História Estranhos ao Acaso - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Banda!au, Chanbaek, Comedia, Exo, Fluffy, Kaisoo, Menção Baekho, Menção Baeksoo, Sulay, Viagem!au
Visualizações 10
Palavras 3.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vamos tentar

Capítulo 1 - Não dê carona a estranhos, a menos que esse estranho seja eu


Fanfic / Fanfiction Estranhos ao Acaso - Capítulo 1 - Não dê carona a estranhos, a menos que esse estranho seja eu

Deitado no chão olhando para o teto branco era como Baekhyun se encontrava. Assoprou a franja de cima dos seus olhos, encarando os fios que voltaram a cair ele se lembrou do que havia acontecido da última vez que esse sentimento de inquietação que transbordava não somente um tédio mortal, mas também uma insatisfação sem limites com a própria vida. Seu cabelo antes apenas loiro havia sofrido as consequências da sua tarde sem ter o que fazer, sem pensar muito o garoto comprou tintas coloridas e não hesitou ao passá-las nas madeixas. Ele não queria admitir mas concordara internamente com seu irmão quando este conseguiu falar - depois de muitas gargalhadas - que a combinação dos fios loiros com agora mechas que se dividiam entre tons fracos de verde e rosa era um tanto estranha, ele se arrependeria. E de fato se arrependeu, mas não de colorir seus cabelos - ele gostava da vida que eles haviam ganhado - e sim de ter dado uma chance para o garoto da faculdade achando que dessa vez seria diferente.

A verdade era que o Byun nunca teve sorte com relacionamentos, então quando um garoto desconhecido se aproximou dele timidamente, roupas bem arrumadinhas e um óculos de armação grossa e escura no rosto, Baekhyun achou que estaria tudo bem dizer “sim”. Junmyeon parecia um nerd, diferente de todos com quem o loiro já havia saído, era inteligente e todo o conhecimento que mostrava ter só serviam para o cativar ainda mais. Tudo parecia estar indo bem. Apenas mais uma ilusão.

Ainda tinha os fragmentos do seu coração quebrado guardados junto das memórias dolorosas daquele dia onde chegou na faculdade, atrasado como de costume, e pode ter o vislumbre claro do seu namorado andando de mãos dadas com ninguém menos do que o príncipe da Universidade. Como em um daqueles clichês onde o nerd ficava com o popular, idiotice, Baek pensava até ter a realidade esfregada em sua cara. Romances clichês idiotas resmungava enquanto dava meia volta com os punhos fechados e cerrava os dentes pensando no belíssimo encontro que teria com a sua cama durante os próximos dias. A verdade era que ele estava se remoendo de inveja.

Já fazia três meses que não ia para a faculdade. E como um clique, sua mente lhe deu mais uma ideia - daquelas que seu irmão o repreenderia se estivesse por perto, o que não era o caso -. Ele iria embora. Sem um destino em mente, apenas pegaria suas coisas e andaria, o destino seria o encarregado do que aconteceria com ele a partir dali, ele gostava dessa sensação de que coisas novas e diferentes aconteceriam consigo, o que só reforçou sua decisão. Apressadamente pegou algumas roupas aleatórias e as socou dentro da mochila, tirou seu baixo que estava pendurado na parede e o colocou delicadamente em sua case, aquele instrumento era seu xodó.

Ele nem ao menos trocou de roupa, apenas ajeitou os cabelos mechados e colocou os óculos de sol. Ajeitou seus melhores amigos de toda a vida - até quebrarem - nas orelhas e se conectou ao mundo na música. O melhor mundo na opinião dele, com a alça da mochila num ombro e a da case do seu baixo no outro ele saiu sem olhar para trás. Não deixou nem um mísero bilhete, e não se importou com isso. Morava com seu irmão mais velho, e este já estava acostumado com seus sumiços repentinos, então seu celular não ficava lotado de notificações de ligações perdidas como acontecia quando ainda morava na casa dos pais.

Pegou um atalho até chegar na avenida que antes era principal, hoje era esquecida, apenas alguns carros passavam por lá, geralmente a noite, em rachas escondidos e idiotas. A bebida mexia com a cabeça das pessoas, por isso o loiro amava beber, adorava se sentir outra pessoa sem trocar de corpo. Abaixou a cabeça apenas para abrir a embalagem do seu chiclete e o pôr na boca. Mascava de boca aberta, um costume feio - e nojento -  que havia adquirido em sua pré adolescência, isso irritava as garotas, então ele continuou fazendo,  nunca mais parou.

Fechou os olhos ouvindo as letras acompanhadas da melodia, a voz esbanjando sentimentos, sentimentos sinceros. Aquela era a cantora favorita de Baekhyun, ela era tão nova, mas já fazia suas próprias músicas e as cantava. Podia sentir sua paixão, pelo mundo, pela vida, pela sua irmã. Ele valorizava as diferentes formas de amor, então quando ouviu a pequena demonstrar o quanto apreciava sua irmã e o tempo que elas passavam juntas, não pode deixar de notar como já estava cansado de todas aquelas letras que continham um falso amor romântico.

Apenas gostaria de a ter conhecido quando era apenas um adolescente, as frases "eu penso que nascemos para brilhar, porque as estrelas são opacas se comparadas à mim e a você” seguida de "e se as pessoas não gostarem disso, então elas podem fechar os olhos, pois não somos iguais, e não precisamos tentar ser” haviam o ganhado de uma forma inimaginável. Sem contar as outras canções que falavam sobre bullying, garotas fofoqueiras, e em como não devemos aceitar os insultos, não nos moldar a eles. Seu coração estava tocado, sentia as lágrimas começarem a brotar em seus olhos, os abriu e balançou a cabeça dando tapinhas em suas bochechas - que um dia ele tanto odiou - até que estas ficassem coradas. Ele abriu um grande e brilhante sorriso que fazia seus olhos se tornarem ainda menores e começou a mover os lábios cantando em voz altas as letras que o libertaram.

Rindo vez ou outra pelas músicas que agora tocavam, seu chiclete ameaçando cair da boca a cada pronúncia de inglês errônea que saia sempre de forma diferente, ele se continha, tentando não perder aquele doce que o ajudava a conter sua fome - por três minutos talvez -, mas logo voltava a se distrair.

Numa dessas distrações sua goma de mascar enfim caiu, deixando o loiro muito irritado, pois, droga, ele nem mesmo poderia usar a regra dos cinco segundos pois a danada tinha caído numa poça de água suja e ele podia até mesmo ver alguns insetos mortos boiando.

Por conta da sua distração também não notou que um carro se aproximava, vendo uma lata vazia amassada no chão  - provavelmente de um dos babacas que tentavam se matar apostando corrida com seus carros, já podres de bêbados - não pensou duas vezes antes de chutá-la com toda sua força a fazendo voar e logo a perdendo de vista, pois continuava mirando seu olhar para os próprios pés contendo um bico emburrado nos lábios.

Mesmo sua música estando alta, foi impossível não ouvir um ruído estrondoso de pneus cantando - um falsete daqueles - e algo batendo e logo caindo. Virou o corpo rapidamente em direção do local arregalando os olhos ainda mais ao notar que um carro - o que diabos um carro estava fazendo essa hora na estrada? Não era nem três e meia da tarde, ainda mais um carro vermelho com estilo vintage... parecia caro - havia girado na pista, pelas formas circulares que as marcas escuras foram deixadas no cimento acinzentado até cair na pequena plantação de arroz que circundava a estrada longa e vazia. O queixo do loiro caiu quando olhou pro meio da estrada, logo acima da faixa amarela, estava a latinha de cerveja que o mesmo havia descontado sua raiva sobre. Fechando a boca e engolindo em seco o loiro deu uma corridinha até onde o objeto - arma do crime - estava depositada e o chutou com mais força ainda para o lado contrário ao que o carro atolado estava. Depois de ter certeza que a lata estava bem escondida entre os matos crescidos ele enfim pode se preocupar com a pessoa que talvez tivesse matado.

Andou até a borda da estrada apressadamente, tirou sua bagagem dos ombros e as deixou no canto antes de descer o pequeno barranco, deslizando até sentir a água fria em suas canelas desprotegidas e a terra molhada que grudava em seus coturnos marrons escuros, sépia como gostava de ressaltar- que ele teve que trabalhar muito duro para comprar, mesmo eles sendo dos mais baratos, ele gostava da cor e do estilo deles e brigava sem se conter caso alguém falasse mal deles -, fazendo-o afundar no lugar.

O estranho saiu do carro xingando e resmungando sobre a maldita pedra ou bicho do inferno que havia se jogado em seu carro, sua boca se calou ao sentir o pé afundar sobre a lama que engoliu seu pé. Gritou altamente fazendo o garoto de óculos escuros e menor que si se assustar tentando dar passos para trás o que o fez quase cair já que seu calçado também parecia colado ao solo. O motorista barbeiro - segundo a opinião de Baek, que estava internamente indignado por alguém ter perdido o controle por conta de uma simples latinha - finalmente pareceu notar o garoto de cabelos descoloridos com algumas mechas rosadas misturadas junto dos tons loiros e esverdeados. Outro grito. Baekhyun tampou as orelhas pressionando o tecido da jaqueta de couro artificial tentando abafar o som, rolou os olhos não aguentando mais ouvir a voz do garoto a sua frente que agora tinha a mão sobre o peito e os olhos levemente arregalados o encarando.

- E-Eu n-não acredito que eu acabei atropelando algum santuário e agora um D-Deus anão moderno apareceu pra me castigar! - o mais alto de madeixas castanhas puxava os próprios fios como se não acreditasse no próprio azar. Baekhyun franziu o cenho não sabendo até onde aquele monólogo os levariam, Deus? Um Deus moderno e baixinho?!

- Se eu fosse um Deus de verdade estaria amaldiçoando suas antigas gerações porque não haveriam futuras já que um raio cairia na sua cabeça exatamente agora!! Como ousa insultar alguém que acabou de conhecer? Aish! - o garoto menor, que dessa vez falava alto e resmungava já virando de costas para o outro que só gritava e dizia besteiras, planejava dar o fora dali, aquele cara não merecia mais sua ajuda (mesmo que fosse o loiro que houvesse causado o acidente).

- E-Espera aí! V-Você… é um cara? Normal? - deu um passo dificultoso em direção do outro enquanto olhava para os lados. Ele parou quando notou algo. - Não tem mais ninguém aqui… P-Por acaso você… viu, quem poderia ter jogado aquilo no m-meu carro? Ou algum animal, f-foi tão rápido que eu mal pude diferenciar.

O loiro arregalou os olhos naturalmente pequenos e bem puxados sentindo o corpo retesar. Ele não ousou se virar e encarar o outro. Soltou uma risada nervosa, mas fingiu que não havia nada de estranho nela.

- Animal…? - olhou de forma demorada para os lados com as mãos no quadril - Talvez… Talvez eu tenha visto algo como um coelho, mas foi muito rápido, como um vulto e-

O Byun não teve tempo de continuar com a sua desculpa - esfarrapada - genial, pois um estrondo alto pode ser ouvido, ele se virou rapidamente para a direção onde o carro atolado se encontrava agora com a sua capô esmagada pelo corpo do castanho alto que continha uma expressão extremamente afetada no rosto.

- Eu… a-atropelei um coelhinho, um pobre e inocente…. Coe… lhinho - voltou a fitar o garoto de óculos, desesperado. Só agora Baekhyun notara melhor o outro, seu corpo parecia atlético, mas apesar disso seus ombros eram curvados, como se o moreno se encolhesse, fazendo-o parecer menor do que realmente era. Fofo. O loiro pensou, logo sacudindo a cabeça deixando seus pensamentos de lado ao ouvir o garoto horrorizado voltando a se pronunciar.

- Você! Você é a única testemunha! E-eu… Eu preciso me livrar de você. - seu olhar se tornou sério, ele mudou sua posição sobre o capô - de deitado para sentado.

Byun, sem saber exatamente o motivo, sentiu seu corpo travar, estava em estado de alerta, alguma sirene soava em sua cabeça - ou ele só gostava de imaginar que sim, lera muitos livros que falavam da dita sirene mental. Aquele garoto, que parecia anteriormente inofensivo, agora o fazia se sentir uma presa, o próprio coelhinho imaginário que fora atropelado.

Mas toda essa sensação passou no momento em que fungos foram ouvidos, o moreno estava com as mãos cobrindo a face. Baekhyun fez uma careta e suspirou antes de colocar os óculos de sol sobre a cabeça bagunçando levemente os fios já naturalmente desorganizados. A passos lentos se aproximou pouco a pouco do carro. O mais alto só pareceu perceber a sua aproximação quando sentiu o carro rebaixar mais um pouco junto de um rangido.

Retirando as palmas da frente do rosto e fitando o loiro, deu mais uma fungada, seus olhos estavam ainda bem marejados e a ponta do seu nariz vermelha, o que fez o mais baixo se sentir ainda mais culpado pela sua mentira ter sido aceita facilmente.

- Escuta, eu posso ter me enganado, a minha visão não é muito boa e… talvez tenha sido uma pedra ou um galho ou outra coisa trazida pelo vento. Porque você sabe, o vento é bem forte, a natureza é incrível e-

- E-E eu acabei de m-matar um f-filho da natureza-za! - dessa vez um soluço foi ouvido, sua expressão voltou a ficar encoberta. Baek não estava mais aguentando aquilo, ter que consolar um estranho… bem estranho mesmo.

- Todos somos filhos da naturez-

- Então e-eu m-matei um i-irmão, sou o Caim da nova geração! Eu me-mereço ser puni-nido!

- Dá pra parar de me interromper toda maldita vez?! Você devia estar se preocupando com outras coisas no momento, como por exemplo o seu carro! Ligue para o seguro, reboque ele, sei lá, só pare de chorar! - aumentou o tom de voz tendo como resposta o choro copioso do outro, relaxou os ombros, desistindo de falar mais alguma coisa e apenas dando um tapinha ou outro nas costas do moreno.

- M-Meu nome… é Park Chanyeol, e-eu tenho idade para d-dirigir mas… - voltou a falar agora mais calmo - mas… eu… não tenho uma coisinha, t-tipo, tipo a c-carteira de habilitação. Eu já tenho dezenove anos mas quando eu fui fazer a prova eu-

- Você tava dirigindo ilegalmente?! - gritou já puxando o celular do bolso e discando o número da polícia - Alô seu polícia?? Eu tenho um jovem rebelde aqui que além de não poder estar dirigindo e bater o carro, ainda me atropelou!! - começou a falar rapidamente palavra após palavra de forma afobada se segurando para não rir dos olhos do outro que quase saltavam do rosto.

Com o celular encostado na orelha - mas sem realmente ter apertado o botão para efetuar a ligação - o loiro continuou a fazer escândalo para o policial inexistente que foi nomeado de Min Sook. Não pôde mais se conter gargalhando quando Park parecia mais fazer um mix com a própria boca não deixando de repetir a palavra “não”, enquanto estapeava seu braço com uma mão e puxava o celular com a outra. Quando finalmente conseguiu arrancar das mãos do menor, o moreno soltou um muxoxo emburrado ainda que aliviado por não ter sido denunciado. O loiro sorriu bobamente o observando.

- Byun Baekhyun - riu nasaladamente - vinte e dois anos de pura beleza e gostosura - usou um tom brincalhão tomando o celular do moreno e guardando no bolso interno da sua jaqueta o mantendo protegido.

- Pelo m-menos agora eu sei o n-nome da testemunha que eu tenho que m-me livrar… - lamentou tristemente - Como poderei me casar t-tendo feito algo tão horrível como atropelar u-um coelhinho fofo e i-inocente?

- Então tudo bem se livrar de mim mas não matar um coelho acidentalmente? - arqueou a sobrancelha também tingida em sinal de indignação - Além disso, como meu pai sempre dizia, é melhor ser bacana quando todo mundo está olhando do que só ser legal com uma pessoa que é especial, pois essa, que é especial, faz parte do “todo mundo”, então além dela saber que você é uma boa pessoa, ainda vão ter outras pra confirmar isso!

Chanyeol fez uma careta, confuso pela frase repentina, mas acabou dando de ombros e assentindo concordando com as palavras depois de refletir um pouco sobre elas. Eles ficaram alguns minutos constrangedores em silêncio após isso.

- O-Olha lá! - Yeol aponta rapidamente para a estrada antes deserta, a areia se arrastando sobre o concreto com a ajuda do vento que agora estava mais forte - Está vindo um ca-carro! - voltou a mover o braço de forma exagerada para dar ênfase à sua descoberta, o menor dos dois moveu os olhos para a direção do indicador do outro, os forçando a ficarem ainda mais pequeninos tentando ver alguma coisa já torcendo a boca por não enxergar carro algum.

- Não tem carro nenhum ali seu-

Pela milésima vez, Byun Baekhyun foi interrompido pelo moreno que continuava a se engasgar com uma palavra ou outra que custava a sair, ele já não deveria ter se recuperado do choque? Ainda deve estar bem assustado para continuar gaguejando, pensou. Ou talvez… eu o deixe nervoso e sem fala com a minha beleza, sorriu já sentindo sua confiança aumentando.

- Há!! Eu s-sa-sabia! Ele está logo ali! - desceu do capô e começou a dar uns passos e mover as pernas as chacoalhando tentando se livrar da sujeira incrustada que quase alcançava os joelhos em sua calça enquanto se aproximava do calçamento - Tudo bem que você é b-ba-baixo, mas ao ponto de não conseguir ver o carro por causa desse barranquinho? P-Patético. - sorriu debochado cruzando os braços olhando para o loiro de cima - e não apenas por sua altura ser elevada (dessa vez) - com toda uma aura de superioridade que irritou o menos alto.

E Baekhyun realmente ouviu desta vez, não somente o motor do carro preto que se aproximava, mas também sua confiança que havia inflado se despedaçando, caindo como cacos dolorosos naquela lama que mais  parecia areia movediça.

Sua auto lamentação durou pouco, logo o menor de cabelos coloridos já marchava para perto do gago irritante, fazendo questão de chacoalhar suas pernas também, mas não somente para ficar mais limpo como o outro, e sim para sujá-lo no processo, fazendo com que Chan desse passos para trás e para os lados enquanto reclamava sem parar e logo mudava sua tática para implorar ao seu “hyung” para que parasse de o deixar ainda mais imundo, de forma chorosa. Baekhyun ria se divertindo com as reações dele. Um dia é dos intimidados, outro dos que intimidam. Ou algo do tipo. O loiro puxou seus óculos escuros os colocando, já podendo ouvir algum rap começar a tocar e os dizeres “Thug Life” sobre sua imagem que sorria de braços cruzados em pura satisfação por ter conseguido respingar lama até mesmo na boca do moreno. Foi mais engraçado ainda o ver cuspindo e tentando limpar a língua pois por um acaso do destino sua boca estava aberta na hora.

- Eu já disse para não fazer piadas com a minha altura pirralho. - recebeu um olhar feio, não que se importasse, pois não se importava, nem um pouco, o que realmente o assustou foi a velocidade que o mais novo veio até si, agarrando seus braços e o chacoalhando, fazendo com que o loiro não só visse estrelas mas também notasse a real força que Chanyeol tinha.

- N-N-Não temos t-te-tempo para isso B-Byun! O carro está v-vindo, precisamos de uma carona faça a-alguma coisa! - implorou com os olhos arregalados e banhados de desespero. Baekhyun sorriu, até que era legal ter alguém mais alto dependendo de si.

- Tudo bem, Chan, eu vou te mostrar como se pede carona de verdade, o sucesso é garantido! - tirou as mãos do outro de seus braços, andou de forma confiante até a estrada tirando um chiclete do bolso, o abrindo e voltando a mascar de boca aberta. Yeol que apenas observava a cena com esperança nos olhos bateu palmas de forma silenciosa achando seu hyung incrível - ainda que meio nojento por não fazer aquilo de boca fechada.

Baekhyun então parou, posicionou o pé esquerdo bem à frente do outro, com a brandura que anos de balé o obrigaram a ter, curvou o corpo levemente para frente até alcançar a barra da sua calça ¾ de moletom escuro, a puxando para até o meio da sua coxa. Virou o rosto para trás vendo um Park Chanyeol com expressão embasbacada que logo foi alterada por uma desacreditada assim que o loiro começou a mover a perna agora desnuda de forma sensual - ou cômica, dependendo do ponto de vista - como o Pica-Pau havia lhe ensinado na infância. Se dava certo para uma ave de topete avermelhado, por que com ele seria diferente?

Ignorando os xingamentos que ouvia de trás e ainda sorrindo de forma presunçosa, o garoto de cabelos coloridos continuava firme a seu plano infalível, rindo vez ou outra - com cuidado para que sua goma de mascar não caísse dessa vez - por conta dos nomes dos quais era chamado e que deveriam ser ofensivos, mas acabava apenas achando fofa a forma como as palavras saíam de forma travada e demorada - ainda que cheias de ressentimento - dos lábios vermelhos do mais novo. O som de motor potente foi ficando mais próximo despertando-o de seus devaneios.

O carro que antes estava numa velocidade constante, foi diminuindo até parar, seu motorista - que não podia ser visto por conta da película ridiculamente escura - abaixou o vidro, deixando não apenas um Chanyeol de queixo caído, mas também um Baekhyun internamente abismado.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem~
Quem adivinhar a cantora favorita do Baekhyun ganha um bolinho (não vale pesquisar) sz

Obs: se alguma coisa parece errada para você, provavelmente é proposital.


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