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História Eternal Love - Capítulo 41


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Capítulo 41 - Capítulo 41


Nove e meia da manhã e a campainha tocava insistentemente, respirei fundo por ter sido interrompida na minha meditação e me levantei indo até a porta, hoje eu ficaria de plantão então durante o dia teria que descansar bem, abri a porta dando de cara com Kai.

Akira: Kai?

Kai: Oi Aki, tudo bem?

Akira: Sim er... entra. - falei lhe dando passagem. - O que te traz aqui. - falei passando por ele.

Kai: Que isso, não me oferece nem uma água? - eu ri de seu comentário.

Akira: Desculpe é que é um pouco estranho você vir aqui, mas já que falou, quer alguma coisa?

Kai: Estou brincando, eu tava passando por aqui e resolvi te ver.

Akira: Entendi, senta.

Kai: Não, não, obrigado, só queria saber se amanhã você está livre?

Akira: Hm, sim, estou de folga amanhã, porquê?

Kai: Tá afim de sair comigo? - e lá vamos nós. - Sem segundas intenções. - ele levanta sua mão como promessa e sorri.

Akira: Está bem, a que horas?

Kai: Te pego as sete tudo bem?

Akira: Sim.

Chun: Tia, tia, olha só o que eu fiz? - ele veio correndo em minha direção com um enorme sorriso mostrando um bolinho de chuva.

Akira: Que lindo, parece delicioso, mas foi você ou sua mamãe? - sorri

Chun: Claro que fui eu, sou um homem muito pres... pres...

Akira: Prestativo?

Chun: Isso aí! - eu ri, o garoto olhou para Kai e em segundos seu sorriso se desfez dando lugar a uma expressão fria, deve ser de família. - Tia quem é esse?

Akira: Esse é Kai, meu melhor amigo, Kai esse é o Chun.

Kai: Uh?

Akira: Ele é filho do irmão mais velho de Tomoe. - sorri bagunçando os fios dourados do menor.

Kai: Tudo bem garoto? - Kai estende sua mão em direção ao pequeno que permanece com sua frieza se recusando a pegar na mão do outro. - Er... parece que é o DNA né? - eu sorri disfarçado.

Chun: Tia, conversamos depois. - ele da as costas e volta para cozinha.

Akira: Desculpe por isso.

Kai: Tudo bem, eu preciso ir agora, te vejo amanhã. - eu assenti e o levei de volta para porta, assim que ele saiu respirei fundo.

Tomoe: Que carinha sem graça, como pode ter amigos assim? - diz atrás de mim me causando um susto.

Akira: Credo Tomoe, o que quer?

Tomoe: Nada. - Eu ia me virar mas ele me impediu, retirou meu cabelo das costas o pondo no lado. - Ele não mentiu, você realmente tem a marca.

Akira: Marca? Maldito Hayato, falei pra deixar isso de lado. - me virei rapidamente encarando os olhos do mais velho. - O que?

Tomoe: Volte antes das nove e eu não estou pedindo.

Akira: Hã? Vai controlar meu horário agora?

Tomoe: Agradeça por eu permitir que você saia, graças a essa marca tenho total direito sobre você. - sorriu vitorioso.

Akira: Não esqueça que isso serve para mim também, não se preocupe querido, não chegarei tarde. - falei irônica lhe dando as costas, mas ele segurou meu pulso me fazendo encara-lo.

Tomoe: Onde foi parar toda aquela atenção de ontem? 

Akira: Foi embora junto com minha paciência. - me soltei de seu agarre e me dirigi ao meu quarto. - Quem ele pensa que é pra me controlar? Youkai estúpido, atenção? Humpf, ele acha mesmo que vou ficar correndo atrás dele sempre? Está muito enganado Tomoe, vou partir pra próxima fase. - sorri com a ideia que se passou na minha mente desde o momento que acordei, Tomoe pode ser frio e controlado, mas o que aconteceria se eu o ignorasse e provocasse ao mesmo tempo? Isso eu descobriria depois. A noite jantei com todos e não abri minha boca para dizer nada, estava um tanto distraída, depois do jantar chamei um táxi para me levar ao hospital, chegando lá cumprimentei as garotas que estavam na recepção e alguns enfermeiros que passavam por mim, entrei na sala pediátrica designada a mim e me sentei respirando fundo, havia algumas crianças para serem atendidas e logo comecei a dar início aos atendimentos.

***

O relógio de parede marcava meia noite, do meu lado uma xícara de café quente e do outro as fichas dos meus pequenos pacientes já atendidos, até então atendi seis crianças com febre alta, provavelmente alguma virose já que estamos iniciando o inverno, decidi sair para esticar as pernas e me alongar, não é muito bom ficar tanto tempo sentada. Me retirei da sala indo até a recepção, me recostei na bancada e mexi meu pescoço pra aliviar a tensão.

???: Cansada? - diz Mya, uma das recepcionistas de plantão, cabelo curto num tom vermelho vinho, com seus 30 anos, o que não aparenta em nada, a mesma permanece em forma como uma garota da minha idade.

Akira: Sim, estou acostumada a dormir tarde mas esses dias tem sido estressantes.

Mya: Não force muito, se não se sentir bem avise, aqui pra te manter acordada. - ela me oferece uma garrafinha de energético a qual aceito de bom grado, uns quatro ou cinco minutos depois, vejo uma movimentação estranha entre os médicos e enfermeiros, corriam rapidamente para o andar de cima e isso me causou uma preocupação.

???: O paciente do quarto 202 está tendo uma parada cardíaca, vamos depressa!!! - uma das médicas diz ao passar por mim correndo junto com dois enfermeiros atrás de si, automaticamente deixei a garrafa cair de minhas mãos, meu coração deu várias batidas fortes e isso doía.

Mya: Dra.Akira? O que aconteceu? Se sente mal? - diz se pondo ao meu lado segurando meu ombro.

Akira: É... é o quarto do meu pai, eu... Eu preciso ir até lá... - falei um pouco desnorteada prestes a ir até meu pai.

???: Doutora, uma emergência, uma criança está com dificuldades pra respirar, ela se engasgou com algo, precisa atendê -la agora!!! - diz uma enfermeira vindo em minha direção apressada, olhei na direção dos médicos que corriam até meu pai, em seguida olhei para a enfermeira, mesmo com um aperto em meu peito escolhi ir com ela e ajudar a criança, corremos até a sala onde ela foi posta, e seu estado era preocupante, seu rosto estava quase roxo, a mãe da menina não parava de chorar chamando seu nome.

Akira: Tirem ela, e tentem acalma-lá. - falei para duas enfermeiras que também estavam na sala que fizeram rapidamente com que a mulher saísse. - Você segure os ombros dela, se ela se mexer pode dificultar as coisas.

???: Sim senhora! - ela acatou minha ordem de imediato.

Akira: Calma garota, isso vai passar. - falei num sussurro, o que serviu tanto pra mim quanto pra menina.

Quebra de tempo...

Saímos da sala e eu respirei fundo, levei alguns minutos para sugar uma bolinha pula-pula de sua garganta, os pais da menina que aparentava ter cinco anos correram em minha direção.

Akira: Esta tudo bem agora, ela dormiu, ela vai ficar com uma inflamação na garganta mas vou receitar um medicamento, quem poderia me acompanhar?

???: Vá, eu fico com ela. - diz o homem que provavelmente é o pai dela, a mulher assentiu e me acompanhou até minha sala.

Akira: Sente-se por favor. - ela sentou-se na cadeira a frente da minha mesa, peguei uns papéis para passar a receita do remédio. - Ela ficará um pouco rouca mas dê esse xarope a ela por duas semanas no máximo e ela ficará bem, evite dar coisas geladas, pode piorar a inflamação.

???: Obrigada doutora, fui tão desleixada.

Akira: Não se culpe, crianças são assim mesmo, só mantenha brinquedos e outras coisas muito pequenas longe dela está bem? - ela assentiu e saiu da sala, fui logo atrás dela, observei o casal saindo com a pequena nos braços.

???: Dra.Akira. - um enfermeiro toca meu ombro, lembro de tê-lo visto indo até o segundo andar junto com uma equipe de médicos, em seu olhar pude entender o que ele queria me dizer, meus olhos começaram a lacrimejar. - Lamento informar mas... seu pai acaba de falecer, sinto muito. - minhas pernas bambearam e ele me segurou sem esperar mais corri até a curta escada que levava para o andar de cima do hospital, corri pelo corredor, trombei com algumas pessoas que passavam ali, nesse momento meu coração batia forte, parei em frente ao quarto 202, exitei em abrir a porta, minha mão tremia, meu corpo inteiro tremia, tomei coragem e abri a porta meus olhos pousaram sobre o corpo do meu pai coberto por um lençol branco, me aproximei da cama cambaleando, descobri seu rosto já pálido e sem vida, foi inevitável chorar, chorei, chorei como uma criança desamparada sobre seu corpo, estava perdendo tudo que amava, naquele momento eu quis realmente... morrer.

***

Ainda era de madrugada porém já estava em casa, haviam ligado e não sei quem atendeu, provavelmente Arisu ou uma das empregadas, apenas vi o youkai entrar no quarto em que estava.

Flashback 

Fiquei abaixada do lado da cama com o corpo encostado no criado mudo alheia a tudo a minha volta quando ouvi a porta ser aberta e por ela passar Tomoe, me perguntei, porque ele estava ali? Porque me olha tão preocupado? Nesse momento ele não se lembra de mim e muito menos se importa, então porquê está aqui? Voltei meu olhar para cama já vazia, o homem que até então estava na porta se pôs abaixado ao meu lado, sua mão antes relutante tocou o alto da minha cabeça acariciando-me, tal ato me permitiu chorar silenciosamente, me aproximei inconsequente de si repousando minha cabeça em seu peito, para meu alívio o mesmo não se afastou, apenas permaneceu com sua carícia.

Tomoe: Venha, vou te levar pra casa. - sussurrou, eu nada respondi, apenas me levantei com sua ajuda, nesse momento eu devo ter desmaiado ainda pelo choque pois quando acordei já estava em casa deitada em meu quarto.

Flashback off 

Depois de acordar, tomei um banho demorado, pus uma roupa confortável e quente e vim para o sótão, lugar este que fiz de meu refúgio, já estava aqui a duas horas sentada no banco em frente ao piano encarando o nada apenas relembrando as lembranças, felizes e tristes que tive com meu pai, me pergunto se ele me ouviu enquanto estava em côma, meus dedos deslizaram pelas teclas do instrumento criando assim uma melodia um tanto triste, ouvi passos lentos vindo em minha direção e por fim o youkai sentar-se ao meu lado de costas para o piano, ele nada disse mas eu parei de tocar.

Akira: O que quer? - estava tão triste que nem mesmo sua companhia eu queria, queria ficar sozinha e sentia que iria explodir a qualquer momento.

Tomoe: Vim ver se estava bem. - diz sem me olhar.

Akira: Eu pareço bem? - sorri irônica e sem graça, meus olhos estavam pesados mas não queria dormir.

Tomoe: Você não pode se martirizar assim, sei o que está pensando. - sua voz ao mesmo tempo que me acalmava me irritava.

Akira: Oh se tornou vidente agora?

Tomoe: Não preciso ser um vidente pra saber que está se culpando e que deseja morrer. - eu nada disse, ficamos em silêncio por um longo tempo até eu falar.

Akira: Porque está aqui Tomoe? Não vê que quero ficar sozinha? Me deixe só, afinal é o que você está fazendo desde que voltei não é?

Tomoe: Eu não posso... - sussurrou. - Não posso te deixar sozinha, não posso deixar você carregar esse peso sozinha.

Akira: Tsiik, por Deus, você nem sequer lembra de mim. Eu devo estar pagando por algo, perdi minha mãe, perdi meu pai, perdi minha filha e estou perdendo o único que amo e que ainda está do meu lado. - minha voz saiu embargada, talvez devido ao cansaço, já não estava pensando em minhas palavras.

Tomoe: Você me ama?

Akira: Amo, mesmo você sendo um completo estúpido eu te amo, mas que diferença isso faz agora? Não falei isso antes e agora não vale de nada dizer. - sentia uma agonia tão grande, não parava de chorar mesmo que quisesse.

Tomoe: Eu também te amo Akira. - diz em meu ouvido, não pude deixar de ficar surpresa, virei meu rosto para encara-lo, mesmo o local estando um pouco escuro pude notar suas íris tomarem uma coloração violeta por um curto tempo para depois voltarem ao seu azul natural. - Não me peça pra te deixar sozinha, já fiz isso uma vez e não farei novamente, me perdoe por ter sido idiota com você. - ele diz colando sua testa na minha fechando os olhos, ainda estava estática sem reação alguma, ele havia se lembrado de mim? Ou estava sonhando?

Akira: Tomoe você... se lembrou...

Tomoe: Shii, falamos disso depois, minha humana precisa descansar agora.

Akira: Eu não...

Tomoe: Akira, não faça isso consigo ok? - diz me interrompendo. - Se não tem forças se apoie em mim entendeu? - assenti, ele não quis dizer isso somente no sentido literal, quis dizer que posso contar com ele, segurei sua mão e me levantei. - Sobe nas minhas costas, vou te levar pro quarto. - o obedeci, no momento que deitei a cabeça em seu ombro, fechei meus olhos e adormeci.

Senti meu corpo ser posto no colchão macio e abri meus olhos lentamente, estava em meu quarto e meu youkai do meu lado acariciando meu cabelo.

Tomoe: O que foi? - pergunta calmo.

Akira: Quando recuperou a memória? - falei um tanto sonolenta e ele sorriu nasalado.

Tomoe: Quando ligaram pra cá do hospital, tive um tipo de flashback, mas não me lembrei de tudo ainda, mas o que importa é que me lembro de amar você, desculpe por tudo que fiz.

Akira: Não se preocupe, já passou. - sorri e acariciei seu rosto.

Em um momento perco meu pai amado e em outro recebo de volta o homem que amo, não sei dizer o que estou sentindo agora, estou dividida entre a tristeza e a felicidade, mas de uma coisa tenho certeza, agora que Tomoe voltou para mim sinto que ganhei força para não desistir ainda, uma esperança em resgatar minha felicidade completa. Abracei meu youkai como se fosse algo muito precioso, o mesmo me deu um beijo casto nos lábios e retribuiu o abraço, seria um novo recomeço.


Notas Finais


E chegamos ao fim de Eternal Love, mas calma q tem parte 2 e já estou preparando ela, Eternal Love 2: War of Hearts tem como protagonista a Satori filha do nosso casalzinho, vai se passar as coisas q acontecem em sua vida e a luta interna q ela sofre entre seus dois "eus", vou postar futuramente assim que eu conclui-la, espero q ela agrade a vcs meus leitores q amo. Agradeço a todos q acompanharam E.L até aqui e favoritaram, um super beijo e até a próxima ❤


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