História Essence - Capítulo 99


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Palavras 6.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yo galera, como vocês estão? Eu espero que estejam bem ^^

De volta com um capítulo que iniciará a, talvez, luta mais esperava dessa parte da história kkkkk O capítulo tá saindo um pouco tarde, geralmente costumo postar mais de manhã, porém, por forças maiores não consegui postar, porém, está aqui kkkkkk

P.S.: Confiram a nova capa de Essence, sei que muitos entram na história só pelas notificações kkkkk

Bom, sem mais enrolações, vamos lá! Espero que gostem...

Continuando...

Capítulo 99 - Coroa de Hydrus


“Kiel – Exato! A ruína de Hydrus está prestes a começar! – abriu um grande sorriso maligno.”

 

Neptun – Isso não é possível! Hydrus, seu povo, não irá cair por um simples frio, somos muito mais que isso! – disse sério, cerrando os punhos com força.

Kiel – Jura? Pois se ficar quieto pode ouvir o som das vidas sendo ceifadas – disse sarcástico.

Neptun – Seu... Como ousa?! – disse irritado – Primeiro se declara um deus e agora macula a benção de Oceanus sobre nosso reino! Isso é imperdoável, um sacrilégio que não merece misericórdia! – disse frio, avançando contra Kiel.

Neptun desferiu um gancho de direita, entretanto, Kiel desviou facilmente.

Neptun – Se acho acha que sou dependente da minha habilidade de controle, está enganado – bateu o pé esquerdo com força no chão e um anel de água se formou ao seu redor.

Neptun se virou para Kiel e inúmeras lanças de água foram em direção do mesmo, porém, antes que atingissem o alvo, as mesma se congelaram e caíram no chão, se estilhaçando.

Kiel – Achei que fosse mais inteligente – deu com os ombros – Esse é Helheim, nenhuma água consegue ficar líquida no reino do gelo eterno! – disse frio – Enquanto Cyrus permanecer no centro da cidade, vocês não têm chances de lutar contra a Ark Luminus! Agonizem até o fim! – disse frio.

 

- Jardins do Palácio -

 

Konrad – Isso é... – olhava para o céu, vendo os flocos de neve caírem.

Daymond – O fim desse reino humano! Essa batalha já estava ganha antes mesmo de começarmos – disse sério, não se importando com o gigante círculo de essência que brilhava no céu.

Konrad – Um círculo desse tamanho? Uma única pessoa é capaz de fazer isso? – indagou-se assustado.

Daymond – Todos os Sete Elos do Paraíso são capazes de destruir cidades como essa sozinhos – disse sem dar importância a surpresa do homem em sua frente.

Konrad – Isso é ridículo! Como vocês podem ser tão fortes? – estava incrédulo.

Daymond – Todos nós somos os escolhidos da nova era! – disse frio.

Konrad – Se eles têm todo esse poder, por que... Espera! O plano deles... – teve seus pensamentos interrompidos ao ver Daymond surgir um sua frente – Droga! Não posso me transformar senão acabarei sendo congelado e morto! – recuou com um salto para trás, porém, não foi o suficiente para que desviasse de um soco do híbrido que quebrou seu braço esquerdo.

Daymond – Não deveria ficar pensando e ignorando tudo ao seu redor enquanto a morte está em sua frente! – disse frio, avançando mais uma vez.

Konrad – Se não fizer nada, eu irei morrer aqui! – pensou sério.

 

- Sala do Trono -

 

Flare e Tristan ainda trocavam golpes com seus punhos, porém, o gelo começou a cobrir as paredes do local, congelando a água que fluía pelas canaletas. Em um piscar de olhos, a sala do trono havia virado uma caixa de gelo.

Tristan, vendo que perdera o controle da água que estava em seu domínio, recuou longos metros, vendo a ruiva se manter no local com o mesmo olhar frio de antes.

Flare – Você perdeu sua arma, não possui a habilidade de criação, não pode controlar e nem mesmo se transformar em água. Está de mãos atadas, Lorde da Água... Aceite de um vez o seu fim e caia junto deste reino! – disse seca.

Tristan – Isso deve ser obra daquele homem de Crioszar... Realmente não há muito o que eu posso afazer nessa situação, porém... – transformou seus braços em água – Quem disse que eu não posso usar minha transformação?! – avançou contra Flare.

Os braços de Tristan haviam se transformando em longas lâminas de água, porém, assim que se formaram, imediatamente foram congeladas, se tronando espadas de gelo.

Flare arregalou os olhos, vendo o garoto já em sua frente, pronto para desferir um golpe cruzado. Flare recuou e chutou a barriga de Tristan com o pé envolto em chamas, fazendo o mesmo ir para trás.

Flare – Está louco? Está disposto a sacrificar seus braços apenas na esperança de poder continuar lutando? Que idiota! – disse fria, acendendo grandes chamas ao redor de seus punhos.

Tristan – Contando que eu possa continuar lutando até acabar com aquele desgraçado, não importo se perder todos os meus membros. Enquanto me mantiver consciente, irei lutar! – avançou mais uma vez contra a ruiva.

 

- Salão de Festas -

 

Os quatro reis ainda estavam paralisados, porém, após o fim da luta de Ash, estavam livres dos cipós que os prendiam e agora estavam deitados no chão. Sem que pudessem se mover, começaram a sentir um frio intenso e puderam ver que as paredes do local estavam sendo cobertas de gelo.

Aurus, o único que não estava deitado, então olhou em direção das janelas, podendo ver o colossal círculo de essência no céu.

Aurus – Aquilo é... – estava atônito.

Íon – Wow! Isso que é o que eu chamo de círculo de essência! – disse animado.

Draco – Cale-se, idiota! Não é hora para isso... Eu... Eu... Eu não consigo ver nada! – disse aflito.

Zero – É o poder de Cyrus... Está mais assustador do que eu me lembrava – disse sentindo um grande desconforte.

Aurus – Rei Zero! Seus braços... – disse, alertado os demais.

As marcas azuladas no braço de Zero começaram a brilhar, indicando que o poder do Gelo Absoluto estava se descontrolando.

Íon – Ei, ei, ei! Isso não é perigoso? – indagou já mais sério.

Zero – Não! Dada a situação, não! Essas malditas plantas de Kiel sugaram toda nossa essência, mesmo o poder do Gelo Absoluto não pode se descontrolar se eu estiver esgotado – suspirou fundo – Não sei se devo estar feliz ou irritado com isso...

Draco – Quem deveria estar irritado, sou eu! Aquele desgraçado interrompeu uma grande festa com bebedeira e agora me deixa cego, mais do que já sou? Isso é imperdoável – disse entre os dentes.

Íon – Se Draco está cego... O que acontecerá ao povo de Hydrus, nessas condições, a água saiu de seus domínios – disse em tom mais sério, surpreendendo os demais.

Aurus – Eles estão ainda em mais desvantagem... – disse cerrando os dentes.

Zero – Maldito seja Kiel e Cyrus! Só podemos assistir nosso amigo e seu povo indo direito à ruína sem que possamos fazer nada! – disse tomado pela frustração.

Draco – Temos que confiar em Neptun, ele já se livrou de tanta coisa... Aposto que não se renderá tão fácil... – disse por fim.

 

- Floresta de Lymnades -

 

Candel – Ei, Lucy! Olha aquilo! – apontou em direção a cidade.

As duas estavam juntas de centenas de pessoas que conseguiram fugir de Aquos antes que o círculo de essência fosse ativado.

Lucy nada disse, apenas encarou a cidade com os punhos fortemente cerrados, mas, em seguida, os aliviou.

Lucy – Vamos continuar, eu acredito neles, sei que não irão perder tão facilmente! – disse se virando e marchando para dentro da floresta.

 

- Laboratórios de Delphine -

 

Delphine – Estamos à beira do abismo e não há nada que impeça de cairmos – estava de joelhos, vendo tudo ser coberto pelo gelo.

Egeu e Zeel estavam em seu lado. A expressão de terror e medo não os abandonara depois de tudo que viram naquele lugar. Flint estava à frente, seu olhar não tinha vida, após perder dois amigos, parecia que sua mente havia ficado em branco. Seus olhos ainda choravam, porém, antes que caíssem no chão, suas lágrimas eram congeladas.

Logue – Hum! Cyrus é mesmo incrível, não pensei que conseguisse fazer isso tão bem – comentou com um grande sorriso, vendo os flocos de neve caírem – Não é mesmo, Lorde do Gelo – se virou para frente, olhando Kryo preso entre vários cipós que imobilizavam seu corpo por completo.

Kryo – Droga! Lince se foi e não pude fazer nada! Nem ao menos pude salvar Keel e, agora, nem seu corpo eu posso recuperar! Droga! – não conseguia se livrar das vinhas e se irritava por isso.

Logue – Não é sua culpa... Eu estou em um nível superior a Flare e não sou tão bonzinho quanto o Sr. Edgard para ficar brincando com Lordes fracos! – disse frio.

Kryo – Seu... – foi interrompido.

Logue – Mas me responda, essa neve não te lembra alguma coisa? – indagou com um riso cínico.

Kryo então parou e mirou o olhar para cima, vendo os flocos de neve caírem lentamente e o frio dominar tudo, assim como o gelo.

Kryo – Minha terra natal... Aquele homem, ele trouxe minha terra para esse lugar! – disse irritado.

Logue – De fato, Cyrus é incrível e mesmo que esse poder de gelo não se equipare ao poder do Gelo Absoluto, ainda assim é magnifico. Talvez nem seu pai pudesse criar algo assim – disse em tom provocativo.

Kryo – Hã? O que disse? Me pai era o mais poderoso usuário de gelo, não ouse insultá-lo dessa forma! – disse irritado, com os olhos emitindo um brilho selvagem e os dentes cerrados, destacando suas presas.

Logue – O mais forte é? Acho que se engana, Cyrus é o mais forte usuário de gelo. Entretanto, admito que aquele lobo velho tinha uns truques geniais. Um caixão de gelo que para as funções vitais dos seres, como se os mesmos tivessem parados no tempo, apenas a espera de serem libertos. Um sono em um campo gelado... Devo admitir que esse é um poder incrível! – disse dando com ombros, mostrando seu riso cínico novamente.

Kryo – Como você sabe disso? Como você sabe o que meu pai fez? – indagou irritado.

Logue – Oh! É mesmo! Eu não lhe contei... – pareceu surpreso – Bem, então irei lhe contar agora – pigarreou – Pouco depois de você ser levado das terras do Clã dos Lobos Ferais Wolfenrir, eu decidi fazer uma pequena visita àquelas “ferozes” feras... – viu o garoto ficar estático e parar de se debater – Tantas espécimes raras e saudáveis, prontas para serem estudadas – disse em tom feliz vendo o garoto baixar a cabeça, cobrindo a face com os cabelos – E dentro daquela catedral... – parou de falar ao ver um círculo essência surgir no solo – Oh! – sentiu a essência do jovem em sua frente aumentar exponencialmente.

Kryo – Freeze! – disse entre os dentes, soltando ar quente pelo canto da boca.

O símbolo do gelo surgiu no centro do círculo e, no mesmo instante, todos os cipós que o prendiam foram congelados e estilhaçados.

Kryo caiu em pé, firme, porém, com o corpo curvado para frente. Suas mãos ainda estavam com grandes garras de gelo e seu braço direito estava para frente. Lentamente, o jovem levantou sua cabeça, revelando um brilho assassino em seu olho que não era coberto pela franja. O brilho de seus orbes vermelhos deixaram Logue com um grande sorrindo, vendo as presas sobressalentes de Kryo ferirem seus lábios. As veias saltavam no rosto do garoto e seus músculos pulsavam como se cada pedaço de seu corpo emanasse um ira sem igual.

Kryo – O que você fez com meu clã? – indagou entre os dentes.

Logue – Como eu disse, um pequena visita! – disse no mesmo tom provocativo de antes, porém, viu Kryo já em sua frente, com as garras de gelo prontas para atacarem – Será que o poder de Cyrus o deixou mais à vontade com o ambiente? Ele foi criado no meio de um frio intenso e mortal, então seu corpo é adaptado para locais assim. Suas habilidades físicas e sentidos devem estar tão refinadas como de quando ele morava com aqueles lobos – pensou sério – Entretanto... – abriu um grande sorriso – Ele é tão fraco que até me faz sentir pena! – juntou as mãos e dois punhos de madeira atacaram Kryo pelas laterais, o prendendo mais uma vez – Se me matar, não irá descobrir o que eu fiz com o alfa, ou melhor, o seu pai! – disse malicioso, vendo Kryo cuspir sangue ao ter corpo prensado.

Kryo – MAL... DITO! Irei arrancar sua cabeça e estraçalhar o seu corpo! – disse tomado pela irá, não se importando de ter mais ossos sendo quebrados.

 

- Proximidades do Portão Sul -

 

Wasser – O Rio Celeste... Maldito Kiel, está querendo fazer parecer que Oceanus nos abandonou? – indagou irritado.

Estava no alto de uma construção em formato de torres. A perna de água que havia criado fora congela e estava incapaz de se mover. Seus clérigos estavam resgatando feridos e cuidando de seus ferimentos por toda aquela área. Contudo, um grande grito pôde ser ouvido.

O sumo-sacerdote olhou na direção do local, mas o barulho havia cessado. Então, mais um grito pôde ser ouvido na direção oposta. Fazendo o velho mover o rosto mais uma vez.

Wasser – O que está acontecendo? – indagou espantando, começando a ouvir diversos gritos de todas as direções, foi então que ouviu o barulho de raios – Isso é... – foi interrompido.

Edgard – Oh! Então finalmente te achei... – disse caminhando tranquilamente na rua que dava até a torre onde estava o sacerdote.

Wasser – Não brinque comigo, um homem como você já sabia onde eu estava desde o começo – disse com uma gota de suor escorrendo pela testa.

Edgard – De fato, eu sabia... Mas.... Antes eu queria concluir a tarefa passada a mim por Lorde Kiel. Matar todos os clérigos de Aquos! – disse em tom mais sombrio, deixando Wasser atônito – Você é o último!

 

- Rua Principal -

 

Cyrus estava no alto da torre de gelo que havia criado. Ainda mantinha o braço para o alto e, lentamente, o baixou e olhou para baixo, vendo que seu corpo estava inteiramente coberto de gelo. O mesmo expirou todo o ar dos pulmões pela boca, fazendo o ar quente contrastar com o ar frio que o rondava, criando uma pequena nuvem de vapor.

Aos poucos o gelo que o cobria foi se trincando, finalmente o libertando. Cyrus olhou para cima e o círculo no céu começou a diminuir a ponto de ficar do tamanho de um prato. O mesmo desceu do céu e parou, ainda girando, sobre a palma de sua mão direita.

Cyrus – Está feito e enquanto eu o mantiver aqui, o domínio da água está proibido a vocês! – disse frio, mirando o olhar para Siebold, que estava alguns metros de distância, o olhando de cima dos telhados – Então você realmente saiu vivo – não pareceu surpreso – Não esperava menos de você, Siebold Lawski! – disse sério.

Siebold – MALDITO! – pulou alto, avançando contra o homem.

Entretanto, altas paredes de terra se ergueram do chão, separando Cyrus de Siebold.

Siebold – Tsc! – recuou, caindo sobre um telhado qualquer.

Cyrus – Grant, não poderei sair daqui. Então cabe a você derrotá-lo, se não for capaz disso... – foi interrompido.

Grant – Eu entendo, senhor! – disse sério, caminhado até Siebold – Então esse é o infame Escudo de Hydrus? Terei satisfação em matá-lo e tirar de Hydrus alguém tão importante!

Seus olhos estavam opacos e as veias de sua testa estavam saltadas. Sem hesitar um momento sequer, estendeu a mão direita para frente e inúmeros pilares de terra se ergueram do chão, mirando Siebold.

O cavaleiro apenas o olhou por cima do nariz e empunhou Seraphine com força. Em um piscar de olhos, todos os pilares de terras estavam divididos em pequenos pedregulhos, fazendo Grant arregalar os olhos. O mesmo então mirou a face de Siebold e pôde ver o mesmo com um olhar sombrio, sem brilho algum e com as veias da testa saltadas.

Siebold – Saia da minha da frente! Não tenho interesse me você! – disse frio, fazendo Grant recuar um passo, tomado por um sentimento avassalador de medo.

Naquele instante, Siebold manifestou sua monstruosa essência, fazendo Grant arregalar ainda mais os olhos, ficando completamente estático pelo choque. Seus músculos começaram a dar espasmos e uma gota de suor escorreu de sua testa.

Grant – Esse homem... Está num nível absurdamente superior. Sinto que está perto do nível de Sr. Cyrus – pensava assustado.

Siebold – Não irá sair da minha frente? Pois bem! – disse sério e Grant pôde ver uma luz azulada começar a percorrer todos os sulcos da lâmina de Seraphine.

Grant então sentiu o olhar de Cyrus sobre si e, mesmo que ainda se sentisse ameaçado pela essência de Siebold, cerrou os punhos com força, avançando contra o inimigo.

Grant pisou no chão com força, fazendo várias pilastras de terras subirem e se transformarem em discos que foram em direção de Siebold. Mais uma vez, todos foram destruídos sem que os olhos de Grant pudessem acompanhar.

Siebold – Não tenho tempo para perder com você! – pulou no chão à frente de Grant e empunhou sua espada com as duas mãos.

Grant – Não irei permitir que se aproxime de Sr. Cyrus! – disse firme.

Siebold – Então morra com honra cumprindo o seu dever – levou a lâmina para trás.

No mesmo instante, Grant ouviu um forte estrondo das lojas ao redor. Os vidros se estilhaçaram, as vigas de madeira e os telhados de cerâmica se partiram, assim como as paredes. Gigantes lanças de água saíram de dentro das construções ficando ao redor de Siebold enquanto o mesmo avançava brutalmente contra si.

Grant – Cristais de água?!

Grant se desesperou e começou a erguer uma grande fileira de paredes de terra em sua frente.

Siebold – CYRUS! – bradou, fazendo a água ir em sua frente, atravessando uma a uma as paredes de terra, mirando Cyrus atrás de Grant.

O Psyker de terra só podia ouvir o som de destruição se aproximar cada vez mais e, sem que pudesse reagir, viu a última parede, a sua frente, começar a trincar e várias lanças de água a atravessarem.

Certamente iria ser atravessado por elas e ter seu corpo destroçado, porém, pouco antes da primeira lança atingir o meio de sua testa, a mesma se congelou, parando poucos centímetros do rosto de Grant.

Grant – Deu tempo... – disse tomado pelo alívio, deixando outra gota de suor escorrer de seu rosto.

Contudo, logo a última parede foi destroçada, revelando Siebold com uma expressão sombria. Grant ficou estático, vendo o homem levantar a espada, porém, um raio de energia fria veio de suas costas, passando ao seu lado e congelando Siebold naquela posição.

Grant aliviou os ombros e se virou lentamente, vendo Cyrus com a mão direita, aquela qual ainda estava com o círculo de essência, estendida à frente.

Grant – Sr. Cyrus?! – disse ainda atônito.

Cyrus – Você não poderia derrotá-lo nem que quisesse! Ele é um dos homens mais fortes que conheci! – disse sério – Você não irá arriscar usar seu sangue para se libertar do congelamento como fez da última vez, não é? Esses ferimentos o impedem disso e... Se o fizesse, seu sangue congelaria imediatamente – pensou vendo a expressão qual Siebold foi congelado – Você cumpriu seu papel de ganhar tempo para mim, Grant. Entretanto, deveria sentir vergonha de se acovardar daquela forma! – disse frio.

Grant nada disse, apenas deu uma última olhada no cavaleiro congelado a sua frente e baixou a cabeça.

 

- Torre Central do Palácio -

 

Kiel – Então, rei Neptun... O que irá fazer agora? Continuar a lutar com seus punhos ou irá admitir que perdeu essa batalha? – indagou cínico, vendo o rei parado em sua frente de cabeça baixa – O que lhes é mais precioso foi tomado de vocês, o símbolo de um deus despencou do céu, seu povo está morrendo aos poucos... Então qual é a decisão de Sua Majestade? – indagou com um grande riso.

Neptun não respondeu nada a Kiel, que estranhou o silêncio do homem, porém, em seguida, o ouvir rir pelo nariz.

Kiel – Hã?

Neptun então começou a rir e, logo depois, a gargalhar alto como se tivesse ouvido uma ótima piada.

Kiel – Qual o motivo dessa risada? – indagou mais sério.

Neptun – Morrer ou me render? Isso é uma piada muito ruim, mas é uma piada, então eu deveria rir, não é! – disse secando algumas lágrimas no canto de seus olhos – Você que se considera um deus deveria saber que quem declara guerra contra os deuses deve sofrer as consequências – comentou em tom sério e sombrio – Ser um deus e se considerar um deus são coisas diferentes, você pode ser poderoso, mas nunca poderá ser um deus – viu o albino rir de canto.

Kiel – Como pode ter tanta certeza assim? – indagou com um tom de sarcasmo.

Neptun – Por que mesmo você e seus aliados não podem ferir a vontade ou a benção de um verdadeiro deus! – disse calmo.

Kiel – O que está dizendo? Veja o seu sagrado Rio Celeste em milhares de pedaços no chão – disse tranquilo – Não adianta negar os fatos! – disse sério.

Neptun – Realmente, o que cometeram foi um sacrilégio, mas acha que o poder de Oceanus é tão pequeno assim a ponto de humanos poderem destruir o maior símbolo de sua grandiosidade? Que idiota! O Rio Celeste existe desde os primórdios dos tempos e não será você ou seus aliados que irão mudar esse fato! – disse firme, manifestando sua essência – A sagrada água de Aquos... Enquanto Hydrus tiver um rei, o símbolo da água não desaparecerá. Essa era a vontade do primeiro Lorde!

Kiel – Hum. Mas o que você pode fazer nessa situação? – indagou calmo.

Neptun – Agir como um rei deveria agir! – disse sério – Eon Hydor Corona Regem – disse sereno.

Uma grande auréola de luz azulada surgiu girando sobre sua cabeça, semelhante a um círculo de essência que girava rápido. A mesma possuía quatro pontas grandes, uma oposta da outra, e quatro pontas menores entre as maiores. Dentro do círculo, havia um círculo menor formado de runas que brilhavam na mesma cor azul e no centro, o símbolo da casa Seashark. Sobre a aureola maior, havia uma menor igual a outras, porém, que possuía o símbolo da água no centro.

Kiel – A Coroa Real de Hydrus! – abriu um grande sorriso, repleto de malícia.

Neptun – A missão de proteger e zelar pelo povo de Hydrus foi passada de Mizu Seashark até mim ao longo das gerações. Neguei por muito tempo o meu dever, mas hoje percebo que não é um destino tão ruim, mesmo que eu não tenha o escolhido. Foi nesse reino que eu nasci, que conheci amigos que me acompanham até os dias de hoje. Foi nesse reino que encontrei Mika, a pessoa mais incrível que já conheci e aquela que mais amei. Foi nesse reino que tive meu filho, que tive uma família, que soube como era amar outras pessoas mais que a mim mesmo. Claro, também foi aqui que perdi tudo, mas também foi nesse reino que conheci a coisa mais importante do mundo... A vida! – disse com um grande sorriso – Enquanto tivermos vida, podemos fazer qualquer coisa. Podemos superar as dificuldades, edificar novas bases, conhecer pessoas e sentimentos tão distintos um dos outros, aprender muito e alcançar a felicidade! – colocou a mão sobre o peito – Eu finalmente entendi o que Mizu Seashark e os demais primeiros Lordes queriam ao condenar suas famílias a esse destino. Todas as famílias reais devem compreender o valor da vida e zelar por elas – comentou com um tom nostálgico ao se lembrar da última conversa que teve com seu pai – Não posso me considerar uma pessoa feliz, pois tudo que eu mais amava foi tirado de mim por você... Minha esposa, meu filho, minha família... Porém, encontrei um novo motivo para viver. Nesses poucos anos como rei, conheci pessoas incríveis, inteligentes, exageradas, turronas, excêntricas e de péssimos temperamentos, mas todas eram felizes a sua maneira... Então percebi que não é tão ruim zelar por essa felicidade e, quando descobri que Tristan estava vivo, percebi que também posso ser feliz. Pois enquanto eu tiver vida, a esperança existirá. Enquanto eu tiver vida posso lutar para ser feliz... Ser rei não é sacrifício como pensei há muito tempo, ser rei é um grande aprendizado. Garanta a felicidade e também será feliz. Proteja aqueles que dependem de você e você também será protegido. Ame e também será amado. Esse é o acordo entre o povo e um rei, um acordo de confiança. Uma aliança mútua que dura há gerações e não pretendo quebrá-la hoje, deixando você destruir Hydrus! – bradou irritado.

Kiel – Então venha, Neptun Seashark, me mostre o poder de um rei! – disse abrindo um grande riso cínico – Me mostre se essa era realmente a vontade de Mizu ou se você realmente é um tolo que assistirá seu povo perecer – disse animado.

Neptun – Como eu disse, o povo de Hydrus não é tão fraco a ponto de cair por uma simples brisa gelada! Encarnamos o significado da água, transformaremos qualquer situação a nosso favor e nos adaptemos a qualquer dificuldade! – levantou a mão direita para o alto – Eu sou seu rei e o ordeno, revele o poder de um deus escondido nas profundezas silenciosas e nos contemple com seu esplendoroso brilho, ó Rio Celeste! – bradou com toda a força.

Kiel então sentiu a essência de Neptun aumentar em um nível absurdo. No mesmo instante, o bloco de gelo que havia sobrado sobre o topo da torre central explodiu se tornando líquido novamente, porém, emitindo um brilho azul ofuscante.

O albino se virou rapidamente em direção a cidade e pôde ver os blocos de gelos subindo aos céus novamente e explodindo, voltando a se tornar a mesma água brilhante e a correr pelo céu em direção ao palácio.

Neptun – Ao contrário de qualquer outro dia, nessa noite, o Rio Celeste não é um simples rio. Suas águas que estão banhadas no puro poder de Oceanus, não são águas comuns e não podem ser congeladas. Essa é água divina, a água que corre no grande rio do Plano Superior! Nessa noite, o Rio Celeste é tomado pelas águas brilhantes do Rio de Estrelas – disse sério.

Kiel começou a rir – Esplêndido! Talvez eu tenha escolhido um péssimo dia para atacar essa cidade... Ou não! – riu de canto, como se não estivesse surpreso.

Neptun levantou as duas mãos e o Rio Celeste voltou ao seu curso normal, cortando o céu de Aquos. O rei então baixou a mão esquerda e o rio começou a se dividir em vários cursos, que tinha um único ponto de encontro, o topo da torre mais alta do palácio de Sidonia. As águas brilhantes começaram a despencar sobre a torre, destruindo o gelo restante a adentrando todas as canelas com força.

As águas começaram se dividir pelos aquedutos e a se distribuir por todo o palácio, o deixando com uma bela luz azul e o iluminando por completo. A água então seguiu para fora do terreno do palácio e se misturou aos rios por toda a cidade, destruindo o gelo e fazendo os rios fluírem mais uma vez. Aquos foi tomada pelo brilho azulado do Rio de Estrelas e todos ali, pararam para ver o espetáculo.

O Rio Celeste, dividido em vários, caindo num único ponto e depois se misturando aos demais rios dava a quem estava vendo a cidade de longe, a imagem de uma gigante coroa de azul.

Kiel – Mesmo que faça todo esse espetáculo, ainda não podem derrotar a Ark Luminus, muito menos você pode me derrotar! – disse cínico.

Neptun – Já ouviu a expressão: “O povo é o que faz um rei”? – indagou com riso de canto.

Neptun nem esperou a resposta do albino e pulou alto, a coroa real em sua cabeça começou a emitir um brilho fraco deixando o homem flutuando acima da torre principal. Ao olhar para baixo, Neptun podia ver perfeitamente as várias divisões do rio se encontrarem e caírem sobre o palácio. O mesmo então suspirou fundo e sua face mudou para uma expressão mais severa, mas, ao mesmo tempo, tranquila.

Neptun – Povo de Hydrus! – disse alto e sua voz ecoou por toda a cidade – O poder do rei, o meu poder, é de vocês, assim como o poder de vocês é o poder de Hydrus! Não desistam, não se abalem, não pereçam, não percam a esperança e não parem de lutar, pois eu não irei desistir nem irei parar de lutar por esse povo e essa terra! Pela aliança firmada há mais de um milênio, peço que nessa noite, também se tornem o meu poder! Juntos garantiremos o amanhã e o futuro de Hydrus! – disse firme – Então, mostrem a eles do que somos feitos! – bradou por fim.

O eco da voz de Neptun soou no ouvido de todos e, após segundos de silêncio, o grito de todos os habitantes pôde ser ouvido em uníssono.

Kiel – Então ele planeja ir com tudo... – fechou os olhos e riu pelo nariz.

Neptun – Glória a Aquos! Glória a Hydrus! Glória a água! – levantou o punho direito e aquelas palavras foram repetidas pelos habitantes.

Kiel então pôde ver um pequeno círculo brilhante, de cor azul, se acender na íris do rei, ao redor de sua pupila.

 

- Jardins do Palácio -

 

Konrad desviava das investidas de Daymond, quando o símbolo da casa Seashark surgiu sobre o seu peito esquerdo, brilhando intensamente. Seus olhos se arregalaram, mas em seguida, riu de canto.

 

- Arredores do Portão Sul -

 

Wasser corria pelo alto das muralhas, tentando fugir de Edgard com tudo que tinha, porém, parou ao perceber o símbolo da casa Seashark surgiu sobre seu peito também. O mesmo olhou para o palácio no mesmo instante.

Wasser – O destino que tanto negou, agora é sua maior força...

 

- Floresta de Lymnades -

 

Candel – Lucy, o que é isso em seu peito? – indagou ao ver o tubarão coroado surgir brilhando.

Lucy parou e olhou, não entendendo do que aquilo se tratava, mas ao olhar para trás, podia ver que várias das pessoas que estavam ali, também possuíam o mesmo símbolo brilhante sobre o peito.

 

- Sala do Trono -

 

Tristan desferia ataques violentos em Flare, que desviava com facilidades, porém, assim que o símbolo real surgiu sobre o peito de Tristan, seus braços congelados se partiram e voltaram ao normal. A água brilhante que havia voltado a correr envolveu seus punhos e o mesmo desferiu um poderoso soco em Flare que cruzou os braços na frente do corpo, defendendo o golpe, porém, sendo arremessada para longe.

Tristan – Isso com certeza é coisa sua... – olhou para cima ao perceber o símbolo – Não ouse acabar aquele maldito antes de mim! – disse avançando novamente contra Flare.

 

- Laboratórios de Delphine -

 

Zeel – Mestra! – apontou para o peito da mulher.

Delphine baixou o olhar e pareceu sentir um pouco de esperança.

Delphine – A Coroa de Hydrus... – parecia se sentir bem com aquilo.

Egeu – Eu também... – apontou para a marca em seu peito.

Do lado de fora dos laboratórios, Kryo desviava dos ataques de Logue, que estava com uma expressão séria.

Logue – Tsc! Reis ainda são problemáticos... – pensou com os olhos irritados.

 

- Rua Central -

 

Grant – Sr. Cyrus, como é possível? – indagou vendo o rio correr e brilhar novamente

Cyrus – Eu já presenciei isso há muito tempo... Muitos anos atrás... Não é mesmo, Wullfric? – indagou a última parte para si – A Coroa Real... – olhou rapidamente mirou o olhar para Siebold, vendo o símbolo dos Seashark’s sobre o peito do mesmo.

O gelo começou a rachar em vários lugares, libertando o homem que no mesmo instante avançou contra o General Safira.

Siebold – CYRUS! – pulou alto e várias lâminas, vindas do Rio Celeste, avançaram consigo.

 

- Campos Nevados, além da Cordilheira de Thêtis -

 

Konst estava sentando em seu trono, vendo Drakkar avançar inúmeras vezes numa velocidade incrível por todos os lados, mas sendo parado pelas almas presas nas águas amaldiçoadas. Contudo, logo percebeu algo sobre seu peito, baixando o olhar surpreso. O brasão dos Seashark’s estava sobre si e mesmo sentiu o ódio lhe preencher. Ao olhar para o lado, viu que Fyodor ao longe também estava surpreso pelo mesmo símbolo estar sobre seu peito.

Drakkar – Não vamos deixar nosso reino cair, não importa como, mesmo que tenhamos que usar o poder de nossos inimigos, HYDRUS NÃO CAIRÁ! – apareceu em frente de Konst que havia se distraído.

O Elo do Paraíso, arregalou os olhos e levantou a mão direita por impulso, fazendo a alma que sentava ao lado se seu trono se colocar na frente, defendendo as grandes garras da transformação de Drakkar.

A silhueta de água negra se desfez e choveu sobre o rosto de Konst, que baixou cabeça, após lançar Drakkar para longe com outro golpe.

Konst – Maldito, vocês fizeram de novo... MALDITOS SEJAM! – bradou tomado pela ira – Irão pagar com suas ruínas! – disse vendo que, sobre o peito do monstro de água, também havia o mesmo símbolo.

 

- Torre Central do Palácio -

 

Neptun – Irei pegar parte do poder de vocês emprestado, pois sei que são fortes e não sentirão a ausência dele! Mas mesmo assim, me perdoem... Esse é o último jeito! – olhou para Kiel, que parecia feliz ao presenciar tudo aquilo – KIEL! – desceu em alta velocidade com os punhos envoltos na água brilhante.

Kiel – Talvez eu deva parar de brincar, não é? Parece que finalmente, depois de mais de um milênio, eu poderei lutar com um pouco de seriedade – suspirou, parando o punho de Neptun com a palma da mão direita – Por mais que diga tudo isso, você não pode adiar o inevitável, Hydrus cairá em ruínas de qualquer forma! – socou o abdômen de Neptun, jogando longos metros à frente.

Entretanto, o rei se manteve firme, parando no ar e olhando friamente para Kiel. Neptun foi até Kiel novamente, parando alguns metros em sua frente.

Neptun – Irei cumprir o que prometi. Irei vingar Mika, vingar meu povo, farei você pagar por tudo que fez comigo e com Tristan e, para isso, irei cumprir a última promessa que lhe fiz. Farei você lamentar ser imortal! – disse frio, manifestando toda sua essência.

A essência do rei de Hydrus era monstruosa e invadiu toda a capital do reino. Todos ali sentiram a pressão de seu poder, contudo, Kiel não se intimidou.

O Lorde da Luz nada disse, apenas partiu para cima de Neptun, porém, o rei sumiu de sua frente.

Neptun – Vou começar tirando esse riso cínico de sua cara! – apareceu atrás de Kiel, que arregalou os olhos.

O punho de Neptun estava envolto em um turbilhão de água e o mesmo socou o Lorde da Luz no meio das costas, o afundando no chão e trincando todo o topo da torre central. Kiel cuspiu uma enorme quantidade de sangue, mas rapidamente se recuperou, desviando de mais um ataque e aparecendo rapidamente atrás de Neptun, pronto para desferir um chute envolto em uma luz branca ofuscante.

Foi um movimento tão rápido que o chão ainda trincava quando Kiel preparava o golpe, porém, Neptun se virou em alta velocidade e defendeu o chute, segurando a perna de Kiel e o jogando para cima, pulando logo em seguida. Neptun cerrou o punho, envolvendo-o em água no Rio Celeste novamente e socando o abdômen de Kiel e, logo após, o chutando na lateral da barriga com o pé esquerdo, o jogando em linha reta contra o chão da entrada do palácio.

O albino afundou e escavou o solo com o impacto, porém, estava ileso. Sem tirar seu riso dos lábios, estalou os dedos e vários feixes de luz atacaram Neptun que ainda estava no topo do palácio. Eram raios de luz que atravessavam e destruíam tudo pelo caminho. O rei, porém, apenas moveu a mão direita para a esquerda e uma barreira de água se formou em sua frente, defendendo o ataque. Contudo, assim que os feixes luminosos sumiram, Kiel estava na frente de Neptun com o punho envolto em luz.

O rei defendeu o punho e iniciou uma série de trocas de golpes velozes contra o albino. Nenhum dos dois conseguia acertar o outro e cada soco que se encontrava gerava grandes ondas de choque que destruíam o telhado do palácio. Os dois eram tão rápidos que, aqueles que viam o palácio de longe, só podiam ver dois raios de luz, um branco e outro azul, um perseguindo o outro e se chocando inúmeras vezes. Movimentos tão rápidos que os olhos não podiam acompanhar tal velocidade.

Em dado momento, os raios de luz se chocaram uma última vez onde iniciaram sua troca de golpe. Neptun e Kiel recuaram juntos e ficaram se encarando.

Kiel – Hum... Então você consegue acompanhar minha velocidade? – disse com um riso cínico de canto de boca.

Neptun – Graças a Coroa Real! Ela não só o símbolo e tratado de aliança entre o povo e seu rei, mas também permite ao rei emular parcialmente uma das habilidades dos Lordes. Os primeiros Lordes eram ridiculamente poderosos, deixaram um círculo de essência ativado por mais de um milênio, mesmo que já estejam mortos e colocaram a habilidade “catalisar essências” no mesmo – disse sério.

Kiel – Amplificar sua própria essência usando como catalisador a essência do seu elemento presente nos seres e no próprio Plano Terreno. De fato, é algo incrível – disse em tom debochado

Neptun – Exato! Porém, a Coroa só usa como catalisador a essência, do elemento que ela representa, dos habitantes de seu reino que possuem uma essência. 5% da essência de todos os habitantes sob a coroa é transferido para ela, aumentando todas as habilidades físicas do rei: força, agilidade, velocidade, resistência, reflexos e sua essência! Contudo, como está dito na sétima e última regra da Coroa Real: “A Coroa Real só pode ser usada para proteger o reino e seu povo, nada mais que isso. Caso contrário...” – foi interrompido.

Kiel – “O rei terá sua essência arrancada de seu corpo a força pela coroa e ela presa dentro da mesma, transformando seu corpo em uma casca vazia, sem vida, consciência ou alma, por fim, virando pó”, estou certo? – indagou, deixando Neptun surpreso – Realmente é uma regra que impede o rei de usar esses poderes para fins próprios. A Coroa Real realmente é um pacto incrível, uma aliança com base na confiança – riu canto, vendo a face atormentada de Neptun.

Neptun – Como... Você sabe sobre isso? As Coroas só foram criadas pelos primeiros Lordes nos últimos anos de seus reinados – estava atônito.

Kiel – De fato, quando eu era o Imperador de Photom, isso não existia e foi uma pena. Porém, você quer saber como eu sei, não é? A resposta é simples... – colocou a ponta do dedo indicador sobre a têmpora direita – Regem!

No mesmo instante, uma auréola idêntica a de Neptun, porém, completamente branca e com o símbolo da luz, se acendeu sobre a cabeça de Kiel, que abriu um grande sorriso malicioso nos lábios ao ver os olhos de Neptun ficarem em choque...


Notas Finais


Qualquer erro ou contradição me avisem e comentem o que acharam...

Círculos de Essência do Capítulo:

Kryo:
- Freeze: Congele

E então? Viram como o Neptun é apelão? kkkkkk Mas essa luta ainda tá bem morna, as coisas vão esquentar no próximo capítulo. Se preparem para uma grande luta e algumas revelações...

Continua... Neo Arcádia...


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