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História Eternal - Larry Stylinson - Capítulo 7


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Capítulo 7 - SEIS - Niall


Fanfic / Fanfiction Eternal - Larry Stylinson - Capítulo 7 - SEIS - Niall

Londres

Niall era um garoto de quase dezesseis anos, nascido na Irlanda mas que morava em Londres há quase sete. Há pouco tempo, depois de pensar e pesquisar muito, se deu conta do óbvio. Ele era gay.

Sempre achou estranho não conseguir achar as garotas atraentes. As achava bonitas, é claro, mas atraentes ao ponto de tentar ter algo? Nem um pouco.
Mas ele tentou. Ficou com algumas, realmente tentava sentir algo a mais... Mas nada acontecia. Durante um bom tempo pensou que estava ficando maluco.

Mas então percebeu que não ia ver os treinos de futebol só para dar apoio moral a Louis. Ele gostava de ver os garotos correndo, de como eles ficavam bonitos com os uniformes. Sua hora preferida era no final porque os jogadores tiravam as camisas suadas.
Não se assustou tanto quando se deu conta disso, alívio era a palavra certa para o que sentiu. Só ficou um pouco surtado quando começou a ver Louis com outros olhos. Mas isso durou pouco tempo, quando pensou que para confirmar qualquer coisa teria que beijá-lo, sentiu uma repulsa. Os dois eram muito amigos para qualquer coisa acontecer.

Contar para seus pais foi fácil demais. Claro, ele estava nervoso, mas eles o aceitaram tão bem que foi como se ele tivesse falado que havia comprado uma camiseta nova. Quando chegou a hora de falar para Louis achou que iria morrer. As piores coisas passaram em sua cabeça, criou inúmeros cenários com algo em comum: Louis o tiraria da sua vida, e então ele perderia seu único grande amigo.
A ideia já passava pela sua cabeça há semanas, mas com tudo que o amigo estava lidando dentro de casa não teve coragem de contar. Seu pai era o típico homofóbico, e se descobrisse com certeza não iria deixar que eles fossem amigos.

Mas quando Troy saiu de casa e ele cuidou de Louis depois do assalto, sentiu que finalmente estava na hora. Ele era seu melhor amigo, a única pessoa que confiava plenamente, e esconder aquilo estava acabando com sua sanidade mental.
E apesar de toda sua paranóia, tudo acabou muito bem.

E agora, com as pessoas importantes sabendo de tudo, ele não ligava pra mais nada. Ele não só saiu do armário, como arrombou a porta com tudo. Quando ouvia alguém fazendo alguma piada homofóbica ou piada sobre ele, rebatia tudo com um sorriso no rosto. Alguns pediam desculpas sinceras, outros não, mas Niall não iria esconder quem era por causa disso.

Mas na sua opinião, o melhor de tudo era poder finalmente comentar com Louis sobre todos os caras bonitos e interessantes, mesmo que ele estivesse distante aquele dias.

- Tem esse garoto, que é um gato. O nome dele é Eric e ele estuda na Buxlow. A gente se esbarrou na lanchonete semana passada e passei meu telefone pra ele.

- Da escola particular. É esnobe rico ou é legal?

- Legal e gato. E nós temos conversado muito, tipo muito mesmo.

- Finalmente vai namorar.

- Não apresse as coisas - Louis deu um soquinho em seu braço - Ele me chamou pra sair na sexta e eu aceitei.

- Niall e Eric, deitados embaixo de uma árvore, se B-E-I-J-A-N-D-O...

- Você é um completo idiota sabia? Não sei como ainda sou seu amigo. Mas, preciso de pedir uma coisa. Tô cagando de medo pra ir e preciso de você lá.

- Lá onde?

- No encontro. Vai ser na lanchonete e você pode ficar sentado numa outra mesa sabe, me dando apoio moral.

- Vai me fazer sentar numa lanchonete sozinho sexta a noite por que tá com medo de ir num encontro?

- Por favor Lou.

- Nem pensar - Louis até aumentou o volume de sua voz - é seu encontro, não posso ir e ficar escondido olhando vocês dois. Além disso seria estranho pra caralho, iria me sentir um babaca vigiando o amigo.

Niall não ia desistir tão fácil. Louis podia ser teimoso, mas ele era ainda mais.

- Por favor, você é meu melhor amigo.

- Nem vem... Olha podemos fazer assim, eu te levo e te busco, mas só. Nada de entrar.

- Looouis. Não vai te custar nada ficar lá parado.

- Não Niall, não e não. Imagina se o negócio entre vocês vai pra frente e ai quando eu o conhecer ele me reconhece?  Porque com certeza ele vai pensar que eu sou o amigo louco e paranoico que estava no primeiro encontro de vocês.

- Não tinha pensado nisso... Mas então você me leva, me busca, vamos para sua casa e vai ter que ouvir falar de tudo, nos mínimos detalhes. E com sorvete.

- Combinado. Passo na sua casa as sete?

- Seis e meia. Não quero me atrasar.

*

Niall estava com as mãos suando e andando de um lado para outro. A lanchonete estava do outro lado da rua mas ele ainda não tinha tido coragem para entrar. Durante boa parte do caminho pensou em voltar pra casa e cancelar o encontro. Mas Louis praticamente o forçou a andar.

- Não sei se isso foi uma boa ideia.

- Não começa com essa porra de novo Niall.

- Mas e se ele não gostar de mim?... Ou pior e se ele for um assassino? Ele pode querer me matar, mutilar e jogar os pedaços do meu corpo pela cidade. Meu Deus, minha mãe vai ficar muito puta comigo.

- Pode calar a boca por um segundo? Você fala demais. Ele não é um assassino e não vai te matar. - Louis segurou em seus ombros - E não tem como alguém não gostar de você, só se for um grande idiota.

- Mesmo?

- Mesmo. Agora entra lá, aja normalmente e pronto.

- Agir normalmente? Você diz que sou chato quase todos os dias e...

Louis pegou sua mão e atravessou a rua praticamente o puxando. Se ele tinha conseguido irritar Louis aquele ponto era porque provavelmente estava surtando um pouco.

- Vou fingir que não ouvi merda nenhuma que saiu da sua boca. Quando estiver saindo daqui me manda uma mensagem que te encontro ok? E ai compramos sorvete, fiz um bom dinheiro semana passada.

- Eu compro dessa vez, você precisa guardar. - Niall olhou para a porta - Não tem como eu ser muito péssimo num encontro não é?

- Juro que vou arrastar sua bunda até a mesa se não sair da minha frente nos próximos três segundos.  

- Ok, eu to indo. Obrigado Lou.

- Qualquer coisa me liga. - ouviu o amigo dizer antes de abrir a porta do local e ver seu encontro sorris para ele -.

*

Contêm cenas de violência e homofobia

Niall percebeu logo nos primeiros cinco minutos que todo o nervosismo que teve foi a maior besteira. Eric era educado, tinha bom papo e muito inteligente. Os dois gostavam das mesmas coisas, e apesar dele ser rico não se gabava por causa disso.

- Ainda não consigo acreditar que não assistiu "Curtindo a Vida Adoidado"? É um clássico!

- Nunca tive vontade.

- Nunca... - Niall tentou fazer uma cara séria, mas pelo sorriso no rosto de Eric não estava conseguindo - Meu Deus, não vamos sair nunca mais, acabou tudo por aqui.

- O que você acha de vermos juntos então?

- Sério?

- Acho que nesse final de semana não vai dar porque tenho que estudar, mas no outro estarei livre.

- Combinado.

Niall disse aquilo tão próximo de Eric que quando percebeu os seus lábios já estavam nos dele. Mas ele mal teve tempo de aproveitar qualquer coisa.

- Esses viados são uma porra.

- Hey, namorados.

Niall se afastou de Eric e achou os três homens que tinham falado aquilo muito próximos. Eles eram um pouco mais velhos e estavam com garrafas de cerveja não mão. Seu instinto o avisou para sair dali o mais rápido.

- Vamos embora - Ele puxou a mão de Eric, que estava pálido -.

- Mas já estão indo? - um deles se aproximou enquanto Niall tentava pegar seu celular e puxar o Eric, que parecia paralisado de medo - Estão com medo?

Antes que Niall pudesse reagir e atravessar a rua sentiu alguém o empurrando.

- Não gosto que não me respondam.

O primeiro soco em sua boca veio, e ele perdeu o equilíbrio. Ouviu um gemido que parecia ser de Eric, mas quando foi procurá-lo viu que ele estava correndo pra longe do outro agressor.

- Parece que seu namoradinho te deixou.

Ele estava sozinho contra três caras mais velhos. Nem se tivesse muita sorte iria conseguir bater neles ou sair correndo.

O que estava atrás dele o empurrou, e antes que pudesse reagir novamente, já estava no chão. Sentiu o braço doer quando caiu, mas não pensou nisso quando colocou as mãos na cabeça, para tentar pelo menos se proteger.

Mas antes que os socos ou chutes viessem, ouviu alguns gritos. As pessoas que ainda estavam dentro da lanchonete estavam correndo na sua direção. Não demorou muito para que os três fugissem.

Queria poder agradecer cada um deles, mas só conseguia chorar. Não de dor, mas por ter tido que passar por aquilo.

***



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