História Estilhaçados - Capítulo 2


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Ángel, Berlim, Denver, Helsinque, Mãe da Raquel, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Personagens Originais, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Visualizações 51
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Arranjei um tempo entre a bagunça da mudança para poder editar e atualizar, espero que gostem e boa leitura! ♥️

Capítulo 2 - Estilhaçados - Dois


Alicia soube que após desligar o telefone teria um grande problema em mãos, Raquel continuava irredutível, não iria colaborar com nada nas investigações, porém, tinha que tentar algo, afinal, não deixaria que eles escapassem uma outra vez. Suspirando cansada, e com o bebê agitado em seu ventre, ela se levantou, caminhando de um lado para o outro enquanto olhava para a mulher a sua frente.

– Te darei uma segunda chance de mudar isso tudo, Raquel, diga-me, onde está o professor. - A inspetora parou de frente a Raquel, a situação da mulher chegava a lhe dar pena, estava machucada, e suja, uma situação de dar dó. – Olhe para você, Raquel, chega a dar pena, acha mesmo que ele irá conseguir te tirar daqui?

– Bem, eles já fugiram uma outra vez, então, sim, eu realmente acho que eles vão sair daí com todo o ouro, e ainda, me tirar daqui!

– Tamayo, cuide de tudo por aqui, Raquel e eu daremos uma voltinha. - A ruiva sorriu, puxando a mulher pelo braço, obrigando-a a andar ao seu lado. – Isso será muito divertido!

-×-

Raquel soube que ali era o seu fim, Suárez a empurrou para dentro de uma sala minúscula, onde não poderia nem ao menos se sentar, Alicia jogaria sujo, iria tortura-la para torturar ao professor. Ela não soube quanto tempo ficou presa ali, sabia que talvez já devesse ser o fim da tarde, pelo vento frio que entrava da janela minúsculo que tinha ali.

Sentiu seu corpo estremecer, e o cheiro de café adentrar as narinas, fazendo com que seu estômago revirasse várias vezes, causando-na um enjoo. O fato de estar a mais de doze horas sem comer nada não ajudava, estava com o estômago vazio, precisava se alimentar, ou acabaria desmaiando.

– Venha comigo, vamos tomar um café e conversar - Alicia abriu a porta, dois homens estavam parados ao seu lado, fariam de tudo para que ela contasse tudo o que sabia sobre o plano. Quando finalmente se sentou, respirou fundo, suas pernas doíam, e ela estava demasiadamente fraca. – Antes de qualquer coisa, Raquel, faremos alguns exames em você, para garantir que você não esteja grávida, afinal, eu serei mãe em algumas semanas, e não gostaria que sofresse um aborto, não é mesmo?

– Não ser a necessário, Alicia, posso lhe garantir que não estou grávida. - O sorriso que mantinha em seu rosto fazia a ruiva querer avançar em seu pescoço. – Mas, deixarei que faça o exame que quiser, eu não me importo, o professor dará um jeito de me tirar daqui.

Raquel faria de tudo para que Alicia não soubesse de nada, sentiu o corpo estremecer quando a agulha atravessou sua pele, e o sangue começou a sair, odiava agulhas, desviou o olhar para outro canto da sala pequena, enquanto o enfermeiro retirava a quantidade de sangue que precisasse para fazer os exames necessários.

-×-

– Palermo, está só? - O professor chamou, precisava compartilhar com alguém aquela euforia por saber que sua Lisboa estava viva.

– Sim professor, apenas eu e a gaiola vazia da Sofía - Ele sorriu, deslizando os dedos pelas grades frias da gaiola. –, diga-me, você me parece muito feliz para quem acabou de perder a amada, não?

– Palermo, Lisboa está viva, acabei de falar com ela, precisamos de um plano para a tirar das mãos da Alicia. - A euforia em sua voz deixava claro que apesar de estar aliviado por Raquel estar viva, ainda assim temia o fato dela estar junto de Alicia, sabia que a Inspetora não deixaria que ela saísse impune, faria o possível para que Raquel falasse tudo o que sabia sobre o plano.

– Acredito que já esteja planejando algo, sim?

– Claro, mas antes, preciso tirar todos vocês daí de dentro, depois resgataremos a Raquel. Volto a te chamar em uma hora, e quando isso acontecer, você irá parar as máquinas e eu estarei os esperando.

Ele precisava sair dali, ir para algum lugar seguro, se Alicia a drogasse, em menos de uma hora aquele bosque estaria cheio de policiais uma outra vez.

-×-

A fumaça adentrava seus sentidos, deixando-a tonta, o resultado dos exames ainda não estavam prontos, mas Alicia não se importava, Raquel alegava não estar grávida, então, começaria aquele jogo o mais rápido possível.

– Vejamos o que tem para me contar - Alicia se sentou do outro lado da mesa, apoiando a mão no topo de sua barriga. – Por que não me conta o seu plano de fuga?

Raquel sorriu, lembrava-se muito bem de quando estudaram o plano de fuga, afinal, Sergio o explicou enquanto transavam.

– Repassamos esse plano enquanto transávamos - Ela sorriu, fechando os olhos, mordiscando seu lábio inferior.

– Nas mochilas de emergência levaremos dinheiro, uma manta de camuflagem, uma pistola..

– Uma pistola. - Ela repetiu.

– E água para sobreviver no mínimo setenta e duas.. - Sua frase fora interrompida por Raquel deslizando-os para dentro de seu corpo quente, enquanto suspirava em prazer. – no mínimo setenta e duas horas.

– Fazer sexo enquanto se aprende algo é muito divertido,deveria tentar, quem sabe assim esse seu não humor passa? - Ela sorriu, Alicia revirou os olhos, batendo as mãos na mesa. – Nós estudamos sobre o Epicentro enquanto transamos, dentro do mosteiro, acredito que isso seja pecado, porém, foi tão bom, vocês não teriam me encontrado se eu tivesse conseguido subir na árvore, acontece que faltar as aulas de escalada na academia não me ajudou muito.

– Então o professor está em uma árvore, naquele mesmo lugar onde você foi achada?

– Sim, sim, em uma das milhares de árvores que tem ali. - Ela sorriu, encostando-se na cadeira, enquanto olhava para a Inspetora. – Sergio é muito inteligente para que deixem que vocês o encontre, então, boa sorte, Inspetora.

Alicia já estava impaciente com aquele joguinho de Raquel, talvez devesse aumentar a dose da droga, e assim, fazê-la falar tudo o que sabia do plano, porém, até que o exame saísse, deveria utilizar pouco do "gás revelador", poderia a torturar, porém, de alguma forma que não fosse prejudicial ao seu bebê, se extisse algum bebê.

– Inspetora, o resultado dos exames chegaram - Suárez entrou na sala, entregando a Alicia os papéis. –, acredito que não venham com boas notícias, não pela cara do médico.

– Vejamos - Alicia voltou a se sentar, deixando os papéis sobre a mesa. –, ora, Raquel, não acredito no quão fértil és - Ela sorriu, fazendo a dúvida crescer em seu interior. Fértil? Como assim? –, o professor ficará muito feliz em saber que sua mulherzinha carrega um bebê. Então, meus parabéns.

Grávida? Não era possível. Eles não usavam proteção, acreditavam que com a idade já avançada de ambos não correram riscos, mas ali estava, escrito em letras enormes para esfregar em sua cara a verdade.

POSITIVO.



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