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História Eternal Vow - Capítulo 2


Escrita por: e andiestop


Notas do Autor


Perdão pelo horário, mas estou trazendo o segundo capítulo depois de uma longa guerra para conseguir finalizá-lo.
Ultimamente andei meio ocupado com a escola e afins, além de um bloqueio criativo extremamente desagradável. Sem mais delongas, espero que gostem do capítulo.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Não demorou muito para que Maito levasse o príncipe e Baki até o quarto vago que havia na residência, seria o quarto de Gaara dali em diante. Assim que ambos estavam dentro do cômodo, Baki fechou a porta corrediça atrás de si, passando as orbes para o pequenino. Estava preocupado.

— Jovem mestre, você… — o homem para a própria fala ao receber um olhar risonho do pequeno, este tinha as sobrancelhas arqueadas e um meio sorriso nos lábios, como se esperasse algo. O de rosto coberto já sabia o motivo daquilo, o jovem não queria mais ser chamado pelos honoríficos. — Perdão… Gaara, você ficará bem quando eu retornar ao palácio?

O tom que o homem usava deixava claro tudo o que sentia. Havia levado o garoto até ali para que não tivesse o mesmo destino do Uzumaki, porém ainda estava preocupado no quesito “adaptação”. Não seria nada fácil para um garoto que viveu toda sua vida sendo cuidado e até mesmo vestido pelos outros ter que cuidar de si mesmo inteiramente sozinho.

O ruivinho não parecia capaz nem sequer de dar um nó decente no manto que ainda vestia, quem dirá cuidar de si mesmo.

— Baki-san, não se preocupe tanto assim comigo. Você sabe que eu sempre quis viver uma vida normal, sem ser paparicado e vigiado o tempo inteiro… Agora eu tenho isso! — o de madeixas de cores semelhantes a de um morango engole a seco, voltando a observar todo o quarto. Era bem menor do que o que tinha no palácio, porém sentia-se melhor com a falta de espaço do que com o excesso dele. Convenhamos, a atmosfera completa daquele lugar era melhor do que a do castelo. — Estou assustado com tudo isso e triste por ter feito o Naruto sofrer daquela forma, mas... Essa é a minha chance.

O homem nem sequer podia imaginar o que se passava pela cabeça e coração do menor. Ele havia perdido o melhor amigo e ex namorado, juntamente com toda a vida com a qual estava acostumado e tudo isso em um único dia. Era evidente que deveria estar sofrendo, portanto a tal chance poderia ser algo trágico?

— Chance? O que quer dizer com “é a minha chance?” — o mais alto diz após pensar no pior. Ele entenderia se o pequeno tivesse vontade de sumir do mapa e acabar com tudo, mas não podia deixar aquilo acontecer.

Viu apenas um sorriso estampar-se nos lábios tão rubros quanto os fios de cabelo do garoto. Ainda sem dar uma resposta ao mais velho, virou-se para a porta corrediça que encontrava-se escancarada, dando a visão de um pequeno jardim além do corredor de piso de madeira e algumas pilastras; provavelmente para manter a estrutura da casa de pé.

— Baki-san, você é um bobo… — uma risada soprada fora solta por entre os lábios do Kameyama, antes que este se virasse novamente para o mais alto. — É a minha chance de viver.

[...]

 

Baki já havia ido embora a cerca de duas horas e Gai mostrara toda a propriedade para o pequenino, deixando-o ainda mais encantado com tudo que havia ali. Tudo era diferente do que havia imaginado, chegava a ser ainda mais belo.

Neste momento, o de madeixas rubras encontrava-se sentado na banheira feita de madeira para banhar-se. Havia suado bastante ao decorrer do dia e aproveitava aquele momento para refletir em relação a tudo. Não conseguira derramar nenhuma lágrima desde que havia visto o loiro naquele estado, porém não sabia ao certo o motivo.

Seu peito apertava ao pensar no quanto Naruto sofrera e fora humilhado na frente de todos, além de ter perdido toda a vida que tinha pela frente, porém não conseguia chorar. Era como se tudo parecesse um pesadelo e o garoto acordaria a qualquer momento ou se fosse apenas uma enorme pegadinha. Preferia que fosse daquela forma, mas sabendo que não, apenas passou a evitar o assunto.

— Meus dedos já estão cheios de rugas… Banho tomado! — pensou alto antes de levantar-se e sair da banheira.

Com um roupão que havia sido deixado ali, secou cada membro de seu corpo, logo envolvendo-se com a peça de tecido grosso. Caminhou lentamente em direção ao quarto, no qual encontravam-se as roupas deixadas por Baki. Gaara precisava vestir roupas do tamanho certo, afinal, o tamanho das roupas de Watanabe eram mais do dobro do próprio.

Não havia sequer dado um nó no curto roupão, apenas segurava-o com as mãos para que não abrisse.

Após adentrar o quarto, passara a procurar pelas roupas; o mais velho havia esquecido completamente de avisá-lo onde as guardaria. Por fim, abriu uma das portas do armário que havia no local e nada de achar as peças, apenas o fino e bem dobrado colchão, alguns lençóis e um travesseiro. Estava certamente entrando em desespero, onde diabos estavam as roupas?

— Gaar… — o garotinho acabou por dar um pequeno pulo ao ouvir a voz de Lee vinda da entrada de seu quarto. Passou bruscamente o olhar para o rosto do castanho, o qual carregava extrema surpresa. Os olhos arregalados, a boca entreaberta e quase todo o seu rosto era tomado por uma tonalidade parecida com a que as madeixas de Gaara carregavam. — V-Você…

O de fios longos não conseguia desviar o olhar do baixinho, parecia estar hipnotizado ou em um estado de choque muito grande para controlar o foco de sua visão. O rosto esquentava ainda mais a cada segundo que se passava, assim como todo o seu corpo.

— Ah… S-Sinto muito. — após perceber que encarava o corpo do menor, Lee desvia o olhar para um canto qualquer do quarto. Até mesmo esquecera o motivo pelo qual havia ido até ali, estava realmente hipnotizado pela aparência do ruivinho. — Por que… Você não fechou a porta se estava se trocando? 

O castanho era capaz de desmaiar a qualquer momento por conta da falta de ar que passava a sentir e pelos tremores por todo seu corpo; resultados de um coração rumando os cento e cinquenta batimentos cardíacos por minuto. A respiração do homem encontrava-se extremamente ofegante, ao passo que o nervosismo e calor aumentavam. Como o jovem príncipe tinha tanto controle sobre o corpo e sentimentos do Watanabe, afinal?

— Eu esqueci… Eu quem devo pedir desculpas por não fechar a porta, não se preocupe. — a voz do rubro saira em um tom tão cheio de ânsia e nervosismo quanto o de Lee, porém este mantinha as claras orbes presas ao rosto e corpo do castanho. Estava encantado com as reações adoráveis deste e na forma em que a pele de seu rosto mudara de cor tão repentinamente. — Mas, você queria me dizer algo, Watanabe-san?

Pôde ver o homem engolir a seco assim que dissera o primeiro nome deste.

— Me chame de Lee, não é preciso ser formal… — o olhar arregalado do mais alto continuava sobre o tatame que revestia todo o piso do local. — Ah, é mesmo… O Gai-sensei queria que eu me desculpasse por ele. Ele foi em uma missão, uma aldeia foi atacada e ele precisou comparecer… Vou indo ver se o jantar está pronto...

O de madeixas negras pretendia sair do cômodo, porém teve o pulso segurado pelos frios e pequeninos dedos de Gaara. Estavam trêmulos e pouco úmidos, provavelmente por ter saído recentemente do banho. 

— Espere um pouco… Você poderia me ajudar? Eu não consigo encontrar minhas roupas. — o rubro estava envergonhado por precisar da ajuda do homem, afinal, pretendia virar-se por conta própria dali para a frente. Mas havia um porém, ele não iria conseguir encontrar nada por si só. 

Lee, mesmo que ainda hesitante, volta o olhar para o pequeno. Havia virado-se rápido demais, acabando por ter uma distância mínima do rosto de Gaara; desta vez, o que sentia parecia diferente do que anteriormente tomava conta de si. O peito, obviamente, ainda encontrava-se acelerado e os pulmões pediam por mais ar, por outro lado, sentia um calor imenso em todo seu corpo e um certo aconchego. Quero abraçá-lo.

Tentar raciocinar e parar de encarar as orbes verde-água era o objetivo do moreno, mesmo que fosse mais difícil pensar do que pôr em prática. Mas com força de vontade conseguimos fazer tudo, certo?

— Você já olhou nas gavetas? — conseguira ao menos controlar a própria voz, mesmo que saísse um pouco mais cava do que o de costume. Era um avanço para alguém que não conseguia sequer sentir seu rosto por conta da temperatura que este havia alcançado. 

— Gavetas? 

Após balançar a cabeça em negação, o rubro larga o pulso alheio, seguindo em passos arrastados até o armário, na base do qual haviam algumas gavetas. Assim que puxara o apoio de metal da primeira delas, teve a visão dos tecidos de diversas cores dobrados ali.

— O-Obrigado, Lee-san! — direcionou um sorriso tímido ao homem enquanto era capaz de sentir o rosto tomar uma temperatura elevada. 

Sentia-se ainda mais envergonhado do que anteriormente, o lugar em que as roupas haviam sido guardadas era óbvio e ele precisara pedir a ajuda do Watanabe para encontrá-las. Quem não se sentiria da mesma forma nesta situação?

Por outro lado, a visão de um Gaara tímido e com as bochechas rosadas, fora capaz de deixar o castanho ainda mais desestabilizado.

— Não a de que, Gaara. — após curvar-se de maneira mínima, finalmente saiu do cômodo, fechando a porta atrás de si.

Era capaz de sentir o próprio coração bater tão rápido que chegava a ameaçar sair pela boca e a cada passo dado, mais difícil era manter-se de pé; seus membros inferiores estavam fracos e trêmulos demais para sustentar o peso de todo o seu corpo. Caminhou lentamente em direção à cozinha, passando a sentar-se em uma das almofadas que haviam ao redor da pequena fogueira, sobre a qual era pendurada a panela.

O objeto de porcelana carregava todos os ingredientes necessários para que fosse feito um delicioso mingau de arroz, receita que Lee aprendera com a mãe antes de sair de casa em busca de treinamento. Após retirar a panela do apoio e abri-la usando um pequeno pano, segurou entre os dedos uma colher de pau, passando a remexer o que continha dentro do recipiente. Estava pronto.

Sem mais demora alguma, o rapaz de madeixas escuras levanta-se na intenção de chamar o príncipe, o qual provavelmente ainda encontrava-se no quarto, porém apenas gelou ao ter o olhar sobre suas vestes. Uma ereção no meio de suas pernas era a última coisa que o homem esperava ver, mas acabou sendo exatamente o que viu.

O que diabos é isso? Questionava a si mesmo sem conseguir pensar no motivo pelo qual havia ficado excitado, foi aí que o rubro lhe veio à mente. O rostinho perfeitamente desenhado e com tonalidades avermelhadas, um corpo torneado e com pontos de coloração parecida com a que seu rosto tomara. Aquele era o motivo.

Soltou um breve suspiro enquanto pensava em uma forma de esconder tal ereção, ou como dar um fim a esta. Seus pensamentos e planos foram arruinados assim que teve o príncipe dentro de seu campo de visão. Desta vez, tinha o pequeno corpo quase todo coberto pelas vestes, mas parecia faltar algo.

— Lee-san, poderia me ajudar de novo? — o menor dentre ambos passa a destra pela própria nuca enquanto segurava fortemente as pontas do kimono. Parecia envergonhado, assim como anteriormente.

Porém, novamente fazia sentido. 

O jovem de fios pouco assanhados não conseguia vestir-se por conta própria. Pôr o kimono em si não era uma tarefa difícil, mas o pequeno não era bom com nós, muito menos quando estes deveriam ser dados em suas costas. Desta maneira, vestia apenas o enorme manto branco enquanto segurava com a canhota o pedaço de tecido que deveria ser utilizado como um cinto.

Watanabe engole a seco antes de afirmar com a cabeça.

— Não conseguiu se vestir, majestade? — o homem usara um tom brincalhão enquanto rumava o pequenino. Mesmo tentando manter o tecido do próprio kimono longe do saliente volume, não desperdiçaria uma chance de aproximar-se do pequeno.

Este apenas formava um pequeno bico nos lábios, parecia não estar muito contente com a piada que fora direcionada à si.

— Oy… Dar nós não é tão fácil assim, está bem? — o menor dentre ambos cruza os braços enquanto desvia o olhar emburrado para algum ponto qualquer do cômodo. — E esquece, não preciso mais da sua ajuda. 

O de madeixas ruivas nem sequer esperara por uma resposta vinda de Lee, apenas dera as costas para este pretendendo retornar ao quarto.

Porém, não esperava pelo acontecimento seguinte: a pequena faixa de tecido cinza fora arrancada de seus dedos e passada pela frente de seu corpo, posicionando-se na cintura. Watanabe tinha suas extremidades nas próprias mãos, por meio das quais puxara o corpo de Gaara para mais perto de si. 

— Não fique bravo, eu estava apenas brincando! — o de madeixas negras dissera antes de soltar uma risada por entre os lábios e deixar que um sorriso continuasse estampado nestes. — Fique parado para que eu possa arrumar.

O pequeno não dissera nenhuma palavra, apenas assentiu com a cabeça, voltando as orbes arregaladas para os próprios pés. Aquilo o havia surpreendido. Mas não era algo ruim, pelo contrário, havia gostado.

Ter o homem o puxando pelo quadril havia feito o garotinho sentir-se bem, mesmo que fosse por meio de uma fita de tecido, tais sensações eram novas e estranhamente agradáveis. 

Podia sentir as mãos de Lee moverem as extremidades do tecido de maneira suave, até que um aperto fora deixado ali. Havia finalizado o laço nas costas do garoto um pouco mais apertado do que o rubro expectava por conta de tal fato, o pequeno acabou por soltar um baixo arfar entre os lábios. E voilá, mais um gatilho para que o falo de Lee latejasse.

— Êh… — o castanho tentava pensar em algo que lhe tirasse da situação vergonhosa, ou apenas quebrasse o nervosismo de ambos. — Eu fiz mingau, por que não vamos comer?

[...]

A missão de Gai parecia demorar mais do que o esperado, porém não significava algo ruim, pelo contrário. Uma única semana foi o suficiente para que o jovem Lee e o pequeno príncipe se aproximassem e se tornassem quase inseparáveis; não havia se passado muito tempo, mas fora mais do que o suficiente.

Passavam por algumas dificuldades, como ereções repentinas, gay panics ou coisas do tipo? Com toda a certeza, porém nada que não pudesse ser resolvido.

Gaara acabara por assustar-se ao ter os próprios fios assanhados pelos dedos de Watanabe. Estava distraído demais observando os peixes nadarem pelas águas transparentes do enorme rio que havia dentro da propriedade para notar a aproximação de Lee, o que explicava o susto. Direcionou de maneira brusca o olhar para o rosto deste, no qual um sorriso era estampado.

— Lee-san, você quase me matou de susto… — o pequeno diz levando ambas as mãos até o peito, podendo sentir as aceleradas batidas de seu coração. 

— Desculpe, Gaara. Mas hoje é o dia de regar as plantações e eu preciso da sua ajuda!

Gaara sempre odiou exercícios físicos, de simples caminhadas até levantamento de pesos, nunca sequer imaginara que ficaria feliz com uma notícia daquele tipo. Porém, o motivo para tal felicidade era óbvio. O ódio que sentia em relação ao cansaço que permaneceria em seus músculos não era nada comparado à alegria que o Watanabe o fazia sentir apenas com olhares ou piadas sem graças.

Sem demora alguma, o de fios compridos estende a destra para o menor levantar-se e este apenas aceita a ajuda.

Lee explicara tudo o que o pequeno deveria fazer sem nenhuma dificuldade. Portanto não demorara muito para que o rubro se encontrasse carregando um longo galho de árvore sobre os ombros, nas pontas do qual haviam dois baldes de água. Graças ao peso que carregava sobre si, os passos que dava em direção à enorme área de plantação eram quase tão lentos quanto a movimentação de uma lesma. 

Aquilo era pesado demais para alguém que nem sequer se levantava sozinho da cama.

— Gaara-san, vamos lá… Ou eu vou acabar ganhando de você nisso também! — a fala do moreno tinha a intenção de incentivar o rubro, e parecia funcionar de certa forma.

As orbes claras do Kameyama brilhavam enquanto tinha a visão de um Watanabe repleto de gotículas de suor enquanto levantava aquele galho sem aparentar qualquer dificuldade. Podia ver claramente os músculos do homem através do kimono verde, o que fora capaz de causar certas cócegas no ventre do pequeno, algo como se borboletas voassem em seu interior

— Eu não posso deixar isso acontecer! — a resposta foi dada em um tom alto e carregado de animação. 

Desta forma, o de madeixas vermelhas continuou com os passos arrastados, porém esforçava-se para acelerá-los o máximo possível.

Enquanto molhavam os pequenos brotos espalhados pela propriedade, permitiam-se provocar um ao outro com piadas como “regarei mais plantas do que você” ou “você não consegue me vencer”, passando até mesmo a jogar água um no outro.

Dentro de algumas horas, foram capazes de finalizar a tarefa e finalmente sentar-se à beira do rio novamente. As orbes do rubro brilhavam com a vista do sol se pondo ao longe. Era algo lindo de se ver, mas por algum motivo, Gaara se sentia muito mais feliz do que dias atrás.

Já havia visto o nascer e pôr do sol juntamente ao Uzumaki ou até sozinho diversas vezes, porém naquele momento não conseguia explicar o motivo daquilo. Seu coração tinha batidas lentas e fortes, um calor aconchegante tomava conta de todo o seu ser e o sorriso era algo impossível de ser desmanchado. Podia não ter certeza absoluta de nada, porém não era idiota. Lee é o motivo.

Todas aquelas sensações novas e gostosas. Finalmente havia encontrado o que tanto procurara, o verdadeiro amor.

— Lee-san… — chamou a atenção do homem e aguardou até que tivesse o olhar deste em seu rosto. Após engolir a seco, apoiou a cabeça em um dos largos ombros do castanho, aconchegando-se ali. — Obrigado por tudo.

Nada mais foi dito. Nem Gaara e nem Lee tinham coragem para dizer algo.

Watanabe sentia o próprio coração bater tão forte quanto batiam os tambores oferendas para deuses, porém ainda assim sentia certo alívio. Talvez fosse devido ao primeiro toque de ambos os corpos, era diferente de todos os surtos já vividos.

Ao passo que o ritmo dos batimentos cardíacos aumentavam, Lee parecia entrar em desespero. Pensava na possibilidade de algo a mais acontecer naquele momento, algo como um beijo ou mais erótico; não sabia ao certo como reagir. Desta forma, apenas voltou o olhar para as águas à sua frente. Precisava fazer algo para acalmar-se.

— Gaara-san, eu vou entrar no rio, você vem? — sem aguardar uma resposta, o castanho apenas levantou-se e tornou a desfazer-se das próprias vestes, parecendo esquecer completamente da presença do pequeno ali.

Com o nervosismo tomando conta de si, apenas correu até as águas e mergulhou em meio a estas, escondendo-se por completo.

Por outro lado, agora era Gaara quem estava desesperado. A expressão exagerada deixava claro o quão surpreso encontrava-se e a tonalidade de suas bochechas era outro fator impossível de ser anulado. O que havia acabado de ver? O corpo de Watanabe havia conseguido superar a imaginação do miúdo no quesito músculos, era tão musculoso ao ponto de parecer capaz de levantar uma árvore gigantesca sozinho.

Ao longo das costas e braços, haviam diversas cicatrizes, algo de se esperar de um verdadeiro ninja. 

— O que…? — o questionamento saíra como um sussurro.

Por estar em um certo desespero, levou o olhar até as próprias coxas, o que acabou deixando-o ainda mais desesperado. Estou duro…?

[...]

Os nós dos dedos da canhota do rubro encontravam-se brancos, afinal, não parava de apertar os lençóis que o cobriam. O que estava acontecendo naquele momento? Em um rápido resumo, o príncipe conseguira acalmar-se após um banho relaxante, porém a imagem que vira durante o fim de tarde não parava de voltar em sua mente, resultando em ereções indesejadas.

Era por volta da meia noite e meia quando o pequeno decidiu que tentaria aliviar-se sozinho, porém já haviam se passado trinta minutos em que movimentava a destra ao redor de seu falo e nada fazia-o chegar ao ápice. Apenas sentia a própria glande latejar e pulsar constantemente. 

— Ah… Por que não está funcionando? — choramingou formando um bico com os lábios.

Não conseguia mais sequer encostar em sua intimidade sem que tivesse os olhos cheios de lágrimas. Estava doendo demais para continuar com os estímulos, quem dirá para apenas deixar daquela forma e dormir; qualquer movimento o faria acordar.

Sem ter outra opção ou controle de si, o rubro, após arrumar a parte inferior do pijama, apenas levantou-se e caminhou até o exterior do quarto.

Analisou toda a casa com o olhar e fora capaz de encontrar o Watanabe apenas por um simples fator: a luz de uma vela, da qual vinha a única luminosidade de toda a residência. Em passos largos, rumou à pequena varanda em que o homem encontrava-se e aproximou-se deste. Lee estava sentado lendo algo parecido com um pergaminho.

— Oh, Gaara-san, eu pensei que você estivesse dormindo. — a voz cava saíra em um tom descontraído, o qual logo deu lugar para um repleto de preocupação ao ter a visão do rosto corado e olhos marejados do rubro. — Você está bem? Aconteceu algo?

Com o lábio inferior preso entre os dentes, Kameyama negou brevemente com a cabeça.

O castanho não sabia ao certo à qual pergunta aquele balançar de cabeça se referia, porém apenas retirou os papéis do próprio colo e abriu os braços para o pequeno. Estava chamando-o para sentar-se ali. O príncipe, por outro lado, hesitava; não conseguia controlar-se.

— Gaara-san, eu estou aqui para lhe aju… — a fala do mais alto fora cortada.

Uma expressão surpresa tomara conta de seu rosto, afinal, Gaara havia parado de segurar as próprias mãos em frente ao quadril e revelado a própria ereção. Não sabia como reagir e nem ao menos conseguia, já havia imaginado o pequeno daquela forma, porém nunca tivera alguma esperança de que fosse viver um momento daquele.

— Eu… Eu preciso da sua ajuda, Lee-kun. — o ruivo falava com um tom baixo e um tanto choroso. Estava doendo cada vez mais. 

Com ambas as mãos, segurou nas extremidades de um elástico e os puxou, desfazendo o laço que segurava o pijama vestido por este. Sem muito esforço, levou as próprias vestes ao chão e agarrou os cotovelos, estava tímido por expor seu corpo daquela forma, mas não tinha outra alternativa.

Watanabe ainda encontrava-se impressionado com tudo aquilo, porém ficou ainda mais ao notar o estado em que o pênis de Gaara encontrava-se.

A glande tinha uma tonalidade avermelhada e encontrava-se completamente inchada, parecia poder explodir a qualquer momento. Levou a própria destra em direção ao membro do pequeno na intenção de segurá-lo, entretanto, parou a si mesmo ao notar o rubro afastando-se.

— Não toque nele… Está doendo muito. 
Tal fala acabara por deixar o castanho confuso.

— O que? Como eu lhe farei gozar sem tocá-lo? — recuou a mão que tocaria o falo alheio e passou a coçar a nuca com esta. Estava realmente confuso.

Em um movimento rápido, Gaara agachou-se ao lado do moreno e afastou as pontas do kimono que este vestia. Assim que tivera a visão do pênis rijo do mais alto, acabou por arregalar os olhos. Já esperava que fosse grande, porém era maior do que o imaginado.

— Você já fez sexo antes, certo? — a voz suave do ruivo soou próxima ao ouvido de Lee, causando neste arrepios ao longo do corpo. O pequeno acabou rindo fraco ao ver o homem desviar o olhar, era virgem. — Ótimo, então serei o seu primeiro…

Após passar uma perna para cada lado do quadril alheio, o pequeno puxou uma das mãos de Watanabe até que estivesse próximo ao próprio rosto. Fez com que este deixasse apenas dois de seus dedos de pé e os abocanhou.

Passou a sugá-los e acariciá-los com a língua como se estivesse beijando a pessoa amada. Mas que bela visão para o de madeixas longas. 

— Acabei de lubrificar os seus dedos, agora você terá que me preparar… — Kameyama dizia aquelas palavras como se fossem utilizadas em seu dia-a-dia, mesmo que tivesse acabado de deixar o castanho completamente confuso. — Não se preocupe, eu direi como deve fazer.

Guiou a destra de Lee até as próprias nádegas, empinando-as ao extremo ao ter os grandes dedos pressionavam sua entrada. Lee apenas deixava que o ruivo fizesse o que bem entendesse, queria ajudá-lo e, de quebra, alimentaria seu voyeurismo com aquela visão esplêndida.

Gaara pediu que seguisse fazendo movimentos de vai e vem e os intercalasse com movimentos e tesoura. Desta forma seguia sendo feito.

O rubro prendia o lábio inferior entre os dentes, enquanto sentia seus olhinhos encherem de lágrimas, acontecimento devido ao excesso de prazer. Lee, tendo certeza de que o príncipe se agradava com os movimentos feitos por si, passou a língua por um dos mamilos alheios, enquanto segurava firmemente a fina cintura do pequeno.

— Lee-kun… Não toque nos dois ao mesmo tempo. Eu vou acabar… Ugh. Gozando. — a fala foi solta entre diversos grunhidos e gemidos. Estava segurando-se o máximo que podia para não soltar nenhum som mais alto.

— Eu quero fazer o meu príncipe gozar, não era isso que você queria? — a voz cava de Lee fazia cócegas pela pele sensível de Gaara. Logo prendeu o mamilo eriçado do garoto entre os dentes, fazendo-o soltar mais um gemido, agora arrastado e em um volume elevado. 

Os longos dedos alheios continuavam a movimentar-se, cada vez mais rapidamente, dando ao rubro sensações ainda mais intensas do que as sentidas anteriormente.

— Não… Eu quero ter você dentro de... — nem sequer foi capaz de finalizar a própria frase. Seu membro arremessava todo seu líquido para fora, melando o abdômen de ambos, enquanto soltava um alto e descontrolado gemido.

As vestes de Lee já encontravam-se desarrumadas, deixando seu peitoral à mostra.

Pelo recente orgasmo, Kameyama passava a sentir uma certa fraqueza ao longo de seus membros, contudo, não era o suficiente. Baixou o olhar até que este encontrasse o falo ereto do parceiro e segurou-o de maneira repentina. Watanabe apenas fechava os olhos, não podia e nem ao menos queria pará-lo.

— Lee-kun, já pode colocá-lo dentro. — as palavras sendo ditas de forma pausada por conta da respiração ofegante do pequeno parecia atiçar o castanho ainda mais. Não foi preciso nenhuma insistência para que o de fios longos assentisse com a cabeça.

Com a canhota, Gaara passou a posicionar o membro alheio na própria entrada, descendo lentamente o quadril. 

O lábio inferior ardia ao passo que aumentava a força posta contra estes, sentir seu interior ser preenchido com o pênis de Lee era doloroso, porém de uma forma boa. Afinal, o prazer que sentia era superior a qualquer dor. Acabou por soltar alguns gemidos baixos e abafados enquanto o castanho começava a mover-se dentro de si e a dispersar selares por seu peitoral.

— Onde você aprendeu tudo isso, meu príncipe? — como um sussurro, questionou o ruivo, o qual passava a remexer o quadril como reboladas completamente desajeitadas. Estava louco por mais contato.

Gaara não conseguia ter um raciocínio decente, nem sequer formular uma frase completa. Havia gozado recentemente, portanto todo seu corpo encontrava-se extremamente sensível, ainda mais enquanto sentia sua próstata ser surrada pela glande de Watanabe. Desta maneira, apenas disse palavras dispersas e sem muito sentido.

— Não quer me dizer? — apenas um estalo ecoou pelo local aberto após a fala do castanho. Um tapa havia sido deixado em uma das coxas do pequeno. 

Com as orbes repletas de lágrimas, o rubro apenas soltou um choramingo por entre os lábios, intensificando os movimentos de seu quadril. 

— Foi o Naruto… Ele me ensinou. 
A expressão de Lee tomara um ar sério, como se estivesse bravo ou algo do tipo.

Em um movimento brusco, o maior dentre ambos deitou o corpo pequenino no piso de madeira assim que retirara o membro do orifício deste. Gaara pretendia reclamar ou pedir para que Watanabe continuasse com os movimentos anteriores, porém apenas calou-se ao ter uma de suas pernas levadas até o ombro deste. 

O joelho direito apoiado em um dos largos ombros do castanho, a perna esquerda distante do próprio corpo, uma entrada livre e um falo pulsante; era desta forma que ambos encontravam-se neste momento. Lee não hesitara nem por um segundo, apenas entrara no interior de seu pequeno novamente, mesmo que sem aviso prévio.

Pousou as fortes mãos na cintura pálida do príncipe, puxando o corpo deste para si a cada estocada, fazendo destas cada vez mais profundas e violentas. Ambos estavam perto de seus ápices, porém o mais alto não esboçava nenhum cansaço.

— Você… Lee-kun, está muito f… Fundo. — as palavras saíam de seus lábios como as lágrimas caíam de seus olhos. Estava intenso demais, porém não era ruim.

— Me desculpe, meu príncipe… Mas não posso me segurar mais. Achou que eu gostaria de saber como o seu ex fez isso com você? — a expressão do castanho expressava certa dor. Não parecia realmente ter gostado de imaginar a cena.

O de fios avermelhados apenas segurou as laterais do rosto de Lee com as mãos, deixando suaves carícias ali. 

— Não fique com ciúmes. Agora eu tenho a ti… Não pare, me faça seu novamente. — Gaara tinha a intenção de acalmar o outro emocionalmente, porém parecia ter despertado ainda mais seu desejo.

Ver a expressão lasciva de seu príncipe não havia ajudado em nada.

Ao passo que os movimentos do de fios escuros ficavam mais rápidos, ambos sentiam seus ápices mais próximos. Todo o corpo do Kameyama tremia, assim como o alheio. Mais uma, duas, três estocadas. Não podiam mais segurar. 

Logo todo o abdômen do ruivo encontrava-se repleto do líquido esbranquiçado e o pequeno podia sentir seu interior ser preenchido pelo gozo quente de seu parceiro.

— Agora… Sou inteiramente seu.


Notas Finais


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