História Estritamente Proibido - Capítulo 3


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Categorias G-Friend, Girls' Generation
Personagens Eunha, Jessica, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju, Yuri
Tags Gfriend, Wonb, Yulsic, Yumji
Visualizações 18
Palavras 3.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, depois de uma serie de eventos e de alguns vários erros, eu tive que deletar o 3, tb recebi uma bronca da rainha betadora da fanfic, a Anagassen, porque né. HSUAHUSAHUASHSUAH Brincadeiras a parte. Desculpem o atraso, a vida tá uma loucura e eu tinha postado um negócio muito meia boca, agora tá tudo certinho e betado, para a graças de Jesus e graças a Anagassen.

ACEITO CRÍTICAS, XINGAMENTOS E BEIJOS. <3

Sério, beijos eu aceito mesmo.

Leiam as fanfics da Anagassen galeros, é muita coisa boa para uma escritora só. Não percam.


espero que gostem e espero q tenha alguém lendo. bj <3

Capítulo 3 - Um Novo Acordo


Sowon dirigia calmamente, mantinha a fachada de sempre, distanciando Sinb dos seus reais pensamentos. Não sabia explicar o que sentiu ao beijar a loira, mas sabia que assim que se deu conta do que acontecia, terminou o beijo. Por mais absurdo que soasse, ela quase se perdeu em meio aos lábios da menor e isso era perturbador. 

Sinb ainda estava em silêncio, parecia completamente chocada. Vez ou outra olhava para Sowon e tocava os próprios lábios. Tinha consciência que a mais alta fizera aquilo apenas para calar Eunha, só que lá no fundo em algum lugar, ela queria mais. 

Queria saber como seria receber um beijo real da mais alta. Um beijo sincero e com sentimentos. E se houvesse amor e carinho ali? 

Talvez Sinb nunca entenderia porque Eunha um dia teve Sowon e a descartou como lixo. Mas aqueles pensamentos que deveriam ser estranhos para a garota, de alguma forma eram rotina desde o primeiro dia que foi ao apartamento da castanha. E agora que possuía toda a perspectiva, Sinb sabia que se estivesse no lugar de Eunha, nunca trocaria Sowon por Yerin. O grande problema com sua ex, é que ela parecia perfeita, mas era somente uma grande mentirosa. A cada dia a loira percebia a própria tolice. Sempre quis viver algum tipo de romance, com um amor verdadeiro e perfeito. Perfeição era uma grande mentira, coisa que aprendia aos poucos ao conviver com Sowon. 

Kim era irritante, rude e mal-humorada. Jogava fora suas bebidas caras, tinha toda aquela loucura por saúde e definitivamente não gostava de Sinb. No entanto, era impossível não notar a gentileza. Sowon havia sido gentil e nobre ao interromper tudo o que fazia, para buscar uma bêbada que simplesmente odiava.

– Você está bem? – A voz levemente rouca da mais alta despertou Sinb de seus estranhos pensamentos e a menor olhou Sowon novamente. – Desculpe ter feito aquilo, apenas acreditei que era a única forma de convencê-las e acabar com aquela discussão sem sentido.

– Tudo bem. Eu já esperava que teríamos que trocar beijos e coisas do gênero. Só fui pega de surpresa, mas tudo bem... E você está bem? – A pergunta de Sinb fez a mais alta pensar durante um bom tempo. Até que estavam em um sinal vermelho e a mesma pudera encarar a loira.

– Eu estou bem. Talvez meio nervosa em ter que ver sua mãe e sua irmã no mesmo ambiente… Só que... Eu não posso fugir, posso? 

– Bem… Podemos tentar inventar alguma desculpa. Ir para o meu apartamento onde eu me trocaria. E conversar? Não sei… Também não me sinto pronta para elas agora. Vamos para minha casa, sim? – A loira sussurrou no mesmo tom de voz fraco que usou mais cedo ao admitir a dor que ainda sentia ao ver Yerin com outra e suspirou. 

A conversa se encerrou por ali.

Sowon estacionou e a acompanhou até o elevador. Somente ao estarem confinadas na caixa de metal, a mais alta notou a eletricidade que parecia correr entre elas. A tensão quase palpável deixava Sowon confusa. O que aquilo deveria significar? O alívio veio quando saíram do elevador. Não se surpreendeu ao descobrir que Sinb morava em um duplex, pois Eunha também o fazia e se eram vizinhas, era fácil determinar alguns fatores. No entanto, o apartamento de Sinb era maior, moderno e bem organizado. O chão era de mármore preto, as paredes tinham padrões de cinza e branco. A mobília parecia ser antiguidade e era bem preservada.  No fim das contas ela não era nada do que aparentava ser. Até mesmo seu apartamento era completamente diferente do esperado. A organização era impecável. Era como ver uma enorme peça de arte pelo lado de dentro. Sowon olhava tudo com admiração e choque. 

Para Sinb nada daquilo era novo, então, apenas tirou os calçados ainda na entrada do apartamento, pisando descalça no chão de mármore frio e sentindo até certo alívio. 

– Eu vou tomar um banho e trocar essa roupa, você pode se sentir à vontade. – Mal olhou para a mais alta ao dizer aquelas palavras e então passou pela mesma, que estava estagnada no meio da sala olhando tudo minuciosamente. Depois do longo banho e de vestir um pijama de flanela, encontrou a mais alta em sua cozinha e para sua surpresa, ou nem tão surpresa assim, Sowon havia se livrado de todos os refrigerantes e cervejas que haviam ali e cozinhava algo para ambas, algo que certamente cheirava bem, mas Sinb não admitiria isso nem morta.

– Eu sabia que era uma má ideia deixar você aqui solta e sozinha. Você conseguiu se livrar de tudo o que eu tinha para beber durante a semana. – A loira resmungou enquanto olhava o conteúdo da geladeira, notando ter restado ali uma garrafa de vinho. Certamente que por algum motivo de saúde. Afinal caso contrário até aquilo iria para o lixo. – Por que faz isso sempre?

– Porque você precisa ser saudável e enquanto estiver comigo, seja de forma falsa ou não, tudo aquilo é estritamente proibido! Incluindo álcool! Além do mais, eu fiz suco com uns limões que você tinha. Você comerá coisas saudáveis hoje. – A mais alta parecia ter terminado o que fazia, já que desligou o fogo e se preparou para servir em dois pratos o que cozinhara. – Já que no meu apartamento você se sentiu tão à vontade a ponto de mexer em minhas coisas e dividir cama comigo, não existem motivos para reclamar caso eu devolva a cortesia, o que eu já estou fazendo. – Sinb a olhava com uma quase descrença, que fora substituída por choque ao notar que pelo menos 70% do que havia em seu prato eram legumes. Por sorte também havia frango e arroz, mas ainda assim a jovem não deixava de demonstrar indignação enquanto sentava à mesa.

– Miséria de corna mandona... – A loira sussurrou baixinho, sendo completamente ignorada por Sowon que não só já estava sentada, como também já comia. Não restando opções a Sinb, além de comer o que a mais alta lhe serviu.



 

---/---


 

O almoço foi tão silencioso quanto a viagem de carro e naquele momento as duas estavam no quarto de Sinb assistindo uma série sangrenta, para os parâmetros de Sinb, na netflix. Sowon insistiu em dizer que Sinb gostaria porque a Vanessa era incrível. Sinb mal prestava atenção a Vanessa, seu olhar estivera boa parte do tempo focado no perfil da mais alta e no olhar concentrado que ela fazia até para assistir.

Depois de dois episódios Sinb estava quase cochilando, quando o já conhecido ruído começou. Acontece que o quarto dela, era grudado ao de Eunha e era possível ouvir cada gemido e xingamento trocado pelas duas traidoras. Sowon imediatamente pausou a série. Olhando para Sinb alarmada.

A loira só deu de ombros, como se dissesse "é sempre assim". Até que tivera uma brilhante ideia e já começara a pôr a mesma em execução ao soltar um longo e manhoso gemido acompanhado do nome de Sowon.

– Você me prometeu que só veríamos a série… Ahh… bebê. – A loira falou em um tom manhoso e arfante tendo Sowon a olhar para ela confusa, até receber um forte tapa de Sinb no braço e soltar um grito fininho. – Aaahhh… Meu Deus, SOWON, VOCÊ ESTÁ ACABANDO COMIGO. – A jovem gritava rouca entre gemidos manhosos altos, tendo Sowon a finalmente entender o plano.

– A culpa é inteiramente sua. SUA GOSTOSA! – A castanha finalmente entrou em ação enquanto possuía uma feição de tédio que parecia ser a cópia exata da qual Sinb tinha na face. – Agora eu vou te chupar inteira e quero te ouvir gritando meu nome! – Sowon dera o seu melhor em fazer uma voz rouca de excitação, num tom um tanto quanto alto, mas sem ser aos gritos.  Em seguida olhou para Sinb sugestivamente.

– Oh-Meu-Deus! – Depois de alguns poucos minutos Sinb iniciara o seu maior show. Até mesmo o elenco de malhação teria inveja daquilo. A jovem soltava gemidos lânguidos e arrastados cheios de manha, até ser surpreendida por um forte tapa da mais alta em sua coxa. O tapa estalado fez Sinb soltar um gritinho fino, mas naquele momento ela não podia reclamar, então apenas olhava feio para Sowon.

– VOCÊ GOSTA NÃO É, SUA DANADA? – Sowon tinha os olhos a brilharem em divertimento, ao mesmo tempo em que era possível sentir certo ar sonhador ali.

Sinb teve que segurar o riso, enquanto olhava para Sowon, mas ao receber um novo tapa estalado, voltou a ter a face irritada e lembrou do papel que tinha que desempenhar.

– Ai, Sowon! EU AMO QUANDO VOCÊ FAZ ASSIM. –  Sinb gritava com manha, no entanto a expressão de vingança era nítida em seu olhar. Naquele ponto, o quarto ao lado estava em completo silêncio,  enquanto Sinb e Sowon continuavam seu show de gemidos e gritos.

– EU SEI DISSO! – Sowon gritou em um tom rouco, dando mais um tapa estalado em Sinb, que a esse ponto já estava muito mais do que só irritada.

– SO-SOWON, EU VOU… EU VO- 

– ISSO, GOZA PRA MIM! – E o fim de tudo aquilo veio com as duas dando gritos e gemidos altos.

Depois de alguns minutos, se encararam em silêncio, a maior completamente constrangida e a menor com um sorrisinho diabólico, o outro quarto estava em completo silêncio e aquela era uma doce vitória.

– Então que tal irmos para a sala? – Sussurrou segurando o riso, mas o deboche e o veneno eram claros. Sowon com toda a dignidade que possuía levantou o dedo do meio para Sinb, antes de se levantar e dar as costas a mesma. 

Foram para a sala de Sinb, onde poderiam conversar sem serem ouvidas.

– Eu não sabia que a Miss Tudo é proibido pode dar dedo! – Antes que a mais alta prosseguisse com a nova intriga criada pela loira, a jovem falou novamente e dessa vez com entusiasmo. – É a primeira vez que realmente consigo acabar com uma transa daquelas duas. Nem o grito da cabra funcionou.

– Espera… Você colocou o grito da cabra pra tocar enquanto elas transavam? – Sowon estava incrédula, fitando-a em completo espanto.

– E nem isso apagava o fogo daquelas duas. – A loira murmurou dessa vez sem debochee olhou a outra com com curiosidade. – Ah… Sowon. O que ela quis dizer com você jamais namoraria alguém como eu? – Talvez aquilo fosse um risco para o clima de paz que havia entre as duas, mas a curiosidade de Sinb era grande e por mais que não admitisse, aquilo a atingira.

– Eu… Isso não importa, importa? – Perguntou olhando para a loira, que tinha um suave biquinho e para quem aquilo realmente parecia ser importante. – Eu e Umji tínhamos pais realmente bem-sucedidos, só que eles sempre foram muito negligentes. Eu quase morri com uma doença pulmonar provocada por um erro deles e depois disso, Umji também sofria com aquilo, ela era ainda mais sensível que eu. Então eu… Eu fiz o que podia para nos afastar deles. Comecei a trabalhar antes dos dezoito, tudo para poder sair de lá com Umji. E quando alcancei independência, passei a recusar o dinheiro deles e pedi para ser emancipada e eles obviamente concordaram. – Sowon fez uma breve pausa, como se ainda lembrasse de diversas outras coisas e estava claro que ainda havia mais ali que ela não contava. – Eles morreram há alguns anos em um acidente. E teoricamente eu e Umji somos ricas, mas eu não me sinto confortável com o dinheiro deles, tampouco Umji. No entanto, antes de Eunha, uma garota parecida com você apareceu e eu me apaixonei e namoramos durante alguns meses. Ela era de uma boa família e eventualmente eu descobri que ela só estava comigo por causa do dinheiro dos meus pais. E eu passei a evitar pessoas que parecessem fúteis ou fossem mimadas demais depois disso.

– E eu sou ambos. – Sinb murmurou em um tom baixo que Sowon não conseguiu decifrar. – Acho que está na hora de você ir para casa, Sowon. Você tem suas coisas para fazer e eu… Eu também. 

– Não acho que você seja ambos. – Sowon a fitou com seriedade e acabou por sorrir. – Quer saber? Você não deveria deixar a Eunha te atingir. Tinhas razão quando disse ser superior a ela. – Foram as últimas palavras de Sowon antes de partir silenciosamente e somente quando saiu, Sinb se permitiu afundar no confortável sofá e olhar para o teto com melancolia.

– Se você me conhecesse de verdade… Como seria? – Sinb questionou com melancolia e fechou os olhos. 



 

---/---





 

Sowon dirigia com tranquilidade e chegou em casa rápido. Porém ao entrar no apartamento simplesmente o achou vazio demais. Sentou-se em uma das poltronas e estava para sair dali, até sentir algo cutucando sua traseira. Levantou só para descobrir que era o celular de Sinb. Sorriu quase que instantaneamente e o deixou exatamente onde o encontrou, indo tomar banho em seguida. Somente a ideia de ter ali algo de Sinb já fizera o apartamento parecer menos vazio. Depois de trocar de roupas, pondo uma mais confortável, voltou para a sala para olhar o celular pensativa. Sabia que aquilo podia soar como ansiedade, mas não podia negar que queria ver Sinb novamente e foi justamente quando estava abrindo a porta do apartamento com um sorrisinho feliz, prestes a sair, que esbarrou com quem menos queria ver.

Eunha tinha um olhar firme e decidido e adentrou o apartamento sem nem mesmo esperar um convite. Passando direto por Sowon e a encarando, quando esta virou-se para olhá-la com curiosidade e indignação. 

– Eu não entendo o que ela possa ter para fazer você querer estar com ela. SINB É EXATAMENTE A PERSONIFICAÇÃO DE TUDO O QUE VOCÊ NÃO GOSTA! – Eunha gritava irritada encarando Sowon e notando o iphone de capinha rosa na mão da mesma. – E você já virou até a cachorrinha dela… Sabe o que a Yerin me disse a primeira vez que eu e ela transamos? – Sowon permaneceu em silêncio, mas aos poucos a indignação deu lugar a já conhecida fachada, que tornava impossível saberem o que havia por trás dos olhos escuros. – Que ela a colocou para fora só porque Yerin deu um presente barato! Que ela gosta de festas, de exibir o relacionamento perfeito. QUE ELA É SÓ UMA VADIA VIVENDO DE APARÊNCIAS! Foi a isso que você se rebaixou, Sowon? 

– Eu não sou surda, não grite novamente. – Sowon falava com o maxilar trincado e uma expressão ameaçadora. – Você não é bem-vinda aqui. Apenas saia.

– Pelo menos admita que sabe que Jung não é o tipo que você gosta e que tudo nela te incomoda! – O silêncio de Sowon parecia a resposta que Eunha queria, já que ela sorria diabolicamente para a pessoa atrás de Sowon.

Sinb havia se dado conta de ter esquecido o celular desligado na poltrona de Sowon na última madrugada e estava ali para buscá-lo. Aquele silêncio da mais alta era quase um consentimento e a cada minuto que passava mais dor causava a Sinb.

– Você tem razão em diversos aspectos. Ela é irritante, espaçosa, mimada e tem péssimos hábitos alimentares. Acredita que na primeira vez que veio aqui trouxe coca-cola e cerveja? Pois é.– A cada palavra de Sowon, mais o olhar de Sinb se tornava irritado e ferido. – Ela é tudo o que você não foi. O que você não é. Ela é leal e sensível. Tem um caráter inquestionável. E é justamente por me tirar tanto da minha zona de conforto que ela me atrai. – A castanha deu um longo suspiro e sorriu. – Sinb é uma caixinha de surpresas. Por fora parece o mesmo que todas as outras garotas mimadas da nossa universidade, mas por dentro… Eu não sei, só que é certo que ela não é como as outras. – A maior sentia algo diferente e estranho por Jung, sentia-se aquecida e estranhamente atraída por tudo na loira. – Eu acho que estou começando a me apaixonar por ela. Eunha, eu e você vivemos uma mentira a partir do momento em que passou a dormir com Yerin. Talvez eu nunca tenha te amado… Você só parecia confortável, segura… Mas a Sinb me fez perceber que não é disso que eu preciso. E eu só consigo vê-la, para todos os lugares que olho, eu a vejo. Essa pequena e adorável praga. Sinceramente agradeço que você tenha escolhido Yerin para me trair. Se não fosse assim, talvez eu nunca teria Sinb… Ou talvez demorasse bem mais para ela me notar. – As palavras de Sowon não só fizeram Sinb sorrir genuinamente e abraçar a mais alta por trás a pegando de surpresa, como Eunha sair do apartamento furiosamente, batendo a porta com toda a força que possuía.

– Então, admite que eu sou altamente irresistível? 

– Igual a Satanás quando tenta um justo. O que você quer, Jung? – Sowon respondeu em seu típico tom de voz irritado. Mas estava envergonhada por saber que Sinb ouvira tudo.

– Eu vim buscar meu celular, mas já que estou aqui agora e você foi muito fofinha, irei ver aquela sua série estranha com você e usarei outra roupa sua, porque não trouxe roupas. – A loira respondeu com bom humor, largando Sowon e pegando o próprio celular das mãos dela, o ligando em seguida. – Você falou sério? Está mesmo se apaixonando por mim? 

– Isso não importa, Jung.

– Para mim importa… Sowon, o que você sente? Por que faz tanto esforço para esconder seus sentimentos de mim? Você…– Se interrompeu enquanto lia várias mensagens ameaçadoras de Jessica e também lia ela contanto no grupo da família que a irmãzinha agora tinha uma namorada decente. Agora até os tios do interior sabiam. Havia inclusive uma foto de Sowon tirada às escondidas pela Jung mais velha. – Não precisa ser assim comigo, eu sei guardar segredos. E é ridículo que se abra com sua ex que te deu chifres e comigo não. 

– Jung, independente dos meus sentimentos o nosso namoro ainda é falso. Não tenho porque me abrir com você. –  A resposta dura de Sowon rendeu um biquinho fofo de Sinb, que sentou numa das poltronas cruzando os braços emburrada.

– Se você fosse mais aberta, duvido que teria sido corna.

– Dá para parar de citar meus chifres? Você também foi corna! Ou já esqueceu disso? – E mais uma vez tudo o que a mais alta conseguiu foi que Sinb fizesse um bico ainda maior e mais manhoso.

– Eu só queria que você se abrisse comigo, eu não te escondo coisas. Por exemplo, eu realmente expulsei a Yerin, mas o motivo não foi o presente,  ela queria fazer sexo comigo e eu não me sentia pronta para isso. Minha mãe também estava no meu apartamento e quando a sra. Jung está em um lugar, esse lugar automaticamente vira terra santa. – A loira falou tudo num fôlego só e olhou para a mais alta. – Mas a Yerin era e é uma grande babaca, só demorei a notar isso. Um outro segredo, é que eu projetei aquele apartamento onde moro com meu pai. Ele é arquiteto. Era tipo um sonho de infância, ser igual a ele… E nós dois fizemos isso juntos.

– Eu acho que gosto de você, porém a velocidade disso me assusta. Nós vivemos em pé de guerra. Agora com um namoro falso isso diminuiu, mas ainda nos alfinetamos o tempo inteiro. Eu nunca vivi algo tão instável e assustador. E essa intensidade e velocidade, meu ritmo é diferente. – A resposta sincera de Sowon pegou Sinb de surpresa. Fitou a mais alta nos olhos, era a primeira vez que podia realmente ver Sowon. Sem sua fachada a maior era quase uma garotinha assustada. Seu olhar estava confuso e haviam tantas emoções que Sinb ficou sem fôlego por alguns segundos.

– Eu quero fazer outro acordo.

– Como assim outro acordo, Sinb?

– Sem vingança. Que os nossos motivos não sejam mais o passado. Para todos nós estamos namorando e não acho que devamos mudar isso. – Levantou e fora  indo até Sowon, pegou uma das mãos dela com cuidado e afeição. – Mas podemos ir devagar. Não precisamos correr, temos tempo e os seus sentimentos são recíprocos, tudo bem? Eu gosto de você. Tão rápido quanto eu decidi que te odiava depois que você jogou todas as bebidas fora naquela noite. E se formos rápido demais e isso assustar você. – Beijou a bochecha alheia, tendo que ficar na ponta dos pés para completar o ato. – Eu te seguro assim, igual agora. Vamos correr juntas, cair juntas, levantar juntas e fazer tudo de novo.

– Você… Sinb isso… Esse novo acordo parece perigoso e difícil. Eu não sei se estou pronta para ser magoada de novo.

– Ninguém nunca está. Faz parte de existir. A vida vai ser sempre esse eterno ciclo de dissabores. Então por que não se arriscar comigo? Prometo que vai ser interessante. Eu não posso dizer que nunca vou machucar você, mas prometo tentar o meu melhor. – A loira abraçou Sowon com força e então fechando os olhos. Nem mesmo Jung sabia o que fazia e falava naquele momento. – Vamos enlouquecer juntas, vamos rir, chorar, brigar, vamos fazer tudo isso. Não ter medo de viver é o que torna o ato de viver extraordinário.

– Você é realmente diferente de tudo o que parece e é como pisar em ovos as vezes. Eu não sei se eu vou conseguir relaxar e simplesmente fazer da forma que propõe, mas aceito os seus termos. Não quebre minha confiança.

– Tudo bem. Tem só mais uma coisa… – A loira sussurrou de forma quase inaudível. Torcendo para Sowon não ouvir.

– O que? – A castanha e sua audição impecável estragaram tudo. Sowon se afastou do abraço com curiosidade no olhar.

– Isso… – A loira murmurou envergonhada virando a tela do celular para Sowon. A essa altura, até mesmo figurinha com a foto dela tinham feito e um dos tios chamava ela de Harry Porta, enquanto um outro iniciava uma séria discussão sobre os atributos de Sowon e sobre ela ser tudo menos uma porta. Infelizmente os tios e primos de Sinb eram ótimos em piadas e debates sem sentido mas,  diferente do esperado, tudo apenas rendeu uma risada longa e rouca. Era a primeira vez que Sinb ouvia Sowon rir e de alguma forma, aquilo a aqueceu e a fez rir junto.


 

---/---



 

Sowon tentava prestar atenção na série. Seus maiores luxos eram seus consoles e a enorme televisão no quarto. E em qualquer outro dia Kim estaria jogando ou vendo a série tranquilamente, mas naquele dia em questão isso parecia impossível. 

Sinb trajava uma de suas camisetas da Umbrella Corporation e uma das suas calcinhas. Ela se recusou a pôr uma calça moletom. Sustentando o discurso que Sowon já viu tudo antes e que as calças dela eram longas demais. O problema?

A loira estava completamente enroscada em Sowon, em um sono profundo, com o rosto enfiado no pescoço alheio. A respiração dela batia em seu pescoço e arrepiava Sowon por completo. Por algum motivo, seja qual fosse, a maior agora lembrava dos gemidos altos e manhosos de Sinb naquela tarde e se aqueles falsos conseguiam ser tão atraentes, como seriam os reais? A mais alta já suava frio e tentava a todo custo manter as mãos longe de Sinb. Mas o corpo da menor parecia se apertar mais ao seu, o limite de Sowon foi atingido quando Sinb arfou se roçando na maior.

– Assim é tão bom...– A loira murmurou, em um tom rouco, em meio ao sono. Trazendo a Sowon um conjunto de diversas novas sensações.

E da mesma forma que se afastou de Sinb às pressas durante a manhã, a mesma o fez durante a noite. Repetindo cada uma das partes, incluindo a queda. No entanto, o grito indignado não saiu.

– Jung...– Murmurou arfante, em um tom cheio de desejo e luxúria.

 


Notas Finais


Espero que agora tenha ficado bom e que gostem. bjs <3


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