História Eta Carinae - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Baekyeol, Chanbaek, Menção Fluffy
Visualizações 33
Palavras 3.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu deveria estar atualizando minha incesto, mas tô aqui escrevendo outra fic hauahauah
Oi bebês ♡ essa é uma história nova que me fez ter um afeto muito grande por ela e que me fez chorar horrores escrevendo esse primeiro capítulo, fiquei tão empolgada que nem notei que escrevi 3k+ de palavras - uma coisa rara de acontecer.
Eta Carinae é uma estrela que brilha 5 vezes mais que o sol, no decorrer da fic vcs vão entender o pq do nome ser esse ❤
Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Sentindo falta de você




Mesmo que o tempo passe...

Não acho que o nosso amor acabará


Capítulo Um


Era estranho olhar para o horizonte e não sentir uma mão segurando a sua, o abraçando por trás ou com a cabeça apoiada em seu ombro. No ensino médio Baekhyun tinha um namorado para estar ali consigo, lhe apoiar nas decisões e lhe ajudar a encontrar um caminho, e no final do dia ele tinha um abraço quentinho o esperando.

Mas agora estava sozinho e se perguntava diariamente onde aquele namorado estaria e se ainda o amava da mesma forma.

Byun Baekhyun, dono de uma famosa empresa de cosméticos e com um futuro promissor pela frente, ainda estava em seus 24 anos, havia acabado de se formar em Administração quando assumiu o império do pai e levava tudo, praticamente, sozinho. Seu pai havia morrido de infarto fulminante alguns meses atrás e sua mãe... ele nunca a conheceu. Teve de lidar com vários problemas da empresa sozinho, era filho único e com parentes distantes que pouco pareciam se importar com ele no passado, e que agora se tornando rico e solteiro, vez ou outra aparecia uma jovem bonita com interesse. Tudo por dinheiro, nada por amor.

Amor ele sentia quando Park Chanyeol vivia ao seu lado.

Amor ele recebia quando seu grandão o fazia feliz com pequenos gestos e palavras sinceras.

Amor ele fazia quando no fim da noite ele deitava em uma cama com a pessoa que mais amava no mundo inteiro.

Naquele dia em questão completava seis anos desde o sumiço de Chanyeol, e ele sabia que o outro ainda estava vivo, só não sabia onde, mas sua intuição e seu amor o mostravam isso, o faziam saber mesmo que ninguém acreditasse. Foi alguns dias depois de um Natal repleto de beijos, carinho e juras de amor, Chanyeol não atendia as ligações e nem respondia suas mensagens, e o Byun até foi procurá-lo em casa, mas uma vizinha acabou avisando que mãe de Chanyeol havia ido embora e ninguém tinha contato com ela, já que ela se separou do marido e o pai estava em algum lugar pelo mundo, provavelmente, bêbado. E ficou por isso mesmo.

Registrou o desaparecimento na polícia, mas o caso não foi adiante, tanto pelo fato de Chanyeol ser um adolescente já quase na maioridade e por os pais não terem registrado nada, e não importava para onde Baekhyun fosse, nenhum sinal de Chanyeol. Ele era rico, mas usar o dinheiro para as buscas não estava dando certo. Passou tempos preocupado e sem rumo, sem o seu anjo de luz ali consigo, principalmente quando seu pai morreu – dois anos depois – onde ficou sozinho e no velório compareceram apenas pessoas da empresa e um ou dois parentes distantes.

Baekhyun voltou outras vezes à casa de Chanyeol para saber se ele estava lá, e na maioria das vezes não havia ninguém. Houveram apenas duas vezes em que foi atendido, a primeira por uma mulher jovem com bafo de cigarro e batom borrado.

- Boa tarde – Baekhyun cumprimentou, precisava ser educado. – Chanyeol se encontra?

- Não, e acho que nem vem mais aqui – respondeu ela com ar de desdém.

- O pai dele não foi procurá-lo?

Ela riu.

- O pai dele não quer saber ele. Agora eu preciso voltar.

E bateu a porta.

Baekhyun não teve nem tempo de falar nada, o cheiro sufocante de cigarro e bebida que vinha de dentro da casa mostrava bem que aquele não era mais o lar do seu amado.


A outra vez que voltou foi última. E a pior.


Antes mesmo de bater na porta ele escutou gritos e barulho de vidro quebrando. Ficou preocupado pois poderia ser uma briga de Chanyeol com o pai – e lá no fundo ficou esperançoso que fosse seu Yeollie ali, por mais que fosse perigoso. A porta se abriu bruscamente e a mulher que o atendeu da última vez saiu chorando, os olhos roxos e o nariz sangrando.

- O que aconteceu? Quer ajuda? – foi o que lhe veio a cabeça, esquecendo por um momento o motivo de estar ali.

- Eu não preciso da sua ajuda, moleque! Vê se morre e leva a porra do garoto junto! – ela gritou e saiu correndo pelas calçadas.

Baekhyun ficou mudo diante de tudo àquilo. Como assim garoto? De quem ela estava falando? Seria sobre Chanyeol?

Entrou na casa e encontrou o pai de do namorado sentado no sofá com uma garrafa de bebida na mão.

- O que aconteceu aqui? – perguntou, olhando a sala e vendo vários porta-retratos quebrados e cacos de vidro pelo chão. O outro aparentava estar entrando nos seus 50 anos, tinha algumas marcas roxas nos braços e seu supercílio estava com um corte sangrando.

- Ah, é você. – O homem riu sem vontade, olhando para Baekhyun com nojo. – Se quer saber, Chanyeol não está aqui.

- E onde ele está?

- Não sei e pouco me importa agora, mas vou ser bom com você e dizer que ele pode estar em algum beco por aí ou dando para algum velho rico. – Baekhyun o olhou incrédulo, que tipo de pai era aquele? – Não é isso que viadinhos fazem? Você, um viadinho de merda levou ele pra esse caminho e agora ele deve estar por aí.

- Mas eu não fiz nada.

Baekhyun falava baixo e calmo, não queria deixar o outro com raiva ou mais nojo do que já aparentava.

- É claro que fez! Você entrou na vida dele, transformou ele numa criatura escrota e por isso minha mulher se separou de mim! Ele poderia ter morrido naquele acidente! Eu poderia tê-lo deixado na beira da estrada ou jogado no rio pra não ter que aguentar uma aberração daquela debaixo do meu teto!

- Chanyeol não é uma aberração! – gritou, não aguentando todas aquelas  palavras horrendas contra o cara que mais amava. – Você que é uma aberração por falar e pensar essas atrocidades! Que tipo de pai você é?! Você é um monstro que não merece um pingo de piedade!

- Pra começo de conversa, Chanyeol foi um erro, ele nem deveria ter nascido! – O homem jogou com força a garrafa no chão, assustando Baekhyun e o olhando com ódio. – Depois que deixei ele no hospital não faço a mínima ideia de onde ele está, e se quer saber, espero que esteja debaixo da terra agora! Se não fosse por ele nada disso estaria acontecendo! Maldita hora que ele foi se envolver com agiota, agora eu tenho que pagar as dívidas dele e ficar sem um centavo! Espero que ele morra!

Baekhyun estava em completo desespero com aquelas palavras. Não conseguia nem dizer nada, tamanho era o choque. Saiu dali correndo sem olhar para trás, já tinha as informações que queria – nem tão boas assim – e chorou o caminho inteiro até sua casa, sozinho naquela mansão e sem um corpo quentinho para lhe abraçar, sem os braços fortes de Chanyeol ao seu redor. Chorou até ficar sem fôlego, dormindo logo pelo cansaço mental que foi aquela curta briga, e quando acordou colocou os pensamentos e informações em ordem.

Já faziam quase dois meses que Chanyeol estava sumido, seu pai ainda estava bem de saúde e naquela manhã ele contratou alguns homens para vasculharem os hospitais e clínicas da cidade e de cidades vizinhas em busca do Park, já que ele tinha sofrido um acidente poderia estar internado.Depois de um mês de muitas buscas, nem sinal dele e Baekhyun estava a ponto de sofrer um surto e quase ficar careca de tanto força que punha ao puxar os cabelos. Quando estava sozinho em casa extravasava a raiva nos móveis do quarto e quebrava tudo. Estava com tanto ódio do pai de Chanyeol. Tanto!!!

Se perguntava a todo momento como o namorado – sim, pois para ele os dois nunca se separaram e seria sempre assim – poderia estar, se estaria com fome ou frio. E também se perguntava que acidente teria sido aquele. E como assim agiotas? Seu Yeol não precisava daquele dinheiro sujo, qualquer problema era só pedir pra ele é ponto, Baekhyun tinha dinheiro, poderia quitar qualquer dívida que o namorado tivesse. Tinha tantas dúvidas e nenhuma resposta, chorava de desespero e preocupação. Havia ficado com tanto ódio e nojo naquela discursão na casa dos Park que saiu sem nem fazer mais perguntas, não ficaria mais um segundo sequer num antro com um homem sem compaixão e homofóbico. Dava graças a Deus por ter um pai gentil e sem preconceitos, que até mesmo chamava Chanyeol para jantar em sua casa e o deixava dormir na mesma cama que o filho e debaixo do mesmo teto. Mal sabia Baekhyun que anos depois perderia o pai.


E lá estava ele, observando o pôr do sol da janela da seu escritório, relembrando o passado trágico. A esperança depois de tantos anos estava por um fio de se romper, e a vontade de chorar querendo voltar com força.

Baekhyun não conseguia amar outro alguém, seu coração ainda pertencia à Chanyeol, mesmo com o tempo passado ele ainda sentia uma chama, e queria tanto que mesmo onde seu Yeol estivesse, ele ainda o amasse e se lembrasse dele. Seria uma dor enorme ter que vê-lo com uma família formada com outra pessoa e não lembrado dele e das juras de amor, de não tê-lo procurado nos momentos difíceis. Se tivesse tido uma briga com a família Chanyeol poderia ter ido encontrar amor e cuidado em seus braços, mas não, ele estava sumido e Baekhyun estava sozinho.

Saiu de seus devaneios ao escutar batidas na porta e logo depois ela ser aberta.

- Com licença senhor, os banners de divulgação da festa de ano novo já estão prontos, só esperando sua revisão – informou o secretário de Baekhyun, que segurava alguns papéis.

- Você pode deixar aí em cima da mesa Kyungsoo, logo eu analiso e escolho – respondeu, ainda olhando para o horizonte.

- Sim senhor, com licença. – Curvou-se mesmo que o chefe não o visse e saiu da sala.

Baekhyun nem queria ter ido trabalhar, a melancolia e solidão o atingiu em cheio naquele dia, e só havia ido para a empresa porque precisava resolver os assuntos sobre a festa de ano novo que se aproximava, e isso só o lembrava de Chanyeol, já que foi nessa época festiva que ele sumiu.

Antes de tudo aquilo acontecer os dois passaram o Natal juntos e foi o melhor que tiveram desde que começaram a namorar, foram três anos repletos de amor antes do sumiço.


- Baekkie, hoje nós vamos comemorar o Natal na praia! – disse Chanyeol todo sorridente. Os dois estavam deitados e abraçados na cama de Baekhyun, este com a cabeça apoiada no peito largo do namorado, era ali o refúgio dos dois, onde poderiam fazer amor e trocar carinho sem ninguém os importunar.

- Chanyeol, na praia se comemora o Ano Novo. – Riu da ideia estranha do namorado.

- Vamos fazer diferente, aí no Ano Novo nós vamos para outro lugar. – O apertou mais no abraço e beijou-lhe a cabeça.

- E o que você pretende fazer? Levar uma cesta de piquenique com peru para a praia?

- Eu estou abusado de peru amor, que tal apenas frutas e vinho? Acho delicioso! – Imaginou os dois deitados numa toalha na areia enquanto ele colocava uvas na boca bonita de Baekhyun e depois lhe dava um beijo.

- E eu acho uma ótima ideia! – disse enquanto apoiava o queixo no peito do namorado, deslizando o indicador pela região. – Mas na praia faz muito frio de noite. – Um bico formou-se em seus lábios.

- Você tem o seu grandão aqui para te esquentar, e tenho certeza que depois de um tempo, você vai estar quentinho. – Sorriu sacana enquanto inclinava o quadril que bateu contra o de Baekhyun, causando-lhe um arrepio.

Chanyeol o puxou para um beijo afoito que foi um gatilho para começarem os  momentos de prazer intenso. Os dois pouco fizeram sexo selvagem, e aquele foi repleto de gemidos altos e estocadas fortes por parte de Chanyeol.

Quando deu dez da noite, os dois saíram da casa de Baekhyun com uma mochila cheia de frutas, chocolate e vinho tinto, foram para a praia no carro que Baekhyun ganhara dias atrás.

Chanyeol levou o namorado para uma parte da praia rodeada por pedras, estavam sozinhos e com privacidade. Eles moravam em Busan e sempre que podiam iam namorar um pouquinho na praia, mas Baekhyun nunca tinha vista aquela parte escondida.

- Como você descobriu isso aqui?

- Tive uma briga com meus pais e saí por aí, e foi quando eu achei esse lugar. Aqui eu poderia me esconder de tudo e todos, mas agora eu não posso me esconder de você – riu –, agora toda vez que você não me encontrar, pode vir aqui que vou estar olhando para o horizonte.

Baekhyun aquiesceu e sorriu, abraçando-o e beijando-o, sentindo o calor que emanava do corpo do outro. Deitaram sobre a toalha laranja de pano grosso e abraçaram-se, estavam tão bem agasalhados, mas mesmo assim gostavam do calor do abraço e daquilo que eles poderiam chamar de lar.

- Está com fome? – perguntou Chanyeol, preocupado.

- Não, amor. – Baekhyun apenas se enroscou mais no namorado e encaixou a cabeça no vão do pescoço do outro, aspirando o cheiro forte e amadeirado de Chanyeol, adorava o fato dele ser todo grandão e cheiroso, era tão gostoso abraça-lo, se pudesse não desgrudaria nunca dele. – Eu amo esse perfume.

- Esse é o que você me deu no meu aniversário, também adoro ele.

- Quando eu estava na loja e senti o aroma dele, precisei comprá-lo e te dar, combina com você.

- Enquanto eu uso perfumes de cheiro forte, meu bebê usa perfume de flores e shampoo de morango. – Abraçou Baekhyun como se fosse um ursinho de pelúcia e cheirou o cabelo. – Meu amor, meu anjinho, meu bebê, minha luz, meu tudo! Eu amo tanto você, Baekhyunnie.

- Eu também amo você Yeollie, muitão! Meu amor por você é maior que esse céu – disse enquanto olhava-o de cima, e Chanyeol o olhava de baixo, sendo agraciado por um céu estrelado ao fundo do seu pequeno universo em forma de um baixinho fofo.


Aquela noite foi tão mágica para Baekhyun. Comeram, beberam vinho e fizeram amor sob as estrelas. Maravilhoso.

Quando Chanyeol sumiu, o primeiro lugar no qual Baekhyun foi procurá-lo foi naquele canto da praia, e qual foi o seu desespero ao não encontrá-lo ali. Todos os dias ele ia lá, e agora após tanto tempo, continuava a ir – com menos frequência por conta do trabalho – mas nunca encontrava seu amado.

Respirou fundo e saiu de perto da janela, precisava concluir seus afazeres, a festa seria dali a quatro dias, tinha que estar tudo nos conformes antes do dia, odiava coisas feitas em cima da hora.

Observou as folhas com os designs dos banners que estariam na entrada do salão de festa e também dos convites. Estava tudo ótimo, sua equipe de marketing nunca deixava a desejar. Era mais um ano que se passava com sucesso para a empresa, mas sem sucesso na vida amorosa de Baekhyun.

Olhou para o relógio no pulso e se assustou ao constatar que já passava do meio dia. Passou a manhã quase toda relembrando de Chanyeol e não fez quase nada que deveria ter feito. Saiu apressado da sala, deveria almoçar logo, nunca perdeu o hábito de almoçar no horário e comer coisas saudáveis, Chanyeol o incentivou a fazer aquilo e dava graças por ter tido aquele homem cuidando tão bem de si, e nunca deixou de fazer o que ele lhe dizia, cuidando bem da saúde e sendo um homem responsável.

O resto do dia passou rápido já que estava com a cabeça ocupada de serviço. Assim como todos os outros que antecederam a festa.

E quando o fatídico dia chegou, ele se sentia mais um vez vazio.

Sem o pai, sem Chanyeol e sem amigos.

Baekhyun e Chanyeol nunca foram fãs de fazer amigos, no ensino médio tinham apenas colegas que se enturmavam para fazerem um trabalho em grupo, nada mais, nem na faculdade Baekhyun fez amigos, teve apenas colegas que com o tempo deixou de falar, na empresa todos o tratavam como chefe e não mudaria. Viviam naquela bolha de amor e pronto. Se conheceram no primeiro dia de aula do médio e foi amizade à primeira vista, e posteriormente amor. Primeiro amor. Os dois foram os primeiros para ambos, exceto no beijo.

E estava sendo assim até aquele momento, pelo menos para Baekyun.

Ele estava em seu apartamento, havia vendido a mansão em que morava com o pai, prezava pelo seu cantinho pequeno e aconchegante, um lugar que podia chamar de lar mesmo sem a companhia das pessoas que queria. Era ali seu novo refúgio. Só seu, infelizmente.

Tomou um demorado banho de banheira, relembrando de tudo novamente. Queria saber porque nos últimos dias estava tão melancólico, no ano passado não estava assim. Só queria não passar o Ano Novo novamente sozinho, por mais que houvessem muitos pretendentes, e ninguém também nem sabia sua sexualidade.

Terminava de arrumar a gravata borboleta e alinhava o blazer quando o motorista chegou. Ele o chamou, pois o ânimo para dirigir era mínimo e o cansaço estava enorme.

Chegou ao salão de festas e havia poucas pessoas, todos da empresa, os convidados logo estariam todos ali. Cumprimentou a todos e com o passar das horas, conversar se tornou cansativo. Haviam diversos magnatas e sócios, ele era o mais jovem entre todos e observar os filhos dos homens mais velhos na pista de dança ou bebendo sem se importar com o amanhã lhe apertava o coração. Antigamente era o pai dele no seu lugar, era Baekhyun que ficava na pista de dança. Riu sem humor, mesmo novo estava com a vida um tanto fatídica. Foi avisando aos poucos que estava indo embora e deixou Kyungsoo tomando conta de tudo, confiava muito no rapaz que deveria ser poucos anos mais velho que ele.

Ao entrar no banco de trás do carro, retirou a gravata desconfortável e encostou a cabeça no apoio de cabeça do banco. Fechou os olhos por alguns instantes mas logo os abriu.

- Me leve para a praia.

O motorista o olhou confuso pelo retrovisor, porém nada falou, sabia exatamente em que lugar o chefe queria ir. Baekhyun olhava através da janela aberta os vultos dos lugares e pessoas por onde passava, procurando um rosto conhecido, o vento gélido batendo no rosto e bagunçando os cabelos. Logo o carro parou e ele desceu, seguindo a passos lentos até o local que Chanyeol o levou pela primeira vez. Ainda mantinha-se agarrado àquele fio de esperança.

Contornou as grandes pedras e viu o lugar privado vazio. Mais uma vez seu grandão não estava ali.

Uma lágrima solitária desceu e logo outras foram caindo, e por mais que as enxugasse, elas não paravam. Agachou-se e permitiu-se chorar alto, a saudade batendo forte na porta do coração. Por Deus! Por mais que mil anos se passassem, ele jamais esqueceria Chanyeol, ele o amava demais para ter como esquecê-lo. Relembrou a noite de Natal que passou ali com ele, observando as estrelas e sentindo o cheiro de Chanyeol, sentindo seu coração bater e a respiração calma. O amava demais. Lembrou-se da primeira vez dos dois no quarto dele, lembrou-se do primeiro beijo e do primeiro eu te amo, chorava e soluçava sem parar.

- Eu te amo tanto Chanyeol! – gritou, não importando se alguém o escutaria. – Onde você está? Eu me sinto tão sozinho sem você, meu amor. Eu preciso do seu abraço novamente.

Os lábios tremeram e ele se permitiu chorar mais um pouco, precisava extravasar toda aquele fardo que carregava, toda aquela carência. Levantou pronto para ir embora, secaria as lágrimas no caminho. Virou-se e seu coração gelou.

- Cha...Chanyeol?

Tremeu pelo frio. Tremeu pelo homem alto em sua frente. Tremeu.

- Chanyeol... – lágrimas começaram a escorrer. Seu Yeollie estava ali, a um braço de distância, mas parecia tão longe. - Amor… você finalmente está aqui!

E antes que Baekhyun findasse o espaço entre os dois com um forte abraço, Chanyeol disse sério e sem emoção alguma.

- Quem é você?

E foi aí que o mundo de Baekhyun desabou.


Notas Finais


Até o próximo cap amores, tem outras fics cb no meu perfil se quiserem ler <3
qualquer coisa podem chamar no twitter @ninkaerie
❤❤❤


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