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História Estranhas Conhecidas -- Camren - Capítulo 11


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Capítulo 11 - 11 - capítulo


Eu quase não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Mila estava na frente do computador me seduzindo, e eu, que me achava tão experiente com as mulheres, parecia uma garotinha apaixonada pela primeira vez. “Uau”, disse quando ela afastou a sua calcinha, mordeu os lábios e tocou divinamente o seu clitóris. Seus seios estavam nus, eram médios, rijos, fiquei imaginando a minha língua deslizando pelos seus bicos. Minha calcinha estava toda molhada, eu quase não conseguia respirar. Minha boca aguava. “Ela era tão sexy! Se movimentava com uma facilidade” Amor impossível parecia um gato, ou melhor, uma gata.

Não resisti, me toquei também. Deslizei as mãos pelo meu corpo, como se pudesse sentir as mãos, boca, pernas, sexo dela deslizando em mim. Ela estava atenta a tela do seu computador, se tocava e me olhava com a cara mais safada que eu já vira na minha vida. Desci o meu short, depois tirei a minha calcinha e me toquei para ela. O rosto de Camila foi se transformando deliciosamente, os dedos dela se movimentavam cada vez mais rápidos no seu sexo, os meus estavam encharcados e não demorou nem um minuto, após eu começar a me tocar, e eu gozei demoradamente. Foi o ato sexual mais diferente da minha existência, eu não tinha sido tocada fisicamente por ela, e estava sentada numa cadeira desconfortável de frente para o computador.

Quando a euforia passou, eu estava sem ar, com a calcinha pendurada no mouse, e sorrindo para Camila. Ela também sorria para mim, mas parecia, ou pareceu nos primeiros segundos depois do gozo, levemente envergonhada. Ergueu rapidamente as alças da camisola, cobrindo a sua nudez apressada. Seus cabelos caiam pela face...

Aproximei meu rosto da tela do computador, Camila olhou fixamente como se encarasse os meus olhos, eu beijei a cam, me afastei e fui presenteada com o seu sorriso, ora tímido, ora encantador, ora sedutor... Amor impossível parecia ter muitas faces, e eu estava disposta a desvendá-las.

Laur diz:

Que loucuraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Amor impossível diz:

Fugiu do meu controle...

Laur diz:

Vc fica linda descontrolada... Mila, preciso ouvir a sua voz

Amor impossível diz:

Meu microfone quebrou, liga o seu, quero te ouvir tbm

Laur diz:

Não tenho microfone, me diz o número do seu telefone

Amor impossível diz:

Nãoooooooooo, a gente mal se conhece

Laur diz:

Kkkkk Já fizemos amor

Amor impossível diz:

Já disse que perdi o controle, não sei o que me deu... Tenho namorada, Laur!

Laur diz:

Por favor, preciso ouvir sua voz... nunca senti isso. Penso em você o tempo inteiro, garota!

Amor impossível diz:

... Desculpa...

Laur diz:

Olha, o meu número é 9921-2121

Amor impossível diz:

...

Laur diz:

Me dá uma chance, é só uma conversa, o que tem demais em uma conversa?

Amor impossível diz:

Tá, meu número é 9911-1111

Apanhei o telefone imediatamente e disquei... Camila ficou com o telefone na mão, pensei que ela iria desligar, e desligou... a cam. Sua imagem desapareceu da tela do meu computador e eu senti doer o meu peito como se eu nunca mais fosse teclar com ela novamente. O telefone tocou até cair na caixa postal, liguei novamente e desta vez ela demorou, mas atendeu.

- Mila? – perguntei enquanto ouvia a respiração ofegante do outro lado da linha – Mila! – repeti ansiosa.

- Oi, Laur... – ela disse, e meu corpo inteiro estremeceu com a voz rouca e sedutora que a garota tinha.

- Que susto, pensei que você não iria atender... Você desligou a cam, tá off pra mim... Fiquei preocupada, não quero te perder, demorei muito para te encontrar...

- Sua voz é tão doce, não combina com o seu olhar safado.

Eu ri.

- Você tá me enlouquecendo, sabia?

- Não sei o que me deu... eu nunca tirei a roupa no primeiro encontro.

- Então, foi um encontro? – suspirei ao final da frase.

- Não foi isso que eu quis dizer...

- Mas disse, e eu adorei.

Ela ficou em silêncio... eu continuei falando.

- Você é linda! Nunca conheci uma garota que mexesse dessa forma comigo...

- Não acha que vai me enrolar com esse papo, acha? – disse seca.

Eu fiquei por um instante sem ter o que responder, Camila não era uma garota fácil, apesar de muito gostosa sem roupa. Sorri. Me deitei na cama para continuar a conversa.

- Vou te provar que não estou querendo me divertir com um namorico virtual.

- Quantos anos tem, Laur? – desconversou.

- Vinte e cinco, e você?

- Vinte e dois.

- Você é paulista, ou só mora em São Paulo?

- Não! Sou paulistana, nasci em São Paulo, paulistas nascem no interior. – disse e sorriu.

- Engraçadinha! – falei sem ter me chateado com a sua correção.

- Conhece São Paulo? – perguntou.

- Já estive na sua cidade uma vez, fui em um... casamento – eu disse, na verdade, menti, eu tinha ido à São Paulo participar de uma orgia com algumas jogadoras de vôlei de um torneio que teve entre Universidades do Rio e São Paulo.

- Não conheço o Rio, parece bem bonito pela TV.

- Pode vir me visitar, o que você acha?

- Não tô podendo... Tá muito cedo.

- Então você cogita a possibilidade de nos conhecermos?

- Laur, você é sempre assim? Costuma colocar palavras na boca das pessoas com frequência?

- Coloco outras coisas na boca das pessoas – pensei – Preciso te conhecer, quero sentir o seu cheiro, sentir a textura da sua pele, dos seus cabelos... tem ideia de como você me deixou louca aqui?

- Queria uma transa, já teve, eu vi que você também “chegou lá”.

- Saia da defensiva, Milal! Não precisa se sentir culpada pelo que aconteceu, foi... foi... maravilhoso.

- Não sou mulher de me arrepender do que faço, e nem gosto que digam que eu fiz algo que não é verdade, sabe? Odeio injustiças...

- Do que a sua namorada te acusou? – blefei, mas se conheço um pouquinho que seja das mulheres, ela estava aborrecida com alguém, sua voz soou magoada demais, e depois daquele recado da tal de Amanda para mim, e das desculpas de Camila assim que ela entrou no MSN...

- É cartomante?

Sorri, ou melhor: gargalhei.

- Sou arquiteta.

- Que massa! – assoviou – Nem entrei na faculdade ainda.

- Se te consola, eu fui obrigada pela minha mãe. Ela ameaçou cortar o cartão de crédito se eu não me formasse...

Ela sorriu.

- Não me enrola senhorita escorregadia. Brigou com a namorada, certo? O caminho tá livre pra mim... preciso saber.

- Você não dá uma folguinha, hein? – disse quase brava – Laur, eu preciso fazer umas coisas, terei que desligar.

- Só mais um minuto, prometo que não serei invasiva.

Silêncio.

- Eu juro, Mila!

- Nos falamos depois. – estava irredutível.

- Posso te ligar?

- Agora que eu tenho o seu número, deixa que eu ligo. – disse, se despediu e desligou.

“Que garota!” – pensei enquanto mordia a antena do telefone. “Putz! Que garota!” Eu sabia que a semana se arrastaria, e também que eu não ficaria bem enquanto não ouvisse a voz de Camila novamente. Até sonhei com os beijos dela.



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