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História Estou Aqui - Capítulo 1


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Notas do Autor


É a primeira vez que faço uma história de Banana fish, estou completamente apaixonada e viciada desde que vi a última vez esse anime superrrrr maravilhosooo.

Enfim, tanto a foto de capa quanto a do capítulo não me pertecem.

Algumas coisas daqui eu peguei da história "One more time, One more change" se ela não gostar eu irei tirar, mas foram coisas pequenas.

Vi essas comics deles crianças e me apaixonei, ela é fofa sem muita coisa, ainda pretendo fazer uma hot de Ash e Eiji ja que estou completamente apaixonada por eles e superrrr irritada com o final desse anime, acho que eles mereciam um final digno como casal.

Masss. Fazer o que?

Eu ouvi uma música de um casal que não tem nada a ver com esse e coloquei apenas o refrão na história, apenas algumas partes que me lembra eles, se quiserem ouvir estará nas notas finais.

Peguei essas comics deles crianças em um instagram chamado luciarielucia.

Todos os créditos a ela.


Sei que Shorter no comic ele é adulto, mas quis deixar ele criança pois amo ele como melhor amigo do Ash, e acho que um adulto com uma criança tendo amizade que nem a deles seria estranha, afinal o Shorter na comic parecia ter a idade dele normal do anime e o Ash 3. Então né.

Enfim, espero que gostem.


Boa leitura. *-*

Capítulo 1 - Estou aqui, sempre por ti


Fanfic / Fanfiction Estou Aqui - Capítulo 1 - Estou aqui, sempre por ti

Me lembro do dia em que te conheci, foi tão estranho a forma com que nos encaramos e como eu pedi para tocar sua arma e todos olharam abismados, provavelmente pensando no quão corajoso eu era em pedir isso justamente a você. Hoje eu sorrio pensando nisso, pensando em nossos momentos felizes.

Eu vivia no Japão com meus pais, irmã e avó, participei do coral da igreja em que minha mãe teve uma fase cristã – durou no máximo 2 anos – cantava muito bem, modéstia a parte, eu gostava apesar de não me ver querendo ser um cantor. Era uma pessoa ingênua, era muito difícil eu ver malícia nas coisas e principalmente nas pessoas, acreditava no bem da humanidade. Eu também era considerado uma pessoa popular na escola por participar de saltos com vara.

Eu amava esse esporte.

A altura dele, a forma com que eu corria para pegar impulso e chegar até o topo, eu me sentia um pássaro, com asas da liberdade, como se nada estivesse ao meu redor sentindo o vento em meus cabelos. Era maravilhoso, um verdadeiro sonho ser profissional nesse esporte.

Porém, após machucar meu tornozelo o médico disse que eu não poderia mais competir e muito menos tentar, por eu me contundir, o osso que machuquei nunca mais seria o mesmo.

Senti meu mundo cair, senti como se quebrasse minhas asas, como se estivesse em uma gaiola.

Não pude evitar, como uma solidão dentro de mim o único amor para um garoto de 17 anos. Vi meu sonho sendo tirado de meus braços como se não valesse nada. Me sentia em uma prisão, não queria fazer nada, minha vida se resumia em estudar para terminar o ensino médio de uma vez, parecia que uma escuridão de apossava de meu corpo...a famosa depressão.

Mas não queria.

Não dessa forma, não queria desistir de meu sonho, queria tentar pelo menos uma última vez. Eu senti, balancei meu tornozelo no chão, estava com a barra na mão pronto para correr e finalmente sentir o amor que sentia ao saltar.

Mas algo aconteceu.

Parece que desanimei, parei no meio... não consegui...como pode? Não consigo nem chegar perto do salto. Meu coração saltava com medo. As lágrimas molhavam meu rosto.

Sentei na arquibancada que havia ali, olhava para baixo me sentindo um verdadeiro fracassado, nunca conseguirei seguir meu sonho... O que eu sou então?

Mas algo se iluminou na minha vida, conheci Ibe Shunichi, era uma fotógrafo que ao me ver chorar na arquibancada ficou triste também. Era um homem mais velho com muito provável experiência, não o conhecia mas mesmo assim me abri com ele como se fosse um psicólogo. Ouvi seus conselhos, me dizendo para seguir em frente, me mostrava as fotos que ele tirava e eu ficava cada vez mais encantado com tudo aquilo.

Viramos grandes amigos.

Meus pais apoiaram minha amizade com Ibe-san e disse que queria ser fotógrafo também, minha família ficou feliz ao saber que eu estava seguindo em frente e que queria algo que não fosse saltar. Mesmo estando triste eu quis ir em frente.

Ibe-san pediu para que eu fosse com ele como assistente para Nova York como uma matéria que ele ia fazer sobre o submundo dos crimes, e entrevistar o líder mais novo das gangues Ash Lynx, ninguém sabia como ele entrou naquele mundo e muito menos como ele chegou até lá, Ibe iria tentar entrevistar ele para ver o que conseguiria. Como eu estudei inglês por 3 anos, dos 16 aos 18, estava fluente e poderia ter uma conversa normal. Mas estava ciente do meu sotaque, foi um verdadeiro inferno convencer meus pais para poder ir junto. Com muito empenho consegui.

Recebi um amuleto de minha irmã, para o amor? Não faz sentido nenhum, irei ficar na América por no máximo uma semana por que encontraria um amor lá? Não fazia sentido algum.

Bem.

Isso era o que eu pensava até te conhecer.

Seus olhos verdes, cabelos loiros, alto, com um ótimo físico, sua pele pálida. Era uma beleza sem igual, não pude negar...eu realmente fiquei encantado com sua beleza. Tão puro esse olhar e ao mesmo tempo tão selvagem, foi o mais perto do divino que pude chegar. Mas minha insegurança nunca deixaria que eu chegasse nele para “flertar” ou sei lá, minha autoestima nunca foi das melhores, e a forma como ele anda tão confiante a forma com que levanta sua cabeça como se nada tivesse acontecido. Ele era tão legal. Uma personalidade invejável que eu queria ter.

E então, após muito tempo de convívio conheci o verdadeiro Lince, Aslan Jade Callenreese, não tinha apenas um rosto bonito. Tinha uma inteligência e uma força admirável uma pessoa que com certeza eu gostaria de ser.

Ele colocou um arco íris em minha vida que estava sem cor.

Mesmo meus problemas nem se comparando aos seus, sua força e determinação me fazia cada vez mais feliz. Quando ele me beijou na cadeia eu me senti a pessoa mais feliz do mundo, nunca tinha ficado ou beijado com alguém, nunca me senti atraído por alguém ao ponto de querer ela. Mas quando eu senti aqueles lábios eu senti que tudo em volta tinha parado como se estivesse nós dois ali. Me senti tão especial, eu ganhei um beijo do grande Lince. Mesmo que tenha sido para passar a mensagem por uma pílula falsa, ainda sim, me senti especial.

Depois de tanta coisa...depois de ver Shorter morrer em meus braços eu finalmente vi o lado humano de Ash Lynx. Cada coisa que ele já passou, cada estupro, cada pedofilia e mesmo assim ele se levantou a cabeça e fez cada um pagar por isso. Ele apenas queria o que lhe foi tirado...sua liberdade.

Era tão forte.

Tão especial.

Quem seria capaz de passar por tudo o que ele passou e seguir em frente? O admirava, e sentia que cada vez mais eu estava me apaixonando por ele, me tratava diferente dos outros, tentava ao máximo não ser grosso ou me magoar eu sentia que ele queria me proteger...mas...eu queria o proteger, ele era apenas uma criança que tinha perdido sua liberdade, eu estava lá e sempre estarei.

Não quero que seja apenas agora, não quero que seja apenas nesse momento, quero que seja eterno.

Eu não sou apenas seu.

Minha alma está com você.

Eu sinto que a nossa aproximação é tão grande como se com palavras não fosse o suficiente para definir o que realmente sinto, como almas gêmeas? Sim, você é minha alma gêmea, a pessoa que quero para sempre ao meu lado e quem sempre irei proteger, mesmo que isso signifique eu levar um tiro em seu lugar.

Aquilo doeu muito, eu sentia você me chamar, eu ouvia seus gritos mas não conseguia abrir os olhos, não conseguia me mexer eu gostaria de ter feito carinho em seus cabelos e ter dito um “eu estou bem, calma”, mas não pude.

Não queria que fosse um “Sa-yo-na-ra” a última coisa que ouvi de você dentro daquele hospital, eu te vi ali, tão perto e ao mesmo tempo tão longe, não queria Ash eu juro que não queria que aquele fosse nosso último momento juntos, eu mandei a carta mandei as passagens e você não veio.

Quando soube da sua morte eu senti meu mundo cair, e como não consegui superar nada disso.

Meu anjo se foi.

Meu lince se foi.

Meu coração foi junto.

Mundos tão diferentes, o lindo lince roubou para si meu coração, minha alma, meu corpo, tudo. Preencheu em tão pouco tempo a minha vida com amor, sem você é como estar em um inferno aprisionado, porque Ash? O que custava chamar uma ambulância? Ir para o hospital. Achou que sua liberdade seria alcançada assim? E quanto a mim? Não existe liberdade sem você.

– Tão egoísta – murmurei e meio as lágrimas com um sorriso.

Olhando para o lado onde o máquina de meus batimentos cardíacos se mostravam cada vez menos frequente, eu sabia que estava morrendo, me neguei a tanto comer pensando a todo momento em apenas você....tendo uma anemia severa, e mesmo assim eu não sentia nada, dor, raiva, amor...nada.

Foi doloroso você ter que partir, eu quero te encontrar novamente, quero descansar em seus braços sabendo que você está ali comigo quando eu acordar.

Não quero desistir Ash, quero te ver de novo, em um mundo sem traumas, sem perigo, sem armas sem uma droga mortal. Não vou desistir de nós, jamais Ash, jamais, eu jurei que não iria te abandonar.

E agora, aqui em um hospital, apenas esperando o abraço da morte.

Porém, eu juro que irei voltar para te buscar, mesmo que em outra vida, eu irei te proteger da forma correta como sempre deveria ter sido feito.

Mas mesmo que se seus olhos eu não possa abrir...nunca se esqueça que estou aqui, sempre por ti, nem mesmo a morte acaba nosso amor tão transcendental

Aslan Jade Callenreese juro que nos encontraremos de novo...em outra vida.

Finalmente fechei meus olhos, tendo um pequeno sorriso em meus lábios.

Minha alma sempre estará com você.




Ibe entra no quarto para ver o estado de Eiji, estava tão preocupado, afinal o mesmo estava tão mal quando chegou ao hospital por falta de comida e até mesmo desidratação, tão magro ao ponto de ver os ossos fundo de seus olhos.

Ao adentrar o quarto junto dos pais e irmã de Eiji, se assusta ao ver a máquina tendo um ritmo contínuo do som que tanto teve medo de ouvir, o médio ao lado que apenas os olhou sério e abaixando a cabeça.

Ouviu os choro dos pais do que estava na cama e da irmã mais nova. Porém Ibe não chorou, apenas chegou perto de seu tão amado amigo, pegou em sua mão.

– Vocês ainda terão outra chance – sorriu olhando o rosto que mesmo doentio estava belo com um pequeno sorriso no rosto como se estivesse adormecido com um sonho bom.



•••



A vida realmente pega peças, ao ver um amor tão lindo sendo apagado por traumas e mortes, ela resolveu dar uma chance, uma chance para que esse casal tivesse o amor que merecem, com duas almas destinadas pelo menos um final feliz, e dessa forma foi feito. Com algumas mudanças.

Ao adentrar o colégio de jardim de infância Eiji, estava de mãos dadas com Ibe - agora seu tio - chegando a entrada. Estavam em uma creche infantil, em uma turminha chamada “banana fish”, Eiji gostava muito desse nome, pois misturava sua fruta favorita com peixe que ele gostava também, apesar de não comer junto, a turma se resumia em 5 crianças, Eiji era o mais velho com apenas cinco aninhos era considerado o irmão mais velho da turma, sendo muito o amado com sempre sua frase de efeito “Não chore, onii-chan está aqui”, sua fofura encantava a todos, uma criança muito educada e bondosa sempre com um urso de pelúcia rosa em sua mochila, sem conseguir dormir sem ele.

Também temos nosso pequeno Aslan Jade Callenreese, o pequeno gênio da classe sempre com sua frase “Eu já sabia disso”, era com toda certeza o mais lindo e fofo da classe toda, sua beleza era encantadora com seu apelido “Ash”. Mas, da mesma forma que tinha sua beleza e fofura, era um belo manipulador sempre entrando em confusão. Uma criança tímida e birrenta, mas doce quando queria, principalmente com Eiji, Tendo apenas 3 anos.

Falando do mais novo, Sing Soo Ling, o defensor da justiça, sempre com sua frase “Irei contar para o Professor Blanca”, famoso X9 da classe, era é o mais novo e mais baixinho da turma com 2 aninhos, porém era uma verdadeira peste e aprontava como se tivesse 7 anos, um verdadeiro demoniozinho, era o mais baixinho também o que o deixava irritado.

Com apenas um ano de diferença de Eiji, Shorter era o “Anjo Guardião” da classe com sempre curativos nos bolsos, por se machucar demais, o mesmo era considerado o mais legal da classe, sempre com óculos de sol alegando que tinha olhos sensíveis a luz, o que é mentira, com sua pequena frase “Esta tudo bem, deixe comigo”, sempre protegendo seus amiguinhos, infelizmente após tentar cortar seu cabelo para fazer um moicano, sua mãe com raiva raspou todo o cabelo dele o deixando carequinha, mesmo assim ele achava um máximo isso. E realmente era.

Outra criança problema, Lee Yut Lung, “A pequena princes... príncipe” era uma criança problemática e mimada, tinha uma coisa estranha de ficar perseguindo Eiji e o observando de longe, era apegado ao Professor Blanca e não se enturmava muito, ficava muitas das vezes perto de Sing o único que realmente o aturava, tinha 3 anos, também era inteligente. Suas trancinhas com lacinhos rosa na cabeça se mostravam fofas e era sua marca registrada justamente com sua frase “Eu vou chorar”.

Agora falando de seu Professor, Eiji gostava bastante dele e sempre o elogiava para os pais o quanto gostava de ir a creche ver seu Professor. Blanca era extremamente alto e sempre estava lá acudindo os menores, as vezes os paparicando, tinha muita paciência com eles – Principalmente com Yut – falava com sua frase “você vai se comportar, não é?” usava óculos mas apenas para ler, e sempre com um rabo de cavalo em seus cabelos, sua franja caia na frente. Ajudava um pouco de tudo e sempre brincava com as crianças apesar de que as vezes ele sussurrava um “por favor, alguém me salve”.

Entrando na sala de mãos dadas com Ibe, Eiji olha que todos já chegaram e estava com seus devidos casaquinhos da turma “banana fish” se resumia em um casaquinho de mangas compridas com elástico nas pontas da manga, era amarelo claro, sendo abotoada no botão no dois ombros, era comprida o bastante para cobrir até o bumbum das crianças, tinham bolsos de cada lado, no ombro esquerdo o nome de cada um.

– Até mais Ei-chan!, seja amável com todos – disse Ibe após cumprimentar Blanca.

– Tudo bem tio até mais – Eiji fala com a sua voz infantil e fina acenando para seu tio.

Chegando perto dos casaquinhos e para deixar sua mochila no chão Eiji vê Ash que estava ali do seu lado o olhando com curiosidade.

– Bom dia Eiji! – o loirinho fala – por que seu tio te chama de Ei-jan?

– Bom dia Ash! – o moreno fala vestindo seu casaquinho – não é Ei-jan, é Ei-chan, meu tio me chama assim pois é meu apelido, se quiser pode me chamar assim também – ele sorri para Ash quase fechando seus olhos.

O loirinho por si só fica extremamente corado, “Apelido? É especial, serei especial para o Eiji?” pensou e começou a corar ainda mais.

– Hum...Ei-ch – suspira corando ainda mais sentindo quase seu pequeno coração se acelerar – Ei-cha.

– Ei-chaaaaaaann! – a fala de Ash é interrompida por duas falas extremamente altas e animadas.

Eiji se vira para as vozes e vê Shorter com um sorriso enorme junto de Sing e ao lado dele estava Yut com um bico emburrado.

– Podemos te chamar de Ei-chan também? – Sing fala com uma voz enrolada e fofa.

– Claro!

– Posso ser Shorter-chan também? – o carequinha diz com uma voz alta ao lado de Yut que o encara irritado.

– Vai sonhando estúpido – diz então Yut emburrado.

– Yut! – Repreende Blanca ao ouvir o palavrão que o mesmo fala.

– E eu de Sing-chan? – o mais novo parecida encantado.

– Claro que pode – Eiji logo se enturma com os amigos conversando sobre vários nome que podiam ser colocados com Chan.

– B-bem, fico com só Eiji mesmo – Ash então fala consigo mesmo corando ainda mais ficando com um bico grande e emburrado.

Shorter olha na direção de seu melhor amigo, o loiro estava emburrado e o mesmo fica confuso ao vê-lo saindo pisando duro até o jardim onde Blanca havia saído agora pouco.

Blanca tivera que sair um momento para arrumar algumas plantas que iria ser o próxima coisa que iria mostrar as crianças, iria ensina-los a plantar, óbvio que iria dar bagunça mas ia valer a pena, já tinha comprado algumas kits de jardinagem para as crianças, era algo rápido o que tinha que fazer ali, apenas podar uma flor.

O mais velho para o que estava fazendo ao sentir alguém bater nas suas costas com uma certa força olha para trás e vê Ash com pequenas lágrimas nos olhinhos verdes e com o rosto vermelho.

– Também quero chamar ele de Ei-chan – falava enquanto socava as costas do professor, mesmo que nem fizesse cócegas a Blanca.

– Ash, o que aconteceu – se levantou limpando sua calça e arrumando a blusa.

– Eu também quero chamar o Eiji de Ei-chan.

– Então porque não chama? – falou Blanca como se a resposta fosse óbvia.

– Porque todos estão chamando ele assim, eu quero um apelido só meu que só eu possa usar com ele – diz a criança como se fosse uma grande tempestade.

Apesar de Ash ter apenas 3 anos, a forma com que ele fala é Extremamente correta, isso mostra o quanto aquela criança é evoluída e inteligente, diferente de Sing que apesar de ter 2 anos tem muita coisa que ele tem dificuldade a falar, quanto que o loirinho até palavras difíceis consegue, isso impressiona muita gente, dando jus ao apelido de “pequeno gênio”.

– Se todos estão chamando ele de Ei-chan, você vai ser o diferente que vai chamar ele de Eiji – falou Blanca com uma voz extremamente calma, tirando as luvas de jardinagem e colocando perto do tanque de peixes com um sapo e peixes, que ali tinha.

– M-mas...- algumas lágrimas brotaram nos olhinhos verdes, Blanca de ajoelhou perto dele.

– Não fique assim Ash – limpou o cantos dos olhos da criança – vamos entrar, hoje iremos ver o quanto vocês cresceram – sorriu Blanca olhando para o mesmo.

Se levantando e pegando na mãozinha pequena de Ash, Blanca entra na sala olhando todas as crianças eu estavam em volta de Eiji ainda no mesmo assunto dos nomes.

Shorter ao ver Ash o chama com um tom alto novamente fazendo Yut ficar ainda mais emburrado.

– Ash! Venha aqui, o Eiji está contando que podemos chamar todo mundo de Chan.

– Não falei isso, você pode usar apenas após o nome.

– Isso mesmo – sorriu largo para Ash que sorriu de volta para o amigo.

– Bem, o que acham de hoje eu medir vocês? – Blanca diz ao olhar para as crianças que sorriram.

– Eu acho legal – Eiji com um sorriso.

– Eu também – Ash diz ficando corado ao ver o sorriso do moreno ao seu lado.

– Hum – Yut vira o rosto fazendo suas trancinhas balançarem.

– Então venham.

As crianças se levantaram, Blanca achou extremamente fofo ver as pequenas pernas indo até ele.

Yut foi o primeiro.

Shorter foi o segundo.

Eiji o terceiro.

E Ash o quarto.

– Pelo que vejo Shorter e Ash tem a mesma altura – sorriu Blanca – vocês são os mais altos da sala.

– Legal! – as crianças sorriram olhando para si mesmo e então juntando as mãos como se estivessem comemorando.

– Ridículo – Yut fala virando o rosto.

– Yut, não fale assim – repreende mais uma vez Blanca ao olha-lo, a criança abaixa a cabeça.

– E o Sing? – Eiji aponta para o mesmo que estava emburrado.

– Não quero – vira o rosto.

– Porque não? – o mais velho fala – quer dizer que nosso defensor da justiça não quer obedecer? – sorriu Blanca ao ver que a criança virou com os olhos arregalados.

– N-não – foi para perto do medidor de girafa, enquanto todos o olhavam esperando algo, até que o mesmo infla as bochechas.

– Sing, inflar as bochechas não vai te deixar mais alto – diz suspirando.

– Mas eu fico maior de qualquer forma – sorri fofo.

De qualquer forma Sing ficou emburrado por ser o mais baixinho da turma. Mas não durou muito tempo, logo já estava brincando com Shorter, Eiji e Ash, era legal brincavam de lutinha com os bonecos enquanto Eiji a maior parte do tempo estava com uma cobra de pelúcia na mão, ou com seu ursinho rosa, geralmente o abraçando ou olhando para a brincadeira dos outros meninos que quase quebravam os bonecos.

De longe Yut olhava Eiji como um verdadeiro Stalker.

– Eiji, você não quer brincar? – Ash fala ao olhar para o moreno que ainda estava ao lado brincando com sua pelúcia.

Blanca observava eles brincando, com um livro nas mãos, as vezes desviava do livro para eles.

– Estou bem Ash – sorri – gosto do jeito que estou.

Eiji viu aos bochechas do loirinho corarem, e não entendeu o que aconteceu mas não disse nada.

– Eu já volto – Sing disse ao se levantar sendo encarado por Shorter e Ash que deram de ombros voltando sua brincadeira com os bonecos quase os destruindo.

Sing se virou para um armário onde geralmente ficava cola, EVA, folhas, lápis, giz de cera, tintas, pincéis, borrachas e outros variados. O mesmo vê uma pequena escada ali, ainda estava emburrado por ser o mais baixinho e então teve uma ideia.

Chegando perto da escada, Sing começa a subir ela de vez em quando olhando para Blanca que conversava com Yut sobre o livro infantil que lia. Subindo ainda mais a escada o chinesinho sobre em cima do armário se sentindo muito alto.

Blanca que conversava com Yut sobre a história da princesa e o Sapo desviou sua atenção para os meninos que brincavam no tapete, Viu Eiji com seu urso de pelúcia inseparável, Ash e Shorter quase estragando os carrinhos fazendo eles baterem...mas não achou Sing. Se levantou indo até os meninos seguindo por Yut que segurava seu avental amarelo.

– Cadê o Sing? – questiona Blanca para as crianças, não era possível desvio por apenas alguns segundos sua atenção.

– Não sei – Shorter fala ainda dando atenção ao seu carrinho.

– Também não sei – Ash também não desvio sua atenção.

– Lá! – Eiji aponta para o armário onde Sing estava de pé.

– Isso aí galera – sorriu Sing com a mão direita na cintura e esquerda apontando para todos – eu sou o mais alto que tudo mundo.

Ash e Shorter enfim desviaram sua atenção olhando para a criança em cima do armário de pé apontando para eles.

– Sing! – Blanca fala correndo para o armário para tentar pegar aquela peste – como chegou aí? – disse pegando o mesmo no colo e o tirando de cima vendo o mesmo emburrado – eu desviei por alguns segundos, como pode? – Blanca suspira colocando a mão direita na testa – vocês ainda me deixaram de cabelos brancos.

– Então o Ash já está quase de cabelos brancos – Shorter disse apontando para o loirinho que olhou irritado.

– Porque eu? Eu não tenho cabelo branco – diz emburrado.

– Disse que está quase branco, não que já está – revira os olhos, mas não sendo possível ver por causa do óculos.

– Ele não está quase branco! – grita Ash com as bochechas vermelhas e pequenas lágrimas nos olhinhos verdes, pegando uma mecha de cabelo – está?

– Claro que não Ash – Eiji diz com doçura na voz – ele está lindo – sorri o mesmo chegando perto de acariciando o cabelinhos loiros deixando Ash corado e Shorter que começou a rir das bochechas corada do amigo.

– Ew – Yut diz fazendo cara de nojo e virando o rosto, indo até o tatame e pegando a cobra de pelúcia com uma carinha emburrada e fofa.

– Shorter posso colocar seus óculos? – Sing diz ao amigo que estava ao seu lado.

– Claro! – fala animado dando para o mesmo no rosto que ficou grande demais.

– Uau! Eu to maneiro que nem o Shorter? – sorri o mesmo olhando para os amigos.

– Vocês fazem uma bagunça, mas são uma gracinha – Blanca fala pegando Sing no colo e o colocando nos ombros o vendo sorrir.

– Eu sou o mais alto aqui – grita a criança ao balançar os braços feliz e olhando para baixo, vendo Shorter sorrindo, Ash e Eiji de mãos dadas também sorrindo para o mesmo.

– Minha vez! – Shorter fala com empolgação também querendo ir nos ombros do Professor, pegando no avental amarelo.

Blanca desvia seu olhar para Yut que estava emburrado abraçando a cobrinha de pelúcia, o mais velho coloca Sing no chão pedindo silêncio para as crianças e se aproximando de Yut o pegando pelos braços e o colocando nos ombros, o mesmo olha confuso e olha para baixo vendo as crianças sorrirem para ele, e então olha para Blanca que também sorria. E então como a verdadeira fofura que é ele abre um sorriso contagiando a todos.

Se divertindo a cada um indo um pouco nos ombros de Blanca o mesmo diz que era hora do desenho que o tema de hoje era desenhar alguém da família que a criança mais gostasse. Com muita animação cada um chegou perto da mesa de desenhos que continha os lápis de cor e as folhas. Blanca os observava interagindo, as vezes algumas briguinhas por causa de lápis ou giz de cera mas nada que precisasse intervir.

Quando foram mostrar seus desenhos Shorter foi o primeiro, mostrando sua irmã. Por mais que o mesmo morasse com seus pais, ele amava a irmã mais que tudo e sempre dizia que quando ficasse mais velho iria abrir um restaurante com a irmã, eram muito apegados, Blanca sorriu pendurando com uma tachinha o desenho para que quando tivesse reunião dos pais pudesse mostrar.

O próximo foi Eiji que fez da família toda, ignorando o que Blanca disse que seria apenas uma pessoa, disse que amava todos igualmente. Achava fofa a família de Eiji e a forma com que ele se preocupava com todos em sua volta, realmente os pais deles fizeram um bom trabalho educando aquela criança tão fofa e amável, pendurou o desenho dele também.

Em terceiro veio Ash, que trazia o desenho de seu irmão Griffin, apesar de morar junto do pai e do irmão mais velho Ash era muito mais apegado ao irmão. O seu pai Jim Callenreese tinha um pulso firme e educou muito bem seu filho, porém Griffin sempre fez as vontades da criança a mimando sempre que podia, isso mostrava o lado chorão e birrento de Ash. Mas, admitia que a inteligência do loirinho era muito grande comparada a das crianças de sua idade, contaram que sua mãe era também extremamente inteligente e seu pai sempre buscava a perfeição na escola, apesar de que ela morreu no parto de Ash o mesmo sempre demonstrou carinho ao seu pai e principalmente ao irmão.

Logo veio Yut, com um desenho da mãe dele. Blanca sempre via que ela era uma mãe que o teve era solteira, nunca perguntou e nunca soube o que aconteceu com o pai dele, mas sabia que a família dela era de extrema importância, com empresários ricos e entendia do porque Yut era tão mimado. Mas pelo desenho soube que ele tinha um carinho especial por ela.

Por último veio Sing, que trouxe um desenho de seus pais, Blanca olhou o desenho e sorriu para o pequeno que estava super animado e feliz com o desenho de seus pais, os pais de Sing tinham um restaurante aonde era a casa deles no segundo andar. O pequeno sempre dizia que a comida da mãe dele era a melhor do mundo.

Após colocar cada desenho pendurado aonde deve Blanca se levanta vendo que já era hora do lanchinho e que iriam para o pequeno intervalo logo. Aquela creche tinham outras turmas, em torno de 7, a sala banana fish era a única que continha apenas meninos, era difícil isso acontecer mas teve. E no recreio geralmente iam para o parquinho que tinha ali ao lado do tanque de peixes com um sapo. Apesar de que só tinha peixes ali, o sapo havia vindo muito provável a noite, mas não importa o tanque geralmente era interditado e era apenas para decoração, tinha uma grade de segurança para que as crianças não passassem.

Vendo que cada um chegava na cantina com um pão de pasta de amendoim e geleia e um copinho azul de iogurte cheio, estavam sentando para comer enquanto Blanca guardava os brinquedos, desviou sua atenção quando ouviu um grito vindo de trás de si.

– Peça desculpas agora se não eu vou chorar – disse Yut gritando com o casaquinho amarelo da sala cheio de iogurte.

– Não vou pedir desculpas, você que bateu em mim – Disse Shorter com os braços cruzados virando o rosto.

– Vai sim! – Yut grita com Shorter pegando ele pelo casaco amarelo e o puxando, sorte que seu iogurte estava na mesa então o carequinha apenas caiu no chão.

Blanca ao ver a confusão chega perto ajeitando Shorter na mesa que começou a comer como se nada tivesse acontecido, Yut começa a chora. Blanca então o pega no colo.

– Não chore Yut, vamos limpar seu casaquinho – disse ele com a voz calma o levando para a pequena pia que tinha ali dentro da sala e limpando a macha que estava no tecido.

Ficou molhado, mas dava pro gasto.

Ao voltar para a mesa Yut se sentou ao lado de Sing que começou a conversa com ele e comeram como se não tivesse tido nenhuma discussão ali.

– Crianças – Blanca fala baixinho revirando os olhos.

No intervalo todos estavam brincando, la fora enquanto Blanca estava na sala apenas arrumando os livros para a hora da leitura quando olhou para trás e viu Sing sem um de seus sapatinhos chorando e soluçando.

– Sing! O que aconteceu? – disse preocupado chegando perto dele – se machucou? Aonde está seu sapato? – disse chegando perto da criança que apontou lá fora.

– Ta no tanque e o sapo malvado tá em cima dele – disse soluçando, Blanca vai até o tanque junto de Sing, vendo Ash, Eiji, Yut e Shorter olhando para o sapato que estava com um sapo em cima.

– Está mesmo no tanque – Ash fala olhando para o sapo com tédio.

– O sapo está em cima mesmo – Shorter falando rindo.

– Mas, porque está lá? – Blanca fala ao olhar.

– Ele foi chutar a bola que estávamos brincando e seu sapato voou, não estava bem preso – Disse Yut com um olhar superior – perdedor.

– Que?! Yut, não – disse já suspirando.

– Ele disse que o sapo estava o olhando e rindo da cara dele – Eiji fala olhando para Blanca.

– Estava sim, olha a cara dele rindo de mim – Sing disse chorando ainda mais ao ver o sapo que estava apenas olhando um ponto fixo.

– Sing – Eiji chega perto dele limpando as pequenas lágrimas que desciam – não chore, vamos pegar seu sapato.

– Mas vai estar nojento – chorou mais.

– Não vai – sorriu Eiji para o mesmo que abaixou a cabeça.

– Sing – Blanca fala o olhando e suspirando novamente – não fica assim – o pega no colo – vamos pegar seu sapato.

– E tirar o sapo malvado de lá?

– Sim, e tirar o sapo malvado de lá – Blanca fala por último.

Após pegarem o sapato de Sing, todos estavam na rodinha, dessa vez sem sapatos por estarem no tatame, e ao lado as caminhas arrumados para o sono deles antes dos responsáveis chegarem para buscá-los, estavam brincando. Shorter havia dado para Sing um Yo-Yo vermelho para ele brincar, o mesmo estava encantado chegando perto de Eiji.

– Ei-chan, olha o que o Shorter me deu pra brinca – mostro para o mesmo que o pegou na mão.

– Uau, o que é?

– Se chama Yo-Yo – disse animado pegando novamente.

– Yo-Yo?

– Sim, vou mostra só pra você o que eu sei fazer – disse ele animado.

Eiji observou com atenção vendo o menor tentar fazer alguns malabarismo com o Yo-Yo, falhando, mas mesmo assim sendo elogiado por Eiji. Até que Sing joga o Yo-Yo pra cima, escapando de seu dedo e voando longe.

– Opa!

- Uau, ele voa – disse Eiji olhando para cima – isso foi muito legal

– Você acha? – disse olhando para Eiji que apenas confirmou, ouvindo um grito alto de Yut ao ver que o Yo-Yo acertou sua cabeça.

– Yut – Blanca fala ao acudir a criança que estava com a mão na cabeça chorando, teve que levar ele para fora para acalma-lo.

Após isso, Blanca chega na sala alegando que era hora da leitura. Todos pegaram um livro para ler, ou melhor, tentar ler já que apenas viam as figuras, Eiji se sentou em uma almofada com Ash. Estavam muito fofos, o moreno com uma meia até o joelho com linhas azuis e o loirinho com uma meia pequena verde claro com bolinhas brancas, Yut estava com Sing os dois com um livro e Shorter com Blanca para ouvir a história.

Eiji começou a ver as figuras que haviam no livro mostrando para Ash, que apenas acenava e olhava para Eiji encantado, até que o momento o moreno riu do que viu no livro, o loirinho extremamente corado que levanta a cabeça dando um pequeno beijo na bochecha de Eiji o mesmo para de rir do que viu no livro ficando sério, olhou para Ash que tinha abaixado a cabeça ficando muito corado, o moreninho coloca a mão na bochecha e fecha o livro. Olha para Ash e enfim selou seus lábios em pequeno e rápido selinho deles, algo fofo de ver ao primeiro e inocente beijo de duas crianças.

Já Ash ficou mais vermelho que um tomate, começou a iperventilar e deitou na almofada como se tivesse desmaiado. Eiji que tinha aberto seu livro para continuar o que estava fazendo olhou para Ash deitado ao seu lado vermelho.

– Ash? – Eiji diz cutucando as bochechas do mesmo que virou colocou as pequenas mãozinhas no rosto com muita vergonha.

– Eew – Yut disse ao ver cena em sua frente, tampado os olhos de Sing que apenas sorria.

Já Sing tirou a mãozinha de Yut de seu rosto e falou.

– Professor Blanca, Ash beijo o Eiji – disse Sing apontando para os dois.

Ash já havia levantado e ouviram quando Sing falou na cara dura o que tinham feito, olharam diretamente para Blanca. O mais velho ficou em choque e arregalou os olhos olhando para as duas crianças sentadas na almofada, Shorter apenas ria.

– Não sei como consegue – Disse Yut baixinho os olhando com nojo – justo o Eiji, ele é feio – virou a cara.

Apesar de ter dito baixinho, Eiji e Ash acabaram ouvindo. O moreno ficou triste ao ouvir o que o coleguinha falou e abaixou a cabeça, no enteando Ash olhou de Eiji para Yut e ficou muito irritado. Se levantou de onde estava e chegou perto de Yut.

– O que você disse? – gritou alto Ash ao arrancar o lacinho do cabelo de Yut e com a outra mão puxar as trança com força.

Yut deu grito, enquanto sentia suas trancinhas sendo desmanchadas e seu cabelo puxado, tentava tirar as mão de Ash de seu cabelo mas não dava. Eiji tentava chamar Ash porém não adiantava, Shorter estava com os olhinhos estalados.

E Sing...

– Professor Blanca, Ash e Yut estão brigando – fala para o Professor que ainda estava em choque com a briga.

– Sim, Sing – disse Blanca logo apartando os dois, as traças estavam estragadas, ao lacinhos no chão e o cabelo de Ash bagunçado.

– Vocês vão me dizer o que aconteceu? – Blanca disse sério olhando para os dois.

Ash cruzou os braços e virou o rosto, Yut estava apenas chorando.

– Bom, já que não vão me conta, irei por vocês 5 minutos de castigo – Os olhos das crianças se arregalaram ao olhar para o Professor – ou vocês podem pedir desculpas um para o outro.

– Não! – falaram ao mesmo tempo ao se olharem.

– Então pro castigo.

Levou aos duas crianças para duas almofadas no canto da sala onde dizia “ Castigo” fazendo os dois se sentarem. Blanca aproveito que Yut estava sentado para pegar as presilhas de lacinhos rosa, e arrumar as tranças do cabelo, o mesmo deixou agarrado a cobra de pelúcia.

– Ash é um idiota – disse baixinho sussurrado, o loirinho ouviu mas preferiu ficar quieto, não queria mais problemas.

– Não fale essas palavras feias Yut – disse o mais velho concentrado para arrumar as tranças – muito bem terminei – disse olhando para o cabelo que estava da mesma forma de quando ele chegou – bem, agora os dois de mãos dadas.

– O que? – Ash fala abismado, não iria ficar de mãos dadas com ele.

– Vão sim, isso é parte do castigo, já que não vão pedir desculpas vão ficar com 5 minutos aí de mãos dadas – Blanca falou com as mãos na cintura olhando para eles.

Yut virou o rosto mas estendeu a mãozinha, Ash segurou e virou o rostinho também tentando nem o olhar. Yut mostrava a língua para Blanca que estava de costas, Ash estava com as pernas cruzadas no travesseiro e Yut com as peninhas fora.

Ficaram ali olhando enquanto Eiji, Sing e Shorter continuavam sua hora da leitura, parece que Yut e Ash perderam a hora da leitura, já que era apenas de 10 minutos e estavam já um bom tempo com os livrinhos e logo seria a hora da soneca.

– Espero que tinham aprendido a lição – Blanca fala olhando para eles – mas ainda quero ouvir o pedido de desculpas, caso contrário vão ficar aí mais 5 minutos.

– Desculpa – Ash foi o primeiro a falar impressionando a todos que os observavam.

Yut arregalou os olhos.

– Desculpa – Yut também disse.

E então eles soltaram as mãozinhas e Eiji foi para perto do loirinho.

– Obrigado por ter me defendido – sorriu largo quase fechando os olhinhos para Ash, que apenas corou e abaixou o rosto.

– Tudo bem – falou baixinho mas o moreno ouviu.

– Crianças, hora da soneca.

Todos se viraram e viram Blanca ao lado das caminhas que estavam espalhadas por lá para que cada fosse na sua. Eiji foi para seu colchonete que estava no chão já junto de Ash que pega o travesseiro na mão e esconde o rostinho corado.

– E-Eiji, p-posso dormir com v-você? – Desvia os olhos verdes ainda corado.

Eiji também cora ao ouvir.

- Ah..uh... Bem...- abaixa a cabeça – claro que p-pode Ash – disse o olhando, o loirinho sorri para Eiji que cora ao ver o sorriso alegre do mesmo.

Encostando seus colchonetes, os dois deitaram lado a lado, Eiji com seu ursinho rosa entre eles, viu que Ash estava com os olhinhos fechados.

– Professor! – Shorter falou em um tom alto olhando para o Professor que o olhou.

– Shhh Ash está domindo – Eiji diz com o dedinho em frente a boca olhando para Shorter.

– Desculpe – sussurrou Shorter – Professor, quero ir ao banheiro – Blanca se levanta para levá-lo até o banheiro, enquanto que Eiji se deitava e abraçava o ursinho.




Está estranho, um local com muitas flores, margaridas para ser mais especifico, o sol estava se ponto. O pequeno Ash olhava o por do sol indo embora, ainda estava com a roupa da creche. Estava muito fofo com os raios de sol indo para seu rosto, seus olhos verde ainda mais focados.

– Ash?

A criança olha para trás vendo um homem, com uma calça marrom claro, um tênis, também usava uma blusa social, por cima uma blusa vermelha com um personagem de um pássaro gordinho estampado, por cima um casado azul escuro, ele tinha um corte de cabelo muito parecido com Eiji, mas não sabia quem ele era já que em sua mente essa pessoa não tinha rosto.

– Senhor? – virou de lado sua cabeça – quem é você?

– Ash – sua voz era doce e meiga, o loirinho gostou do ouviu, o mesmo estendeu sua mão – Ash, estou feliz de te encontrar novamente, finalmente a vida nos deu uma segunda chance – segurou a pequena mãozinha de Ash entre sua, tão pequenina.

O loirinho o olhou confuso.

Mas ele abriu os olhos, estavam banhados de lágrimas, olhou para frente e deu de cara com Eiji dormindo com ele no colchonete como ele havia pedido, abraçado ao urso rosa com a mão estendida, um pequeno sorrisinho no rosto fofo.

Ash olhou para a mão dele e a segurou, chegou mais perto de Eiji e sorriu fofo, dormindo novamente dê mãos dadas.

Eiji abriu os olhinhos e olhou Ash com os olhos molhados e segurando sua mão direita que passava por baixo do urso, apertou a mão do loirinho e sorriu.

– Eu estou aqui – sussurrou – sempre por ti – fechou novamente os olhos se entregando ao mundo dos sonhos.

A vida deu uma nova chance, sem traumas, sem armas, sem uma droga mortal, dessa vez da maneira certa para serem felizes.

Minha alma sempre estará com você


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.

Se você gostou, deixe seu comentário mesmo que seja uma crítica ou até mesmo uma sugestão para uma próxima história, estou aberta a tudo.

A música que usei: (casal nada a ver com esse, mas me fez lembrar o refrão)

https://youtu.be/m0OfHoKnv6I


Beijinhos de luz.❤️


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