História Eternidade (Norminah) - Capítulo 3


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Fifth Harmony, Norminah
Visualizações 81
Palavras 969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Eu faço o mesmo com você


(21 de abril de 2017, Sexta-feira)   

Ela caminhava sorridente para sua loja, adorava o que fazia, seu sorriso, seu bom humor, sua felicidade se dava por conta daquelas flores. Seus significados eram surpreendentes, ela sempre quis fazer aquilo da vida e sua família deu o maior apoio. Dinah Jane, loira de cabelos que, hora ou outra, oscilavam entre lisos e cacheados, vinte e cinco anos, terminou sua faculdade de botânica e com a ajuda dos pais abriu uma floricultura, a mais procurada da cidade, a pequena empresária sentia orgulho, pois sempre sorria ao entrar em seu estabelecimento. 

- Boa tarde patroinha.

A garota de traços latinos de vinte anos disse ao ver a loira. Camila cabello morava há algumas quadras da loja e por esse motivo ela ficava responsável por abrir a loja. Naquele dia Dinah não pode ir durante o dia todo, mas nunca ficaria sem entregar suas rosas, gostava e ver os sorrisos e expressões surpresas nos rostos das pessoas, mas também tinha algo mais que a fazia não falhar nenhum dia, especificamente nos últimos três meses.

- Então, vai falar com ela ou não?

- Sinceramente? Estou começando a pensar que ela nem gosta de mulher. Ela é muito linda Camila, de verdade, eu sinto os olhares dela em mim, sinto que ela me observa, mas ela sempre senta longe, sempre evita me encarar.

- Então vá até ela.

- É, talvez eu faça isso.

            A loira sorri e fica ali por um tempo arrumando as flores na cesta, depois de prontas ela se despede da garota e sai. Sempre ia no mesmo horário, às cinco, nunca falhou nenhum dia nos últimos três meses, de segunda a sexta estava li, as pessoas já a conheciam e a agradeciam pela gentileza e carinho.

- Para o seu dia ficar mais bonito.

            Entrega a rosa para uma senhora que alimentava seu cachorrinho, ela sorri e agradece.

            Assim fez até restar apenas uma flor e bom, aquela tinha um destino. Mais uma vez lá estava, a linda mulher lhe observando, examinando cada detalhe da loira, Dinah poderia se sentir mal, mas como o fazer sabendo que ela estava lá todos os dias, durante os últimos três meses? Ela esperava que uma hora ou outra a mulher viesse falar com ela, esperou ansiosa por isso, mas não aconteceu, agora ela tomaria uma atitude, tinha que saber quem era aquela mulher, então seguiu seu caminho. Ela iria até ela, iria falar com ela, iria conhecê-la.


Do outro lado do parque a morena se amaldiçoou quando percebeu que a linda loira vinha em sua direção.


- Não, não, não, vai para o outro lado, não venha.

            Normani dizia baixo para si mesma quando viu a loira caminhando em sua direção. Seu coração disparou e sua pele formigou, há muito tempo não sentia aquilo e a morena sabia que não era nada bom, era fodidamente errado, muito errado.

- Olá, boa tarde.

- É... oi, boa trade.

            Dinah sorriu fraco e pegeu a rosa entregando para Normani.

- Para o seu dia ficar mais bonito.

- Obrigada.

- Me chamo Dinah. – A loira oferece a mão.

- Oh, eu... eu me chamo Normani.

- Uau, seu nome é lindo e você tem sotaque, é de onde?

- França.

- Claro, francesa.

- Porque? Algum problema? – A morena pergunta nervosa.

- Oh não, é que... desculpe se soar mal, mas você é tão linda e francesa, nossa, isso é sexy.

- Uou você é rápida. – As duas sorriem.

- Posso sentar?

- Não sei se é uma boa ideia. – Na verdade, era uma péssima ideia.

- Eu não mordo, quer dizer... deixa para lá. Só quero conversar.

- Esse é o problema.

- Ok, vamos com calma, eu não vou pedir você em casamento, só quero conversar. Você me deve isso. Faz três meses que você senta aqui e me observa, só não acionei a polícia porque você é linda, não poderia acreditar que uma mulher tão linda fosse uma assassina ou uma estupradora.

- Talvez eu seja uma das opções. – A morena tentou soar como brincadeira, mas ela sabia que de fato, era uma das opções, esse era mais um motivo para afastar aquela mulher.

- Posso tentar descobrir isso, se você me deixar sentar e conversar comigo.

            Normani respira fundo e balança a cabeça negativamente, não poderia se permitir poluir a pureza daquela mulher, não de novo.

- Olha, você é linda. – A morena levanta e fica de pé em frente a loira. – E está certa, eu observei você durante esse tempo e teria feito por mais tempo se não tivesse vindo falar comigo, mas eu não posso.... não dá, eu só... gostei de você, e por isso não posso me permitir estragá-la. Você não vai entender nada, nem eu entendo as vezes, mas eu não posso estragar você. Você é tão linda, tão carinhosa e entrega essas flores todos os dias, é fofo, por isso não vou... só não posso.

- Você me observa? E eu faço o mesmo com você. Passei a vir mais aqui por você, não sei quem você é, pode ser que seja mesmo uma assassina ou algo pior, mas eu observava você me olhando, sorrindo, esperei vir falar comigo, mas não fez, então estou aqui, acho que posso tomar uma decisão sozinha.

- Eu não disse...

- Então eu posso sentar?

- Você não sabe onde está se metendo.

- Estou aqui para descobrir.

- Ainda assim, vai se arrepender pelo resto da sua vida.

            As duas se encaram por um tempo, tão intensamente que parecia que suas almas estavam falando por elas.

- Eu iria me arrepender se não viesse aqui. Então posso sentar?

 

            Normani respirou fundo. Ela poderia fazer isso, poderia conversar, conhecer e seria fácil de resolver, era só não voltar mais naquele parque, seria fácil.




Engano o dela, porque se ela se encantou com a mulher antes de conhecê-la, não poderia descrever a dimensão do perigo depois de ver aquele sorriso e aqueles olhos castanhos brilhando de perto. 



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