História Eterno Conflito de Amor - Capítulo 19


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Categorias A Madrasta
Tags Césarévora, Lasamazonas, Parejatekila, Victoriaruffo
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Palavras 1.495
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Capítulo 19 - Precisamos nos unir...


VICTORIANO – Ele te tocou, Inês? Ele...– ele nem queria pensar naquilo, nem podia imaginar que seu amor tivesse passado por algo que ele pudesse se culpar o resto da vida por não estar com ela.

INÊS – Não, ele não conseguiu, Victoriano, eu matei ele...– ela soluçou no peito dele.

VICTORIANO – Matou?– ele perguntou em choque com aquela notícia...

INÊS – Eu bati com o pau na cabeça dele e ele caiu, acho que está morto!

Victoriano apertou Inês em seus braços, ele tinha certeza que a vida não seria simples com eles dois juntos, mas não imaginava que seria assim, tão complicado. Tocou o rosto dela e a beijou com amor. A culpa era dele, tinha sido um idiota e precisava consertar o que ele tinha feito, as coisas que tinha dito e que tinham magoado ela.

VICTORIANO – Amor, morenita, entre e me espere lá dentro, eu vou resolver isso.– ele sentiu o peito doer, ia mata aquele animal, sabia disso, que se o encontrasse, ele faria isso sim!

INÊS – Não vai, Victoriano, fica comigo, eu estou tão nervosa, ele pode te fazer mal, não vai não!

VICTORIANO – Calma, meu amor, calma, eu quero que você entre e tome alguma coisa para se acalmar. Eu vou com alguns homens até a cabana para ver se ele está morto. Não se preocupe, Inês, não vai me acontecer nada!–ele disse abraçando Inês de novo.

INÊS – Você bebeu, Victoriano, você não está em condição de ir até lá! E se ele estiver vivo e armado? E se ele estiver com mais alguém.– ela o apertou contra seu peito.– Eu não posso viver sem você, meu amor, eu não posso, me dói só de pensar que ele pode te fazer mal!

Ele sentiu o coração aos pulos porque ele tinha permitido, com sua ausência, com seu orgulho e com sua falta de cuidado, que ele estivesse perto de Inês, perto da mulher que ele amava. Loreto tinha de novo tentado fazer mal a ela e ele não tinha impedido e ainda era o motivo dela estar sozinha naquela cabana.

VICTORIANO – Eu sinto tanto, Inês, sinto tanto pelas coisas que te disse, meu amor, me perdoa!!– ele pediu sofrendo e vendo que ela o olhava nos olhos.– Eu te amo e sou um tolo, eu não tenho nada contra Emiliano, eu tenho que controlar isso, ele não tem culpa, é seu filho...

Inês tocou o rosto dele com a mãos cheias de amor, ele era um homem bom, mas era machista, orgulhoso, cuidados com aquelas filhas como se fossem um bibelô.

INÊS – Eu estou magoada com você, mas vamos conversar e resolver tudo!– ela suspirou, não ia mentir só porque estavam no calor da emoção naquele momento. Ele a tinha magoado muito rejeitando Emiliano que não tinha culpa de nada, de nada mesmo.– Você protege suas filhas como um leão assim como eu protejo os meus filhos! Eu protejo e amo! Não há nada que ame mais que eles, você sabe bem disso!

VICTORIANO – Eu sei, morenita, e você está certa, eu fui um tolo!–  ele colou a testa na testa dela e sorveu os lábios de seu amor com loucura, com paixão e depois a soltou.–  Vá para dentro e não saia!

E mais uma vez, Victoriano Santos subiu em seu cavalo e foi em busca da morte! Sim, era em busca da morte porque se ele achasse Loreto, um dos dois sairia morto naquela guerra, não ia mais adiar, ou ele morria ou matava. Tinha essa certeza quando tocou a arma em sua cintura e cavalgou com fúria, estava sozinho, não era homem de ter medo de ninguém, não precisava de seus capangas...

Inês entrou em casa com o coração na boca e sem mais nada a dizer, ela se banhou e vestiu uma roupa bem apertada de montaria, tudo preto. Estava saindo do quarto com chicote na mão quando viu Alejandro a olhar e parar em seu trajeto. 

ALEJANDRO – Onde vai, Dona Inês? Onde vai com essa fúria toda?

Ela o olhou e sem conseguir dizer o que sentia, ela suspirou e declarou com mais calma porque o filho não ia deixar ela em paz.

INÊS –  Seu pai foi atrás de Loreto, meu filho, eu não posso deixar que se encontrem ou vão se matar! Se é que não se mataram já!

Alejandro apenas deu a mão a ela e suspirou com preocupação.

ALEJANDRO– Eu vou com você, mãe, vamos até meu pai e vamos resolver isso.

Victoriano chegou a cabana e entrou com ódio a procura de Loreto, viu um rastro de sangue e ficou com mais raiva ainda. Algumas coisas estavam revidas e quando olhou a cama, sentiu o coração dor, será que ele tinha atacado Inês e ela não tinha contado a ele? Os olhos ferveram, queria agarrar na garganta dele com raiva...

Caminhou para fora da cabana e viu alguns pingos de sangue no chão. Era dele e estava se arrastando como um verme para algum lugar. Victoriano seguiu o rastro e chegou a beira da cachoeira, olhou em volta e não viu nada. Sentiu uma sensação estranha e pegou a arma. Olhou em volta e nada tinha ali. 

LORETO– Olá, amigo...– a voz fria de Loreto estava carregada de ódio e ele se escorava na árvore.– Veio descobrir como foi meu encontro de amor com nossa mulher?– ele lambeu os lábios e o olhou como que se tivesse acontecido algo entre eles.

Victoriano olhou Loreto ali, era o momento, era a hora, era o único que ele ia a ter de chance para acertar tudo com aquele homem... Ele apenas pegou a arma e apontou na direção dele. Era tudo que ele queria, era tudo que ele tinha de mais forte nele, seu caráter e senso de justiça. Ele foi até ele e colocou a arma em sua cabeça, estava com os olhos frios como os de Loreto que não teve medo dele.

VICTORIANO – Você não tocou nela, eu sei que não!Você é um porco, um animal que só sabe ter uma mulher a força!–  ele disse firme.–  estava pronto a terminar tudo ali, a mão nem tremia, se Loreto morresse nem falta faria.

LORETO– Me mata, você nem é homem para isso! Me mata, Victoriano...– ele disse num riso cínico, se ele morresse, realizava a vingança do mesmo jeito porque Victoriano também não ficaria com Inês!

VICTORIANO – Desgraçado, é tudo que você merece!–  ele disse com olhos de fúria.–  Se tocar em Inês, se chegar perto dela de novo, eu não vou perdoar.–  ele abaixou a arma e deus uma sequência de socos em Loreto que o fez cair no chão quase desacordado e sangrando mais.–  Vá embora e não chegue mais perto dela! É seu último aviso antes que eu faça mesmo o serviço!–  apontou a arma para ele.

Inês estava chegando e viu Victoriano diante de Loreto. Ela acelerou com o cavalo gritando.

INÊS – Victoriano, não faça, isso é o que ele quer, nos separar.

LORETO– Você sempre foi um frouxo mando por mulher,  me mata logo, seu meio homem. Ela nunca vai ser satisfeita nos seus braços porque você é meio homem!– ele riu dele mesmo com a cara toda suja de sangue.

Alejandro parou sem saber como reagir. Victoriano olhou Inês e disse firme...

VICTORIANO – Deixe que ele morra aí sozinho, é tudo que ele merece.–  ele subiu em seu cavalo e foi até Inês que estava em choque com aquela fúria dele.

INÊS –  Meu Deus, você o matou?– ela disse em cima de seu cavalo olhando para Victoriano em cima do dele.– Bateu nele?– ela via Loreto destruído no chão.

VICTORIANO – Esse animal não vai morrer ai!– a voz fria.–  Vamos embora daqui, morenita! Vamos meu filho... Ele tem sorte por eu não dar uns tiros nele, era o que merecia!

Alejandro estava atordoado e por mais que fosse complicado entender o que estava acontecendo o homem sangrando no chão era o pai que ele tinha conhecido a vida toda! Alejandro desceu do cavalo e ligou para o socorro. Victoriano olhou o filho e depois para  Inês...

INÊS – O que você fez, Victoriano? Agora vão de prender por agredir esse maldito infeliz.– ela disse tensa.

VICTORIANO – Vamos embora daqui, Inês...–  ele disse com raiva. 

INÊS – Eu não vou embora e deixar meu filho aqui!– ela disse firme.

ALEJANDRO– Vá embora, mãe, eu vou levar meu pai ao hospital.– ele disse sem olhar Victoriano.

Victoriano se encheu de raiva, o filho não sabia de tudo que tinha acontecido e estava tomando o partido errado.

VICTORIANO – Seu pai sou eu, Alejandro, eu!–  a voz de fúria dele invadiu a o ar e Loreto riu. Era um ponto para ele e mesmo que ele não pudesse enxergar direito, ele riu e olhou a expressão de desespero de Inês...

Loreto estava apenas começando...

 LORETO– Ele não é seu pai, Alê, seu pai sou eu...

Victoriano ouviu e olhou para Inês e sentiu o chão girar e ela perdeu a fala...



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