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História Estagiária. - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Choque de realidade.


Fanfic / Fanfiction Estagiária. - Capítulo 9 - Choque de realidade.

Eu fui acordada bruscamente pelo César, ele era delicado igual a um coice de mula.

Abri os olhos assustada e ele estava com a Karen e o Kaio. Olhei para o lado e João ainda não tinha acordado. 

Após o acidente eu acabei acompanhando a ambulância e fui para o hospital com João. Ele não tinha familiar em São Paulo, então liguei para Kaio que era seu melhor amigo. Ainda eram oito da noite, não estava tarde, mas acabei dormindo de exaustão. Antes de eu dormir,  os médicos  conversaram comigo e falaram que João estava bem e logo iria acordar.

- Júlia o que houve?

- Não sei explicar, nós tivemos uma discussão na rua. Sai correndo pra ir embora mas ouvi um barulho de batida e quando me virei ele tinha sido atropelado. - falei deixando as lágrimas correrem.

César apenas cerrou o olhar pra mim, e me pegou pelo braço.

- Vamos lá fora Julia, você precisa tomar um ar...

- Mass... - tentei falar

- Mais nada, a Karen e o Kaio vão revezar com você - eles fizeram que sim com a cabeça mas estavam confusos.

Saí do quarto arrastada por César ele me levou até o carro e pediu pra eu entrar.

- Gata, que história é essa? - ele falou dando partida no carro.

- Eu falei a verdade César, eu estava muito nervosa... Nós dois estávamos, discutimos feio e eu fugi porque sou uma covarde. Posso saber pra onde estamos indo?

- Pra sua casa né, você precisa descansar, sua roupa está molhada. - ele respirou - Tem certeza sobre seus sentimentos por ele?

- Não me leva pra casa. Me deixa na casa da Bea, preciso dela agora.

- Tudo bem, deixo. Mas você não respondeu minha pergunta.

E continuei sem responder. Encostei a cabeça no vidro do carro e fiquei olhando as luzes dos prédios.

(...)

- Julia, você está toda molhada e com uma cara péssima, o que houve?

- Tive um começo de noite estressante - falei entrando no apartamento - mas pensei que você poderia me fazer um cházinho e uma massagem para me ajudar - fiz uma carinha fofa e ela sorriu.

Realmente, eu estava apaixonada por aquela mulher.

- Vai tomar um banho e pega um pijama meu, enquanto isso eu faço um chá pra você.

Dei um beijo nela e fui ao banheiro.

Eu estava preocupada com João, mas tentei não pensar nisso, pois eu sabia que Karen e Kaio eram melhores para cuidar dele. E também era melhor ele acordar e não me ver lá para não rolar faíscas nem esperanças.

Terminei o banho, me sequei, escolhi um pijama e fui em direção a sala.

Ouvi a Bea falando um pouco baixo ao telefone, mas mesmo assim escutei um pouco da conversa.

- Você jura que ele está caidinho por você Renata? ... Isso me deixa feliz, por você é claro... E eu sabia que vocês se dariam bem, não foi atoa que falei que tinha um funcionário da empresa que era a sua cara... É mesmo... Ah sim, atende ai, depois nos falamos... Beijos.

Achei estranho a Beatrice ter falado do João para a Renata, mas ignorei meus pensamentos, devia ser coisa da minha cabeca.

- Estava falando com quem? - falei e ela se assustou.

- Ah era com a Renata, nada demais. Ela teve que desligar porque não paravam de ligar pra ela.

Eu sabia do que se tratava, com certeza era alguém avisando sobre o João. Mas eu não iria comentar com a Bea e estragar meu momento de paz.

Ela tinha preparado um chá e um lanchinho. Eu achava incrível o quanto ela conseguia ser tão sexy e tão carinhosa ao mesmo tempo. Era uma tempestades de mulher, realmente muito difícil não se apaixonar.

- Fiz com carinho tá? - ela falou logo em seguida mudando a feição - o próximo lanchinho sou eu.

(...)

A semana passou e eu não vi o João, não tive coragem de ir visitá-lo, mas estava sempre procurando saber notícias pelo César.

Além de tudo as coisas foram bem corridas pelo escritório, mas eu sabia que ele estava  sendo bem cuidado pela Renata, Kaio e Karen.

Era sexta-feira e César me convidou para almoçar num restaurante fora do prédio, as vezes costumávamos fazer isso para sair um pouco do ambiente de trabalho. 

No meio do caminho ele me avisou que Renata e Karen também iam, deixaram Kaio cuidando do João em casa. Elas também precisavam respirar. Fiquei com medo do clima ficar estranho, mas a Renata não sabia da briga que eu tive com João antes do acidente. Só falaram que ele pegou carona comigo e que foi atropelado quando nos despedimos. Ou seja, omitiram parte da história.

Chegamos ao restaurante e as meninas já estavam lá. Eu estava morrendo de saudades da Ka, pois apesar de sermos colegas de apê, quando eu não estava na casa da Beatrice, ela estava na casa do Kaio, e com tudo que aconteceu com o João, acabamos nos vendo pouco naquela semana.

Nós sentamos, pedimos começamos a conversar sobre vários assuntos aleatórios. 

- Então, agora mudando de assunto, conta pra gente como você conheceu o João - Karen falou para Renata.

- Ah então, minha amiga Beatrice me ligou falando de um menino que trabalhava no prédio que ela achava que combinaria comigo. Eu ignorei, até porque a Bea nunca foi esse tipo de amiga cupido. Mas ela insistiu muito nisso, até achei estranho, porque pelo que sei ela mal conhece ele já que ele não trabalha no mesmo andar, mas de tanto ela insistir eu resolvi ir dar uma olhada nesse boy e descobei que ela tinha razao, muito meu número. Aí fui atrás do jogo - ela disse rindo e  eu engasguei  com a comida.

Fiquei pensando se a Bea seria capaz de ter planejado isso para manter o Joãozinho longe de mim.

- César, será que você poderia vir até o balcão me ajudar... Hum... A escolher um café especial. - ele já me olhou com cara de quem sabia que eu estava inventando uma desculpa.

- Claro! Com licença meninas.

Fomos andando até o balcão.

- César, você acha que...

- Acho! - olhei para ele com cara de espanto e ele continuou - não só acho como tenho certeza.

- César sério, você é muito misterioso quando vai falar da Bea. O que você sabe que não quer me contar?

- Ela é minha chefe Júlia, não vou ficar falando da vida pessoal dela, se toca gata. Hoje em dia não sou tão próximo da Bea assim, mas nós já fomos praticamente melhores amigos. Não vou ficar falando do passado dela, quem tem que te contar é ela. Mas vou deixar bem claro pra você que a Beatrice não sabe separar o profissional do pessoal. Não é atoa que eu não somos mais tão amigos. Não quero separar vocês duas, eu realmente acho que ela te ama, mas toma cuidado, ela é intensa demais.

Sorri pra ele como um agradecimento e ele sorriu de volta, pegamos o café e voltamos para a mesa. Eu me dava tão bem com o César, tínhamos essa conexão que conseguíamos nós comunicar só por olhares e expressões.

Qual terminamos de comer, as meninas resolveram ir com a gente até o prédio. Renata queria dar um oi para Bea. Karen disse que ia junto porque estava ansiosa para conhecer o meu local de trabalho, mas eu sei que ela queria mesmo era saber quem era a tal Beatrice.

(...)

Todo mundo havia ido embora da redação, eu estava pegando minhas coisas para sair também. Quando me virei Bea, estava de braços cruzados me olhando.

- Porque você não me contou que se amigo João foi atropelado e você estava com ele na hora?

Arregalei os olhos! Com certeza Renata comentou com ela hoje a tarde.

- Eu... É... Me desculpa Bea, no dia eu fiquei muito estressada e não queira te deixar estressada também. Foi muito rápido, eu dei uma carona pra ele, e quando descemos do carro e nos despedimos ele foi atropelado.

- Mas você não tinha o direito de esconder isso de mim - ela falou alterando seu tom de voz.

- Porque Bea??? Por que você não quer ele perto de mim e fica empurrando ele para as suas amigas? Agora eu não posso ter amigos? - ela arregalou os olhos, pareciam que iam entrar em chamas. - Eu sei que você fez isso intencionalmente.

- Júlia, você deve estar louca - ela falou se aproximando de mim e passando a mão no meu cabelo - mas vamos deixar isso pra lá, é só um monte de mal entendido. Vamos pra casa resolver isso daquele jeitinho que a galera ama.

- Não! - falei a afastando - eu realmente tô sem cabeça pra você. Preciso pensar em muita coisa. Vou pra minha casa - falei me virando e indo em direção ao elevador.

- JÚLIA, VOLTA AQUI AGORA.

- Eu já bati o ponto, você não é mais minha chefe. - falei e logo em seguida o elevador se fechou.





Notas Finais


Vishhhh mil tretas
Imaginem quando a foto de capa foi o César que tirou das meninas no restaurante 😍


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