História Estrelas Perdidas - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Daltonismo, Híbrido, Jikook, Jk!hybrid, Jk!seme, Jk!top, Jm!bottom, Kookmin, Passivamin, Satelitegguk, Yaoi
Visualizações 75
Palavras 1.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, essa fanfic já havia sido postada e agora estou postando-a novamente.

Ela é inteiramente narrada pelo Jeongguk, já que ele é o personagem principal da história e a visão dele sobre determinadas coisas tem uma certa importância. Enfim, espero que gostem, qualquer dúvida, sintam-se livres para perguntar.

Boa leitura ❤

Capítulo 1 - Prólogo


Aparentemente

JEONGGUK

Faltavam duas semanas para o Natal quando Hoseok hyung havia associado a minha extrema falta de contentamento à uma possível e bastante viável depressão, visto que eu, de fato, andava muito cabisbaixo e terrivelmente desanimado naquele mês.

Lembro-me de ter ficado muito indignado – e talvez chateado – com os argumentos utilizados pelo Jung, entretanto não havia  ousado discutir consigo em momento algum, até porque, por mais que eu estivesse com raiva naquele segundo e consequentemente desejasse retrucar, eu ainda abominava qualquer tipo de confusão e entendia perfeitamente que no fundo, o meu primo só estava preocupado comigo.

Mas agora sejamos sensatos e convenhamos: quem em sã consciência estaria eufórico numa época onde a sua anomalia o impede de exercer qualquer tipo de atividade, por não lhe permitir distinguir duas simples cores e de grande significado para tal comemoração?

Ah, fala sério.

Eu nem mesmo fazia ideia de como diabos era o vermelho que tanto falavam, imagina o verde!

Hoseok era um estúpido.

E eu odeio dezembro.

Muito.

Suspirei após tal conclusão, depositando o meu queixo sobre a superfície de mármore do balcão da lanchonete onde eu ainda limpava preguiçosamente com um pedaço de trapo velho mal cortado e levemente fedorento – devido a toda sujeira e gordura que havia absorvido anteriormente, em outras mesas – enquanto assistia o especial de Natal de LazyTown na tevê conectada ao teto, sem demonstrar muito interesse naquilo.

Observação: Eu só estava esperando a Caverna do Dragão começar mesmo, porque esse, sim, era um desenho icônico que eu adoraria maratonar neste inverno.

Mas nada contra àquele outro programa, claro. Eu apenas me sentia forçado demais a acompanhá-lo, principalmente por tudo ser tão rosa – uma das benditas cores que eu não faço a mínima ideia de como é – feliz, afetuoso e… Sei lá, eu acho um grande exagero, sabe? Mesmo estando ciente de que a princípio, ele fora produzido e lançado exclusivamente para um público alvo com uma faixa etária acima dos dois anos.

É só que, ainda assim, se eu fosse uma criança, eu certamente me recusaria a assistir algo semelhante na primeira oportunidade que me aparecesse, até porque, primeiro: continua sendo algo forçado ao meu ver.

E segundo: eu só enxergo azul, preto, cinza e mais alguns pouquíssimos tons fodidamente mortos, ou seja, aquele tema todo colorido proposto não teria graça alguma para mim.

Aliás, nada nunca teve.

E foi isso o que tornou a minha vida monótona.

Simples assim.

– Ei, gatinho! – Guiei vagarosamente os meus olhos, desde a televisão e o programa bobo, até o poço de sorrisos que cruzava a porta de entrada e saída da lanchonete, fazendo com que aquele maldito sininho ecoasse pelo interior do pequeno estabelecimento, causando desconforto aos meus ouvidos apurados e sensíveis, uma droga mesmo. Ah, mas eu ainda irei convencê-lo de tirar essa porcaria dali, ninguém aguenta mais esse barulho, sério. Só o Hoseok mesmo para achar que está abafando com um sino pendurado na portaria da sua lanchonete. Puft. – Tenho boas notícias. – Disse, balançando um folheto ao lado da sua cabeça, durante o tempo em que desfilava até mim de maneira engraçada, chacoalhando o seu corpo e rebolando a sua bunda, não se importando com os olhares tortos dos clientes que eram direcionados a si, ou com o punhado de neve que havia nos fios da sua cabeça.

As vezes eu acho que ele é um estúpido, o chamo de idiota e tapadão, mas cara, Hoseok era uma grande figura, admito.

Ou melhor dizendo, a minha fonte de felicidade, de vez em quando.

De vez em quando.

Parei de esfregar o pano sobre o mármore gelado e ergui o meu queixo, fitando-o com as sobrancelhas franzidas, torcendo para que não fosse mais alguma de suas ideias malucas, tipo aquela do sino.

– Ganhou na loteria? – Perguntei com uma pontada de esperança no peito, mesmo sabendo que nós éramos dois fodidos e azarados o suficiente para não conseguirmos ganhar na loteria ou sermos premiados com uma viagem com tudo pago e mais cinquenta toalhas brancas.

Jesus, nem nos bingos que a minha professora do Fundamental fazia eu ganhava, que ilusão.

O ruivo riu, negando com a cabeça e encostou a lateral do seu corpo no balcão e então, sorriu mais um pouco com aquele jeitão galanteador que ele tinha, subindo e descendo as sobrancelhas de maneira divertida, enquanto colocava o papel mencionado a pouco em frente ao meu rosto para que eu o lesse, quase que me fazendo engoli-lo de tão perto que estava.

Não sei porque ele sempre insistia em fazer isso, eu nem sabia ler direito, demorava sempre alguns longos minutos para finalmente entender o que todas aquelas palavras juntas diziam.

Pois é.

Eu só cheguei no Fundamental, porque o Hoseok respondia as minhas lições de casa na maioria das vezes, é sério.

Decepcionante, mas é a verdade.

– Quem me dera ter ganhado na loteria. – Começou, num tom brincalhão. – Mas – Fez uma breve pausa, erguendo seu dedinho para cima. – A minha notícia é tão incrível quanto. – E voltou a sorrir, exibindo aqueles dentes branquinhos e as maçãs salientes do rosto.

Eu fiquei ansioso.

– Conta de uma vez, sabe que eu não suporto suspense. – Pedi fingindo estar irritado, mas abrindo um pequeno sorriso logo depois, enquanto apertava o trapo entre os meus dedos, esperando ouvir as boas novas.

E ele riu de novo.

– Busan agora tem um grupo de apoio e tratamento para pessoas como você. É de graça, por conta do natal. O panfleto garantia isso, então, eu te inscrevi.

Meu coração extrapolou as batidas e eu desmanchei o meu sorriso imediatamente, porque de fato, ouvir aquilo de repente acabou comigo de um modo tão inexplicável, que eu me assustei.

E no momento que a minha respiração pesou, eu automaticamente senti um bolo se formar na minha garganta e uma intensa vontade de chorar me atingir.

Cara, eu odeio dezembro, eu simplesmente odeio essa maldita época comemorativa que parece só me atrair problemas.

– Hoseok, você fez o quê? – Indaguei de olhos levemente arregalados, na mesma medida em que empurrava o panfleto para longe do meu rosto e aumentava o meu tom de voz por instinto, ignorando o termo utilizado por ele ao se referir as minhas anomalias, o que mesmo que eu não estivesse deixando transparecer ali e agora, havia me magoado imensamente.

Eu vi sua felicidade evaporar num piscar de olhos, porque querendo ou não, ele sabia.

E como sabia.

– Eu te inscrevi num grupo de apoio. – Repetiu com calma e eu me senti horrível, como se tivessem soltado um saco de cimento pesado sobre as minhas costas. – Jeongguk, por favor, entenda. Você sabe que é para o seu bem, são especialistas, eles irão cuidar de você e te oferecer o tratamento necessário. – Reforçou, arrumando a sua postura. – Quem sabe eles não te curam e...

– Eu não sou um doente, Hoseok! – Soquei a superfície do balcão, não propositalmente, mas sim pelo calor e as emoções que me invadiam naquele momento, acabando por assustar o ruivo e as demais pessoas que se encontravam ali. Eu estava tão confuso. – Eu não preciso de especialistas, eu não preciso de tratamento, você mesmo me disse! Por que está se contradizendo agora?! – Perguntei, deixando o tecido podre cair do outro lado, na mesma medida em que eu entreabria os lábios e puxava o ar, tentando estabilizar minha respiração e ignorar a ardência nos meus olhos.

Eu sou tão inconstante.

– Eu sei, eu sei! – Retrucou, puxando os fios avermelhados da nuca para trás, evidentemente nervoso. – Mas eu estou preocupado, Jeongguk. Da última vez, você trocou os molhos e o cara quis te bater por fazê-lo ingerir tanta pimenta ao invés de ketchup! – Encolhi os meus ombros, desviando o meu olhar do seu ao me recordar daquele fatídico dia. – Sem contar que... Você não pode passar o resto da sua vida se escondendo embaixo de um gorrinho de frio como se tudo que acontecesse fosse culpa sua. – Sussurrou, bem baixinho mesmo.

E aquilo foi como um tapa para mim.

Então, eu olhei ao meu redor, talvez buscando alguma saída, ou qualquer outra coisa que me ajudasse a enfrentar aquele pesadelo. Entretanto, tudo o que pude enxergar, fora apenas aquele meu mundo monótono e sem cor, onde algumas pessoas me olhavam ácidas e outras com pena, o que me deixou instantâneamente envergonhado e com medo.

– Você não entende, Hoseok. Não é como se um grupo de apoio ou um tratamento de graça fosse realmente me ajudar. Não é fácil, e sinceramente, entre  o mundo e o meu gorrinho de frio, eu prefiro mil vezes o meu gorrinho de frio. – Silibei, retirando o avental do meu corpo, o deixando cair no chão, antes de girar os meus próprios calcanhares para dar meia volta no balcão e passar direto pelo Jung, enquanto ignorava alguns cochichos vindo dos clientes confusos e os chamados desesperados do meu primo.

Eu conversaria consigo depois, assim como sempre fazia.

Mas por agora, eu apenas voltaria para casa e me permitiria chorar na minha cama até dormir. Porque aparentemente, eu tenho muitos defeitos e o pior de todos eles, é deixar que coisas pequenas e bobas como essas me machuquem inteiramente.

“É verdade: tenho pena de mim e sou fraco. Nunca antes uma coisa nem ninguém me doeu tanto como eu mesmo me doo agora.”
Caio Fernando Abreu

Notas Finais


Espero que tenham gostado. O Jimin aparece no próximo capítulo! ❤

Obrigada ao meu anjão por ter feito a capa, @chimcombiscoito te amo >< ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...