História Estações - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Hyoga, Shun
Visualizações 116
Palavras 2.683
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queridos, olá!
Percebi que os capítulos dessa fic estão ficando enooormes, então, dividi em dois...
Espero que gostem do "prólogo" dessa viagem.
Muito beijos! ;-)

Capítulo 2 - Saindo da inércia


Fanfic / Fanfiction Estações - Capítulo 2 - Saindo da inércia

O mais velho virou-se a mirar o ambiente externo, ficando de costas para o mais novo, que apenas suspirou profundamente e abaixou o olhar, fitando o tapete grosso sob seus pés, depois daquela ordem... Sabia o quanto Hyoga era teimoso... Também ele o era, contudo... No estado emocional que Shun se encontrava, talvez somente as estações daquela viagem pudessem aliviar aquela melancolia...

-----*-----

Aquela área do Japão era especial, para Hyoga... A propriedade Kido proporcionara-lhe tantas experiências que, ao invés de detestar estar ali, simplesmente parecia sentir alguma indiferença. Sempre lhe importou cumprir suas missões e voltar à terra natal o mais rápido possível. Contudo, com Shun ali, daquela forma...

Gostaria de poder dizer que gostava de ficar ali, na mansão, próximo aos amigos, mas era impossível...  Afirmar que odiava, tampouco...

Afinal, aquele lugar remetia-lhe a dias sombrios de tristeza, nos quais a solidão era sua companhia, quando fingia não entender o que os colegas diziam sob a desculpa de ser um órfão estrangeiro. Entretanto, Shun logo descobriu seu segredo e o guardou consigo...

Sempre guardara seus segredos, era um amigo extremamente fiel...

Inclusive quando enamorou-se de uma moça que auxiliava Miho nas atividades do orfanato... Mesmo com pouca idade, já entendia alguma coisa a respeito das reações do corpo masculino frente à algumas mulheres. Nunca imaginaria que sentiria algo com relação ao seu melhor e mais amado amigo, Shun. Isso nunca lhe passara pela cabeça, mesmo com a vaga lembrança da amizade de seu mestre Camus e o cavaleiro de Escorpião. Tinha certeza, em sua alma inocente, que os beijos que trocara com a jovem amiga de Miho e a excitação que sentira apossando-se de sua região física mais íntima, eram o início de das modificações naturais de seu corpo. Às vezes sentia-se assim próximo de Shun, entretanto atribuía esse fato a uma confusão que seu corpo fazia. 

Enfim, se pudesse conversar com seu mestre novamente... Talvez recebesse algum conselho útil sobre o porquê de seu corpo demonstrar tantas estranhas sensações repentinamente.

Imaginando ser algo natural, e que todos os amigos deveriam sentir o mesmo, achou melhor não dizer nada e prosseguir com seu plano de passeio. Esqueceria estas elucubrações de sua alma e se dedicaria ao amigo naqueles próximos dias, como uma forma de ser grato pelas inúmeras vezes que o virginiano o auxiliara em seus momentos de dor. 

Por alguns dias, tentaria esquecer-se de si mesmo, e focar em auxiliar Shun a sair daquela inércia. 

De onde estava, na varanda do cômodo que abrigava a biblioteca dos Kido, Hyoga podia enxergar o bosque de árvores antigas que proporcionava a brisa que aliviava o calor daquele dia de primavera.

O verão logo começaria. Como sentia falta do frio da sua terra natal... 

Pelo menos, estava ventando naquele momento...

Cerrou as pálpebras, aproveitando para sorver o aroma marinho que conseguia atravessar por cima das copas largas e altas de alguns carvalhos que erigiam-se ao céu, tão azul quanto seu próprio olhar...

Como em um flash, lembrou-se de quando Shun lhe disse ao ouvido que guardaria seu segredo... 

O rapazinho era o mais intuitivo e sensível entre os cavaleiros de bronze... Com certeza, mesmo que nem o próprio Hyoga soubesse que segredo era aquele, com certeza, estaria seguro com o castanho. As memórias logo vieram, vívidas como aquele gramado que fitava da varanda da biblioteca. O dia apenas iniciava-se, e tanto se passava por sua mente que parecia ter dito um dia repleto de acontecimentos. Uma lembrança chamou sua atenção, em particular.

Estava sentado na raiz de uma daquelas árvores, imaginando-se isolado de todos, conversando em voz baixa com a imagem mental de sua mãe. Perguntava-lhe por que havia lhe ensinado as duas línguas, o russo e o japonês. Por acaso, saberia ela de algo sobre o futuro? Por acaso saberia que ele, nascido e criado sob o frio sol da Sibéria haveria de ser levado para um orfanado nas terras do sol nascente?

Ora falava em russo, ora em japonês...

Em sua inocente imaginação, pensava que, se falasse nas duas línguas, não corria o risco de a mãe não o escutar... O que não imaginava era que um pequenino anjo de cabelos cor de linho claro e olhos tão verdes quanto duas esmeraldas estava a lhe ouvir e, sem perceber, respondera-lhe a indagação infantil.

Sua mãe escuta você, Oga... Ela sempre vai te escutar... As pessoas que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós...

Aquela voz doce sempre acalmava-lhe, e da rara cumplicidade entre aquelas duas crianças surgira uma amizade bela e sincera, permeada de segredos que somente os dois sabiam um do outro.

Shun sempre conseguia consolar o coração do outro endurecido pela perda... A proteção física que o mais velho oferecia ao pequeno nem se comparava à proteção emocional que Hyoga sentia quando o amigo estava por perto...

Era como se os sentimentos do mais velho estivessem tão ressecados quanto um rio esturricado repleto de bancos de areia, sedento por uma chuva; e Shun sempre chovia em abundância... Sem receio, oferecia a água pura de sua companhia, de suas palavras ou de seu silêncio...

Quando a brisa interrompeu seu soprar, o rapaz sentiu os fios loiros de volta à fronte e abriu as pálpebras suavemente bronzeadas pelas queimaduras de frio de seu treinamento. Estava na hora de conversar com Saori e dizer-lhe de sua proposta. Sabia que ela não faria nenhuma oposição, mas precisava da chave do chalé que se localizava nas montanhas, um refúgio secreto que somente Tatsumi e os quatro cavaleiros de bronze mais próximos da jovem conheciam.

Respirou fundo, falando baixo consigo mesmo, como se programasse mentalmente o que faria. Bastava conversar alguns detalhes com Saori e tudo estaria pronto.

Por mais que não desejasse continuar no Japão, naquele clima, para ele, insuportavelmente quente...

Que sua alma desejasse afastar-se daquele lugar, por sua índole livre e independente...

Por mais que gostasse muito de ser dono de si mesmo, que não gostasse de nada que o prendesse, fazendo-o perder a autonomia...

Que tentasse esquecer-se de tudo e de todos e sentir novamente o frio siberiano, rever sua mãe e o pequeno Yakoff...

Não podia voltar para a Sibéria, deixando Shun daquele jeito, tão triste...

Hyoga sempre dera muita importância à amizade, mesmo que não conseguisse demonstrar isso na prática...

Talvez fosse aquela uma boa oportunidade de colocar em prática sua gratidão.

Sentia um imenso receio de sentir-se obrigado a fazer alguma coisa... Entretanto, o seu pequeno solzinho era diferente... O mais novo nunca lhe cobrara nada, nunca exigira uma palavra ou sua presença...

Por mais que o aquariano desejasse fugir das regras do mundo que o cercava, o jovem virginiano lhe era uma companhia agradável em qualquer momento...

Não sentia-se preso ao mais novo, ao contrário... Quanto mais a amizade entre eles se enlaçava, mais sentia-se livre, paradoxalmente, como se suas brancas asas pudessem voar sem medos, pois sabia que podia sempre voltar e encontrar aquele anjo sincero e amoroso.

Quando menos esperava, pegou-se dando voz aos pensamentos.

– ...por mais que eu não seja especialista em sentimentos, talvez eu precise lembrar você a respeito das suas próprias palavras, Shun... De qualquer forma, agora, é a minha vez... Eu vou te ajudar a voltar a ser quem você é de verdade...

Percebendo que o dia ficando cada vez mais quente com o passar do tempo, saiu da varanda, entrando no cômodo repleto de volumes antigos. Pretendia apressar o passo por dentro da biblioteca em direção ao escritório de Saori, quando parou em frente ao sofá próximo à porta, onde havia deixado algumas coisas, quando ali entrara, mais cedo.

Sorriu com a cena que encontrou...

Algumas peças de roupa, que havia buscado na lavanderia, formavam uma pilha arrumada. Pareciam até passadas de tão bem dobradas que estavam. Não havia deixado daquele jeito, estavam emboladas da forma que saíram da secadora.

Aquilo certamente era obra de um certo rapazinho que estava dormindo encolhido no espaço de sofá que sobrava ao lado da pilha de roupas. Agachou-se para ficar com os olhos na altura do rosto do amigo, e tocou-lhe com carinho a face ainda avermelhada, acabando por acordá-lo.

– ...acho que... peguei no sono... – Disse Shun, esfregando os olhos enquanto se sentava.

– Pensei que já estivesse pronto.

– ... não tenho dormido direito...

– Natural. – Afirmou Hyoga, sentando-se ao lado do amigo.

– É...

O virginiano encolheu as mãos entre as pernas, como se estivesse envergonhado de alguma coisa. Suas frases estavam tão repletas de hiatos que ele mesmo estava se achando estranho. Encolheu-se no sofá, enquanto Hyoga o observava com o canto dos olhos.

Ficaram em silêncio por um tempo... A pequena pilha de roupas, Shun e Hyoga.

Cada um em um lugar do sofá de três lugares.

Pareciam três criaturas inanimadas, até que o loiro resolveu quebrar o silêncio.

Não estava acostumado a tomar essa atitude, era o castanho que sempre rompia os imensos hiatos que Hyoga costumava criar entre si mesmo e o mundo.

– Não vai arrumar sua mochila?

– ...estava... falando sério..? – Perguntou o virginiano, surpreso. – Você não gosta da primavera... é quente... Além disso...

– O quê?

– Trens... não existem mais...

– Então, vamos a Arashiyama.

– O que tem lá?

– Você verá se vier comigo. Agora vá se ajeitar.

Conseguindo extrair um sorriso daquele rosto tão bem desenhado, Hyoga sentiu-se triunfante por dentro. Contudo, mantinha a seriedade na face firme como os icebergs. De seu sentimento, só se podia perceber uma pequena parte. A maior jazia na profundeza de sua alma.

Observou Shun se levantando e saindo na direção do corredor que dava para os quartos, em passos pequenos e rápidos, parecia uma criança ansiosa por um presente de aniversário...

Ainda lembrava-se do pequeno tour que havia feito no Japão quando regressara da Rússia por ocasião do Torneio Galáctico. Aquele livro de bolso sobre pontos turísticos finalmente seria útil.

O loiro pegou a pilha bem arrumada de roupas e, com as peças debaixo do braço, procurou por Saori no antigo escritório que era do velho Mitsumasa.

Bateu à porta e entrou sem muita cerimônia e sem esperar autorização da moça, que estava sentada atrás de uma grande mesa de madeira.

– Quero levar Shun até aquele chalé nas montanhas. – Afirmou, resoluto. Não que desejasse oferecer alguma satisfação à jovem, ao contrário. Se pudesse, não diria nada à ela. Contudo, a moça demonstrara tamanha preocupação com seu amigo, que achou melhor avisá-la para que Shun não precisasse fazê-lo e acabasse desistindo de sair para ficar na mansão protegendo a senhorita Kido.

–  Ótima ideia, Hyoga. Aqui está... – Disse, pegando um molho de chaves em uma das gavetas da mesa, dando a volta e caminhando ao encontro do rapaz. – Que bom que conseguiu convencê-lo a se distrair um pouco... Sinto que o cosmo dele já está menos triste...

– Voltaremos em alguns dias.

– Não se preocupem comigo.

– Eu não disse...

– Ficarei bem. Tatsumi e Seiya estão sempre por perto. – Confirmou, segurando a mão firme de Hyoga com seus dedos delicados. Sabia que o Cavaleiro de Cisne precisava voar, e nada melhor que aproveitar esse vôo para trazer de volta o sorriso aos lábios de seu protetor mais meigo e doce. – Fico feliz que tenha aceitado minha sugestão em auxiliar Shun...

– Obrigado pelas chaves. – Agradeceu o loiro, soltando a mão da moça e dando-lhe as costas, sem despedir-se. Também ele estava incomodado com os últimos acontecimentos e não sabia como lidar com a presença constante de Saori em sua vida, ou com a obrigação de protege-la.

Aquilo era algo novo para Hyoga, tão acostumado ao isolamento e à pouca companhia.

Tantas pessoas, tantas vozes, tanta conversa... Naqueles dias, tudo o incomodava...

Apenas uma voz conseguia aplacar-lhe a ira que sentia ferver dentro de si naqueles momentos...

Precisava fazer algo para que aquela doce voz fosse novamente ouvida, aqueles últimos dias estavam sendo terríveis. Por mais que gostasse dos amigos, tanta gente por perto e a ausência da alegria de Shun estavam correndo-lhe a alma.

Caminhando corredor dos quartos de hóspedes, passou na frente daquele ocupado por Shun e pôde perceber o rapaz sentado na cama com o olhar fixo em sua urna, onde estava a armadura da constelação que o protegia.

– Não precisa leva-la. – Antecipou-se Hyoga, apoiando a mão no batente na porta aberta.

– ...e se...

– Serão somente uns dias.

– ...talvez eu não seja digno...

– Nem pense nisso. 

– ...mas...

– Nossas armaduras ficarão aqui na mansão Kido. Nós saímos em quinze minutos. – O mais velho praticamente impunha as decisões. Conhecia o amigo de longa data, e sabia como lidar com Shun quando ele ficava meio amuado, na época da infância.

– ...é que eu... não sei...

O tempo havia passado para os dois amigos, entretanto Shun estava agindo da mesma maneira que agia quando ambos eram crianças e o mais novo ficava indeciso por estar chateado com alguma coisa, e Hyoga lhe forçava a sair da inércia.

– No hall. Quinze minutos. – Reafirmou o mais velho, saindo e caminhando em direção ao quarto de hóspedes que ocupava. Colocou as peças que levava debaixo do braço dentro da mochila, tirou outras que seriam desnecessárias para aquela viagem, e logo passava novamente na porta do quarto do mais novo, que já conseguia mexer-se, pegando algumas peças no armário bem arrumado.

O aquariano sorriu ao ver o rapaz fazendo o que ele havia pedido. Não fora exatamente um pedido, mas Shun o conhecia o suficiente para saber quando ele estava pedindo ou quando ele estava mandando apenas pelo tom de voz. E aquela última frase parecia uma mistura das duas... um pedido enfático...

Cinco minutos se passaram...

Hyoga estava começando a imaginar se estava forçando demais o amigo. Shun sempre auxiliou a todos quando era necessário e se lembrava da época da infância quando o menor queria ficar quieto junto dele depois de chorar por algum motivo. Se bem que era agradável ter o pequeno perto de si, o calor fraterno lhe fazia bem.

Dez minutos se passaram...

Por que, afinal, estava se preocupando tanto? Era natural que Shun ficasse triste depois da morte do irmão. Por que tentar fazer esse sentimento sumir se ele mesmo ainda se martirizava pela morte da própria mãe após todos aqueles anos? Pelo menos uma vez por mês, ele se isolava do mundo exterior... E quantas vezes o amigo esteve ao seu lado...

Quinze minutos se passaram...

Ele deve ter desistido... Não iria ceder a fazer um passeio comigo... O mais chato e ranzinza dentre todos... Se ainda fosse o palhaço do Seiya, ou o equilibrado Shiryu... Mas o que eu posso oferecer? Nem consigo consolar a mim mesmo, quanto mais a outra pessoa... Pensava Hyoga, segurando a mochila apenas por uma alça em seu ombro direito, caminhando a passos lentos em direção à escadaria, retornando ao interior da mansão. Pelo menos eu tentei...

– ... pensei que iríamos... – Afirmou o virginiano enquanto descia os degraus, ao perceber o amigo retornando para o interior da mansão..

– Estava demorando. – Repreendia o aquariano, sem deixar transparecer o que passava por sua mente.

– Você disse quinze minutos. – O virginiano sempre fora pontual. Era uma de suas qualidades. Apenas não esperava aquela estranha  ansiedade vinda de Hyoga.

– Realmente. Vamos, Shun. Temos um longo caminho.

O rapaz escutou a ordem e abaixou a cabeça, seguindo o amigo. Não se sentia em condições de replicar nenhuma palavra. Apenas deixou-se guiar. Hyoga ia à frente, em silêncio, em passos firmes e rápidos, enquanto Shun caminhava ao seu lado, esforçando-se por acompanhar. Não que fosse difícil para ele aquela forma de se locomover, era um cavaleiro com bom treinamento.

Os pensamentos do Cisne estavam uma confusão...  E somente Andrômeda era capaz de lhe desenrolar o emaranhado que se fazia em sua mente... Agora, cabia a ele desfazer os nós da tristeza do castanho. Sempre que Hyoga se enrolava para explicar o que desejava ou o que sentia, eis que lá estava o jovem Andrômeda a traduzir suas mais profundas emoções... 

O que sentia pelo amigo, afinal? Nunca preocupara-se assim com ninguém...

Mas Shun não era um ninguém. Era seu melhor amigo... E ele não sabia o que dizer, a não ser auxiliar o outro a sair daquela inércia que a melancolia provocava em seu pequeno sol.

(Continua)


Notas Finais


No próximo, a viagem de trem de Shun e Hyoga até a linda cidade de Arashiyama.
Meus sinceros agradecimentos a todos que favoritaram e estão comentando, e também aos que leem em sua bibliotecas.
Essa troca, esse feedback com os leitores é muito bom. Até pode mudar o rumo da história...
Muitos beijos! ;-)


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