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História Eternal Principle - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Run


Fanfic / Fanfiction Eternal Principle - Capítulo 1 - Run

 Certo, conte até três e corra 

o mais rápido que conseguir....

      Lá estava eu, correndo de novo do meu pai, que chegou novamente bêbado em casa, e agrediu minha mãe, que me deixou preparada e me disse, conte até três e corra....

para onde? eu não sei apenas vou correr, sem olhar para trás, sem ouvir os gritos desesperados, sem ouvir os soluços pós lágrimas, e sem ouvir os pedidos de desculpas... 

    E agora vou correr, como nunca corri na minha vida, por que eu escuto seus passos perto de mim...

   Nunca deixe de correr o medo faz a adrenalina subir em minhas veias e irei fazer tudo o que eu puder, para correr mais e mais, para ter a chance de mudar minha vida, e fazer tudo o que eu sempre quis,  o que eu sempre quis é paz.... e vou fazer isso por mim, vou conquistar minha paz.

   Bom aqui estou eu, durante a noite, numa floresta, totalmente escura, no inverno para facilitar minha vida, como é irônico, nunca fui fã de caminhadas e corridas, e agora é tudo que me mantém consciente e me dá um propósito....Apenas com minha mochila, meus fones de ouvido e meu mp3, sim mp3. 

      Não foi fácil tomar essa decisão, deixar quem eu mais amei para trás, quem me escutou sempre e me deu conselhos, sobre tudo.

Não são coisas importantes que alguém vá me dar um prêmio nobel, mas ela me ouvia e ria comigo e chorava comigo, mãe... sinto sua falta... atualmente no meio da mata, em cima de uma árvore a uns quatro metros do chão, está uma garota de treze anos de idade com apenas um sueter preto, um moletom e um tênis confortável, se escondendo do pai que após assassinar a esposa, na frente da filha de treze anos enquanto ria, achou que ia ser algo saudável e legal para rir num almoço de família. Prazer meu pai, e minha vida.

 .. Patético..

  Porém acho que ele não pode ouvir meus soluços, mas escuto seus gritos me chamando e me xingando e o vejo de onde estou. 

Acabo por pegar no sono enquanto choro em silêncio. 

   Não foi exatamente confortável, porém acho que pela primeira vez desde os meus seis anos, consigo dormir uma noite inteira.

Assim que amanhece vejo logo o chão abaixo de mim, estou aparentemente sozinha novamente, não escuto ninguém, além dos passarinhos que cantam em mais um dia normal de sua rotina,  minha adrenalina logo dispara, junto com minha fome, que bom que lembrei de pegar biscoitos. Estou comendo tranquila, apesar do frio, não faço idéia da temperatura atual, porém é frio o suficiente para esfumaçar o ar quente que libero com uma respiração ruidosa. 

espero mais um tempo antes de descer da árvore, verificando todo o perímetro para assim fazer, e logo começo minha aventura, com um sorriso triste. 

Começo a caminhar tranquilamente pela floresta, sei que moro a uns cem quilômetros do centro da cidade, acho que vou ficar extremamente cansada e talvez com fome, tenho somente quatro pacotes de biscoito, agora no caso três e meio, ouço um ruído o que me faz entrar em alerta. E Logo escuto duas vozes aparentemente masculinas, falam algo sobre alces e sobre armas. Ok . assustador porém, acho que é normal, tento passar despercebida, acho que falho miseravelmente, ao ser segurada com força, meu pulso é puxado e acabo colidindo com alguém, o cheiro de álcool é muito, muito forte... não acredito que ele me achou. Mais espera... as mãos são mais pardas, e não brancas como a neve que cai no chão. 

eu olho para cima e vejo um homem de traços asiáticos, porém diferente do país local, creio que ele seja das filipinas, tem mais ou menos um metro e setenta e cinco, aparentemente forte, o cigarro recém aceso em seus dedos da mão esquerda solta cinzas que logo cai no chão derretendo o gelo recém formado com a baixa temperatura. 

Ele me puxa me levando ao segundo homem este já mais fraco aparentemente, assa um animal que julgo ser um coelho numa fogueira, com uma garrafa na mão, ao lado de uma picape azul com algumas caixas, ao lado de uma corda.

-achei ela andando pelo gelo, toda bonitinha...- Ele diz ainda me segurando com força e apontando o cigarro para mim.- O que fazemos com ela?- Ele pergunta me fazendo sentar numa das caixas da caminhonete e logo encostando nas bordas com o antebraço.

-Deixe ela andando, não temos comida para ela, e não quero cuidar de criança.- O outro diz com desdém, me olhando de cima a baixo.- Mas ela é tão lindinha, quantos anos você tem gracinha?- acho que ele se dirigiu a mim, porém não vou responder porque não sou obrigada.- Olha temos uma rebelde entre nós.

Eles me apelidaram de ruivinha e me amarraram no chão, sentada no gelo. Vejo uma garrafa quebrada a alguns metros e o por do sol se aproximando, eles engatam numa conversa um tanto esquisita, sobre prostitutas e sobre drogas, falando que tem mais algumas encomendas. 

Nojento. 

  Eles acabam por adormecer depois de beber mais algumas muitas garrafas, perdi a conta depois da décima que era intercalada entre goles divididos por ambos, decidi fazer o óbvio. 

Cortei as cordas com os pedaços de vidros, mas acabei por me cortar. 

Como não quero andar durante toda a noite dou algumas voltas para marcar passagem, e volto a caminhonete, onde há as caixas abro uma e vejo alguns coelhos, vivos, um deles ainda parece ser filhote, acho que ele cabe na palma da minha mão. Todo fofinho. A caixa é bem grande. Então entro com cuidado enquanto bebo o sangue que escapa do meu ferimento na mão esquerda, pego o filhote de coelho e me encolho com ele nos braços e adormeço, e claro, acordo com os gritos deles bravos, por terem me perdido, dois idiotas, burros ainda...

eles saem a minha procura e logo desistem, e entram na caminhonete 

seguindo caminho algumas das incontáveis horas se passam até que sinto o carro parando, e ouço os sons que imagino ser da cidade, escuto silenciosamente eles descendo e falando sobre ir ao bar que fica logo ao lado de onde estamos vejo eles se afastando pela fresta da caixa, abro depois de alguns minutos e corro novamente com o coelhinho preto nas mãos, só paro depois de muitos minutos, logo sentindo o cansaço me atingir, e então reparo, na cidade, cercada de água, parece uma província, não sei ao certo onde estou, porém sei que não devo ficar aqui, seria muito óbvio. Caso alguém vá me procurar, porém já é a noite partirei pela manhã, durmo no porão de uma casa que achei com entrada externa. E não sei o que acontece no tempo que fecho meus olhos com o coelhinho dentro de um balde de plástico ao meu lado....

                              *

     



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