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História Estúpido Desejo - Capítulo 30


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Capítulo 30 - Capítulo 12 ( Parte 3)


Fanfic / Fanfiction Estúpido Desejo - Capítulo 30 - Capítulo 12 ( Parte 3)

Karol Sevilla 




Acordo com um barulho de um grito, mas não um grito de susto, um grito de prazer. Por um momento acho que é minha cabeça pregando peças porque estou com saudade do Ruggero. Mas quando fecho os olhos novamente, ouço de novo o grito. Enrolo-me no roupão do hotel e vou cambaleando até a sala, o grito parece vir de muito perto.

Quando acendo a luz da sala, quase caio para trás:

Ruggero  está jogado no tapete do chão, e uma mulher ruiva está cavalgando nele. Ela se assusta quando eu acendo a luz, mas sorri quando vê quem sou eu e a reconheço; é a tal Lorena, amiguinha do Lionel.

Ruggero me olha e abre um sorriso, o olhar dele está desfocado e sei que ele está bêbado:

― Karol, oi meu amor. ― ele fala com a voz arrastada.

Eu sinto tanta raiva, mas tanta raiva, que sei que as lágrimas vão correr a qualquer momento. Eu apago de novo a luz e saio do quarto. Fecho a porta atrás de mim e seguro para não chorar. Não posso chorar, não vou chorar!

Nem me lembro que estou apenas de roupão ao descer de elevador, mas quando chego ao saguão do hotel, não quero descer. Então subo de elevador novamente. Não quero ir até o vigésimo terceiro andar, então desço no vigésimo.

Resolvo descer de escada. Vou descendo enquanto as lágrimas rolam e aos poucos me sinto acalmar. Qual o meu problema? Por que estou sentindo essa dor no peito se eu sempre soube que ele não é nada meu? Eu sempre soube que o que tínhamos era só sexo, nada mais. Ele me disse de manhã, que entenderia se eu nem quisesse mais transar com ele, então por que estou agindo assim?

De repente me vem à cabeça que quando estava confusa sobre o que sentia por ele, eu tive que sair um pouco, dar uma volta para esfriar a cabeça, mas se é isso o que o motivou, ele foi longe demais.

Não, é mais fácil aceitar que ele quis esfregar aquilo na minha cara. Por que não levá-la para um motel? Tinha mesmo que ir para o nosso quarto? Nosso quarto, o que eu estou falando? Seco as lágrimas quando chego ao saguão de novo e dessa vez resolvo ir para a rua. Não me importa se estou de roupão, que se dane.

Assim que saio, topo com Jorge:

― Karol! Está tudo bem?

Faço que sim com a cabeça, mas sei que não posso convencer ninguém dessa mentira.

Ele se aproxima de mim:

― Por que não vamos dar uma volta? Vem comigo ao bar do hotel, vamos beber alguma coisa!

― Acho melhor não! Estou de roupão.

― O que importa? É o bar do hotel, é como se fosse a cozinha da sua casa. Vem, vamos beber um pouco e aí você me conta o que aconteceu!

― Acho melhor não, desculpe! ―respondo e viro para subir de novo pelas escadas.

Merda, merda, merda! Por que estou tentando me desculpar, quando na verdade eu devia mesmo era sair com ele?! Isso! Eu devia ir com ele, dar para ele e esquecer aquele imbecil do Ruggero!

Viro-me novamente e ele ainda está parado, olhado para mim.

― Pensando bem, vamos. Vamos beber.

Ele passa o braço pela minha cintura e me acompanha até o bar. Claro que quando entro todos olham para mim.

Uns caras até tentam fazer gracinha, mas Jorge é firme ao meu lado, e logo deixo de ser o centro das atenções.

Ele fala gentilmente sobre uns negócios que está pretendendo fechar, mas reparo que ele não fala nada sobre a V.D.A. Que se dane! Que Ruggero e os sócios dele se danem também!

Quando o assunto morre, ele pergunta:

― Pode me dizer agora por que estava chorando?

― Não estava chorando. Estou meio gripada.

― Sei, e por que está chateada? Porque isso você não pode negar.

― Nada demais.

Ele tenta mais uma vez:

― Então por que estava no saguão do hotel de roupão em vez de estar no seu quarto?

― Isso é porque estou no mesmo quarto que o Ruggero. Quando nós chegamos, não havia quartos disponíveis por causa de uma convenção de alguma coisa. Ele está lá em cima agora transando com uma mulher qualquer e eu não quis atrapalhar!

Percebo que a frase saiu mais fácil do que eu teria imaginado.

― Mas a convenção já acabou há três dias! Tenho certeza que o hotel já tem quartos disponíveis. Quando acabarmos aqui, vamos providenciar um quarto para você, e não terá mais que se sujeitar a ele.

Eu agradeço e continuamos bebendo. A bebida aquece meu corpo e acabo sorrindo com ele e esquecendo um pouco o que aconteceu. Quando acabamos, ele aluga um quarto para mim como prometido. Resolvo não ir até o quarto de Ruggero pegar minhas coisas, faço isso amanhã de manhã.

Despeço-me dele e agradeço por toda paciência comigo e me jogo na cama, que não é tão grande e macia como a do quarto do dono, mas ainda é mil vezes melhor que a minha! Acabo adormecendo.



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