História Estrada da morte - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acidente, Crônica, Estrada Da Morte
Visualizações 5
Palavras 364
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente. Mais um textinho. Draminha básico. Espero que gostem e foto de capa é de minha autoria.

Boa leitura 😘

Capítulo 1 - Luz e sombra


Colocou os óculos escuros. Odiava os raios solares que batiam em sua retina, queimando-a.

Os cabelos longos dançavam pelo vento a medida em que acelerava.

Para aonde? Não importava. Nunca foi questão de destino. 

Um giro para à esquerda.

Na próxima curva ele já pode ver a praia. A areia branquinha refletindo luz tão quanto pequenos brilhantes. E o mar se estendia em um tapete azul celeste infinito. Rompendo a linha do horizonte.

Estava tão perto. Ainda assim nunca chegava.

Como em um terremoto, tudo ao seu redor mudou. Da água para o vinho. Do ouro para à prata. A terra sobre sua cabeça e o céu sob seus pés. O ar mudou de cor. De transparente mudo para amarelo barulhento.

Já não sabia se o ruído que escutava era da própria voz.

Um giro para à direita. Um comichão em suas mãos.

Uma pressão absurda que saía da ponta dos dedos e se espalhava como peste.

Clamou por algo que não tinha. Talvez uma sabedoria tardia. Talvez um copo a mais de cerveja. Ou quem sabe por pulmões novos que pudessem dissipar a névoa cinzenta que respirava.

Pesada demais.

Girou para à esquerda; de novo.

Com a calma que o momento permitia, chorou. Até seus olhos se nublarem por completo.

Já não sabia mais se o que via era à direção certa.

Nem se tudo aquilo era real o suficiente para que acreditasse. Sentiu-se flutuar. Suas mãos soltaram do volante. Que girou, girou, girou. Feito bússola. Não parou.

Sua cabeça se chocou contra o metal do carro. O cheiro de sangue impreguinou-se. Sentiu- se pequeno ali. O espaço se fechava. Amassava. Comprimia-se. Como bola de papel.

Não era confortável. Suas costas doíam.

Suas pernas doíam. Seus braços doíam. Sua cabeça doía. Era dor demais. Batidas demais. Sangue, sangue demais. Suas mãos foram inundadas com tudo aquilo.

A areia quentinha da praia tocou sua face. Se misturou com o vermelho. Não sabia que a praia estava tão perto.

Mas estava. O mar tocou-lhe à porta.O gosto do sal e o amargor do ferro. Os ossos quebrados e a lataria em pedaços. A paisagem retorcida, as grosserias abstratas.

Ninguém nunca disse que era eterno ou perfeito. Os óculos escuros não podiam proteger olhos que já estavam feridos. 

Ao final, alguém tinha que apagar as luzes.


Notas Finais


😘😘😘😘😘😘


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