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História Estação Yongsan - Capítulo 2


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Notas do Autor


Hello gente, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Bom, eu disse que voltaria e aqui estou eu cumprido, mesmo que atrasada.
Espero que gostem desse capítulo e que eu tenha mantido a mesma vibe do capítulo anterior e não decepcionado vocês.
Boa leitura e um bom fim de semanas para vocês!

Capítulo 2 - Busan


Fanfic / Fanfiction Estação Yongsan - Capítulo 2 - Busan

Seul, Coreia do Sul; Primavera de 2017

Um ano depois...


Eu não sabia bem como descrever todos os sentimentos que tomou conta de mim desde aquele dia. Um ano se passou, mas parece que foi ontem que tudo aconteceu, pois lembro-me bem de tudo, de todos os detalhes, do que dissemos e da roupa que vestiamos, do seu sorriso e olhar brilhante, do salgadinho e da música que testemunhou ele ser levado de mim. Do momento em que o perdi. Cada mínimo detalhe passa vívido diante dos meus olhos, como se eu estivesse preso em um lup que não tem fim, vivendo aquele dia de novo e de novo sem parar, torturando-me da forma mais impiedosa possível.

Eu sinto sua falta, mais do que imaginaria sentir.

Os dias têm sido sem vida. O inverno foi mais frio que o comum sem ele aqui para me aquecer e o verão não me aqueceu por mais quente que tenha sido. O outono não levou consigo a dor e a saudade que Jimin deixara para trás e agora me resta a primavera para reviver aquele dia com mais intensidade, dessa vez implorando para quando ela se for, que ela me levasse também.

A cama tem estado vazia, mesmo que eu tenha a trocado por uma de solteiro, por mais que eu tenha mudado completamente minha vida, saído da casa que era nossa e comprado um quitinete somente para mim, ainda sim, tudo lembra ele. Os lençóis, o travesseiro, o modo de arrumar e o resto. Porém ele não está aqui para mandar para longe essa morbidez inconsolável.

Jimim foi como um chiclete em minha vida, este a qual deixou resquícios que não consigo simplesmente desgrudar. Quero-o de volta, exigo a presença dele em minha vida. Quero sentir seus lábios junto aos meus, seu corpo aquecendo-me e apertando-me com carinho. Quero ele, mesmo que esse pensamento soe egoísta.

Senti o peso de uma mão em meu ombro direito e voltei para onde estava, assustando-me levemente ao sentir o toque repentino. Deixei de olhar sua lápide fixamente e mirei os pais de Jimin, que tinham a expressão tão sem vida quanto a minha. Queria poder falar algo, abraçá-los e consolá-los, mas nem forças para isso eu tenho pois nem eu soube dirigir minha vida desde que ele se foi.

Coloquei as variadas flores que ele adorava sobre o túmulo e dei alguns passos para trás, deixando que seus progenitores tivessem um momento a sós com seu primogênito e único filho. Me inclinei numa curvatura respeitavél e afastei-me o suficiente, sentando-me num banco próximo dali. Fechei os olhos e inclinei a cabeça para trás, desejando com todas as minhas forças que tudo fosse apenas um sonho ruim e que logo estava chegando ao fim. Mas não é, é real.

Deixei que as lágrimas escapassem, a décima vez só hoje, a centésima essa semana e a milésima só nesse mês. Meus olhos não aguentavam mais chorar, estavam inchados e muito vermelhos, queimavam feito brasa quando mais lágrimas implorava para sair. Mas meu coração estava seriamente machucado e não tinha nada mais que eu pudesse fazer para sentir-me bem.

Tentei ser feliz, mas o luto nunca foi embora e sem ele é difícil tentar tocar a vida. Fiz o que costumávamos fazer durante todo o dia, nossa rotina, mas viver na casa que compramos juntos passou a ser insuportável e doloroso e sem ele nada tinha graça. Suspirei e abri os olhos lentamente, mas os feiches de luz não me permitia que eu os mantivesse abertos naquela posição. Ouvi passos se aproximando e me ajeitei.

A senhora Park vinha agarrada em seu marido, não escondendo que chorava de saudades do amado filho. Os dois pararam em minha frente e eu me levantei. Por longos minutos ficamos em silêncio, apenas nos encarando, até que a senhora Park soltou-se do marido e avançou alguns passos, ficando surpreendentemente próxima a mim.

— Você é jovem e meu filho o amava como nunca amou ninguém. — ela ditou de repente, num tom tão baixo que eu mau podia a ouvir — Conhecia ele e tenho certeza de que odiaria vê-lo assim — ela segurou minhas mãos e abaixou-se um pouco para que eu pudesse a olhar, já que eu mantinha meus olhos fixos em nossas mãos. — Tem que viver. Vai encontrar outra pessoa e vai ser tão feliz quanto foi todos esses anos que esteve com meu filho. — Ela forçou um sorriso, provavelmente lembrando de algo em relação a ele, testemunhei muitas vezes o quão próximos eram, o amor mais puro e genuíno. Nem consigo imaginar a dor que ela sentiu quando soube que havia perdido seu único filho. Assenti lentamente, mesmo sabendo que não seria fácil encontrar outra pessoa que me fizesse tão bem e me aceitasse como sou, como Jimin me aceitou. — Tenho umas coisas dele que você vai gostar. Fotos, cartas, vídeos. Se você quiser, vá em Busan amanhã e eu as entregarei. Não as trouxe pois não tinha certeza se vinha e não sei mais onde more. — Ela selou minha testa e mexeu em meus cabelos, exatamente como Jimin fazia, causando-me uma combustão de boas lembranças, que ao se forem lentamente deixam saudades — Espero que você fique bem. — Suas mãos deslizaram por meu rosto delicadamente, bem devagar, numa despedida dolorosa. As segurei e selei carinhosamente, fazendo-a sorrir com o canto dos lábios. Me virei para o senhor Park e me inclinei, mantendo-me assim por alguns minutos enquanto já não conseguia mais segurar as lágrimas novamente.

— Me desculpe — solucei, entregando-me novamente para o choro doloroso. O senhor Park se aproximou e me abraçou forte, segurando minha cabeça contra a curvatura do seu pescoço Enquanto eu chorava sem sentir vergonha, feito criança que sem querer quebrou seu brinquedo novo. Não, na verdade eu chorava como alguém que tinha perdido a pessoa que mais amava no mundo.

— Não se desculpe — sua voz invadiu meus ouvidos de repente, estava embargada e falhando — homens também choram. — Ele deu algumas batidas leves em minhas costas. — E você não tem culpa de nada. Apesar de não aceitarmos no início, você o amou mais que eu e a mãe dele, nunca o deixou, sempre enfrentou os obstáculos junto a ele. — Ele segurou meu ombro e me afastou para que pudesse me olhar nos olhos. Um sorriso gentil se fez presente no canto dos seus lábios, fazendo com que de certa forma um alívio tomasse conta de mim por alguns segundos. — Somos gratos por amá-lo tanto quanto nós, Taehyung, por ter estado do lado dele e enfrentado junto a ele as dificuldades quando mais precisou. Obrigada. — alternei o olhar entre os dois em minha frente, querendo chorar ainda mais por eles lembrarem tanto Jimin.

— Precisamos ir agora, mas estaremos esperando por você — a senhora Park voltou a segurar o braço do marido e logo me olhou com o olhar gentil. — A porta da nossa casa sempre estará aberta para você. — Eles seguraram forte minhas mãos e logo se foram, deixando-me sozinho ali.

Olhei para a lápide de Jimin e em passos quase inexistentes voltei a me aproximar. Toquei as flores, no mármore e por último dedilhei seu nome grifado logo acima do ano em que nasceu e morreu. Olhei a foto colada logo acima, o seu sorriso perfeito que me aqueceu tantas vezes. Sentei-me sobre o mármore e logo estava deitado agarrado às flores, mais lágrimas fizeram-se presentes e eu não mais lutei para cessá-las. Estava doendo mais do que doeu nos últimos meses, como se tivesse sido ontem em que eu o tivessed perdido.

Minha garganta queima, deixando-me com vontade de gritar e espantar toda a negatividade que festeja sobre mim, mas eu também não conseguia. Fechei os olhos com força e sussurrei baixinho para que somente eu e ele pudesse ouvir:

— Como pode ir e me deixar aqui? — solucei alto — Como posso ser feliz sem você do meu lado? — me encolhi.

☆. ☪ .☆

Joguei as chaves sobre a pequena mesa redonda ao lado da porta, junto a carteira, telefone e um recibo de uma cafeteria próxima ao cemitério. Tirei o sobretudo e a jaqueta que vestia por baixo e os pendurei no cabideiro atrás da porta, logo depois me desfazendo dos sapatos e colocando-os no armário, assim ficando de meias, calça social e um casaco de tecido fino da cor preta.

Me direcionei até a cama e me joguei na mesma ao alcançá-la. Respirei fundo, cansado do dia, mesmo que não tenha feito nada, a disposição é minha companhia. Abri os olhos e mirei o teto, logo olhando ao redor. Todo o quitinete está repleto de potes de lamém e plásticos de comida industrializada, denunciando como tenho levado a vida: nada produtiva ou saudável.

O celular vibra sobre a mesa e depois de muito ignorá-lo vou ver se quem é a chamada, com preguiça tomando meu corpo. Me arrependo ao ver o nome de Kim Namjoon na tela e volto para a cama, enterrando o rosto entre os lençóis e travesseiros bagunçados. Depois de muito pestanejar me levanto novamente e vou abrir as janelas, deixando que os últimos raios de sol da tarde invadam o cômodo pequeno. Tomo disposição, por mais pouca que seja, e começo a limpar. Pego as roupas e as demais peças e as coloco no cesto de roupa suja, logo em seguida pego os potes de lamém e o resto da sujeira e coloco no lixeiro, que já está tão cheio que esborra. Amarro o saco de lixo e abro a porta, que abruptamente revela Kim Namjoon parado em frente dela vestido em suas roupas sociais e mãos enfiadas no bolso.

— O que está fazendo aqui? — suspiro e passo direto, fechando a porta atrás de mim. Toco o botão chamando o elevador, mas demora demais e vou pelas escadas, com o Kim atrás de mim como se fosse minha sombra.

— Taehyung, precisamos conversar — ele segura meu braço ao chegarmos no térreo, fazendo-me parar. Puxei meu braço com força e olhei por cima do ombro.

— Não temos nada para conversar — abri a porta do prédio e fui na direção da lixeira. Separei o lixo e entrei no prédio para lavar as mãos, logo sai novamente e atravessei a rua. Fechei os olhos e respirei fundo, cansado de tudo isso, da obsessão em todos querem me ver bem, não me dando espaço para me restaurar.

Caminho na direção de um parque próximo do edifício onde moro e ao chegar sento-me em um banco, deixando que meus olhos vagassem automaticamente pelo vasto lugar quase vazio. Um estranho sentimento acolhedor assolou sobre mim quando meus olhos capturaram a cena de algumas crianças brincando divertidamente nós brinquedos e outros correndo para pegar pétalas que caiam das árvores. Mas a tal sensação deu lugar ao sentimento de solidão quando meus olhos pousaram sobre um casal que estavam abraçados e sorridentes, caminhando lado a lado de mãos dadas e sentando-se em um banco logo depois, saboreando um sorvete, aproveitando o clima quase perfeito que somente a primavera pode proporcionar. Suspirei.

Ouvi movimentos lentos se aproximar de mim, de passos hesitantes, e logo e alguém sentar-se são meu lado e ficar quieto. Baixei a cabeça, apoiando os cotovelos nos joelhos, e respirei fundo. Lentamente virei a cabeça na direção em que a pessoa estava e suspirei ao ver quem era. Kim Namjoon.

Ele tinha a expressão serena. As mãos dentro do bolso da calça social enquanto as pernas cruzadas davam-lhe um ar de superioridade e seriedade. Seu cabelo loiro penteado para trás ajudava-o aparentar ser um pouco mais velho do que realmente era, deixava-o parecendo de fato dono de uma empresa de grande porte. Mas ele só tem 28 anos e acabara de fundar uma pequena empresa de cosméticos e perfumaria, que mesmo com tão pouco tempo já ganhara reconhecimento o suficiente no mercado para dar-lhe destaque e ganhar o suficiente para se manter e um pouco mais.

— Por quanto tempo mais vai ficar assim, Taehyung? Já faz um ano — ele disse sério e baixo, não olhando nos meus olhos, mas a bela vista do parque. Sua voz veio soprada junto ao vento, trazendo uma dor junto consigo, numa calmaria que muitas vezes me irrita.  Um ano.

Deixei de olhá-lo e respirei fundo, me encontei no banco, cruzei os braços e logo depois as pernas. Fixei meu olhar numa frondosa árvore a poucos metros de nós que balançava lentamente, confronte o vento. Passei a língua nos lábios ressecados e maltratados e baixei a cabeça.

— Mesmo tendo conquistado tudo o que tenho hoje, desde o colégio te invejei. Você não era muito sociável, mas era gentil e inteligente. Ia a festas mas não deixava a diversão te tirar do objetivo, você era organizando e determinado — o olhei novamente de relance — Mas depois do falecimento de Jimin, você...

— Não fale mais nada — disse baixo, serrando as mãos, contendo minha vontade de gritar.

— Você não é mais o mesmo — ele finalizou, pelo menos foi o que achei. — Você deixou que ele te tirasse do foco, você deixou que o falecimento dele te tirasse dos trilhos e ficasse perdido — ele levantou-se e tirou a mão dos bolsos, agora com seus olhos me queimando. — Se realmente quiser se reestruturar, se levantar, você sabe onde me encontar — ele colocou o cartão da sua empresa ao meu lado do banco e me deu as costas.

— E você, hyung, quantos anos precisou para superar a morte a da Sun-Ah? — Seus ombros caíram. Ele me olhou por cima dos ombros mas nada disse, virou-se e foi embora.

☆. ☪ .☆

As persianas estavam agitadas, debatendo-se com força no parapeito da janela. Novamente havia esquecido de fechá-las. Me sentei na cama ainda com preguiça, com os olhos fechados e implorando por mais algumas horas de sono. Esfreguei os olhos para despertar, levantei e me espreguicei. Mesmo que já não servisse mais, fechei as janelas e fui pafa o banheiro.

Tomei um banho rápido e escovei os dentes, logo indo na cozinha forrar meu estômago faminto com um pouco de lamém. Meu celular vibrou sobre o balcão e imediatamente eu o peguei e desbloqueei. É uma mensagem de Namjoon.

"Estarei te esperando no meu escritório as 14:00 horas para uma entrevista".

Estalei os lábios e revirei os olhos, mas antes eu pudesse bloquear meu celular novamente e voltar a comer, uma mensagem da senhora Park surgiu na tela.

"Vou fazer seus pratos favoritos, espero vê-lo hoje." 

Suspirei e bloqueei o celular, olhei para o pote de lámen na minha frente mas já não tinha vontade alguma de comer. Baguncei os cabelos mau arrumado e levantei-me, peguei o sobretudo no cabideiro, luvas, touca e saí. Sem ter certeza para onde iria.


No ônibus, meus olhos não paravam quietos. Os casais sorridentes e admirados com a estação causavam-se uma mistura de sensação leve com tristeza e um toque de raiva. 

Desci no ponto de ônibus e avancei até a estação. No estacionamento, num canto reservado, o carro que testemunhou os últimos sorrisos de Jimin ainda estava lá, parado e conversado. Me aproximei dele e o toquei, sendo arrebatado por mais lembranças de nós dois.

"Eu nunca andei de trem".

Sentei-me e me encostei no carro, deixando que algumas lágrimas escapassem sem que eu percebesse.

— Você está bem? — Um homem de idade avançada perguntou, e eu me levantei Imediatamente: 

— Estou. —  inclinei-me para ele e corri para a entrada da estação, não querendo dá explicação da confusão dentro de mim. 

Meu coração bateu mais rápido, querendo rasgar e escapar por meu peito. Hesitante, comprei uma passagem para Busan e logo fui até a plataforma indicada para aguardar o trem. 

Em poucos minutos ele havia chegado. Com receio, eu entrei e caminhei até o vagão. As lembranças me invadiram de forma impetuosa, deixando-me tonto e sufocado. Por um momento eu queria sair correndo dali.

Forcei-me a andar um pouco mais e sentar-me exatamente no mesmo lugar da última vez. Vi seu sorriso e olhos. A projeção formulada por minha mente sentado ao meu lado, sorrindo e tomando o iogurte de banana que tanto gostava enquanto se divertia ao som da música. Balancei a cabeça levemente e olhei para fora da janela. Ainda estávamos na estação. O trem andou um pouco, mas parou abruptamente, jogando os passageiros para a frente.

Um garoto ofegante entrou e saiu pedindo desculpas até sentar-se no banco livre em minha frente. Ele se encostou no banco e suspirou, logo encostou a cabeça na janela e fechou os olhos temporariamente. Seu peito subia e descia, seus lábios entreabertos em busca de ar. Ao abrir os olhos os mesmos foram de encontro ao mesmo e no mesmo momento senti meu corpo aquecer, envergonhado por ter sido flagrado olhando para alguém.

O garoto sorriu e se inclijo e eu retribui, em seguida me acomodando no banco para tirar um cochilo, pois a viagem seria longa. O garoto olhou um papel que tinha em mãos, pelo formato parecia uma foto, e logo a guardou dentro do mochila. Meus olhos pesaram e então sucumbi ao sono.

☆. ☪ .☆

Lentamente abri os olhos, levando um tempo para realmente despertar. O trem estava vazio e parado, somente eu e o garoto que estava em minha frente estávamos ali. Um homem passou pelo corredor e ficou entre os bancos, logo dizendo:

— Precisam descer — franzi a testa e olhei para o lado de fora reconhecendo a estação da última vez em que estive aqui, estávamos em Busan. Assenti e ele se foi.

Levantei do banco e me aproximei do garoto. Ele dormia serenamente, numa calmaria invejável. Toquei o ombro dele e o balancei mas ele não correspondia e isso me fez entrar em desespero.

— Ei — levei meu dedo até embaixo do seu nariz, verificando se ele respirava e ele estava, o que foi um alívio. — Ei! — falei mais alto, dessa vez balançando seu corpo com um pouco mais de força.

Imediatamente ele levantou-se, aparentemente assustado, olhou de um lado para o outro, esfregou os olhos e bagunçou o cabelo. Seus olhos pararam em mim e ele sorriu sem jeito.

— Estamos em Busan — dei as costas a ele e caminhei em busca da saída do trem.

Ainda não acreditava que tinha dormido as duas horas de viagem. A noite tinha sido agitada, mas ainda sim descansei, provavelmente não o suficiente. Sai da estação e atravessei a rua, entrei na cafeteria e esperei na fila.

A porta do lugar abril novamente, fazendo o sininho tilintar. Olhei involuntariamente e era o mesmo garoto. Fechei os olhos por alguns minutos, pois por um momento eu passei a odiar vê-lo tantas vezes em um único dia. É irritante.

Alguns minutos depois comprei um cappuccino e sai do lugar, indo me aventurar por Busan, ainda sem coragem de ir a casa dos pais de Jimin e enfrentar o que está por vir. O primeiro lugar a qual eu fui foi Yongdusan Park. Jimin sempre falava dele quando voltava para Seul, prometendo um dia me levar lá. Ele parecia nunca enjoar do local, já que sempre que ia tirava uma foto e me mandava junto a localização. Por um tempo até cheguei a pensar que aquele lugar tinha algum significado especial e até tinha, foi o último lugar que sua avó o levou antes de partir.

Depois dali fui a outros pontos turísticos, museus e feiras. Estava criando forças para está de frente novamente ao senhor e a senhora Park. Eles são gentis e lembram-me Jimin em todos os aspectos, é difícil está perto deles e não sentir saudades.

Minha barriga roncou alto e então percebi que estava na hora de me alimentar, afinal a única coisa que tinha comido no dia todo foi lamém. Olhei a hora no celular e já se passavam das 14:00 horas. Tinha três chamadas perdidas de Namjoon mas ignorei, ainda não queria falar sobre trabalho, mesmo que estivesse precisando de emprego, pois as contas estavam chegando.

Respirei fundo e olhei para o ponto de ônibus do outro lado da rua, apertei o celular na mão e avancei. Em poucos minutos eu estava de frente a casa, hesitante e querendo ir embora, eu não teria coragem. Sou culpado por ele ir embora, não cuidei como devia, não fui atencioso e nem perguntei se ele estava bem. Eu deveria ter sido um marido melhor. Dei as costas a porta e avancei, mas antes que eu pudesse fugir, a voz da senhora Park invadiu meus ouvidos, fazendo-me parar.

— Taehyung, você chegou — gentil e calma como sempre, mas eu sabia como ela se sentia por dentro, é o dobro ou até mesmo o triplo do que sinto por dentro.

Virei-me lentamente para ela, com os olhos marejados pelo sentimento que nunca me deixou e nem parece querer deixar. Ela sorriu sem mostrar os dentes e desceu o único degrau da casa, avançando em minha direção já pronta para me reconfortar como un abraço caloroso.

— Que bom que veio — ela me afastou e olhou nos meus olhos. Os seus brilhavam feito uma noite estrelada, o brilho que Jimin carregava naturalmente. — Achei que não viria. Venha, entre — ela rodeou meu braço e me puxou para dentro. Tratei de colocar um sorriso, pois não queria ser a pessoa com áurea negativa dentro da casa.

— Desculpe, cochilei na estação de trem — finalmente falei — espero não ter chegado muito tarde.

☆. ☪ .☆

No dia seguinte fui ver Namjoon. Coloquei meu melhor terno e ajeitei meu cabelo como pude. Eu não estava revigorado, pronto para seguir em frente, mas estava melhor do que nunca estive nesse último ano.

Cheguei no escritório sem aviso prévio, ele parecia ocupado demais para uma entrevista hoje. Havia um grupo atrás de si e todos eles carregam uma espécie de panilha com uma grande quantidade de papéis. Ao me ver, ele sorriu e entregou a panilha que estava consigo a uma mulher atrás do balcão e logo avançou. Sorri para ele envergonhado, coloquei as mãos dentro do bolso da calça social e baixei a cabeça, em seguida o olhando com um quase inexistente sorriso nos lábios.

— Desculpe o atraso, tive um imprevisto — ele sorriu e imitou minha pose, colocando as mãos dentro do bolso. Ele arqueou a sombrancelha e riu nasalado. — Espero que ainda tenha uma vaga para mim — ele balançou a cabeça em um sim, logo abrindo espaço para que eu passasse.

— É bom vê-lo assim — ele tocou ombro e o apertou, guiando-me para a sua sala.


Notas Finais


Me desculpem por não postar sexta como eu havia prometido, estava destruída e me esqueci completamente de passar o capítulo para o celular. Mas com a ajuda de uma amiga pude fazer isso o mais rápido possível e trazer para vocês ainda hoje. Me perdoem.

O que estão achando da história?
Eu havia me esquecido de comentar que a história será composta por mais ou menos 5 capítulos, epílogo e possivelmente um spin-off do Jimin, que logo mais vocês vão saber o motivo.

Nos vemos na próxima sexta, bye! (Não vai ser de certeza, ainda não mentalizei todo o terceiro capítulo, mas vou fazer de tudo para ele está pronto o quanto antes)

Ps: o trailer da história ainda não está pronta, mas logo que tiver postarei no meu canal do YouTube e disponibilizarei o link aqui para vocês.

~ Kookiss❤️


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