História Estudo do Apocalipse - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Bíblia, Cristo, Estudo, Jesus, Revelaçoes
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 11 - A Visão do Trono de Deus (O Arrebatamento)


Fanfic / Fanfiction Estudo do Apocalipse - Capítulo 11 - A Visão do Trono de Deus (O Arrebatamento)

Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro. Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apocalipse 4.1-11)

A partir do quarto capítulo, começa a parte profética do Apocalipse: “Depois destas coisas, olhei...” (Apocalipse 4.1). O que significa este “depois”? Para que possamos entendê-lo, precisamos relembrar os três primeiros capítulos do Apocalipse, que tratam da Igreja do Senhor Jesus Cristo na Terra, e da Sua mensagem direta para ela, através das sete cartas. Além disso, devemos recordar a ordem que o Senhor Jesus deu ao apóstolo João, dizendo: “...O que vês escreve em livro...” (Apocalipse 1.11).

O que o apóstolo viu?

Para compreendermos esta visão de João, precisamos entender que quando o Senhor Jesus veio ao mundo, possuía duas naturezas: humana e divina. Como parte da Sua natureza humana, Ele nasceu de uma mulher como qualquer criança nasce – a diferença é que esta mulher era virgem. Os Seus atributos humanos em nada eram diferentes dos outros homens, pois Ele teve sede, fome, cansaço e sono. Também sentiu dores, tanto na alma quanto no corpo, e até chorou. Além disso, morreu. Na Sua natureza humana, Ele teve mãe, mas não teve pai. Na Sua natureza divina, Ele já existia antes de todas as coisas:

Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.” (Colossenses 1.15 17)

Seu Pai, através do Espírito Santo, gerou-O no ventre de uma virgem, de forma que na Sua natureza divina Ele tem Pai, mas nunca teve mãe. Ora, todos os que O viram face a face em Israel viram o Jesus Filho do homem, isto é, com natureza humana. Porém, depois que Ele realizou a obra para a qual tinha vindo ao mundo, voltou à Sua condição anterior, ou seja, a de Deus-Filho glorificado! E é claro, o apóstolo João nunca O tinha visto glorificado, e quando teve essa visão tão indescritivelmente magnífica e majestosa, caiu como morto aos Seus pés. Ele conhecia apenas o Jesus de natureza humana, mas agora estava diante do Senhor Jesus Cristo glorificado e preparado para voltar!

Será que aqueles que dizem estar caindo ou sendo arrebatados estão realmente tendo a mesma visão de João? Será isso de Deus? Tenho certeza que não. O diabo, astutamente, tem enganado milhões de pessoas sinceras e desinformadas, levando-as a crer na doutrina de “cair”. Engenhosamente, Satanás tem usado como argumento a experiência gloriosa de João, para iludi-las e fazer com que aceitem cair no chão como se estivessem sendo arrebatadas por Deus.

Muitas sofrem acidentes ao caírem, e acabam sendo hospitalizadas. Será que essas pessoas têm sido vencedoras? A família, o casamento, a vida financeira, a saúde, enfim, tudo vai bem? Será que elas têm vencido o pecado e mantido uma comunhão íntima com Deus? Porque se tiverem tido uma experiência como a do apóstolo João, então a vida delas tem de ser uma maravilha! Mas se caem no chão e a vida delas vai de mal a pior, então é porque essa “queda livre” tem origem no inferno.

A segunda ordem do Senhor a João foi: “...e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia” (Apocalipse 1.11). Toda igreja cristã e todo cristão estão enquadrados nas características de uma destas igrejas!

A terceira ordem foi: “Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas.” (Apocalipse 1.19). Isso quer dizer que o apóstolo deveria registrar os fatos que acontecerão na Terra após a Igreja ser arrebatada. Depois, no início do capítulo 4, lemos: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi...” (Apocalipse 4.1).

Primeiro, João teve a visão do Senhor glorificado; em seguida, recebeu a ordem de escrever às sete igrejas e, agora, a primeira coisa que o apóstolo vê é uma porta aberta no céu. Isto significa o maravilhoso resultado daquilo que o Senhor Jesus realizou no Calvário, ou seja, a redenção de todo aquele que crê. A pessoa mais pecadora deste mundo pode passar por essa porta! Basta apenas aceitar o sacrifício do Senhor Jesus, realizado como forma de pagamento por todos os pecados do homem!

Embora essa porta esteja aberta para todos, não significa que todos irão entrar, pois é apenas para aqueles que aceitarem o convite oferecido pelo Senhor Jesus: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10.9).

O arrebatamento de João

Além de ter tido uma visão, o apóstolo também ouviu o seguinte: “...como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Apocalipse 4.1).

Convém salientar que a mesma voz que João tinha ouvido na Terra (Apocalipse 1.10) é a que agora fala com ele no Céu. Sim, porque ele ouviu a voz do Senhor na Terra, como de trombeta, e em seguida foi arrebatado e se encontrou no Céu.

Na sua descrição, o apóstolo João ressalta o fato de que o seu Senhor é Quem o havia chamado. O seu arrebatamento é uma analogia daquilo que acontecerá com a Igreja, conforme ensina o apóstolo Paulo:

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4.16,17)

João é chamado ao Céu por uma voz como de trombeta, da mesma forma pela qual a Igreja ouvirá uma palavra de ordem, tal como: “...Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Apocalipse 4.1).

Portanto, em espírito, o apóstolo vê, figurada e antecipadamente, a Igreja glorificada no Céu, após o arrebatamento. É importante notar o constante uso da palavra “como”, que serve para estabelecer um paralelo entre as coisas que João estava vendo no Céu e as da Terra. A sua visão celestial, entretanto, não poderia jamais ser expressa com o vocabulário terreno, e, por isso, João aplicou a regra de estabelecer uma similaridade. É como se uma pessoa fosse nascida e criada na selva e, depois de adulta, fosse levada para a civilização. Como poderia ela descrever o avião, por exemplo? Certamente o definiria “como um grande pássaro de ferro”. A condição do apóstolo, no Céu, era semelhante a essa.

O arrebatamento de João é rápido e instantâneo, conforme ele mesmo diz: “Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono...” (Apocalipse 4.2).

Isto está perfeitamente de acordo com aquilo que a igreja, ou o cristão, cuja qualidade é como a de Esmirna ou Filadélfia, irá experimentar com a volta do nosso Senhor. Será em um espaço de tempo tão rápido, que o apóstolo Paulo assim descreveu: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta...” (1 Coríntios 15.52).

Em espírito, no Céu, João tem imediatamente a sua atenção voltada para o trono e para Aquele que nele está assentado. Este fato importante sugere a primeira coisa que devemos saber: o Céu é a habitação do Altíssimo, e Deus exerce absoluta autoridade sobre todo o universo. Esta é a mensagem que o Senhor passa para nós ao mostrar primeiramente o trono, e Alguém nele assentado. O apóstolo não descreve a majestade do Deus-Pai assentado no trono, nem afirma tê-Lo visto, mas destaca o trono.

João descreve o que está ao redor e o que sai do trono, mas parece temer falar o nome de Deus e descrever a Sua aparência. Em vez disso, diz surpreendido “e, no trono, alguém sentado”, como se emudecesse diante da visão indescritível da Autoridade Suprema de todo o universo. João não pode descrever a Pessoa de Deus, mas, na sua visão, ele O assemelha ao jaspe e ao sardônio: “e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio...” (Apocalipse 4.3).

A pedra de jaspe, segundo Apocalipse 21.11, é cristalina e preciosíssima; e a de sardônio é vermelha como o sangue. Há muitas interpretações conjecturais sobre este assunto, porém é bom salientar que foi impossível para o apóstolo relatar com palavras a face de Deus. João apenas teve condições de mostrar uma ideia da grandeza e majestade do Altíssimo. O próprio Senhor Deus já havia dito a Moisés: “...Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Êxodo 33.20).

Acreditamos que o Senhor Jesus queria deixar bem claro para o Seu servo a figura da Autoridade Suprema dos Céus e de todo o universo, e não a fisionomia clara e transparente do Seu Pai. Por isso, o aspecto dAquele que Se acha no trono apocalíptico é algo apenas semelhante, mas não igual a Deus.

Alguns estudiosos do livro do Apocalipse acreditam que o Senhor Jesus Cristo é Quem está assentado no trono, tendo em vista a representação das pedras de jaspe e sardônio. A justificativa é que segundo Êxodo 28.15-21, no peitoral do sumo sacerdote havia doze pedras preciosas, arrumadas em quatro fileiras, e dentre elas estavam a de jaspe e a de sardônio. Cada uma das pedras representava uma tribo de Israel. A de sardônio, cuja cor é vermelha como sangue, tinha o nome de Rúben, o primogênito de Israel. Por isso, representa o Senhor Jesus, o Primogênito de toda a Criação (Colossenses 1.15), e o derramamento do Seu sangue no Calvário, em favor da humanidade. A pedra de jaspe, clara e transparente, era a última e nela estava gravado o nome de Benjamim, a última das tribos de Israel. Assim, ambas simbolizam a Pessoa do Senhor Jesus, que é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último.

Tais estudiosos alegam ainda que assim como o sardônio representa a expiação da primeira vinda do Senhor, jaspe, a pedra clara e transparente, representa a vitória sobre o diabo, ou seja, a segunda vinda do Senhor Jesus.

O arco-íris foi o sinal da aliança entre Deus e Noé, logo após o dilúvio. Deus prometeu a Noé:

“então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.”. (Gênesis 9.15,16)

No Apocalipse, o arco-íris é um sinal contínuo ao redor do trono de Deus, como que para lembrá-lo da gloriosa e eterna aliança com aquele que, com fé, aceita o Seu Filho como Senhor e Salvador.

Os vinte e quatro Anciãos

É tremendamente maravilhoso termos, pela fé, acesso ao Céu e nos ver lá dentro. O Apocalipse é como uma janela do Céu, na qual só os remidos podem ver o seu futuro diante do Senhor da glória. Assim sendo, após a visão do trono o apóstolo descreve os vinte e quatro anciãos: “Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.” (Apocalipse 4.4).

Cremos que estes anciãos não são autoridades celestiais que assistem a Deus diante do trono, como alguns interpretam. Muito menos acreditamos que sejam anjos. A Bíblia revela que na adoração e culto no Templo de Jerusalém havia vinte e quatro turnos de sacerdotes levitas, os quais representavam todo o povo de Israel e se ocupavam alternadamente dos seus deveres sacerdotais. Isso é fundamental para se crer que estes vinte e quatro anciãos representam os vencedores do Antigo Testamento, somados aos do Novo Testamento. O apóstolo Pedro também fala sobre aqueles que morreram sob a antiga aliança, e que esperavam pelo dia da redenção: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3.18,19).

O trecho citado nos mostra que o Senhor Jesus, quando morto, desceu ao reino dos mortos e pregou o Evangelho aos espíritos daqueles que morreram com a fé de um dia experimentarem a salvação. Estes compõem a Igreja arrebatada do Senhor Jesus do Antigo Testamento, representada por doze anciãos.

O apóstolo Paulo, dirigindo se aos cristãos em Éfeso, diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efésios 2.19,20).

Esses apóstolos e profetas são a Igreja do Novo Testamento e a do Antigo Testamento, respectivamente. Portanto, os vinte e quatro anciãos representam as doze tribos de Israel e os doze apóstolos. Eles representam todos os que venceram porque se mantiveram fiéis, tanto sob a antiga quanto sob a nova aliança. Por esta razão, estão assentados em tronos ao redor do trono de Deus, em cumprimento à promessa do Senhor Jesus: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3.21).

Estão vestidos de branco também pelo cumprimento de outra promessa do Senhor Jesus: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida...” (Apocalipse 3.5).

Por fim, usam uma coroa de ouro, tendo em vista a seguinte promessa: “...Sê fiel até à morte, e dar￾te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10). O apóstolo Paulo também faz referência a esta coroa:

Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4.8).

Além do que já foi exposto, estes vinte e quatro anciãos representam a Igreja do Antigo Testamento somada à do Novo Testamento, pelo fato de que eles adoram o Cordeiro:

Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5.7-10)

Talvez surja a pergunta: se a Igreja do Senhor Jesus será arrebatada, então por que vemos aqui apenas vinte e quatro anciãos em tronos, já que se formos vencedores todos estaremos na glória, teremos uma coroa, vestes brancas e um trono?

A resposta é: da mesma maneira que na antiga aliança havia vinte e quatro turnos sacerdotais, de modo que os sacerdotes eram representantes de todo o povo diante de Deus, os vinte e quatro anciãos coroados são representantes de toda a Igreja diante de Deus. Devemos ter isso em mente para nos aprofundar no estudo das profecias apocalípticas.

Os sete Espíritos de Deus

O apóstolo João registrou: “Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus” (Apocalipse 4.5).

Logo de imediato, podemos verificar que o trono de Deus não é algo passivo, tendo em vista a atividade sucessiva apresentada pelos relâmpagos, pelas vozes e pelos trovões. E isso além das sete tochas de fogo, que se mantêm acesas continuamente. O próprio Apocalipse interpreta estas sete tochas de fogo, definindo-as como sendo os sete Espíritos de Deus: “João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono.” (Apocalipse 1.4)

Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” (Apocalipse 3.1)

Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” (Apocalipse 5.6)

Do trono de Deus, o Espírito Santo, usando de toda a Sua plenitude, opera em toda a Terra. É Ele Quem convence do pecado; ouve o clamor do aflito; revela o Salvador; enfim, opera no mundo de tal forma que o Deus-Filho seja glorificado.

O Senhor Jesus disse a respeito do Espírito Santo: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.14). Na verdade, o Espírito Santo é o substituto do Senhor Jesus aqui na Terra. Quando o pecador ouve a Palavra de Deus, o Espírito Santo entra em ação para convencê-lo do pecado. Uma vez convencido do pecado, o Espírito Santo lhe revela o Único que pode salvar.

Quanto à referência ao número sete, já vimos que representa a plenitude de Deus; mostra a Sua perfeita e ilimitada onipotência. É por essa razão que as profecias bíblicas estão repletas de referências ao número sete: sete Espíritos; sete igrejas; sete anjos; sete selos; sete trombetas etc.

O mar de vidro

Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás.” (Apocalipse 4.6)

Acreditamos que o mar de vidro seja o “mar” dos povos, que se agita de um lado para o outro na Terra. Em todos os lugares há conflitos sociais, econômicos, religiosos e raciais. Em alguns países há guerras, em outros rumores de guerra. As grandes potências não cessam de armazenar armas cada vez mais poderosas. Cada nação se previne contra as outras e o império das trevas vai avançando. Diante do trono de Deus, entretanto, tudo é claro e transparente, como o cristal. Ele, o Todo Poderoso, é Quem “...põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo” (Salmos 46.9), e diz: “...até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho...” (Jó 38.11).

Nada passa despercebido diante dos Seus olhos; nada acontece sem a Sua permissão. Ele realiza o Seu conselho soberanamente, através de todas as ondas da História mundial:

Aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam.” (Hebreus 12.26,27)

O Senhor exclamou, por intermédio do profeta Isaías: “Calai-vos perante mim, ó ilhas, e os povos renovem as suas forças; cheguem-se e, então, falem; cheguemo-nos e pleiteemos juntos” (Isaías 41.1).

Igualmente temos imóvel o mar de vidro diante do trono, em contraste com a situação do mar dos povos sobre a Terra. Em outras passagens está escrito: “Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada” (Zacarias 2.13); “O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2.20).

O “mar” representa pessoas de todas as nações, que aceitaram o Senhor Jesus como Salvador; que foram fiéis a Ele e, por isso, acharam o seu lar no Céu. Trata-se da Igreja glorificada.

Assim como o mar terrestre representa as nações terrenas, assim o mar celestial seria “as nações celestiais”: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia” (Apocalipse 13.1).

Este mar é calmo e puro, em contraste com as águas agitadas e imundas dos mares terrenos. Como a água é um dos símbolos da vida, esta água estaria solidificada ou cristalizada, dando a entender que a vida é permanente, eterna. Além disso, era clara e pura, acima de todas as formas terrenas de água.

Os quatro seres viventes

“...e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” (Apocalipse 4.6- 8)

Considerando que estes quatro seres viventes estão no meio do trono, à volta dele e junto de Deus, então é possível que sejam quatro características do próprio Deus. Vejamos:

1) O primeiro ser vivente é semelhante ao leão.

Ora, sabemos que o leão é uma figura da majestade, da força e do poder criador de Deus. Simboliza o Senhor Jesus. Sim, porque Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. DEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas, conforme está escrito: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.36).

O Evangelho de Mateus apresenta o Senhor Jesus como o Leão da tribo de Judá, e o autor da epístola aos judeus cristãos também escreveu:

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisaspela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.” (Hebreus 1.3)

2) O segundo ser vivente é semelhante a um novilho.

A figura do novilho significa que Deus entrega a Sua força e o Seu poder em sacrifício, pois Ele mesmo Se deixou sacrificar, por intermédio de Jesus Cristo. O Evangelho de Marcos apresenta o Senhor Jesus como o Servo que Se fez sacrifício pelo pecado, tendo o novilho como animal sacrificial.

3) O terceiro tem o rosto tal qual o de um homem.

Isso é uma figura da humilhação e renúncia da glória do Senhor ao vir a este mundo. O Evangelho de Lucas apresenta o Senhor Jesus como Filho do Homem. O apóstolo Paulo, dirigido pelo Espírito Santo, escreveu: “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2.7,8)

4) Por fim, o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando.

A figura da águia voando lembra a glória da conquista dos ares. Assim é o Senhor Jesus Cristo, pois, depois da Sua morte e ressurreição, tomou posição de exaltado e glorificado, assentando-Se à direita do Deus-Pai. O Evangelho de João apresenta o Senhor Jesus como o Único capaz de levar o ser humano ao Céu. Os quatro seres viventes, portanto, mostram como Deus Se inclina, fala e Se entrega pelo mundo.

Estes seres viventes, embora com características de Deus, aqui se manifestam como querubins. Eles têm asas, demonstrando com isso que Deus age em todos os lugares e ininterruptamente. Também o profeta Ezequiel os viu com asas indo por todas as direções. Isso significa que Deus está em todos os lugares, ou seja, que Ele é onipresente. Não existe lugar neste mundo, tampouco qualquer coração por mais escuro que seja, em que a mão misericordiosa de Deus seja incapaz de agir.

As asas dos querubins estão cheias de olhos, ao redor e por dentro, significando que não há nenhum espaço, por menor que seja, quer nos Céus quer na Terra, que esteja fora do alcance dos olhos de Deus, pois Ele é onisciente e tudo vê. Apesar de ser onipotente, onipresente e onisciente – e só Ele o é – vestido de glória indescritível, mesmo assim Deus Se preocupa com o ser humano, e por isso diz:

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” (Isaías 57.15) 


Notas Finais


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