História Estrela sem Memória - Capítulo 37


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Categorias Agust D / Suga, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags 2seok, Bangtan, Bangtan Boys (BTS), Jikook, Sobi, Sope, Taejin, Taekook, Vkook, Vmin, Yoonmin, Yoonseok, Zmadew
Visualizações 8
Palavras 2.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"Era apenas uma lenda, mas agora se fez real.
Eu estava sendo observado de longe e naquele dia tudo se aproximou tão rápido que meu corpo desabou. Não havia um branco nas minhas memórias, era escuridão total. O espectro purificador fechou seu coração e nem mesmo buscou entender mais sobre seu próprio eu, por isso me tornei uma arma destruidora.
Quando aquele jovem entrar no santuário e oferecer o seu bem mais precioso em troca da liberdade, em troca de uma noite de liberdade... O Corvo despertará. [...]" Min Yoongi (by ZMadew~)

Capítulo 37 - Magic Shop I


Fanfic / Fanfiction Estrela sem Memória - Capítulo 37 - Magic Shop I

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Autor

[Enquanto isso... ]

Namjoon observava o enorme salão vazio com tristeza no olhar, ali estava o seu sonho de infância aos poucos desmoronando. Quando via o pai lhe mostrar nos passeios o estabelecimento em cada evento o menino crescia com o desejo de continuar o legado do homem que mais admirava, porém a idade não apenas levou o seu pai, como também tirou toda aquela mágica de viver com o mesmo sonho durante a vida toda.

-Puxa vida, pai. Eu não me orgulho nem um pouco do que fiz com esse lugar. –Resmungou o jovem, colocando as mãos no bolso e suspirando. –Eu devia ter pensado em fazer outra coisa da vida, do tipo educar minha irmã como a mamãe queria... Mas não sei se daria certo, Yoongi precisaria de mim aqui, ele sempre precisou e eu nunca o valorizei como amigo.

Kim levou a mão sobre o peito e puxou a pequena corrente com pingente em forma de meia borboleta, a silhueta no metal fino encaixava-se perfeitamente no desenho que Yoongi possuía em seu bracelete e ambos haviam forjado aquele formato prateado quando ainda eram crianças, no dia em que foram visitar a joalheria do avó de Min.

-... Nem o apoiei quando cogitou ser mais do que isso.

A memória de Namjoon jamais falhava quando se tratavam de pessoas que mais admirava, especialmente Min Yoongi. Lembrou-se do quanto sentiu ciúmes ao ver o amigo lhe apresentar Jimin e ambos contarem que estavam assumindo um compromisso sério. Namjoon não queria exatamente se declarar para Yoongi, mas ficava chateado ao vê-lo rodeado de pessoas que também poderiam amá-lo e tinham a chance de demonstrar isso.

Era uma paixão platônica, talvez de infância.

Mas as crianças crescem, não é? Existem vezes em que o amor também amadurece com elas... Não dar um passo por medo ou deixar para depois pode acabar roubando um tempo precioso que talvez jamais existirá.

Esses pensamentos logo foram desviados da mente de Namjoon quando escutou a música do telefone tocar. Ele quase derrubou o aparelho ao tirá-lo do bolso e uma segunda vez sentiu as mãos estremecerem apenas por observar a foto de um Yoongi sorridente na tela.

-Yoongi? Aconteceu alguma coisa? –Questionou ao atender a chamada.

-O-oi... Desculpe por incomodá-lo! Eu tentei ligar em outros telefones da lista, porém você foi o único que atendeu.

-Quem é você? –Namjoon parecia confuso e naquele instante sentiu um certo nervosismo surgir.

-Sou Chanyeol, estou com o seu amigo no hospital, acha que é possível vir buscá-lo?

-Hospital? –Namjoon engoliu em seco e deu um passo à frente. –Que hospital? O que aconteceu? ... Eu estive com Yoongi hoje pela manhã!

-A-ah... –Chanyeol ficou mudo por alguns segundos e foi possível escutar alguém falar consigo. –Sim, é no hospital Villa River, o Yoongi foi atropelado por um motorista furioso que ultrapassou o sinal proibido e fugiu. Ele está bem, porém não diz palavra alguma desde que acordou e quando encontrei o celular no bolso telefonei.

-Meu deus... Certo, eu sei onde fica esse lugar, logo estou chegando aí. Por favor me espere e qualquer problema ou mudança me avise nesse mesmo número que irei atender rapidamente! –Namjoon desligou e observou um dos pintores descer a escadaria com uma lata de tinta vazia. –Ei, eu preciso sair, assim que terminar deixe a chave na caixa de correios do apartamento 26, por favor.

O homem apenas concordou e viu Nam correr para a saída, um tanto desesperado. Ele entrou no carro e respirou profundamente após colocar o cinto, pensando no trajeto que deveria fazer e também nos motivos que fariam Yoongi não perceber a aproximação do carro em um dia que geralmente não existe movimento. Com certeza seu amigo estava confuso, deveria ter fugido da possível discussão entre Susy e Hoseok. Se ambos não atenderam a ligação talvez as coisas haviam ido longe demais. Será que não haviam sofrido um colapso coletivo por estarem ligados?

Todas as hipóteses ruins passearam na mente do moreno enquanto dirigia para o Hospital Villa River... Namjoon desejava ao menos uma vez na vida estar errado sobre todas elas.

*_*_*_*

 

-Como ele está?

-Nós fizemos os testes novamente, ele ainda não respondeu bem. –Comentou a enfermeira, olhando para Chanyeol e depois para Yoongi. –Foi uma pancada muito forte na cabeça, precisamos esperar.

-Eu consegui contato com um conhecido, logo irá chegar. –O jovem mostrou o celular de Yoongi e a mulher sorriu aliviada. –Tem certeza que vai ficar tudo bem? ... Eu realmente não tenho boas experiências com esse tipo de acontecimento. Qualquer descuido pode ser fatal.

-Não podemos afirmar nada sem que exista uma reação do paciente. Eu vou deixá-los a sós por um momento, caso tenha qualquer problema pode me chamar.

Chanyeol concordou e sentou-se ao lado de Yoongi, que abriu os olhos devagar e resmungou pela dor. O moreno tinha um curativo no lado esquerdo da testa e o pulso imobilizado de maneira provisória. Não havia outro ferimento externo, contudo era visível que algo não estava totalmente bem com ele.

-Sabe Yoongi... –Murmurou Chanyeol, percebendo o esforço do outro para virar o rosto em sua direção. –Eu tinha uma pessoa muito especial, essa pessoa ficou ferida em um acidente de carro também... Fiquei muito decepcionado por não poder ajudá-lo. Seu amigo irá chegar logo, então se não quiser me dizer o que sente vou entender, afinal sou um completo estranho. Mas por favor... Diga à ele. No telefone parecia muito preocupado quando contei o que aconteceu, isso quer dizer que ele se importa com você de verdade. Tem vezes que a nossa dor precisa sair, se libertar. Não podemos ficar nos prendendo o tempo todo em uma jaula de sofrimento.

Yoongi sorriu e fechou os olhos. Sentia vontade de responder que o homem estava certo, porém sua voz havia desaparecido de maneira inexplicável. Era como se estivesse faltando algo, ele sabia que não estava tudo em seu devido lugar.

Quando esteve diante daquele veículo seu corpo foi paralisado, os olhos ferozes através do para-brisas cintilavam em um tom azul tão vivo e sinistro, a presença e o calor que o fizeram travar no instante do choque foi exatamente o mesmo que sentiu na noite em que foi atingido pelo tiro de Mark. Sua mente divagou até encontrar a porta de saída para as lembranças de Park Jimin, contudo a miragem falou de modo mais vívido e presente... Fato que claramente não permitia ao momento atestar como lembrança.

Jimin lhe deu uma mensagem e ela era real.

Quem havia atropelado Yoongi era um Híbrido. Disso o moreno tinha total consciência, mas qual seria a motivação? E como esse alguém poderia controlá-lo daquele jeito sem ter se tornado o seu Dono?

... Foi apenas um segundo, porém teve o efeito colateral mais intenso que havia sofrido em toda a sua curta existência, Yoongi tinha certeza.

-Yoon! –Namjoon apareceu na porta e Chanyeol se levantou rapidamente para cumprimentá-lo. –Oi, você é Chanyeol...?

-Sim. –Respondeu o homem, dando passagem ao outro. –Ele acordou agora pouco, mas ainda não falou.

-Obrigado por cuidar dele. –Respondeu o Kim, fazendo uma breve reverência e se aproximando para ver o outro. –Ei, sou eu...

Namjoon sentou na cadeira e esticou o braço, tocando os cabelos de Yoongi com cuidado e sorrindo ao notar o moreno abrir os olhos.

-Eu vou tomar um café... Daqui a pouco volto.

-Tudo bem. –Namjoon agradeceu Chanyeol novamente e tornou a observar seu amigo, que agora tinha um sorriso no rosto. –Oi... Yoon, o que aconteceu? Você estava na república com a Susy e o Hobi... Como veio parar aqui?

Min abriu a boca para responder, contudo era incapaz de falar. Era como se o gatilho estivesse travado, uma porta trancada... E então logo veio uma dúvida em sua mente: Como havia chegado ali? Parecia ser um lugar longe de casa.

O moreno apenas negou silenciosamente com a cabeça e recebeu em resposta um suspiro pesaroso de Namjoon. Este depois de alguns segundos se ajeitou de modo mais confortável na cadeira e permaneceu de modo vigilante, afastando um pouco os cabelos do mais velho e tocando de leve sobre o curativo.

-Certo, se não pode falar eu não vou insistir... –Namjoon buscou com a mão livre o celular, colocou sobre a mão direita de Yoongi que não estava imobilizada e tinha apenas alguns arranhões. –Acha que pode digitar com a destra apenas? ... Eu sei que você pode.

 

*_*_*_*

Jungkook

 

-Jimin, acorde! Alguém está abrindo a porta! –Tentei chacoalhar o corpo dele e naquele instante o brilho que havia em seu corpo desapareceu.

O ruído metálico da porta invadiu minha cabeça e levantei o mais rápido que foi possível considerando o meu estado de dor intensa, tomei posição defensiva com as mãos diante do peito, fiquei entre Jimin e o capanga que me encarou com ar de desprezo. Lalisa (agora eu conseguia reconhecê-la) entrou algum tempo depois com um capacete na cabeça, este tinha uma pequena lanterna de cor vermelha que ao iluminar em minha direção fazia aparecer diversos pontos coloridos na minha pele.

-Ora, ora... Parece que Jimin despertou uma habilidade nova que poliniza os seus entes mais queridos. –Ela sorriu e tocou meu rosto, eu rapidamente dei um passo para trás e pude sentir que Jimin estava de pé atrás de mim. –O que pode ser isso...? Hein, Park? Eu quero saber.

-Não importa. –Resmungou Jimin em resposta, repousando uma das mãos em meu ombro e esfregando os olhos numa tentativa de acordar direito. –Vai nos tirar daqui?

-Sim, mas estamos indo para o próximo estágio... Vocês estão com tanta sorte hoje que logo irão conhecer o novo Líder da Irmandade... –Lisa riu e fez um breve gesto para Tuzuyu que estava na porta com um machado nas mãos e nos observava como o leão diante da presa. –Escolte-os, Tzu.

-Com muito prazer, mamãe. –Respondeu a garota, pouco antes de me puxar pelo braço para fora da sala.

Jimin agarrou firme minha mão livre e nós seguimos para o final do corredor em silêncio. Notei que Tzuyu não fazia esforço algum e seu aperto era extremamente forte, logo memórias do que Jimin colocou na minha cabeça se ativaram e pude visualizar ela ainda menina treinando lado a lado com Yoongi na sala cinzenta. Ambos tinham a mesma força e eu suspirei pesado por compreender que não seria fácil escapar dela, ainda mais pelo fato de estar carregando aquele machado pesado, a primeira arma de batalha que precisou disputar em uma luta sangrenta contra o próprio mestre.

Estranhamente um choque maior me atingiu ao perceber que, se o machado estava nas mãos de Tzuyu isso significava que... Yoongi havia perdido para ela?

-Ele não perdeu. –Jimin sussurrou com meio sorriso quando paramos de caminhar e aguardamos Lalisa abrir a próxima porta usando a impressão digital.

Indaguei apenas com o olhar “não perdeu mesmo?”. Tzuyu nos observou com a expressão irritada, acertando as costas de Jimin com o cabo do machado para que ele tornasse a caminhar. Uma luz vermelha nos escaneou naquela porta e depois outra luz verde.

-Do que estão falando? –Rangeu entre dentes, Tzu ficou na reta guarda e um dos capangas entregou à ela uma espécie de cordão, haviam três. Um ela colocou no próprio pescoço e os outros dois entregou para Jimin.

-Nada.

Jimin arregalou os olhos e entregou o cordão para mim, eu rapidamente o coloquei ao redor do meu pescoço e aquilo funcionou como uma espécie de filtro... Consegui ver claramente a cor verdadeira dos olhos de cada um. Jimin era rosa cristalino e não havia alterado do que eu já conhecia. Tzuyu tinha a íris laranja intensa de um vulcão em erupção, Lalisa era como o mar esverdeado e bem obscuro. Outras cores vieram, lilás, amarelo, vermelho, cinza... Algumas pessoas não tinham nada diferente, tentei prestar atenção em suas funções e em sua maioria ficavam na posição de análise ou vigia.

Parecia que ter olhos coloridos não garantia tantos cargos de liderança... E sim os de confiança. Ser normal era o requisito para permanecer nas posições de real prestígio, ao meu ver.

Entramos em um escritório minimalista e Lalisa esperou na porta, nos dando passagem. Havia um homem sentado à mesa e ele lia atentamente alguns papéis trazidos por uma assistente que também usava o cordão, mesmo sem ter cor alguma nos olhos. Ela sorriu para mim e fez uma breve reverência antes de sair.

-Sentem-se, meninos. Ainda estou preso em minha leitura e não quero ser interrompido. –Anunciou o homem com a voz grave, indicando as cadeiras vazias de frente para si.

Jimin avançou com cautela e sentou primeiro, eu o imitei e nós nos encaramos, um tanto perdidos. Lalisa deu ordens para Tzuyu sobre vigiar o final do corredor e logo as duas se retiraram da sala, nos deixando sozinhos com aquele aparentemente “simpático e inofensivo” senhor. Ele não era muito velho, no entanto poderia muito bem ter a idade do meu pai ou um pouco mais.

-Nenhum de vocês dois tem hoje tudo o que eu preciso. –Ele resmungou, folheando o relatório e nos deixando ver propositalmente que eram dados a nosso respeito. –Não são completamente desenvolvidos, apesar de possuírem talentos incríveis.

Eu permaneci calado e Jimin cruzou os braços, mostrando-se irritado com aquela situação.

-Um Acervo Afetivo Ilimitado... Park Jimin. Está desenvolvendo bem a capacidade de manter o foco do meu olhar para longe dos seus segredos. -O estranho fechou a pasta e pela primeira vez ergueu o rosto, encarando primeiro Park e depois fixando os meus olhos com um largo sorriso nos lábios. –Hum... Espectro Purificador. Mas completamente adormecido.

-Que porra é essa? –Jimin murmurou com certa ira, tomando a atenção do homem para si.

-É o nome correto da sua função, Park Jimin. O meu por exemplo é Observador Nato. –O estranho suspirou e ajustou os óculos que tinha sobre o nariz, visivelmente chateado por ter sido interrompido. –Aliás, eu me chamo Yong.

-Que legal! Quando teremos o chá? –Jimin voltou a resmungar, revirando os olhos e bufando ao cruzar os braços outra vez.

-Por que temos nomes para funções? –Questionei, notando que Yong sorriu ao ouvir minha pergunta. –... Você parece ser diferente dos outros.

-Ora, ora, Jeon Jungkook. Contaram-me muito sobre a sua notável juventude de ouro, mas não pensei que você seria o que eu realmente procuro. –Yong levantou e colocou o indicador sobre o meu peito, na altura do coração. –Funções são as suas capacidades. Acredito que a sua seja uma das mais cobiçadas... Manipular o caos dentro de si deve ser absurdamente bonito! Teve muitos pesadelos com o Corvo ultimamente?

-Corvo?

-Ah, sim... Esqueci de te dizer, pequenino. Você é a metade da entidade do Caos que posso chamar de minha favorita.

 

*_*_*_*


Notas Finais


Metade favorita?

Sério leitores preciosos, onde está a outra metade então?

Alguém aí está curioso? ... Eu também estou, porém mais do que curiosa eu fiquei é bem aflita! Espero não estar perdendo o rumo, prometo que não irei decepcioná-los!

A parte dois vai ter mais ação, eu prometo.

Obrigada por ler até aqui, bjusss!!!!


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