo mais inglês? - pergunta Lian do outro lado da linha logo depois que eu atendo.

-Mas é claro que sim. Já estou usando gorro e casaco de pele. - eu tento forçar um sotaque britânico, mas paro quando o motorista, que claramente é britânico, me lança um olhar cortante pelo retrovisor. Fico feliz por não ter ido no banco ao lado dele. Que por sinal é no lado oposto onde seria nos Estados Unidos.

- Por favor, não fique viciado em chá e chocolate quente. -

-Vou tentar. -

Posso imaginar Lian deitado na varanda de sua casa. Descalço e com o sol no rosto, enquanto aqui já é noite, é claro. Foi sensato não dormir durante o voo.

-Então, Shay-Shay, como você está? - A voz dele tem humor, mas consigo notar a preocupação dele. Outra pessoa que eu gostaria que estivesse aqui comigo. Lian é simplesmente o meu melhor amigo desde o jardim de infância. Não consigo me imaginar vivendo sem ele.

-Estou bem. - minto. - Talvez seja legal.

Há uma pausa e um suspiro alto do outro lado.

-Sean Baker acha que ainda pode me enganar. - ele diz e eu me encolho no banco, mesmo que ele não possa puxar minha orelha agora como faz quando estamos perto um do outro.

-Desculpe. - digo. - Mas eu vou ficar bem. Não se preocupe comigo. -

-Você sabe que isso é impossível. Mas eu acredito que você vai se sair bem. Já passou por muita coisa, amigo. Não pode parar agora. -

Eu retrucaria essa frase vinda de qualquer outra pessoa, menos de Lian. Eu sei quanto peso elas carregam e sei o quanto ele quer o meu bem.

-Obrigado. - eu olho pra fora da janela. Meu estômago se revira. - Bem, tenho que ir agora. Parece que chegamos. -

Ouço um barulho do outro lado da linha.

-Zuko! - Lian grita com seu cachorro. -Seu pulguento filho da mãe. -

-Dê um beijo nele por mim. - digo.

-Okay, até mais Sean.  Me ligue antes de dormir. -

-Okay. Tchau. -

Eu desligo o celular, mas antes o escuto dizer algo como “Solte isso seu animal sujo” . O táxi já parou e o motorista está entregando minhas malas pra um homem alto e vestido elegantemente.

Saio do carro e observo a casa. Nem lembro qual o caminho para chegar até ali, mas é simplesmente incrível.

Eu tento não ficar maravilhado, mas isso é meio impossível.

É simplesmente enorme.

A casa se erguia no topo de um monte, era um condomínio extremamente fechado com uma vista maravilhosa.

Havia árvores por todo lado e atrás da casa eu podia ver uma imensidão verde de vales com um majestoso rio fluindo entre eles. O céu escuro cheio de estrelas e com uma gigantesca lua iluminando tudo lá embaixo no reflexo do rio.

O imóvel em si também era lindo. A casa tinha um estilo vitoriano, apesar de estar impecavelmente nova, sem uma mancha sequer na tinta branca. Havia uma piscina na frente com uma água azul cristalina.

Não sei ao certo quanto tempo passei maravilhado com o lugar, eu queria ter agradecido ao motorista mas ele já havia ido embora e o homem que havia pego minhas malas estava me encarando com uma expressão neutra em seu rosto.

-O senhor gostaria de entrar agora?- ele perguntou. Se eu não soubesse que estávamos apenas eu e ele ali, pensaria que estava falando com outra pessoa.

Ninguém nunca me chamou de senhor antes.

É estanho.

-Bem, sim. - eu digo e acrescento. - Obrigado, por favor. - porque não faço ideia do que eu deveria dizer depois.

Ele me encara por um segundo e depois aponta para a casa.

Quando estou lá dentro, fico mais uma vez impressionado com tudo. Os sofás brancos da sala, o lustre enorme pendurado no teto, até mesmo os quadros eram deslumbrantes.

Então eu forço meu rosto a voltar ao normal e tento fingir que nada daquilo me impressiona.

O homem me leva até onde ele diz que é o meu quarto.

-O Sr. Baker ainda está em reunião, ele irá vê-lo assim que chegar. - ele faz uma reverência estranha e me dá as costas.

-Hey, obrigado- ele se vira novamente. -Qual o seu nome? - pergunto.

-Joffrey, senhor. -

-Bem, eu sou Sean. Obrigado, Joffrey. - estendo a mão.

Ele me olha de um jeito estranho e depois a aperta sorrindo levemente me deixando sozinho logo depois.

As pessoas aqui não estão acostumadas com educação? É isso?

O quarto é possivelmente do tamanho da minha antiga casa. Eu vou até a cama grande e sento nela, ainda desconfiado de tudo.

Respiro fundo.

Estou numa casa diferente. Num país diferente. Pelo que soube amanhã já tenho que ir para a escola.

Agora, aparentemente tenho um pai e …

A porta do quarto é aberta bruscamente me arrancando dos meus pensamentos.

Há um rapaz alto me encarando.

Seus cabelos são negros como os de George Baker e ele está apenas de cueca. Por algum motivo que desconheço.

-Olá - eu digo. Minha voz sai incrivelmente firme e eu me orgulho disso.

O rapaz entra pelo quarto e chega bem perto de mim para me encarar.

-Puta merda. Seus malditos olhos são iguais aos dele. - ele diz e eu imediatamente sei do que ele está falando. Eu notei isso quando vi uma foto de George um tempo atrás.

Nossos olhos são iguais. Um verde e outro azul.

Eu encaro o rapaz.

-Os seus também. - eu digo quando vejo que ele também tem heterocromia.

-É sim. - ele me olha novamente com mais cuidado. Depois vira as costas e sai.

Vejo um enorme corvo tatuado em suas costas antes de sair.

É, e ganhei um irmão também.

Deito na cama. Respiro fundo.

-Vai ser tudo uma grande merda aqui. Tenho certeza. - sussurro pra mim mesmo. Não sei se adianta ser positivo agora.

Deitado e imerso em pensamento aleatórios, eu adormeço. A escuridão é bem vinda. Eu abraço a inconsciência e me cubro com sonhos. Sonhos de casa. Da minha verdadeira casa.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo.
Comentem e até o próximo.
\o


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...