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História Estocolmo blues - Capítulo 4


Escrita por: MADEISE

Notas do Autor


Olá, leitores <3

Depois de alguns dias sem aparecer por aqui, venho com um novo capitulo e novos personagens. Desculpa pela demora e boa leitura!

Capítulo 4 - Todos a bordo


O cheiro almiscarado permeou pelo ar e agarrou-se aos lençóis vermelhos do quarto moribumdo. Gotas de suor alisam a pele da prostituta, fazendo com que seus cabelos longos e negros grudassem na nuca. Uma única gota escorre, traçando caminho na pele cremosa entre seus seios pequenos, mas pega por uma língua hábil. O toque quente do músculo liso arranca outro gemido da meretriz, mas seu ritmo nunca vacila. 

Abaixo da morena, Madara olhou para cima através de seus cílios, de onde ele  se encostou no encosto da cama, seus olhos escuros e turvos de luxúria. Sua língua continuou a lamber o máximo de pele que pode salpicar, saboreando e provocando enquanto ele se forçava contra a entrada quente e apertada da boceta jovem. Seus lábios envolveram o mamilo duro, arrancando da prostituta um gemido de prazer. A garota com idade para ser sua filha, senão neta, jogou a cabeça para trás, desta vez o grito anunciando a chegada do clímax. 

— Lord Uchiha! — Ela geme o que lhe foi ordenado de princípio, incitando-o a vir com ela — Senhor, eu vou gozar! 

Ele emite um som animalesco, deslizando uma mão entre o vão em suas costas para torcer seus dedos fortes em seus cabelos úmidos de suor. Seu pau agita no interior da prostituta, causando uma forte onda de excitação direito para a boca do estômago. Ele sente seu pau a esticar deliciosamente, sua base grossa enchendo-a amplamente enquanto sua ponta bulbosa cutucava seu colo cada vez que ele empurrava para baixo em seu membro. Ela se apertou contra ele, apressando o ritmo das sentadas, quase de forma desesperada. 

— Merda!  — Ele rosnou contra a clavícula dela. 

Como um espiral, seus dedos apertaram em seus quadris, ajudando a empurrá-lo para a borda que desejava alcançar. Não demorou muito para que ele sentisse suas bolas apertarem e um  líquido viçoso esguichar na camisinha. A garota ainda estava na borda quando Madara a jogou na cama, como quem joga um saco de lixo na rua. Seu corpo sofreu convulsões aceleradas, ordenhando o vazio em vez do membro do Uchiha. Sádico como era, Madara se divertiu ao vê-la soluçar após ter seu clímax rejeitado por ele. 

Por um longo momento, a prostituta não se moveu. Madara se levantou e jogou fora o preservativo no vaso sanitário, acendendo um cigarro em seguida. 

— Saia do quarto — Ele soltou a fumaça pela boca, criando uma cortina ao redor do quarto. A garota continuou imóvel, por conseguinte, não ouviu a ordem do Uchiha. 

Mais alguns minutos, Madara puxou um revólver do coldre em sua calça e mirou na cabeça da garota. A excitação e a distensão desaparecem de seu olhar, deixando um olhar que seus inimigos conheciam muito bem. Segurando uma bituca de cigarro com a ponta dos lábios e uma arma na mão esquerda, ele começou uma contagem. 

— um… dois

A garota percebe o mundo à sua volta quando escuta o barulho da arma sendo destravada, ela abre os olhos em pânico e se depara com o cano do revólver do Uchiha. 

— Vista-se e saia! — Ele abaixa a arma, deixando-a em cima da cômoda. 

A garota se veste com pressa e em silêncio. O dinheiro do programa pairava ao lado do revólver. Ela não pensou duas vezes em colocá-lo na bolsa. Enquanto isso, Madara apoiou um braço na sacada do imóvel onde funcionava uma das boates que aliciava. A luz artificial dos letreiros de neon dançou nas tatuagens e cicatrizes nas costas de sua mão enquanto ele movia o cigarro à boca novamente.

Houve uma batida retumbante na porta, ele rosnou, era o tipo de batida que não podia ser ignorada. — Chefe — A voz de um dos seus homens soou do outro lado da porta. 

— Entre.

Madara piscou algumas vezes para a lua, preso em suas próprias ideias. Os saltos da garota de programa soaram em sua mente. A porta do quarto foi aberta e fechada novamente. 

— Está feito— Genma murmurou. E então o olhar de Madara cintilou para a direita. 

— Se ela tiver se machucado, por menor que seja o ferimento... — Sua voz denota  ameaça. O shirunai engole em seco. 

— Nenhum prejuízo a garota — Promete o homem. 

Os olhos de Madara se estreitaram para a lua à sua frente, deixando sua mente vagar mais uma vez aos olhos verdes e lábios macios sabor cereja. 

— Mais alguma coisa, senhor? — Genma questiona. 

— Onde está o Gaijin? — Madara finalmente encara Genma, completamente nu. 

— Ele tinha coisas para resolver — Genma tentou não encarar o irmão do último oyabun como veio ao mundo. Madara dava medo até mesmo em sua forma mais indefesa. 

O Uchiha apoiou o peso do seu corpo na sacada do prédio. Estava tempestuoso lá fora. Uma fina garoa começava a cair do céu. Madara colocou um braço na cintura, jogando a fumaça para cima. Sua nudez, tatuagens, cicatrizes, eram exibidas sob a luz cintilante da lua prateada. O olhar do boss varreu ao redor uma vez antes de sinalizar para que o Shiranui se aproximasse. 

Genma deu alguns passos em direção a pequena varanda, engolindo a própria saliva após reconhecer a fome nos olhos de Madara. Ele se detestava por descer até aquele ponto.

— Ele não desconfia de nada? — Madara segurou seu membro semi endurecido na mão, bombeado algumas vezes. O gelo em sua fala fez a sala ficar totalmente tensa. 

— Não. Ele pensa que foi apenas outro acerto de contas do clã — Recebida a ordem, Genma se ajoelhou para levá-lo à boca. 

Madara gemeu com a sensação da língua de Genma deslizando pela sua genitália, investindo-se violentamente pela passagem apertada da garganta dele. O Uchiha solfejou satisfeito, segurando a nuca do homem. Em sua mente estavam os lábios dela, fios cor-de-rosa espalhados em seu travesseiro branco. Ele nunca deixou de pensar nela, na sua garotinha. Genma estava errado. 

— Sakura... — Ele gemeu entrecortado pelo prazer da língua de Genma batendo contra seu prepúcio. 

" Dívidas devem ser pagas, vivo ou morto" Madara acenou com a cabeça uma vez, esvaziou seu copo e puxou-a de seu assento para seu colo, afastando o cabelo de seu rosto inocente. Kizashi observou Madara colocar Sakura mais confortavelmente em seu colo e afagar seus cabelos mais profundamente. Os olhos do Uchiha encontraram os dele sobre a cabeça da garota. Uma promessa.

Ao sul da cidade, uma tela de telefone iluminou-se em azul brilhante.

 

“Me encontre amanhã. Velho endereço”

 

Kakashi leu a mensagem do número desconhecido. O número era de Obito, ele sabia, mas o velho endereço que a mensagem se referia…

Kakashi não esperava que Obito fosse até a casa tão cedo. As memórias, mesmo tendo passado duas décadas, ainda estavam frescas naquela casa. Se não falhasse a memória, tudo foi deixado intocado por Obito. Os móveis, cortinas, tapetes. Todos foram mantidos intactos por duas décadas. A casa afastada do campo estava inabitada desde então. 

Com olhos abertos e queixo em seu punho, ele releu o conteúdo, lentamente desta vez. Ele não sabia se estava pronto, se Obito estava pronto, todavia, era o preço a pagar pela sua deslealdade. Um preço pequeno, verdade seja dita.

— Kakashi-senpai, desculpe a intromissão, mas Lord Itachi está aqui para vê-lo. 

— Peça-o para entrar — Ele disse, guardando o aparelho celular. 

Um feixe de luz brilhou em torno das montanhas medonhas. Ele relaxou e pegou um cigarro do bolso. Houve uma batida na porta. A fumaça subiu em uma única nuvem. Subindo até o céu de estrelas incandescentes. Ele pensou no olhar assustado da garota no bar. O cabelo dela o lembrou da primavera, das flores de cerejeira desabrochando.

 Ele rapidamente sentiu a presença de mais alguém com ele.

Itachi fez um barulho não-comital para Kakashi, que o cumprimentou com um aceno quase formal. 

— Espero não estar sendo inconveniente, Kakashi-san. 

Sempre educado, ele pensou. 

Kakashi murmurou “não” silenciosamente. Itachi tirou o agasalho e se encostou em outra cadeira. Um servo se aproximou e serviu duas doses de Whisky. 

— Não tive notícias do meu irmão. Ele está bem? — Itachi pegou o copo na bandeja e fingiu desinteresse pelo conteúdo. 

— Ele é um excelente aluno. Sasuke está se saindo melhor do que o esperado.

— Foi o que eu pensei — Itachi disse, devolvendo o copo à bandeja. 

— Não se preocupe com ele. Eu não vou falhar com você, Kumicho.

Estava nublado na cobertura de sua casa. As árvores do campo balançando para a esquerda e para direita, os raros ruídos da noite adivinhem dos pequenos insetos da floresta. Um carro blindado estava estacionado do lado de fora. Faróis vermelhos de um Mercedes-Benz W124 E500.

— Isso nem era uma possibilidade em minha mente, Kakashi. Estava na sua? — A voz de Itachi era calma, gentil e excessivamente sarcástica.

 Kakashi ergueu a cabeça e olhou para Itachi. Ele estava alegadamente distraído com a vista. Repentinamente, Itachi fechou os olhos enquanto o sopro da noite fluía sobre seu rosto e ergueu seu longo rabo de cavalo nas costas. Ele era bom, quiçá o melhor. Ninguém podia lê-lo. Esse era seu jogo particular. Quando Itachi se moveu para ficar em pé, o resto de seus homens se curvaram diante dele. Ele demorou a abotoar o blazer antes de colocar o casaco. 

— Não diga a ele que estive aqui — A voz de Itachi permanecerá nivelada, calma, mas severa — Controle suas saídas e visitas — Olhos escuros cobriram o espaço aberto. A porta, as telhas onduladas da cobertura, a piscina e a cadeira onde Kakashi descansava. O Mestre de tudo. — Intensifique os treinos o quanto achar necessário. Não permita que nada o distraia, nem mesmo os estudos. 

— Hai, Kumicho.

Itachi ergueu o queixo para que seus suaves olhos negros encontrassem os seus cinzas duros. — Bom trabalho, Kakashi-san. 


Ela fechou os olhos enquanto seu corpo se movia e sacudia, ela cerrou os dentes enquanto ele a fodia com muita força e muito duro. Onde estava seu pai ... ela tentou chutar, mas suas pernas não conseguiam se mover. As lágrimas escorreram pelo rosto e pelos cabelos. Ela sente tudo se rasgar dentro dela. Algo dentro dela… quebrou. Ela começou a lutar, mas ele era mais forte. Ele a chamou de sua, tocou seu corpo, invadiu suas entranhas. Quando tudo acabou, ele ficou em silêncio. Ela sentiu o cheiro do seu suor. O cigarro. O fantasma do seu peso sobre o dela. Ela finalmente quer matá-lo.  

“você me pertence, eu marquei você, você é toda minha, menina." Ele a acalmou, beijos suaves nas costas dela.

A marca do demônio brilhou outra vez. Ela desperta.

Faz anos que ela não tinha pesadelos com aquela noite. Ela quase conseguiu esquecer, quase, se não fosse por ele, ou melhor, a tatuagem em seu braço. Ela acordou de mau-humor. Ela estava com medo. Ela estava ansiosa. Yuna dormiu ao seu lado a noite inteira. Tudo ficaria bem, ela disse a ela enquanto chorava em seus braços. O processo de cura, consultas a psicólogos, remédios para dormir, ela queria sumir outra vez. Ela se sentia fria outra vez. Suja. 

— Eu posso mandar uma mensagem desmarcando a viagem. Você sabe disso. 

— Você está planejando essa viagem com seus amigos por pelo menos um ano.  Eu não me perdoaria se você não fosse— Ela deu um último gole no café e olhou para Yuna. — Ei, eu estou bem, certo?

— Meu voo sai em duas horas, se mudar de ideia, a qualquer hora… 

— Eu sei, eu sei —  Sakura sorriu para Yuna. Um sorriso falso, ela sabia. 

— Mando mensagem quando chegar no aeroporto. Não esqueça de me mandar mensagem todos os dias — Yuna puxou Sakura para um abraço forte — Eu te amo. 

— Eu também te amo.

O dia amanheceu nublado naquela manhã. Ela pegou o guarda-chuva e saiu para o primeiro turno. Como combinado com Yuna antes do seu aniversário, ela cobriria os dois horários de funcionamento da loja de discos, o presente de aniversário dela, já que Yuna fez o mesmo no seu. 

Dez minutos andando, a loja ficava a cinco quadras do apartamento delas, faltando apenas uma quadra para chegar no estabelecimento, gotas de chuva começaram a cair do céu; crianças e adultos fogem para se abrigar nas barracas de comida do bairro. 

Quando ela chega, toda molhada da chuva, fecha o guarda-chuva e abre a porta. O cheiro de instrumentos invade suas narinas. A sala de discos antigos ficava à direita. Havia uma grande estante de vidro, através da qual ela notou um disco em particular fora da prateleira correta. Seu trabalho, basicamente, era arrumar e tirar a poeira dos objetos, já que quase ninguém comprava aquelas velharias, a não ser colecionadores, como seu patrão. 

Sakura cruzou os braços sobre os seios, batendo os dentes uns nos outros. Ela tinha esquecido do frio por um momento, mas lembrou que Yuna deixava seus uniformes reservas no armário do vestuário. Ignorando as pegadas no piso liso, ela entrou no adorno escuro e abafado dos fundos da loja e acendeu a luz. A chave estava pendurada no enfeite da parede.

— Espero que sirva em mim! — Ela pegou as chaves e abriu o armário. Algumas fotos dela e Yuna estavam coladas no interior do armário. Os cabelos tingidos de roxo e rosa destacando seus olhos tão assustadoramente verdes, os de Yuna mais escuros e mistérios, e os seus como espuma do mar. Sakura deu um sorriso genuíno, pegando a foto do armário. Seu lábio inferior tremeu, e ela beijou a imagem antes de devolver a foto no armário. Ela ainda tinha Yuna, então mesmo que não apagasse os horrores de sua infância, ela ficaria bem. — Eu vou ficar be-

Houve um zumbido alto antes que a porta do vestuário se abrisse. Tudo aconteceu muito rápido.

Ela então sentiu sua boca ser coberta enquanto era arrancada do chão. Ela tentou gritar, mas o tecido que havia sido enfiado estava abafando seus gritos. Ela tentou chutar e arranhar, enquanto era arrastada para o fundo da loja com sua cabeça dentro de um saco. Não pareceu real, mas estava acontecendo. 

— Escute, garota, se você não quer morrer, sugiro que cale a boca — disse a voz abafada pela toca ninja. 

Ela tentou arrancar o saco de sua cabeça, mas suas mãos estavam presas. Ela já tinha visto isso muitas vezes. Ela simplesmente nunca pensou que seria vítima disso. 

— Eu não tenho nada de valor comigo! Você pegou a garota errada! — Ela gritou, mas ele não respondeu, ela continuou tentando chutar e gritar, mas ele nem mesmo grunhiu quando seus joelhos se conectaram a seu estômago. 

Sakura começou a se sacudir, mas ele foi rápido e a jogou no fundo do porta-malas. Ele amarrou seus braços e pernas em meio a seus protestos. 

Ninguém seria capaz de ouvi-la com a chuva caindo do céu Tokyo. Sua mente girou enquanto se estabelecia uma palavra, os pulsos torcidos dolorosamente na corda grossa que o sequestrador tinha usado para contê-la. Ela se debateu mais um pouco, mas foi em vão. A porta se fechou. 

 Sentindo seu coração martelar, ela o ouviu dar partida ao veículo. Cada inspiração tremia em sua garganta. O medo a consumiu. 

Ele estava de volta, como prometido naquela noite.


Notas Finais


Apesar de eu amar Madara Uchiha como o vilão gostoso, nessa fanfic ele vai mostrar apenas o lado escroto mesmo.


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