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História Estrela Cadente - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Kirishima


Fanfic / Fanfiction Estrela Cadente - Capítulo 2 - Kirishima

Olhando para as estrelas Kirishima não pode pensar em outra coisa senão o.... Droga, ele tinha esquecido de perguntar o nome do loiro, mas isso não o entristeceu afinal eles iriam se ver outras vez. Antes de correr para dentro da propriedade luxuosa do Duque Bakugou o loiro instruiu Kirishima a voltar para lá, segundo o mesmo ele devia ao ruivo e que queria agradecer devidamente, Kirishima quase negou o agradecimento no automático, afinal era isso que ele sempre dizia quando ajudada alguém, mas como queria ver o loiro outra vez Kirishima segurou a língua e só concordou que voltaria.

Amanhã à tarde.

Kirishima mal podia esperar.

Não era que Kirishima estava perdidamente apaixonado, por Deus ele tinha conhecido aquele garoto em apenas algumas horas não tinha dado tempo de se apaixonar, era que o ruivo estava simplesmente feliz, e ele foi feliz por todo o caminho mesmo quando uma chuva começou a cair, mesmo com as gotas de chuva ele olhava para o céu e percebeu que desde a morte de sua mãe não se divertia tanto, desde a morte de sua mãe Kirishima tinha passado por longos meses de apatia, mas ajudar aquele garoto foi como um singelo  primeiro raio de sol em meio uma longa tempestade, por um tempo Kirishima esqueceu de seus problemas e simplesmente se divertiu, foi como um sinal para despertar o ruivo de sua fase ruim e se lembrar que ele não era preenchido completamente por tristeza e preocupação.

Não, Kirishima era mais do que isso.

A tristeza e o luto ainda estavam ali, o ruivo temia que talvez nunca fossem embora completamente, mas pelo menos agora ele sabia que ainda existiriam momento bons e que ele era capaz de aproveita-los.

Ele estava tão perdido em seus pensamentos que nem percebeu que tinham chegado ao porto, e Kirishima seguiu por todo o caminho para a casa de Lorde Nathan completamente aéreo ao seu redor.

Okay, ele tinha que admitir, talvez estivesse levemente apaixonado. Como era possível que um encontro de poucas horas o tinha deixado Kirishima tão emocionado...seria isso amor à primeira vista? Será se isso existia mesmo?

Kirishima abriu a porta dos estábulos com um sorriso travesso no rosto pensando nessa ideia, mas assim que viu o próprio Lorde Nathan esperado na porta seu sorriso morreu.

Dois dias depois.

Lorde Nathan não perdoava quem desobedece-se suas ordens, Kirishima tinha esperança que o mesmo não iria descobrir que o ruivo matou um dia de trabalho, mas a sorte não estava a seu favor.

Faltar um dia de trabalho já era uma coisa grave para outros patrões, mas para Lorde Nathan era inadmissíveis não só essa como qualquer outra falha, pois para ele era prazeroso usar seu abuso de poder e torturar seus subordinados. Por isso assim na propriedade foi arrastado por lacaios e amarados a correntes no mastro central, que ficava no meio do pátio da propriedade para que todos os outros empregados pudessem ver, e ali Kirishima permaneceria por três dias, sem comer ou beber nada, suportando o sol escaldante e a noite gélida, essa era a punição de Lorde Nathan.

Kirishima sabia, todos os empregados sabiam.

Lorde Nathan praticamente escravizava seus empregados, o Lorde emprestava dinheiro para os que precisavam e depois cobrava suas dívidas com juros impossíveis de serem cobertos e condenavam as pessoas a trabalharem o resto da vida para ele os torturando como bem quisesse, pois essas pobres criaturas não tinham outra opção.

Mas por incrível que pareça Kirishima não se arrependia de nada, na época em que sua mãe estava doente o Lorde era a única opção para pagar o tratamento e os médicos, mesmo que ela não tivesse sobrevivido Kirishima tinha a consciência tranquila de que tinha feito o possível e o impossível para salvar sua amada mãe.

Naquela noite, um dos empregados escapou e deu uma fruta e água para Kirishima, quando o mesmo o interrogou o porquê de o ruivo ter faltado ao trabalho mesmo conhecendo a crueldade de Lorde Nathan Kirishima o respondeu dizendo que o Lorde poderia sim por lei ser seu dono, mas que não o iria impedir de viver sua vida. A grande verdade era que Kirishima sabia que nunca que nunca conseguiria pagar a dívida que tinha com o Lorde, ninguém nunca tinha conseguido pagar, mas Kirishima não iria se abalar iria fazer o que tinha vontade mesmo que limitado e viveria uma vida digna e cheia de experiencias, mesmo que isso irritasse Lorde Nathan e o ruivo fosse punido depois ele não se importava, deixe que ele puna quantas vezes quiser, mas Kirishima jamais deixaria que o Lorde roubasse mais de sua vida.

Já era o amanhecer do terceiro dia, ele seria liberado hoje.

Ele pensou no loiro, e esperava que ele não ficasse muito irritado por ele não ter comparecido na hora marcada quando Kirishima tinha prometido, furar compromissos definitivamente não era coisa de homem honrado, o ruivo passou o resto da manhã pensando em desculpas que poderia dar para o loiro, afinal usar a imaginação ajudava com a fome, mas principalmente com a sede, ele teria que agradecer ao seu companheiro por ter lhe dado aquele copo de água aliviou muito a sensação irritante em sua garganta. 

Sons de passos vieram a sua direita, olhando para o lado ele viu Lorde Nathan e seus lacaios, mesmo com a boca seca o ruivo sorriu, finalmente liberdade.

O que pareceu irritar ainda mais Lorde Nathan.

_ Esse idiota ainda tem a audácia de rir, seu pedaço de merda. Dessa vez você também vai apanhar, quem sabe batendo na sua cabeça faça ela funcionar direito e pare de me desobedecer. Lorde Nathan estralou os dedos e um dos lacaios foi em direção a Kirishima.

O lacaio começou a despedir golpes no ruivo que acorrentado não podia reagir ou se defender, nada másculo aquilo, um homem de honra nunca lutaria com alguém vulnerável, se fosse para brigar que seja em condições iguais. O que deixou Kirishima mais irritado ainda, pois apesar de ser jovem trabalhava desde pequeno e isso o tinha tornado forte, sabia que se fosse uma luta justa quebraria toda a cara do Lorde.

Encolhido, Kirshima tentava se proteger, mas o lacaio tinha conseguido acertar um chute na cabeça e o deixado tonto, mas mesmo atordoado ele foi capaz de ouvir a voz explosiva que veio do outro lado do pátio.   

_ PAREE AGORAA!

Lorde Nathan deve ter conseguido seu objetivo de mexer com o juízo de Kirishima pois pela voz ele podia jurar que aquela voz era do loiro. Sons de discussão permeavam no ar, mesmo dolorido o ruivo se forçou a levantar a cabeça ver o que estava acontecendo, até que uma mão quente e firme levantou seu rosto com calma.

Okay, Kirishima estava mesmo delirando pois o rosto que surgiu em sua frente era realmente do loiro.

_ Você está bem? Pode se levantar? Falou ele oferecendo uma mão.

Kirishima a pegou e apertou forte, pois queria ter certeza que ele era de carne e osso e não fruto de alucinação, quando viu que ele de fato era real ele não pode deixar de sorrir, ele queria perguntar o que caralhos o loiro estava fazendo ali, mas sua garganta estava seca demais para que ele pronunciasse uma palavra sequer, então só continuou sorrindo e tentou se levantar as correntes foram tiradas e amparado pelo loiro Kirishima conseguiu se levantar e foi caminhando para saída.

Enquanto estavam andando, Lorde Nathan protestou.

_ Você não pode levar ele, o garoto e meu empregado ele me deve dinheiro.

Sem nem ao menos se dar o trabalho de virar o rosto o loiro respondeu.

_ Mande a conta para minha casa, pagarei a toda a quantia, e depois faça um favor a humanidade e MORRA!

O último pensamento de Kirishima antes de desmaiar de dor era quem afinal era aquele loiro, e por que ele era tão incrível.

Ele era um Lorde, não qualquer lorde, mas filho do Duque de Crepitus alguma coisa, um dos aristocratas mais importantes do país.

Kirishima simplesmente não podia acreditar.

Kirishima acordou em um quarto grande e bem decorado com um médico o examinado, como o ruivo estava muito confuso foi o mesmo medico que explicou o que estava acontecendo de que o filho do Duque Bakugou Katsuki o tinha levado para propriedade. Depois da medico vieram umas mulheres preparar o seu banho, elas até ofereçam ajuda por conta dos ferimentos, mas ele negou firmemente a ideia e tomou banho sozinho, depois disso ele vestiu uma roupa limpa que as mulheres deixaram na cama, e depois disso ele simplesmente não soube mais o que fazer.

Tipo, certo que o loiro... melhor dizendo o lorde o tinha salvado de seu péssimo patrão, provavelmente ele teria feito isso como forma de agradecimento por o ter ajudado naquele dia, e por Deus a dívida agora estava mais do que paga, mas o que Kirishima tinha que fazer agora?

Para onde iria, quanto tempo ficaria naquela propriedade? Certo que ele estava grato por ter se livrado de Lorde Nathan, mas é que agora o ruivo estava meio que perdido, sem ter que trabalhar para lorde Nathan para onde ele iria, onde iria trabalhar?

Outra dúvida que martelava a sua cabeça, por que motivo o Lorde Katsuki o tinha salvado? Kirishima era um simples empregado, mesmo que eles tivessem convivido por um dia não era motivo suficiente para criar um algum laço.

Pelo menos entre um nobre e um empregado, que era o caso deles.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Essa ansiedade o estava matando, se o Lorde Katsuki o tinha salvado no mínimo ele teria que mandar algum recado, será possível que o loiro iria o ignorar completamente? Muito provavelmente sim, essa assim que a aristocracia tratava as outras pessoas..., mas seria possível que Kirishima não merecesse nem uma simples conversa? Uma explicação do porquê que o Lorde tinha feito isso e depois uma despedida decente quando a vida os separasse novamente?

Depois do que pareceu uma eternidade Kirishima decidiu ignorar uma coisinha no seu cérebro chamada razão e segui atras do lorde Katsuki, mesmo que tal atitude fosse considerado insolência, e mesmo que os guardas o expulsassem da propriedade por ficar correndo atras do filho do Duque Kirishima convenceu a si mesmo que merecia o direito de ver o loiro mais uma vez, afinal ele estivera esperando três dias por isso.

O plano do ruivo era meio desesperado ele admitia, ia sair pelos corredores perguntando onde o Lorde Katsuki estava e caso isso não funcionasse iria sair correndo gritando o nome do Lorde pela propriedade, com o escândalo uma hora ele teria que aparece. Mas no fim nada disso foi necessário pois assim que Kirishima abriu a porta lá estava o loiro, parado a na frente de sua porta com a mãe levantada como se fosse bater, como o ruivo tinha aberto a porta do nada o loiro tinha levemente se assustado mais se recuperou rapidamente e retornou para um semblante autoritário, um semblante nobre.

Kirishima não pode evitar de rir da sua própria idiotice, e obvio que ele tinha sacado que o loiro era filho de alguém rico, por estudar em um colégio e pela qualidade das roupas que vestia, Kirishima mesmo tinha provado os vestes todas pareciam ter um tecido muito bom e caro, mas na cabeça do ruivo o máximo que ele imaginaria e que o loiro era filho de um comerciante rico ou algum medico ou advogado, nunca tinha passado pela sua cabeça que a pessoa que ele ajudara era um da alta nobreza. Mas olhando agora para a cara do loiro Kirishima não pode evitar de se sentir meio burro, Lorde Katsuki irradiava um ar de superioridade, um semblante másculo como daqueles nobres heróis que combatiam dragões em história de aldeões, com todo esse semblante como o ruivo não tinha desconfiado das origens desse cara.

_ Você parece gostar mesmo de sorrir? Mesmo quando estava apanhando naquele chiqueiro você estava rindo feito um idiota. Falou Lorde Katsuki finalmente.

_ Isso o incomoda Senhor? Era meio estranho tratar aquele cara formalmente, mas Kirishima achou que seguir as etiquetas era o certo a se fazer.

_ Particularmente não, mas as outras pessoas podem pensar que você é um louco rindo em momentos inadequados então evite isso daqui para frente. E não me chame de Senhor e estranho.

_ Certo, entendi. E como devo chama-lo?

Depois de pensar um pouco o loiro respondeu.

 _ Pelo meu sobrenome. Bakugou, não é formal demais como também não e desrespeitoso.

_ Certo, Bakugou então. Falou Kirishima lentamente, experimentando como a palavra saia de sua boca.

Bakugou pareceu ficar satisfeito também, pois um loiro deu um sutil sorriso que logo desapareceu. Kirishima não pode deixar de pensar que enquanto ele sorria demais Bakugou sorria de menos, mas quando sorria era tão bom que valia a pena a espera.

Escapando dos seus devaneios Kirishima lembrou o por que tinha saído do quarto a procura do loiro.

_ Então Bakugou eu tenho que conversar com você. Primeiramente eu tenho que dizer que você realmente não precisa pagar minha dívida com Lorde Nathan, eu sou muito grato por você ter me salvado naquela hora, mas eu mesmo posso resolver....

_ A dívida já foi paga, você não tem mais nenhuma relação com aquele animal. Respondeu Bakugou impaciente.

.

.

.

_ Você estafa falando sério! Exclamou Kirishima abismado, aquilo não poderia ser verdade, por que ele tinha feito isso? Por que ele tinha se dado ao trabalho de se preocupar com seus problemas.

Ninguém fazia isso, ninguém nunca tinha ajudado Kirishima. Afinal o mundo era muito cruel e todos estavam ocupados ajudando a si próprios além do mais um nobre que tinha outras mil preocupações, por que ele tinha feito isso?

_ Sim e sério! E não precisa gritar seu idiota ninguém aqui e surdo! Respondeu Bakugou no meio dos devaneios do ruivo.

Você está gritando também! Kirishima teve vontade de replicar, mas guardou o comentário para si.

_ Por que?

Bakugou demorou para respondeu, foi como se o loiro não soubesse também a resposta estava pensando.

_ Porque eu preciso da sua ajuda novamente. Naquele dia eu consegui entrar em contato com o meu pai e iniciamos uma investigação para saber quem iria atentar contra minha vida, a grande questão e que mais ninguém viu o que aconteceu ou como o sequestrador era a não ser e claro você, preciso de você como testemunha para me ajudar a pegar meu sequestrador e quem quer que estiver tramando contra mim, agora vamos ao meu escritório lá poderemos conversar melhor.

Certo, isso fazia sentido.

Isso foi suficiente para aquietar (não completamente) aquela vozinha em seu coração que o fazia acreditar em algo mais.

Kirishima foi seguido o loiro, mas acabou se perdendo três vezes no meio do caminho impressionado com a casa, que o Lorde Bakugou teve que pegar o braço do ruivo para que o mesmo não se perdesse mais. Mas como ele não poderia ficar abismado com aquela propriedade, tudo ali impressionava desde a mobilha que eram chiques como até as paredes e janelas que eram super detalhadas com um belíssimo trabalho de arquitetura, os quadros também impressionavam tinha uma obra de arte a cada cinco metros e era um mais bem pintado que o outro. Kirishima não pode evitar pensar que apenas o dinheiro de um quadro desse poderia melhorar a vida de dezenas de pessoas que ele conhecia.

Eles finalmente chegaram ao tal escritório, lá dentro Kirishima ficou impressionado com a quantidade de livros, deveria ter mais de mil só naquele cômodo, então aquele loiro era realmente muito inteligente, andando mais ele chegou em uma parede com diversos desenhos de...

De...

De...?

_ O que é isso? Perguntou Kirishima apontando para parede.

_ São meus projetos.

_ Projetos?

_ Sim, eu meio que sou inventor no tempo livre. Confessou o loiro.

_ Que incrível.... Que incrível Bakugou, então que dizer que você cria todo tipo de coisa, você realmente muito inteligente. Kirishima estava mesmo impressionado, era difícil ver essas coisas mais tecnológicas no porto afinal ele era composto em sua maioria por camponeses do interior que tinham vindo para a cidade ganhar a vida assim como ele próprio, muitos nem sabiam o que era um poste. Por isso sempre que o ruivo via coisas como um trem, um fogão ou uma caixinha de música ele achava aquilo incrível, mas olhando para Bakugou ele imaginou que era muito mais incrível inverta essas coisas.

_ Sim, e incrível. Respondeu Bakugou.

Kirishima sorriu com essa resposta.

_ Você não é uma pessoa modesta, não é mesmo. Não foi uma pergunta de Kirishima mas uma afirmativa, mas o loiro ainda assim não pode deixar de confirmar.

_ Não! Não sou nada modesto. Falou encarando Kirishima com as sobrancelhas arqueadas.

Esse nobre definitivamente se achava, mas por algum motivo Kirishima achava isso divertido.

Eles ficaram se encarando por um tempo, até que o ar começou a ficar insuportavelmente tenso e quente que Kirishima teve que mudar de assunto.

_ Então eu vou servir de testemunha?

_ Sim, sim...

Bakugou demorou um tempo para retornar a fala.

_ Eu quero que você ajude a complementar o retrato falado que eu fiz, quem sabe você viu algo que eu deixei escapar. Também você terá que ir na polícia, você irá contar para ele tudo o que viu e fez naquele dia para ajudar na investigação. Comentou Bakugou sentando na cadeira perto da mesa.

_ Vamos fazer isso agora? Kirishima deu ênfase para a palavra nos, ainda estava criando coragem para perguntar ao loiro o que aconteceria depois que a investigação acabasse, pois no fundo ele já sabia que eles iriam seguir caminhos diferentes por isso por enquanto ele queria aproveitar o máximo de coisas que eles poderiam fazer em conjunto.

_ Só amanhã, por conta dos seus ferimentos achei melhor deixar esse dia para você se recuperar.

_ Pfff. Aquilo não foi nada, eu sou mais forte do que pensa eu aguantaria mais dez surras daqueles fracotes. Kirishima tentou fazer piada com a situação era isso que sempre fazia, afinal ele mesmo pouco se importava com as atitudes de Lorde Nathan, mas Bakugou pareceu bastante irritado com o comentário, olhando para o rosto do loiro dava para perceber que umas das veias da sua testa estava perigosamente exaltada.

_ Por que você trabalhava para aquele animal?

Kirishima suspirou e sentou em uma da cadeira na outra ponta da mesa, não era sou melhor história.

_ Meus pais eram camponeses, mas depois que meu pai morreu eu e minha mãe deixamos o interior e viemos para a cidade para tentar ter uma vida melhor, mas depois de um tempo ela ficou doente e para pagar o tratamento dela pedimos dinheiro a Lorde Nathan, mas minha mãe infelizmente não resistiu e morreu seis meses atras desde então estou trabalhando para o Lorde para pagar as dívidas. Kirishima tentou resumir o máximo sua jornada até Lorde Nathan.

_ Certo...

Bakugou ficou em silencio por um tempo com a cabeça baixa, Kirishima estranhou isso.

_ O que foi?

_ Posso perguntar algo?

Kirishima riu, um Lorde estava perguntando para ele se poderia fazer algo, sem dúvida não era algo que acontecia todo dia.

_ É claro que pode.

_ O motivo... Por você estar sendo punido, era por minha causa?

Por um segundo Kirshima pensou em mentir, dizer que era por causa de outra coisa que ele tinha feito, mas pelo pouco que conhecia Bakugou deu para perceber que ele era um cara inteligente que valorizava sinceridade, por conta disso ele foi incapaz de mentir para o loiro.

_ Meio que sim, mas sabe que bom que eu faltei o dia do trabalho senão não tinha salvado a sua vida, então não se preocupe eu não me arrependo de nada...

Olhando para a cara preocupada de Bakugou, Kirishima pode entender que não era aquilo que ele queria ouvir.

_ ..... e também não culpo você por nada. Completou Kirishima.

O rosto do loiro se suavizou ao ouvir isso.

Como ele é fofo, Kirishima pensou.

Eles ficaram assim o até a noite cair, conversando sobre tudo, as vezes coisas serias como os perigos dos sequestros e quem o poderia odiar tanto a ponto de querer Bakugou morto como também trivialidades como o por que as estrelas são estrelas.  

_ Eu estou falando, estrelas são as almas das pessoas. Repetiu Kirishima irritado apontando para o céu na varanda onde ambos estavam.

_Isso e só lenda, tipo os pedidos em estrelas cadentes, por que motivo um meteoro atravessando a atmosfera atenderia um pedido.

_ Não sei, mas eu acredito. Para algumas pessoas ter esperança e tudo que resta a elas, você deveria ser mais empático.

_ Pffff....

_ Além do mais, até parece que você nunca na vida fez um pedido a uma estrela cadente.

_ Por favor, eu nunca faria uma baboseira des...

Bakugou parou no meio da frase, como se repentinamente tivesse lembrado de algo, o loiro encarou o céu com aboca aberta parecendo incrédulo.

_ O que foi? Kirishima começou a ficar preocupado.

_ Não é possível....

_ Não é possível o que? Agora era Kirishima que estava impaciente.

 _ EU PEDI MAIS EMOÇÃO NÃO UM ASSASINO SUA ESTRELA FILHA DA PUTA. Gritou Bakugou para o céu. 



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