1. Spirit Fanfics >
  2. Etérea, Reino da Magia (Interativa); >
  3. Faces e Verdades

História Etérea, Reino da Magia (Interativa); - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 29 - Faces e Verdades


Fanfic / Fanfiction Etérea, Reino da Magia (Interativa); - Capítulo 29 - Faces e Verdades

Etérea - Dia 13, Noite

Azura retirou o elmo calmamente do rosto de Hunk, seu coração palpitava um pouco, ela não podia negar que nos últimos dias a única coisa que pensava era de como seria seu rosto e a morte do antigo líder dos Daggerfall, ela não tinha muito contato com Sylas mas tinha realmente ficado triste por isso, Hunk por outro lado não disse nada sobre, mas era um pouco preocupante agora que era um renegado.

 

─  Surpresa? ─ Hunk disse agora com a voz saindo em uma tonalidade normal, a grisalha levou a mão ao seu peito, estava surpresa, não imaginava que ele fosse assim, ela suspirou tensa.

 

─ Você é um Ozrain? ─ A pergunta saiu quase como melancólica, ele concordou com a cabeça, Hunk não sabia ao certo o rumo daquela conversa mas estava curioso onde aquilo daria, a verdade era, fazia um tempo que não tinha uma conversa, civilizada.

 

─ Sou, sempre fui. ─ Ele disse se virando para a fogueira, é claro que ela tinha percebido isso, todos os Ozrain tinham uma marca que representava a sua raça, e a dele era mais nítida do que nunca, nasceu junto de uma deformação em sua pele que cercava seu olho esquerdo, era vermelha e levemente enrugada, seus olhos eram amarelos e os cabelos medianos indo quase até seu ombro e pretos, era verdade, seu rosto carregava uma expressão vazia e dolorosa, mas por algum motivo é como se ele não se importasse.

 

─ Saciou sua maldita dúvida? ─ Ele disse friamente agora pegando os galhos ele mesmo jogando-os na fogueira, Azura ficou em silêncio por um tempo e voltou a olhar a fogueira junto dele, estava calmo e agradável, e por algum motivo Azura não se sentia mais tensa perto dele.

 

─ Obrigado por confiar em mim. ─ Ela disse agora com mínimo sorriso seus olhos azuis cintilavam pela labareda da fogueira, Hunk a olhou de canto e voltou a olhar a fogueira apenas suspirou e não disse nada, ele não queria admitir mas não mostrava seu rosto a ninguém a muito tempo.

 

─ E você é bem bonito.. ─ Azura disse quase que inconscientemente e acabou rindo um pouco e seu rosto ficou vermelho logo depois, ela levou sua mão direita a sua boca a cobrindo, o que tinha falado? Ela olhou para Hunk rapidamente que continuou a olhar a fogueira com o olhar inexpressivo.

 

─ Beleza não é algo importante, sequer me deu alguma vantagem em minha vida. ─ Ele disse cutucando a brasa com um graveto, Azura acabou ficando curiosa pela fala dele.

 

─ Só as vantagens importam então? ─ Ela disse um pouco aflita, ela não pensava daquela forma e às vezes até esquecia que conversava com um ex-caçador de recompensas.

 

─ Exato, o dinheiro é a maior delas, tenho uma fortuna. ─ Ele disse ainda calmo depois de jogar o galho que cutucava a brasa dentro da fogueira também.

 

─ Eu não acho que seja isso.. ─ Ela disse agora tirando o casaco que vestia, seus longos cabelos brancos caíram sobre seus ombros e a capa e o gorro que a protegiam ela colocou no chão, queria aproveitar a brasa com sua própria pele, estava quentinho e gostoso.

 

─ É porque você é alguém inocente. ─ Ele disse frio com os olhos relaxados, agora que tinha tirado o elmo não o colocaria novamente.

 

─ Eu não sou inocente! Eu só, vejo as coisas de um jeito bom. ─ Ela disse um pouco contrariada, não gostava de ser menosprezada, ela olhou para Hunk que acabou dando um falso riso.

 

─ Acho que você ainda não entendeu o mundo, só os fortes tem chance nele, porque acha que Godfrey me condenou pela briga com aquela escória? É porque ele sabe que se eu estiver a solta ele seria morto por mim. ─ Ele disse rispidamente, Azura ficou um pouco magoada com a fala dele, ele falava abertamente de assassinato sem se importar.

 

─ Sabe que não precisa ser assim. ─ Ela disse um pouco receosa, mas estava certa de suas palavras! Ela sabia!

 

─ Precisa sim, e se já não tiverem o matado por ser o desgraçado que é eu mesmo o matarei. ─ Ele disse com repulsa na voz olhando para a fogueira, Azura virou o olhar novamente para a labareda, aquela noite poderia ser bem agradável mas Hunk era alguém muito difícil.

 

─ Seu nome é Hunk mesmo? ─ Ela perguntou um pouco tímida, por algum motivo as palavras queriam sair de sua boca, as curiosidades em relação a ele eram várias!

 

─ Isso não lhe diz respeito. ─ Ele falou agora olhando para ela, seus olhos pareciam mais vivos mas raivosos.

 

─ Eu não quis te.. ─ Ele levantou do tronco do lado dela e pegou o capacete o colocando abaixo do ombro, e andando até a árvore onde sua armadura estava encostada.

 

─ Imaginei que não seria nada útil falar com você. ─ Azura sentiu aquilo, foi como uma facada em seu peito, mas não demonstraria fraqueza, não agora!

 

─ Ainda não pode sair! Você não se recuperou! ─ Ela disse aflita e se levantando também o acompanhando, ele resmungava enquanto andava até a armadura.

 

─ Vê se não me segue dessa vez, minha vida não te diz respeito mulher! ─ Ele olhou para ela de canto com os olhos raivosos e odiosos, ela recuou um passo, porque ele era assim?

 

─ Não quero que você se machuque. ─ Ele se virou ainda indignado e caminhou até ela a segurando com força pelos ombros, sua voz aumentou quase como se gritasse.

 

─ Você não tem que se importar comigo! NUNCA ninguém se importou! Que diferença faz se você for a primeira? Já é tarde demais! ─ Ele gritava raivosamente, Azura queria chorar, ela queria! mas o bolo em sua garganta segurou suas lágrimas, ela sentiu a tristeza e o rancor nas palavras de Hunk, sabia que ele não era só aquilo.

 

─ Não! Faz diferença sim! Você não precisa ser assim! Pode mudar! ─ Ela disse e quase que instintivamente o abraçou colocando seu rosto ao seu peito, ele olhou para ela perplexo, como ela ousava? Ele com a mão direita a afastou de seu peito.

 

─ Eu não te mato pois você me ajudou quando eu precisei, vou fingir que tenho alguma consideração por você! Agora SOME! ─ Ele gritou possesso de ódio, Azura deixou algumas lágrimas descerem de seus olhos, por qual motivo ele era assim? Ela se virou caminhando para longe da clareira onde estavam.

 

─ Tudo bem, vou te deixar em paz. ─ Ela caminhou juntando as mãos na frente do peito, ela queria de alguma forma segurar a dor que sentia em seu coração, aquela conversa não tinha lhe feito bem.

 

─ Isso, e me esqueça. ─ Hunk disse e caminhou até a sua armadura.

 

- x -

 

A única coisa audível na pequena estrada da floresta que era direção Etérea era os passos de Azura, agora que estava sozinha podia deixar as lágrimas descerem pelos seus olhos, maldito seja ele! Por que ele tinha que ser assim?! Ela não entendia, queria entender que tipo de coisa teve que passar para se tornar aquela pessoa, mas ele não dava aberturas.

 

─ Droga Hunk seu maldito! ─ Ela disse com um pouco de raiva agora, ela não era o tipo de pessoa que guarda rancor, mas estava difícil não ficar com raiva dele, foi quando ela escutou um claque, como se um galho quebrasse.

 

─ Quem está aí? ─ Ela perguntou olhando em volta, o silêncio se manteve presente, o que estava acontecendo? Novamente escutou o barulho, mas estava muito escuro e não conseguia escutar barulho nenhum, foi quando viu um sorriso demoníaco vir de dentro da floresta, logo escutou vários passos, 

 

─ Achamos!! Onde está o caçador garota! ─ Um dos homens que a cercava disse foi quando o Barão Cinzento se aproximou de perto dela porém o sorriso se manteve dentro da floresta.

 

─ Finalmente te achamos sua garota insolente onde está Hunk? ─ O barão espumava de raiva tinha perdido muitos homens para voltar para casa de mãos vazias.

 

─ Afastem-se de mim! ─ Ela disse agora com a voz mais séria ela levantou as duas mãos entrando em estado ofensivo mas escutou uma gargalhada vindo da floresta era da direção de onde estava o sorriso, logo ela viu a boca se movimentar e duas grandes pernas pisarem no local.

 

─ Eu não acredito no que eu estou vendo! Barão você é um homem de sorte. ─ A voz era grossa e estridente, o homem tinha longos cabelos e olhos sobre eles, ele lambeu os lábios de forma sanguinária.

 

─ Sileno? Nossos negócios são só em minha propriedade não aqui fora! ─ O Barão tentou soar autoritário mas Sileno o olhou perigosamente e se aproximou.

 

─ Como é? Você é idiota barão? Sabe quem é essa garota? ─ Ele começou a gargalhar, Azura ficou meio amedrontada o homem à sua frente era assustador.

 

─ Não! ─ Ele sorriu mostrando seus dentes mal feitos.

 

─ Você trabalha pra mim pois sabe o que vai acontecer com Etérea, e nem pense em me desobedecer, mande eles capturarem ela, essa garota é uma Yenvi ou seja uma filha do caos que foi ordenada a expulsar o caos da terra, e se tivermos ela.. não precisaremos da mãe daquela menina.. ─ Sileno disse quase como se pensasse em algo totalmente genial, foi nesse momento que todos os olhos olharam desesperados para ela, era isso! Era o que precisavam!

 

─ Eu não acredito, eu irei.. ─ Sileno mal teve tempo para terminar pois levou uma flechada no olho direito de seu rosto, ele gritou de dor e urrou, Hunk pulou do meio da floresta decepando a cabeça dos dois soldados que a cercavam pelas costas com sua espada que logo depois guardou nas costas.

 

─ Temos que ir! ─ Ele gritou sério e puxou Azura pelo braço, Sileno gritou de raiva.

 

─ ANDE SEU GORDO IMPRESTÁVEL! PEGUE-A! ─ O barão morrendo de medo assentiu e pediu que todos fossem atrás dela e do encouraçado, afinal porque ela era tão importante? Sileno não os acompanhou mas rapidamente pegou uma orbe branca em suas vestes colocando-a na frente de seu rosto.

 

─ TODOS! TODOS!! ─ Sileno gritava desesperado, foi quando a esfera acendeu, Orfeu estava em pé no meio de uma floresta escura, Aric sentado em um trono e Lilith estava agarrada a suas pernas.

 

─ Diga Sileno, como anda as negociações com esse maldito Barão? ─ Aric disse tomando uma taça de vinho, a verdade é que já controlavam os subúrbios do crime de Etérea atráves do cinzento que tinha muita influência.

 

─ Vocês não irão acreditar! ─ Lilith olhou para ele raivosa.

 

─ Fala logo seu verme desgraçado! ─ Ela gritou raivosa para Sileno que sorriu agora muito animado, a verdade é que ele tinha achado o tesouro perfeito.

 

─ Eu achei, a garota! Ela é a chave! Ela é o bebê das Yenvis! ─ Orfeu olhou espantado para Sileno, Aric derrubou a taça de vinho e Lilith logo se levantou com ódio nos olhos.

 

─ Não seja ridículo! Isso é só uma lenda, nós sentiríamos se fosse ela de verdade! ─ Sileno gargalhou.

 

─ Mas eu senti, é ela! ─ Aric se pronunciou.

 

─ Pegue-a, é uma ordem, e não me decepcione. ─ Ele assentiu e comunicação entre eles se finalizou, então eles não precisam mais da alma da mãe de Erza?

 

- x -

 

─ Filha? ─ Vessel sentiu algo em seu peito enquanto lia um livro na grande biblioteca, por algum motivo sentiu que algo de ruim ia acontecer com Azura, foi quando escutou batidas na porta era Elizabeth.

 

─ Senhor Vessel, trouxe a bebida que me pediu. ─ Ela entrou dentro do lugar e deixou a bandeja com a taça com a água cristalina na mesa ele agradeceu e voltou a olhar o livro, porque algo dizia que Azura estava em perigo? Elizabeth se virou e sorriu perversa antes de sair do cômodo, tudo como tinham planejado.


 


Notas Finais


espero que tenham gostado, see ya!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...