História Eternidade (Norminah) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Fifth Harmony, Norminah
Visualizações 112
Palavras 1.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Presente e passado


Andar pelas ruas de Miami ainda é assustador, de uma forma boa, na verdade estar no ano de 2017 é assustador para Normani Kordei, a mulher de pele negra e cabelos cacheados que caíam até o meio da sua costas, olhos negros e penetrantes que hora alguma mudavam de tom, com vinte e seis anos, ou pelo menos era isso que aparentava, sempre achou o mundo moderno tão espetacular, foi difícil se acostumar com as mudanças de costumes, viver uma vida leviana não era problemas para ela, pelo menos assim foi depois que seu marido faleceu. O homem que fazia tudo por ela, o homem que a amou até seu último suspiro, não imaginou em como a mulher era persuasiva, fazia tudo, extremamente tudo para ter o que queria, e esse fato lhe trouxe até ali, levou a mulher para o ano de 2017, pois sua idade real era de cento e noventa e três anos, esquisito? Sim! Então vamos aos fatos sobre a linda morena que por onde passa chama atenção, não sendo diferente agora, andando em direção ao parque que sempre vai para observá-la, aquela mulher, aquela loira que nem ao menos sabe o nome, nunca se falaram, mas a eterna vai todas as tarde observá-la entregar flores para todas as pessoa daquele parque, seja quem for aquela loira, Normani a admirava não só por sua beleza, mas por sua alegria, sua emoção em fazer outras pessoas sorrirem, mas ela nunca poderia amar aquela mulher, ou melhor, nunca poderia deixar ser amada por aquela mulher, porque a morena não aguentaria enterrar mais ninguém, ela não suportaria perder mais ninguém. Maldita maldição, maldita bruxa! Mas a quem queria enganar? Maldito era o seu egoísmo, maldito era a sua falta de bom senso, e por eles estava ali, sentada naquele banco de praça, observando aquela linda mulher, deixando derramar uma lágrima e assim estavam sendo suas tardes nos últimos três meses, desde que chegou da França, lugar onde só conseguiu sair agora, pois sabia que se continuasse ali, nunca mais viveria em paz, nunca poderia ser feliz, mas ela sabia, ela tinha certeza, nunca seria feliz.

- Maldita maldição.


[...]


(França, 1850)

- Como podes me dizer não? Sabes que nenhum homem me diz não. Quem pensas que és?

- Senhora Kordei, perdão, mas eu sou casado, eu não posso trair a minha mulher.

- Besteira, ela nunca saberá. – Normani chega perto do homem, mas ele recua. – Você insiste em fazer isso? É isso mesmo que vais fazer?

            O homem abaixa o chapéu e nada diz. Sabia que poderia estar assinando seu atestado de morte. Sua patroa era conhecida por sua crueldade. Depois da morte do marido, a morena tomou conta dos negócios. Claro que a família do homem tentou fazer algo contra, uma mulher não receberia tamanha fortuna e ficaria no comando de tantas terras, mas quem ousou desafiar Normani, acabou acordando no dia seguinte com a boca cheia de formigas, quando não acontecia coisas piores.

- Saia daqui Henry, saia daqui seu bastardo, e saibas que isso não ficará assim, saibas que eu não vou deixar isso barato.

            A irritação da mulher e o medo do homem eram visíveis, mas o que fazer, ele amava sua esposa, ele idolatrava sua esposa e sua filha nunca poderiam fazer isso com elas. Depois do moreno sair, esse que tinha seus trinta anos, corpo atlético devido ao trabalho no campo, olhos claros, apesar das roupas sujas, chamava a atenção das mulheres e isso incluía a poderosa Normani Kordei. Depois que ele saiu, a morena chama seu homem de confiança, um mercenário que vendeu a sua lealdade para a milionária.

- Quero ele morto.

 - Senhora...

- Hoje, quero que ele se humilhe para mim, quero que ele sofra, ninguém me diz não, Arin, quero aquele homem morto e sua família verás sua morte.

- Entendido. – Ele ia saindo.

- Espere, eu vou com você. Ele mora em uma pequena vila, vamos entrar na casa. Não faça mal à esposa e filha, quero apenas ele morto.

- Sim senhora, no começo da noite agiremos.

            Então ele sai para falar com seus homens. Normani respira fundo e olha pela janela, aquelas terras, muito além da extensão da sua visão, tudo era dela, apenas dela, só dela. Quer dizer...

- Mamãe...

            A pequena garotinha com seu lindo vestido amarelo entra na sala. Victoria Kordei foi o presente que seu marido deixou. A pequena tinha apenas quatro anos, quando o pai morreu ela tinha um ano, nem lembra dele, mas a mãe sempre falava do homem.

- Hey, olha você, está linda.

- Você disse que ia brincar comigo e não foi.

- Desculpe-me princesa, mas a mamãe precisa trabalhar, cadê a Evelyn?

- Ela está fazendo minha papinha. – A garotinha de cabelos escuros já estava sentada no colo da mãe. Essa que usava um lindo vestido marrom.

- Ok, hoje a mamãe terá que sair, mas eu juro que amanhã passarei o dia com você, combinado?

- Certo, mamãe. 

            E assim sai correndo. A morena respira fundo e sorri, aquele era seu verdadeiro tesouro, aquela era a sua vida, aquela garotinha sempre lhe traria felicidade e sorrisos.


                           **


- Não, não por favor!

             A mulher sentada no canto da casa implorava pela vida do marido, ela segurava com força a filha de seis anos.

- Eu disse a você Henry, era simples, nem precisava dizer nada a ela, era bem simples.

- Você é um monstro. – E mais uma vez sente o soco em seu rosto, Arin era fiel ao dinheiro da sua senhora. – Por favor, mate-me de uma vez, mas as deixe em paz.

- Eu não vou fazer mal a elas, meu problema é com você, espero que para onde você vá, aprenda a respeitar os mais fortes Henry.

            E assim o som de tiro foi ouvido, o maldito som que definiu a futura vida infeliz da morena, se ela soubesse as consequências daquilo, se ela pudesse imaginar.

- NÃO, NÃO, NÃO!

            A mulher e a filha correm para perto do corpo do homem, as duas choravam, a pequena loirinha não entendia, mas sabia que seu pai estava morto, sabia que nunca mais veria o rosto do seu papai.

- Acabamos aqui senhora, podermos ir. – Arin fala ao chegar perto de Normani, não tinha nenhum tipo de emoção em seu rosto, apenas queria sair dali, aquilo para ela era patético.

- Você... com você pôde? Com consegue dormir à noite? – A loira chorava desesperada encarando a morena. – Você é um monstro, e como tal deve sofrer pelo resto da sua vida, uma vida só não será o bastante para te fazer pagar, eu te condeno, eu te condeno a viver muitas vidas na solidão, você vai enterrar todos os seus entes queridos, vai chorar e vai ter a certeza um dia que nunca viverá feliz, nunca vai ser feliz. Com minhas entidades ciganas, com a fé que tenho em meus costumes e ensinamentos eu te sentencio a viver uma eternidade infeliz, eu te sentencio a sofrer por todos que já fizestes mal. Esse será seu castigo, enquanto um descendente meu estiver vivo, você viverá, viverá para sempre, ou nós morremos ou você morre.

 

            Nesse momento um barulho de trovão é escutado fora da casa o corpo de Normani reage às palavras, arrepio, medo e muitas outras coisas eram sentidas pela mulher. Se ela soubesse o que aquele tiro poderia lhe causar, nunca tinha deixado Arim disparar, porque agora, ela viverá em uma eterna solidão, seu maldito castigo, a ETERNIDADE. 



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