História Estou morta - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Personagens Originais
Visualizações 12
Palavras 727
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capitulo único




Está noite, no frio torturante e silêncioso, as pessoas morrem, você decide a hora, o lugar, e como. E eu decidi a minha morte, meu lugar não é aqui e meu tempo se esgotou á tempos. Estou morta, espero que isso seja logo o fim.


Já  tentou se  matar?

Já viu ou fez coisas que se  arrependeu depois?

Já parou para ver como o tempo voa?

Já se lembrou de momentos bons em momentos péssimos?

Eu já. 

Sabe por quê? Porque eu estou morta. E tudo esta acontecendo agora.

Me deixo levar pela onda do meu entorpecente, me deixei levar pelo caos e a desordem mental, estou delirando, vejo minha família, mas sei que estão mortos, e ainda assim me imagino correndo até eles. Quem diria, agora não sinto meu corpo, fui mordida, estou presa em um quarto enquanto o walker bate á minha porta me aguardando para terminar seu trabalho, mas a morte já  está do meu lado a tanto tempo, já é minha amiga com todas as vezes que morri, e não foram poucas, curtos momentos de paz me traziam a ligeira alegria, mas... sempre acabou.

Estou fumando meu cigarro agora a fumaça toma conta dos meus pulmões, esse meu  vício recente me doma, me acalma, e eu estou bem por isso. Minha perna está sangrando, mas já me droguei tanto por sua culpa que nem sinto mais meu corpo.

Sabe, eu nunca fui  a garota pefeita, eu  irritava meu pai. Eu o provocava. Ia mal na escola, saia de casa sem avisar, bebia, apanhava de caras que nunca tinha visto antes, eu sou uma merda na terra, eu nasci  errada, na família errada.

Não, não vou me desculpar, eles estão  mortos, pronto, acabou, já lutamos tanto, por tanta coisa inútil, pela paz... Coisa que nunca existiu. Lutar por amor, outra coisa que eu nunca vi. Sim, eu senti. Mas e a  paz para fazer  essa maldita coisa  dar certo?

Eu e você nunca demos certo não é, Carl? Nem dariamos, de qualquer jeito, mesmo que o que vivemos foi  uma mentira, eu te amei. Quem diria em? Falando em você, agora você tenta arrombar a porta, grita meu  nome, bate na porta. Só queria saber o que faz aqui.

Nessa coisa que escrevo, eu só pensei em te falar as coisas que senti, mas o que vai mudar? Afinal, brigamos tanto, falamos tantas coisas  da boca pra fora, o que  faltaria dizer na cara? É talvez, se eu conseguisse tentar, eu abriria a  porta.

Mas estou exausta.

Estou morta.

Essa nossa guerra me matou, de fora para dentro, acredite, eu  quero rir, eu quero chorar, eu  quero te ver, eu quero me perder. 

Simplesmente, queria lembrar momentos bons  com você, mas, quais serião eles? Seriam mentiras, apenas  isso.

Eu queria continuar, queria dizer que nossa vida iria melhorar apenas se  ficassemos juntos, mas aí é que está o problema, na  verdade, nós somos o problema. 

Nós dormimos juntos.

Bebemos.

Nos drogamos.

Lutamos.

Eu te bati, você revidou.

Nós gritamos um com o outro.

Nos drogamos.

Nos beijamos  e voltamos para a cama como se  nada tivesse acontecido.

Eu sou a errada. Você é o idiota que tentou  me aceitar.

Por que?

Gostou da primeira vez? Quer mais?

Ah, que se foda, eu não aguento mais, nem as drogas conseguem te tirar da minha cabeça, eu quero bater em você, eu quero que você tire minha roupa.

Sentirei sua falta Carl, sinceramente.

Quero poder  te odiar agora, mas não estou  conseguindo nem falar, estou rindo sozinha, ainda te ouço gritando, você chuta a porra da porta, da pra parar com isso? Estou com dor de cabeça. 

E ela vai passar, como uma bala.


Eu estou morta. Por sua culpa, por minha culpa. Talvez estivesse escrito que eu não devia ficar viva. Agora eu concordo plenamente. Quero te ver, mas já vou morrer.

Eu te amei Carl, mais que  minha vida, se bem que eu já odiava minha  vida antes de te conhecer, mas releva, tenho que ser rápida.

Eu te odeio, mas eu te amo.

Sei que ficará bem, sempre  ficou depois que brigamos. Não hesite em me queimar, eu não irei sentir mesmo.

Só te peço uma coisa, me enterre longe, o mais distante possível. No lugar mais calmo que possa conhecer, minha mente está  a maior turbulência. Nossa, como eu preciso dormir. 

Tente sobreviver amor, as coisas não vão melhorar, siga sua intuição, não confie em ninguém. Chega de blá blá blá. 

Adeus, não hesitarei  em puxar o gatilho, não hesite em puxar a pá.


                                                 S.T

  

 



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