História Estrelas Caídas. - Capítulo 1


Escrita por: e Darkizinho

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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lesbicas, Romance, Sobrenatural, Tragedia
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Palavras 609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom, eu disse que teria uma história nova quando eu estaria de férias, e bom... Chegou!
Bem vindos à Estrelas Caídas, meu novo bebê.


Deem amor à ela, por favor.
Boa leitura :3

Capítulo 1 - Prólogo.


Enna.

Aquele antro de maldade me dava nojo, eu queria poder vomitar, queria poder enfiar uma adaga na garganta de cada um ali. Venda de humanos e raças inferiores, arte e conhecimento roubado, tudo o que poderia ser imaginado estava ali, eu sentia o cheiro do medo daquelas criaturas, da dor, o cheiro do sangue deles. E principalmente, por algum motivo, conseguia sentir suas mortes, era como se suas almas passassem por mim antes de serem levadas por Sombra para longe, às vezes, poderia ser impressão minha, mas conseguia sentir seu toque em meu ombro, junto com algo… molhado… cheiro de tristeza.... lágrimas. 

Quis vomitar, mas nem mesmo isso poderia, deveria conter meu cheiro, decidi apenas ir embora dali, correr o mais rápido o possível para dentro da floresta novamente. Maldita curiosidade, eu não deveria ter me aproximado daquele lugar, deveria ter ficado caçando, mas agora, provavelmente haviam sentido meu cheiro, tinha medo de que viessem atrás de mim.

Encolhi meu corpo contra a neve quando finalmente estava longe o bastante para não sentir seus cheiros, estava tão frio que meus ossos chegavam a doer, meu corpo deveria ser adaptado para o frio, eu deveria ser adaptada para o frio, mas minha pele pulsava quente sob meus músculos, isso não deveria ser normal para um Vampiro.

Não deveria ser normal que eu sentisse meu coração bater.

Que eu escutasse minha própria respiração. 

Me levantei, tirando a neve de minhas roupas gastas, precisava encontrar algo para comer, carne, sangue, não importava, mas eu já estava morrendo de fome. 

Talvez… 

Talvez pudesse até mesmo caçar um humano, beber seu sangue, estava tão desesperada por comida que poderia muito bem passar por cima de meus ideais para saciá-la. 

***

- Onde estava, Enna? - Estremeci, a voz dura de meu pai quando entrei no casebre me estremeceu. 

- Caçando. - Sussurrei. - Senti fome, não tinha nada para comermos, eu estava ficando fraca. - Confessei. 

O observei farejar o ar, o som de sua respiração quase me fez encolher, mas sabia que se o fizesse, seria pior para mim. Vampiros não devem ter sentimentos, não nesse clã, não nesta vila onde cada sentimento seu é usado contra você. 

Mas eu tinha.

Eu sentia, sentia absolutamente tudo que humanos deveriam sentir, tenho a pele quente como a deles, acho que só não sou um deles por minhas presas e sede de sangue.

 - Sinto cheiro de humano em você. - Fez careta, arrepiei. - Você matou um? - Assenti, olhando em seus olhos, tinha aprendido que ele gostava disso, pelo visto, mostrava que eu tinha força, que não tinha medo, mas tinha, mesmo que não demonstrasse. - Finalmente! - Um sorriso cruel cruzou seus lábios, engoli em seco. - Pode ir, garota, não me decepcione. 

Assenti, sorrindo cruel, como ele, naquela máscara de frieza interminável que eu deveria esboçar, daquele ódio gélido. 

A porta de meu quarto - que dividia com três dos meus seis irmãos - rangeu ao abri-la, eles não estavam, agradeci por isso. Me sentei em minha cama, olhando para minhas mãos, para o sangue presente nela, para o cheiro que a impregna. Os gritos intermináveis tomaram minha cabeça, o som do osso partido daquele humano, o barulho aquoso de minhas presas cravando em seu pescoço tão frágil. 

Sempre assim, sempre quando minhas mãos se sujam com sangue humano, bestial, feral, até mesmo animal, eu escuto seus gritos, é como se pudesse sentir sua dor.

Dor, e loucura, e desespero, então, sua morte chega e eu sinto… sinto o alívio.

Não só meu alívio por me alimentar, mas também daquele ser, por seu sofrimento ter acabado.

Eu… 

Eu sinto tudo.

 



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