História Eterna Travessura - Capítulo 20


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Policial, Romance e Novela, Slash, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu estou com tanto sono...

Capítulo 20 - Chama Circular


  Alan bateu na porta.

– Ah, oi! – Ele sorriu ao falar. – Eu sou o oficial James. Você é Alyssa Sherwood, não é?

  Alyssa tinha um rosto angelical.

  Seus olhos castanhos combinavam perfeitamente com o tom escuro do seu cabelo levemente encaracolado, e a moça tinha um sorriso contagiante.

– Sou, sim. – Ela disse suavemente. – O que houve? Em que posso ajudar?

– Eu... Eu poderia falar com você por um instante? – Alan tentava falar de forma um pouco descontraída, ele não queria preocupá-la sem necessidade.

  Alyssa claramente estranhou o pedido de Alan. Ela olhou para trás por um instante para avistar Ian na cozinha, preparando algo para o jantar.

– Claro que pode. – Ela saiu da casa e se encostou à entrada da porta.

– Na verdade, é melhor que você se sente aqui por um minuto. – Ele indicou a mesa na varanda da casa. – Isso, uh... Isso é um pouco importante.

– T-Tudo bem. – Ainda estranhando, ela obedeceu sem fazer perguntas. Ao se sentarem perante à mesa, Alan olhou de relance para Ian através da janela, que parecia não perceber a presença dos dois.

– Olhe, eu... Eu sei que isso pode soar um pouco alarmante, mas... O departamento de polícia me enviou pra falar, especificamente, com você. – Aderindo a um olhar sério, Alyssa franziu um pouco as sobrancelhas.

– P-Por quê, exatamente? O que aconteceu? – Ela perguntou em meio àquela confusão.

– Alyssa, nós soubemos por algumas pessoas daqui que, talvez, você possa estar sofrendo abuso físico por parte do seu esposo. – Alan explicou. A mulher claramente parecia ainda mais confusa, e ela riu rapidamente diante daquilo.

– C-Como assim? – Ela perguntou. – É-É sério?

– Na verdade, sim. Alguns vizinhos nos informaram que você tem parecido um pouco mais fechada, que você não aparenta mais ser a pessoa de antes...

  Antes de chegar à casa de Alyssa, Alan também conversou com algumas outras pessoas para ter uma ideia melhor da situação dela.

– Disseram que você era bastante comunicativa com eles e que, agora, não conversa mais com a mesma frequência, ou simplesmente não conversa de jeito nenhum.

– N-Não, eu... Não há nada de errado. – Ela sorriu novamente. – Está tudo bem. É que eu tenho ficado muito ocupada com o trabalho, e isso tem tirado um pouco do meu tempo e... E eu meio que tive que passar mais tempo em casa. É só isso. – Ela manteve o sorriso.

– Pra ser honesto, eu não acho que seja só isso. – Alan falou com sinceridade. – Alyssa, nós também soubemos que você tem aparecido com hematomas e feridas no seu corpo. – Enquanto ele falava isso, ele prestava atenção no suéter que ela utilizava, o que o impedia de ver o estado físico de seus pulsos e braços.

– Ah, é que eu sou muito desastrada. – Ela comentou enquanto ainda sorria. – E-Eu caio toda hora.

– Como, por exemplo? – Alan perguntou.

– Hm?

– Como você caiu da última vez? – Alyssa engoliu em seco e desviou o olhar.

– A-Ah, eu... Da última vez eu caí da escada. – Ela sorriu. – Eu caí por cima do meu braço.

– Por cima do seu braço? – Ela assentiu. – Se eu me levantar agora e ir até o seu esposo... Ele vai confirmar isso?

– Vai, claro. Eu realmente não sei por que pensaram que ele poderia fazer isso comigo. N-Nós somos casados há anos e... E eu o amo. – Ela disse.

– Eu entendo. – Mais uma vez, Alan olhou para as mangas do suéter. – Eu posso ver os seus braços?

– Uh... P-Por quê? – Num tom desconfiado, Alyssa afastou os seus braços do centro da mesa.

– Eu só quero ver se você se feriu quando caiu por cima do seu braço. – Ele falou. – Não tem problema em me mostrar, não é? Até porque, é só uma ferida. – Ela demorou uns instantes para responder.

– C-Claro que não. – Relutante, ela arregaçou a manga de um dos seus braços.

  No antebraço, havia uma marca escura de um leve inchaço que ficava perfeitamente visível na sua pele clara.

– Tá, agora me descreva em detalhes... Como foi essa queda? – Mais uma vez, Alyssa desviou o olhar.

– E-Eu estava descendo com umas roupas na mão. Eu acabei escorregando e caí no chão.

– Eu pedi pra você ser mais específica. Você foi superficial demais. – Alan não deixava de lado a seriedade em sua voz. – Em que parte da escada isso aconteceu?

– Ah, foi... Foi no início da escada, já. Quase que no primeiro degrau. – Ela respondeu.

– Entendi. E onde foram parar as roupas?

– Eu... Eu me lembro de ter caído segurando elas, acho que estavam no meu braço direito.

– Certo, certo. O seu braço direito foi machucado, também? – Ela negou. – Então você pode me mostrar, não pode? – Alyssa parou ali mesmo. Seu rosto parecia levemente nervoso, mas ela tentou se recompor ao concordar com Alan.

– Claro... Claro que eu posso.

  Ao longe, na casa ao lado, Lymia prestava bastante atenção no que estava vendo. Ela não cometeria o mesmo erro duas vezes.

  Quando Alyssa mostrou o estado do seu outro braço, havia uma marca estranhamente semelhante à anterior.

– Pode me explicar por que o seu outro braço também está machucado?

– E-Eu... – Ao perceber que ela não seria capaz de formular uma resposta, Alan continuou:

– Alyssa... Você não caiu de novo, disso eu certeza. – Ele afirmou firmemente e, após isso, ela escondeu os seus braços debaixo da mesa. – Alyssa, preste atenção... Se uma pessoa afirma te amar, e violenta você... Essa pessoa não te ama. Eu sei que você deve ter memórias incríveis com o Ian, mas esse tempo passou. A pessoa que ele é hoje não é quem ele, um dia, já foi. Eu entendo que você possa estar com medo. Eu entendo que, talvez, você não queira denunciá-lo... Mas essa é a coisa certa a se fazer.

– Oficial James, está tudo bem. – Quando ela afirmou aquilo, sua voz pareceu estranhamente mais confiante que antes. – É sério, isso foi só um acidente. Eu caí, como eu disse. O hematoma no meu outro braço é porque eu escorreguei no banheiro.

– Não é possível que você tenha escorregado no banheiro e conseguido uma marca tão simétrica e semelhante à do seu outro braço como essa. – Alan falou. – Eu sou um policial, Alyssa. Você está completamente segura comigo. Se você me contar o que realmente aconteceu... O Ian não poderá encostar mais um dedo em você, nunca mais.

  A mulher se levantou.

– A-Acho melhor você ir embora. – Ela foi até a porta.

– Alyssa, espere. – Alan pediu enquanto se aproximava dela.

– Escute o rapaz, minha querida. – Lymia falou da calçada da casa. Alyssa parou a avistou a senhora.

– Sra. Schwarz? – Ela perguntou. Enquanto isso, Lymia se aproximava da entrada.

– Exatamente. – Ela subiu até a varanda e sentou-se numa das cadeiras. – Sente-se. Você não vai entrar nesta casa novamente, não até esclarecer toda esta história.

  Alyssa olhou para o interior da casa e percebeu o quão distraído Ian parecia estar. Ele não poderia alcançá-la ali, poderia?

  Em silêncio e com um viés já apreensivo, Alyssa retornou à mesa com Alan logo atrás.

– Alyssa, antes eu não tinha certeza... – Lymia começou a falar. – No entanto, agora está mais claro que o dia que o imbecil que está dentro daquela casa naquele momento está violentando-a.

  Alyssa permaneceu calada.

– Meu Deus, o que aquele desgraçado fez com você? Ele foi muito além de apenas bater em você, não foi? – Ao perguntar, Lymia deixava bem claro a sua preocupação com Alyssa.

  Ainda em silêncio, Alyssa assentiu com um gesto, enquanto uma lágrima caía de seus olhos.

  ...

  Chegando à casa de Amber Hansen, estava na hora de esclarecer algumas dúvidas.

  Quando Amber abriu a porta, ela parecia muito mais desconfiada do que da última vez em que Nick e Chuck estiveram ali.

– Boa noite, Sra. Hansen. – Nick a saudou com um sorriso.

– B-Boa noite. O que fazem aqui? – Amber soava um pouco hostil à presença dos dois.

– Nós conseguimos isto... – Nick entregou o diário a ela. – E achamos que poderia lhe interessar.

– O-O que é isso? – Ela o pegou, um pouco desconsertada.

– O que a senhora tem em mãos agora é um antigo diário de Barry Mccarthy. – Ao ouvir aquilo, os seus olhos se encheram de surpresa, algo não muito comum para alguém como Amber.

– Ah... – Ela engoliu em seco. – E-E por que trouxeram isso aqui?

– Porque há um trecho numa das páginas que a menciona como participante da última travessura do círculo. – Nick explicou. Rapidamente, a mulher procurou pelas folhas restantes o trecho mencionado.

 

  “Eu nem consigo acreditar que Ambie vai sabotar o fogão de uma casa! Nunca passou pela minha cabeça que ela seria capaz de fazer algo assim. Mas é como dizem: o tempo passa e tudo muda, não é? Mal posso esperar para a travessura desse Halloween. Ambie vai, com certeza, terminar o ciclo com chave de ouro.”

 

  Ao ler aquilo, a mulher pareceu perder toda a sua confiança.

– E-Eu... Eu não sei por que isso está aqui. – Ela falou enquanto devolvia o diário e cruzava os seus braços.

– Sra. Hansen, por favor, conte-nos a verdade. – Nick pediu e não obteve resposta. – Isso é de suma importância para a investigação. – Amber continuava fechada, olhando para baixo. Após um pesado suspiro, ela, finalmente, abriu a boca.

– Entrem, por favor. – Depois de dizer aquilo, ela simplesmente saiu em direção ao interior da casa. Nick e Chuck olharam um para o outro e, rapidamente, entraram.

  Jennifer não estava em casa. Ela estava em algum lugar com Blake, para não ter que lidar com o que sua mãe poderia vir a dizer.

  Chegando à sala, ela se sentou e se preparou psicologicamente para o que estava prestes a falar.

– Detetive, por favor, acredite em mim... Eu não estava mentindo quando disse que não participei de nenhuma travessura do círculo. – Ela falou num tom sincero. Nick levou aquilo a sério e pensou por alguns instantes, ele só não esperava que Chuck dissesse algo.

– M-Mas... Como não? – Chuck perguntou. Estava claro que ele não queria falar nada sem antes ter a permissão de Nick (não que ele precisasse), mas ele já não aguentava mais toda aquela confusão entre memória, verdade e mentira.

– Eu estou falando sério! – Amber disse. – Eu não sabotei o fogão da casa de ninguém, eu juro.

– E-Então o que aconteceu, afinal? – Chuck perguntou novamente. Amber parecia sofrer de uma grande dificuldade para responder e, percebendo aquilo, uma teoria se estabeleceu na cabeça de Nick.

– Com licença, Sra. Hansen. – Após vê-la assentir, ele conduziu Chuck até um local um pouco mais discreto.

  Por um segundo, Chuck pôde jurar que Nick iria repreendê-lo por ter falado daquela forma.

– N-Nick, desculpe por ter interferido, eu juro que eu não queria ter falado daquele jeito. – Chuck sussurrou um pedido de perdão num tom um pouco chateado consigo mesmo.

– Não se preocupe, Chuck. – Nick sorriu para ele enquanto sussurrava da mesma forma, o que deixou o oficial um pouco confuso. – Não há problema algum. Na verdade, eu nos distanciei para discutir sobre a seguinte questão: você acredita no que Amber está dizendo?

– E-Eu não sei! – Chuck parecia plenamente irritado com aquilo. – Por que ela nega toda hora, mas não explica por que não estava lá? Pra mim ela tá mentindo. E-E você, o que você acha?

– Chuck, na minha visão, eu acho que Amber fala a verdade. – Nick disse. Ouvindo aquilo, Chuck pareceu confuso.

– M-Mas por quê?

– A primeira razão que me faz pensar desta maneira é o próprio diário.

– Mas ele fala que a Amber vai participar.

– Eu sei, mas esta é a questão. Não soa estranho para você apenas essa informação do diário ser útil? – Perguntou Nick. – Todas as outras páginas que poderiam, também, ter alguma informação importante, foram arrancadas. Por que apenas essa, justamente aquela que menciona Amber, teve que permanecer? – Parando para pensar desta forma, Chuck pareceu compreender melhor a situação.

– F-Faz sentido. – Ele admitiu. – Então por que ela não explica por que não fez isso?

– Este é o momento perfeito para você me apresentar a solução de um dos exercícios que eu lhe propus. – Nick falou. – Preste muita atenção no estado mental de Amber neste momento, perceba que ela se encontra apreensiva e preocupada. Chuck, há uma boa razão para Barry ter deixado apenas uma parte do diário guardada.

– É-É, ele... Ele queria que a gente visse e pensasse que ela estaria lá. – Chuck falou. – Não é?

– Certo. Mas também há uma boa razão para ele querer fazer com que pensássemos isso. – Ele explicou. – Chuck, você disse duas coisas valiosas para nós nestes últimos dois dias. Uma delas foi que, se Amber estivesse falando a verdade, ela deveria possuir uma boa explicação para os outros pensarem que eles a viram, correto?

– S-Sim, eu me lembro. E eu também disse que ela não fala essa explicação, ela só nega ter estado lá.

– Exatamente. Mas agora, Chuck, pense na seguinte hipótese: e se Amber estiver falando a verdade, mas ela souber a razão de todos pensarem tê-la visto e não poder contá-la?– Chuck começou a ponderar uma série de ideias. – O que Amber poderia ter feito que a impossibilitaria de nos dizer por que todos a confundiram com ela naquela noite? E que, ao mesmo tempo, fosse uma razão para Barry fazer o máximo possível para que todos pensassem que era ela naquela casa?

  Nick percebeu que Chuck parecia confuso e com dificuldade para achar a resposta.

– Chuck, não há problema algum se você errar. – Nick falou. – Lembre-se de tudo sobre o que conversamos no restaurante. Tanto hoje quanto ontem, e una isso à personalidade do Barry e de Amber. – Chuck assentiu rapidamente.

  Após alguns instantes de dedução, um brilho de surpresa se fez presente no rosto de Chuck.

– Alterar o ângulo da besta instalada na casa do Ian! – Ao ouvir aquilo, Nick sorriu em resposta ao seu orgulho por Chuck.

– Você não poderia estar mais certo, Chuck. – Nick ainda sorria. – Impressionante. Eu estou orgulhoso de você. – Ao ouvir aquilo, Chuck ficou vermelho instantaneamente.

– O-Obrigado, Nick.

– É um prazer imenso. Agora vamos retornar até Amber. Agora que sabemos a razão de ela não poder nos contar o que realmente houve, será mais fácil convencê-la a nos explicar a situação. – Nick falou. Instantes depois, eles retornaram à sala.

  Amber continuava mergulhada em seus pensamentos. Calmamente, os dois se sentaram diante dela.

– Sra. Hansen, nós acreditamos em você. – Quando Nick disse aquilo, os olhos de Amber pareciam ter ganhado vida.

– A-Acreditam? – Ela perguntou e ele assentiu com a cabeça.

– Nós sabemos por que você estava tão relutante em nos contar a razão de não ter participado. Na travessura de Nathan Harrison, foi você quem alterou o ângulo de disparo da besta que foi instalada na casa de Ian Sherwood, certo? – Nick perguntou.

  Amber suspirou e deslizou suas mãos pelo seu rosto. Sem dizer nenhuma palavra, ela confirmou com um gesto.

– Fui eu, sim. – Ela disse.

– Por que, exatamente?

– Porque eu sabia que aquela travessura, em especial, ia dar muito errado. – Ela explicou.

  ...

  De madrugada, Barry andava pelas ruas, carregando a sua cabeça de abóbora em suas mãos. No último lugar em que ele esteve foi na casa de Ian, ao lado de Nathan. Após tudo estar instalado como deveria, ele seguiu em direção à sua casa.

– O que faz aqui, Ambie? – Barry perguntou assim que a viu na entrada de sua casa.

– Eu estava te esperando. – Ela falou, de braços cruzados.

– Para quê, se me permite saber?

– Pra saber o que aconteceu na casa do Ian. – Ela respondeu.

– Ora, aconteceu o que planejamos que iria acontecer. Nathan instalou a besta na sala, da forma em que ele deveria. – Explicou Barry.

– Tá, e o que vai acontecer quando o Ian entrar em casa?

– A besta será ativada e uma flecha será disparada na parede, simples. Um susto bobo e ninguém sai machucado, da forma que eu expliquei que seria.

– Eu não acredito em você. Eu sei que você está tramando algo. – Barry revirou os olhos.

– Não estou, Ambie. Eu já disse: ninguém sairá machucado. Entendeu?

– Ah, é? – Barry subiu os degraus da varanda. – Então você não se importa se eu for lá dar uma olhada.

– Na verdade, não, não me importo. – Ele se aproximou da porta. – Só me escute bem: não faça nenhuma alteração no que foi instalado lá. Você pode acabar se arrependendo.

  Ela não respondeu. Antes de entrar, ele piscou para ela.

– Boa noite, Ambie. – Barry fechou a porta.

  ...

– Eu não o escutei. – Amber falou. – Eu fui até a casa do Ian e eu iria desarmar tudo, mas o Barry iria ficar muito irritado. Então eu só movi a besta para um ângulo diferente. – Ela massageou a testa. – Quando eu cheguei, ela já estava apontada para a parede, e não para a porta, o que me deixou aliviada. Só que eu jurava que o Ian ainda podia ser atingido, mesmo que não estivesse mirando na porta. Então eu a apontei para outro lugar.

– Para onde a senhora apontou, exatamente? – Nick perguntou.

– Eu a apontei para a parede que ficava ao lado da dobradiça da porta. – Ela respondeu. – Se a flecha fosse disparada, ela iria parar entre a porta e a parede, e não iria atingir o Ian. Só que, mesmo assim, ele foi atingido! – Ela respirou fundo. – Q-Quando o Barry soube, ele teve a certeza de que eu tinha mexido na armadilha, e ele quase que perdeu o chão quando soube o que houve.

  ...

– Você fez o quê?! – Barry perguntou enquanto Amber parecia estar afundada num mar de arrependimento. – Que parte de “não faça nenhuma alteração no que foi instalado lá” você não entendeu?!

– Droga, Barry, eu pensei que você queria atingi-lo! – Ela gritou.

– Meu Deus! Não! Eu falei que ninguém sairia machucado! Era para ele se assustar, e não para ele ser atingido! – Retrucou Barry.

– M-Mas eu ainda não entendo, como ele foi atingido do lado esquerdo do pescoço dele, sendo que eu mudei o ângulo para um lugar completamente diferente?!

– Porque é assim que armadilha funciona! A besta deve ser instalada mirando para a porta! Assim, quando ela for aberta, ela vai girar e disparar numa direção diferente! – Ele explicou.

– Por que você nunca disse isso pra mim?!

– Porque eu achei que você confiava em mim!

  ...

  A princípio, Amber alterar o ângulo da besta e, anos depois, ser confundida numa casa, sabotando um fogão, são coisas completamente desconexas.

  Mesmo sabendo de todas as informações que Chuck possuía no momento em que Nick lhe fez aquela pergunta, poucos seriam capazes de respondê-la corretamente.

  Entretanto, após um momento de explicação, é possível entender por que Chuck foi capaz de deduzir a resposta correta. Para isso, é preciso considerar 4 pontos:

  1. Barry deixou apenas aquela parte do diário guardada com o objetivo de provar que Amber estaria naquela casa, colocando em prática sua travessura, e há uma boa razão para isso.

  2. Amber estaria falando a verdade, e ela sabia por que todos afirmavam que ela fez parte daquilo.

  3. Uma das coisas que Chuck disse no restaurante (além da destacada no ponto 2), de acordo com Nick, é de suma importância.

  4. As personalidades de Amber e de Barry também são importantes.

  Sendo assim, seguindo esta ordem, Chuck começou a pensar na razão de Barry querer deixar em evidência que Amber estaria lá.

  Se ele precisou fazer isso só com Amber, significa que ele sabia que, ao menos com ela, as coisas correriam de forma diferente. Ou seja, se ela não fosse estar lá naquela noite, Barry sabia muito bem disso.

  Portanto, se Barry sabia disso, significa que ele também deveria saber a razão para isso acontecer. Considerando o segundo ponto, os dois sabiam disso. Logo, os dois poderiam estar em acordo um com o outro.

  Para saber o que era isso, bastava Chuck resgatar em sua memória o que foi dito entre ele e Nick de tão importante no restaurante. Uma dessas coisas ele já sabia. Todavia, ele havia se esquecido da outra.

  Chuck, naquela segunda-feira, palpitou que talvez a besta virasse caso alguém abrisse a porta. Nick disse que era uma boa explicação, e que tornava tudo acidental.

  Porém, foi levantada a ideia de que, talvez, não fosse um acidente. Talvez, de fato, Barry quisesse atingir Ian.

  Só que, levando o quarto ponto em consideração, a forma de agir de Barry mudou quando ele soube que Ian foi atingido. Ele parecia realmente chateado com aquilo, e afirmou para Nathan que se tratou de um acidente.

  Ninguém acreditou, mas, se Barry estivesse falando a verdade, tudo faria mais sentido. O importante era entender que Barry não queria machucar Ian.

  Quando Nathan foi instalar a armadilha, ele viu que a besta deveria estar apontada para a porta, o que o fez temer que Barry quisesse acertar Ian. Barry não explicou por completo como a armadilha funcionava, porque ele esperava que Nathan seguisse todas as instruções sem questioná-las. Afinal, eles confiavam um no outro, certo?

  Amber adentrou a casa mais tarde e, mesmo vendo que a besta estava virada numa direção aparentemente inofensiva, ela imaginou que aquilo fazia parte do plano de Barry, e desconfiou da mesma maneira. Mal ela sabia que, ao mudar seu ângulo, ela só estava tornando a armadilha mais e mais perigosa.

  Bem, foi exatamente isso que Ian ouviu quando ele abriu a porta, a besta se arrastando pela mesa.

  E é mais tarde, anos depois, que a personalidade de Amber se torna um fator importante.

  Amber sempre demonstrou ser contra as travessuras do círculo. Mas ela, inevitavelmente, acabaria participando de uma, também... Bem, talvez não.

  Levando em consideração o que houve no Halloween do acidente de Ian, talvez Barry acabasse por se sentir mal por não ter sido específico em relação ao funcionamento de sua armadilha. Dessa forma, ele compensaria Amber armando a travessura dela em seu lugar. Fazia sentido, afinal eles disseram que a viram, mas nunca disseram que Barry a viu, também.

  Chuck não precisou correr por toda essa linha de pensamento para chegar até a resposta. Ele seguiu pelo caminho mais fácil e só se lembrou do que disse em relação à besta e relacionou isso à Amber sem muitos argumentos para sustentar sua hipótese. (E provavelmente também foi assim que você pensou, caso tenha acertado essa pergunta.)

  Nick, no entanto, precisou deduzir tudo isso, para que assim ele criasse uma versão (bem) menos complicada deste problema para Chuck e para você.

  Ainda assim... Isso não tira o mérito de nenhum dos dois.

  ... O problema seria se Nick tivesse perguntado o porquê da sua resposta...

  ...

– Eles viram o Barry, não eu. – Amber explicou. – Eles simplesmente souberam que eu estaria lá e “comprovaram” isso vendo alguém que se parecia comigo, mas não era eu.

– Eu imagino que Barry tenha usado suas luvas, certo? – Nick perguntou e a moça assentiu.

– É, todas eram diferentes.

– A garota que foi alvo da travessura, ela ainda mora aqui?

– Não, ela... Ela se mudou já faz bastante tempo.

– Eu entendo. Mas diga-me, Sra. Hansen, por que negar tudo isso? Por que a senhora não seguiu com o acordo dos dois e fingiu que realmente esteve lá? – Nick perguntou novamente.

– Porque... – Amber fechou os olhos e respirou fundo. – Porque eu não queria me sentir lá. Quando souberam o que houve, nós prometemos acabar com o círculo pra sempre. Eu sei que a “minha” travessura não foi a pior, mas ela foi o estopim para o círculo ser fechado. Eu me senti horrível, mesmo nunca tendo estado lá. Todos eles me culparam e ficaram muito assustados com tudo o que aconteceu, e eu não havia feito parte daquilo. Só que eu só fui negar isso depois. Antes, eu realmente segui com o acordo e fingi que estive lá. Me chamaram de louca, de maníaca e de todos os nomes... Mesmo que ninguém tenha se machucado. Eu me senti como o Barry se sentia quando nós o chamávamos assim. Então eu preferi me apegar ao fato de que nunca estive lá de verdade, mas com o preço de nunca dizer o porquê.

– É perfeitamente compreensível, Sra. Hansen.

– T-Talvez, mas... Eu ainda me sinto mal. Eu meio que traí o Barry. Detetive Howard, quando o Barry prometia algo, ele cumpria. Mas ele não precisava prometer, ele só precisava dizer que faria. Sendo assim, quando nós entramos em acordo, ele confiou completamente em mim... E eu o traí! Mesmo depois da morte dele, mesmo depois de anos e anos, eu deveria confirmar sempre que perguntassem se era verdade o fato de eu ter estado lá naquela noite. – Ela explicou. – Nós dois éramos pessoas de palavra. Hoje, só ele é... Ou melhor, foi. Tive que me sentir uma completa traidora depois que o círculo teve fim.

  ...

– Essas marcas no meu braço são do cinto dele. – Alyssa falou. – Toda vez que eu faço algo errado ele sempre bate no mesmo lugar.

  Ouvir aquilo deixava Lymia completamente estupefata. Alan já estava mais que enojado escutando como Ian foi capaz de tratar Alyssa dessa forma.

– Ele já a violentou sexualmente? – Alan perguntou e, em meio às lágrimas, ela assentiu.

– Incontáveis vezes. Eu deixei de sentir atração sexual por ele há um tempo, mas ele sempre me força quando quer. – Ela explicou. Lymia levou sua mão à boca.

– Meu Deus, isso é absurdo! – Ela falou, surpresa.

– Já é mais que suficiente, Alyssa. – Alan falou e, naquele momento tão conveniente, Ian apareceu na porta.

– O-O que está havendo aqui? – Ele perguntou, assustado. Ele pensava que quem estava na porta era mais uma vizinha velha, sem nada para fazer, mas o seu rosto mudou completamente ao ver que ele estava muito errado. – Está tudo bem? – Alan se levantou.

– Na verdade, não, Ian. – Ele pegou suas algemas. – Você está preso por violência doméstica, abuso físico, psicológico e sexual e por estupro. – Naquele momento, o mundo de Ian caiu por inteiro. Naquele momento, Ian perdeu a cabeça. – Você tem o direito de permanecer calado, e tudo o que você disser pode e vai ser usado contra você num tribunal.

– Não, espere... – Ian falou, segundo antes de mergulhar na insanidade e tentar correr na direção de Alyssa. – Você contou a eles, sua vadia imunda?!

  Alyssa se afastou, assustada, enquanto Lymia permaneceu em sua frente e Alan o segurou.

– Ela nos contou absolutamente tudo o que você fez com ela, seu demônio nojento. – Lymia falou, sem medo algum.

– Você se lembra do que eu disse a você, não lembra? Você vai morrer sem ninguém! – Ian gritou. – Sem ninguém! Ninguém vai querer uma puta como você numa cama, ninguém te valoriza tanto quanto eu! – Ouvindo aqueles insultos doentios, Alyssa choramingava.

  Aquilo atraiu a atenção de algumas pessoas na vizinhança, e Ian foi carregado até a viatura policial enquanto surtava e agia como um verdadeiro animal.

– Apodreça na cadeia, seu vagabundo desgraçado! – Lymia gritou novamente, enquanto assistia a Ian perdendo completamente o senso da realidade.

  Ela retornou até Alyssa e a acalmou.

– Está tudo bem, minha querida. Você está livre daquele diabo, livre. Acabou... Acabou.

  Alan teve que aplicar uma força imensa para colocar Ian dentro da viatura. Ian estava tão descontrolado, que ele acabou abrindo um corte na própria testa ao se debater na entrada do veículo.

  ... Se a cicatriz de uma flecha não basta, eis mais uma das muitas marcas que Ian terá de carregar para o resto de sua vida...

  Enquanto isso, Alyssa assistia àquela cena horrível e se perguntava como ela havia sido capaz de amar alguém como Ian Sherwood.

  De qualquer forma, o sofrimento havia terminado.

  ...

  E lá estava Nick, junto a Chuck e Alan, observando Ian ser interrogado por uma oficial do departamento através do espelho falso da sala.

– E você admite tê-la violentado? – A oficial perguntou.

– Tire sua roupa que eu te mostro o que é violentar. – Ian falou com um sorriso. Após rir um pouco, ele respondeu à pergunta. – Admito, e eu faria tudo de novo.

– Meu Deus. – Chuck falou enquanto o observava, assustado com o que ouvia.

– Vocês tinham que ter visto como a Alyssa ficou ao falar sobre o que ele fazia com ela. – Alan comentou. – Ele é maluco, e surtou quando soube que estava sendo preso.

– E pensar que nós falamos com ele ontem e ele parecia uma pessoa completamente diferente. – Chuck falou.

– É surpreendente notar o quanto as pessoas podem se mascarar perto das outras, não é? – Nick perguntou.

– Com certeza. – Chuck e Alan disseram ao mesmo tempo. Após perceberem aquilo, eles sorriram um para o outro.

– Cara, eu acho que a Alyssa não teria contado nada, se não fosse pela Sra. Schwarz. – Alan disse.

– Se não fosse por ela, Ian provavelmente ainda estaria em sua casa neste exato momento. – Nick falou.

– Pois é... Cara, ela é uma pessoa incrível. – Alan falou.

– Com toda a certeza. – Nick concordou.

  Após algumas perguntas, finalmente a oficial perguntou a Ian uma das coisas que Nick e Chuck mais queriam saber.

– Você, por algum acaso, teve alguma relação com os assassinatos que ocorreram recentemente? – Ela perguntou.

– Fala das abóboras na cabeça daquela gente? – Ia riu. – Não, não tive nada a ver.

  Chuck suspirou.

– E-Ele pode estar mentindo. – Chuck comentou.

– Ele não está. – Nick disse. – Se ele estivesse, provavelmente teria mentido sobre os outros crimes que cometeu, também. Ele está sendo bastante franco com tudo o que fez, então eu imagino que ele fale a verdade.

– É... – Chuck concordou com chateação.

– Eu fico muito feliz por Alyssa finalmente estar livre de Ian, mas é uma pena que ele não é quem nós procuramos. – Nick observou Ian através do espelho um pouco mais de perto. – Entretanto, eu fico muito feliz pela relação dele com o círculo. Se estivéssemos completamente certos de que Ian não estava envolvido com absolutamente nada disso, eu imagino por mais quanto tempo Alyssa teria que sofrer com a opressão e a violência de Ian.

  ...

  Na saída, Chuck e Alan andavam lado a lado, até que uma indesejável figura apareceu.

– Chuck! – Ela o chamou. – Espere aí!

  Ao olhar para trás, Aiden parecia apressado para alcançá-lo.

– A-Ah, Aiden. – Chuck falou, não muito feliz em vê-lo. – O que foi?

– Eu posso falar com você por um instante? – Chuck e Alan obviamente estranharam a pergunta. – É rápido, caramba.

– Uh... – Chuck olhou para Alan como se estivesse à espera de orientação. – T-Tá, tá bom.

– Qualquer coisa, é só me chamar. – Alan falou e lançou um olhar sério para Aiden, que engoliu em seco.

  Os dois seguiram para um lugar mais reservado.

– Então, o que você queria? – Chuck perguntou. Aiden suspirou e pôs se a falar.

– C-Chuck, eu... – Ele engoliu em seco novamente. – E-Eu... Eu queria te pedir desculpas. – Chuck esperava por absolutamente qualquer coisa, menos isso.

– S-Sério? – Ele perguntou, surpreso.

– É, cara... Me desculpa pelo o que eu fiz. – Aiden pediu novamente. Chuck pensou por alguns segundos antes de falar qualquer coisa.

– O-Olhe, você não pode só me pedir desculpas, tá? Você provavelmente só tá aqui porque o Nick pediu.

– T-Tá, em parte é verdade. Mas Chuck, eu tô falando sério... Me desculpa por ter exposto o que você sentia pelo Nick daquela forma. Eu não vou inventar nada e dizer que foi por que eu não sabia que você ficaria daquele jeito, tá? Isso não justifica o que eu fiz. Eu tô arrependido, eu juro. – Por mais estranho que parecesse, Aiden parecia que estava sendo sincero. – E-E me desculpa por ficar te menosprezando e te diminuindo. E-Eu não tenho o direito de fazer isso com ninguém, tá? – Ao ouvir aquilo, Chuck sorriu.

– Tá... Tá, tudo bem. Eu te perdôo. – Depois daquilo, Aiden sorriu, também.

– Valeu, cara. Eu prometo nunca mais fazer nada disso com você de novo.

– É bom mesmo.

– Até mais, boa noite. – Após se despedir de Aiden, Chuck se juntou a Alan novamente.

– E aí, o que ele queria? – Alan perguntou.

– Você não vai acreditar se eu te disser.

  ...

  Quando Nick chegou em casa, ele não poderia ter sido mais bem recebido.

  O jantar já havia sido feito e ele poderia descansar daquele dia... Mas aquilo estava longe de ser a melhor coisa que havia lhe acontecido quando ele chegou.

  A melhor coisa, sem sombra de dúvida, foi poder ver Alexander sorridente e alegre.

  Como se já não fosse perfeito o suficiente poder abraçá-lo e beijá-lo com todo o carinho e amor do mundo, agora Nick poderia fazê-lo sem se preocupar que Alexander fosse acabar sofrendo de outro aterrorizante pesadelo.

  Quem se importava com jantar ou descanso? Se Nick tivesse só aquele sorriso tão sincero de Alexander, ele já estaria mais que satisfeito.

  E meu... Deus... Como era maravilhoso ver Alexander tão feliz.

  Na cama, Alexander deitava com sua cabeça em cima do corpo de Nick, precisamente acima do seu coração. Enquanto isso, Nick acariciava o cabelo de Alexander e olhava para o teto. A luz do abajur já estava desligada, ela não era mais necessária.

– Nick. – Alexander o chamou.

– Hm?

– Você... Você acha que tá perto de encontrar o autor desses crimes? – Ele perguntou. – N-Não tem problema responder, sério.

  Nick pensou por alguns segundos antes de formular uma resposta.

– Honestamente, meu anjo, eu não tenho certeza. – Nick respondeu. – Você se lembra que, ontem, eu vasculhei o site onde aqueles poemas haviam sido publicados?

– Eu me lembro, sim.

– Bem, eu consegui entrar em contato com o criador dele e, se o usuário que publicou os poemas acessá-lo novamente, ele poderá me informar detalhes que talvez sirvam para localizá-lo. – Nick falou. – Ele seria o suspeito em potencial para ser o autor dos assassinatos, também. Mas, como eu disse antes para você, minha teoria é de que ele e assassino são pessoas diferentes. Nós estamos o localizando apenas com o objetivo de esclarecer alguns pontos no caso.

– Ah, sim. E-E você não tem mais nenhum suspeito?

– Bem, por enquanto, não. Caso consigamos encontrar o autor dos poemas amanhã... Ao fim do dia, eu revisarei todas as informações que adquiri e talvez eu consiga uma solução. – Nick respondeu. – Eu imagino que já tenhamos esclarecido todos os pontos realmente importantes do caso... Entretanto, eu devo ser realista ao pensar que, talvez, eu não consiga solucioná-lo.

  Alexander se sentou e encarou Nick.

– Como assim “talvez” não consiga? Óbvio que você vai conseguir. – Ouvir aquilo fez as bochechas de Nick se avermelharem. Nick sorriu para ele.

– Ah, meu anjo, você acredita tanto em mim... – Nick o abraçou profundamente.

– É claro que eu acredito. Dane-se o seu realismo... Quando você achar que não vai conseguir, Nick... Quando você não acreditar mais em si mesmo... Lembre-se que eu acredito em você incondicionalmente.

  ... E é por essa e por infinitas outras razões que Nick é tão apaixonado por Alexander...


Notas Finais


Ok, antes de ir, eu quero dizer que os próximos dois últimos capítulos sairão de uma vez, então...

Enfim, tchau. Obrigado por lerem.


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