História Eternamente - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Egípcia
Tags Nefertari, Os Dez Mandamentos, Ramsés
Visualizações 5
Palavras 965
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Oiiiii! Espero que apreciem esta Fanfic.
Gostaria de esclarecer uma questão: eu sou a antiga LuciAlves, autora de Believe.
Então se alguém leu Believe, gostaria de pedir desculpas, pelo desaparecimento da fic, mas a minha antiga conta sumiu. 😢

Capítulo 1 - Capítulo I


Eternamente

As águas do Nilo corriam calmamente, junto delas vários peixes das mais diversas espécies seguiam a corrente, alguns destinados a alimentar os crocodilos sagrados. Um destino incerto, assim como o da jovem princesa Annipe, a filha primogénita do faraó. 

Mas é isso que a vida é, um caminho de incertezas e incerto. Um caminho moldado pelas nossas escolhas e atitudes. 

Embarque nesta história e venha conhecer a história da princesa Annipe, seu pai, o faraó Ramsés ||, a rainha Nefertari, e muitos outros…

 

As águas do Nilo corriam calmamente, junto delas vários peixes das mais diversas espécies seguiam a corrente, alguns destinados a alimentar os crocodilos sagrados. Um destino incerto, assim como o da jovem princesa Annipe, a filha primogénita do faraó.

Foi aquele rio que levou a vida de sua amada mãe, Maya, a filha do sumo-sacerdote e primeiro profeta de Amon. Ela possuía riqueza, beleza, um grande título de nobreza, era a Princesa do Egito, a filha de Ramsés || e nem assim conseguia se sentir plena e feliz.

- Sua Alteza! – a voz afobada de dois soldados de dois soldados soa – Pelos deuses, senhora, ficamos preocupados. – garante Bakemut.

Annipe revira os olhos entediada – Pois não é necessária tanta preocupação, soldado. – rebate a princesinha arisca – Podem me esperar aqui, só se aproximem se eu chamar. – manda e caminha graciosamente até as margens do rio sagrado, pegando um papiro e suspirando, ao atirar o mesmo para o rio. – E lá vai mais um papiro. – murmura tocando com as pontas do pé na água fria. – Tenho que ir, mamãe. Amanhã estou aqui de novo. – promete antes de voltar para perto dos soldados e suas servas – Vamos, a coroação é daqui a pouco.

--

O jovem faraó abraça a única filha de oito anos, um sorriso idêntico no rosto de ambos. Annipe, sem dúvidas, era a maior riqueza que Ramsés possuía. Muito mais valiosa que seu trono ou riquezas correspondentes. – Está belíssima, Annipe. – elogia o faraó fazendo a filha sorrir feliz – Está a gostar da festa? – pergunta curioso.

Annipe assente rapidamente – Muito, papai. Gahiji fez doces maravilhosos. – diz contente e o faraó ri baixo, a filha podia ter parecenças com Maya, mas era a cópia do faraó em criança. 

- Não abuse das guloseimas, Annipe. Se sua avó e sua tia descobrem que você tem assaltado a cozinha real... – o faraó alerta sério.

Annipe sorri sapeca – Elas não vão saber, papai. – diz piscando para o pai que entende o recado retribuindo a piscadela risonho – Vão provar mais doces, já volto. – avisa e desce os degraus, desaparecendo por entre os convidados.

Ramsés leva a taça com vinho aos lábios apreciando o sabor da safra exclusiva. - Henutmire, minha querida irmã! – exclama ao ver a princesa se aproximar. 

- Soberano! – a filha de Seti o reverencia com um sorriso no rosto – Onde está Annipe? – questiona arqueando a sobrancelha.

- Aqui, titia! – a pequena princesa surge do lado oposto da tia, a boca ligeiramente suja de doces. – Fui provar os biscoitos. – diz sem graça e tenta limpar a sujeira, acabando por deixar cair um pouco do recheio do biscoito no vestido. – Ops! 

Os olhos da mais velha se arregalam de choque, a sobrinha não estava apresentável o suficiente, pelo menos, não para um evento como aquele. – O que você fez com seu vestido, Annipe? – questiona incrédula e a sobrinha sorri sem graça – Venha, minha querida, vamos trocar esse vestido. – pede puxando a sobrinha para fora da festa discretamente.

Ramsés que já estava alheio à irmã e à filha conversava com Disebek e Paser, mesmo que suas atenções estivessem em uma certa nobre, Nefertari. – Nefertari vai mesmo para Waset, Paser? – pergunta subitamente.

O sacerdote assente orgulhoso – Irá sim, soberano. Inclusive está neste momento com a grande sacerdotisa de Amon. – ressalta e veem a jovem acompanhada de uma outra mulher, ambas sorriam e conversavam baixo.

- Sua noiva chega em breve, soberano. – lembra Disebek sorrindo de canto – Todos dizem que é uma moça encantadora. 

Ramsés concorda sem muito interesse - A futura rainha deve ser perfeita, Disebek. Mas sobretudo, espero que Annipe a aceite. – confessa e sorri na direção da filha que acabava de entrar com a tia. – Não quero que minha filha cresça em um ambiente desagradável. 

--

A pequena princesa abraça Nefertari com lágrimas nos olhos – Não vá, Nefer, por favor. – pede com a voz embargada. 

A jovem respira fundo se abaixando para ficar da altura da princesa – Eu tenho que ir, princesinha. – diz emocionada e Annipe nega – Não torne tudo mais difícil, Annipe. – pede e a menina a abraça novamente com lágrimas correndo – Nós vamos nos ver nas festas mais importantes e você pode me ir visitar quando crescer.

Annipe limpa as lágrimas – Você vai embora como a mamãe. – diz chorosa e Nefertari nega tentando não chorar – Vai sim, você também vai embora.

Nefertari segura as mãos da princesinha – Eu continuarei no Egito, princesinha. E você pode escrever para mim. – ressalta limpando as lágrimas da mais nova com carinho. – Eu prometo que responderei o mais rápido que conseguir. E quando vier aqui a Pí-Ramsés nas cerimónias em honra de Amon, iremos jogar Senet.

Annipe sorri os olhos voltando a brilhar – Promete? – a mais velha assente – Então vou esperar ansiosa. – promete e se afasta de Nefertari – Tenho um presente! – avisa e pega uma caixinha de ouro das mãos de Karoma.

Nefertari abre a caixa e sorri encantada – São lindos, princesinha. Obrigada. – agradece e Annipe sorri antes de a abraçar rapidamente e sair da sala do trono com Karoma.

- Annipe gosta muito de você. – a voz do faraó soa e a nobre assente - Você vai fazer falta, Nefertari. – garante antes de a abraçar fortemente – Não vá.

- Eu preciso ir. – sussurra ela respirando fundo e ouvem as portas da sala do trono se abrirem – Até breve, soberano.


Notas Finais


E então o que acharam da princesa Annipe? Estou ansiosa pelos comentários...


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