História Eterno Conflito de Amor - Capítulo 23


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Categorias A Madrasta
Tags Césarévora, Lasamazonas, Parejatekila, Victoriaruffo
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Palavras 2.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Capítulo 23 - O amigo hoje, é inimigo amanhã...


 

Ele estocou, ela gemeu, ele se moveu, ela rebolou o recebendo, ele gemeia sobre ela e depois quando tomou os lábios dela, ele sorriu acelerando e gozando com ela. Era maravilhoso, tinha sido tão intenso e tão forte, tinha sido mais que um sexo, estavam sem fala.

VICTORIANO – Temos uma vida inteira para viver...– ele disse suspirando e olhando seu amor ali ao seu lado.

INÊS – Eu quero estar com você o resto da vida...– ela disse sorrindo.

VICTORIANO – Eu igual, morenita, eu igual!!!!!

A noite foi perfeita regada a amor, carinho, sussurros de amor eterno e de como as coisas seriam sempre lindas entre eles. Por fim, quando depois de fazerem amor até a exaustão, Victoriano adormeceu, Inês ficou olhando o belo rosto de seu amor, ali, deitado em seu lado como ela tinha desejado a vida toda.

E ela sorriu, sorriu porque era feliz sem perceber que a vida tinha lhe dado o que ela mais desejou toda vida, toda vida! Seus olhos encheram de lágrimas, suas mãos tocaram a pele dele e deslizaram com devoção. Era o seu amor, seu amor puro e sagrado. Nada que ela pudesse desejar na vida, era o que ela tinha naquele momento.

INÊS – Você sempre foi o meu amor, Victoriano, sempre foi o melhor presente, o meu pedaço de amor, meu pedaço de vida, aquele que eu quis em mim, comigo...–  ela suspirou e manteve a mão deslizando no corpo dele e as lágrimas rolaram de felicidade. Ela estava completa, ela era completa e podia seguir com a vida, e acertar tudo que tinha para acertar.

Victoriano estava dormindo pesado, mas no segundo que sentiu as mãos de Inês em seu corpo, ele despertou, mas ficou ali fingindo que estava dormindo para sentir aquele momento especial com seu amor. Será que ela tinha ideia de como ele se sentia quando ela o tocava? Será que tinha ideia de como se sentia quando seus lábios se juntavam e o amor irava um beijo? Não! Ela não tinha, ninguém tinha...

Ele sorriu sentindo o perfume de sua mulher, ela cheirava tão bem, tão bem sempre. Era o perfume da doçura. Estava ali, cheia de planos com ele dormindo, com aquele par de olhos que o enfeitiçavam. Ela não tinha visto o sorriso delator dele, ainda não...

VICTORIANO – Não é bonito abusar de um homem adormecido, morenita...– ele sorriu mais com o susto que ela tomou.

INÊS – Victoriano!– falou sorridente e deitando no peito dele como se sentisse vergonha.–  Me assustou.

Ele tocou os cabelos dela com amor acariciando. Ela era como um ninfa, um ser encantado que ele tinha assim, ao lado dele, perto de seu coração. A mulher mais perfeita que ele já tinha visto, a mulher mais inteligente e independente que ele conhecia.

VICTORIANO – O que estava fazendo para que se assuste, meu amor?– ele sorriu e a olhou virando o rosto dela.

INÊS – Estava olhando o que era meu.– ela sorriu vermelha e ele gargalhou bem alto.

Os dois se abraçaram e  se beijaram e mais uma vez dividiram aquele momento de amor, os corpos se querendo e se amando até que o dia clareou e os dois estavam nos braços um do outro, corpo no corpo, pele na pele, amor em forma de beijos e promessas....

E O TEMPO CORREU...

Os dias foram seguindo, estava tudo corrido, Victoriano e Inês estavam usando suas alianças de casamento, mas a cerimônia ainda não tinha acontecido. A nascente que dividia as terras dos dois, começou a ser explorada e a água encontrada lá era ainda mais pura do que ele e ela podiam imaginar, e além de iniciarem a venda, doavam galões fechados durante um dia da semana a pessoas necessitadas da cidade.

Victoriano acompanhava Inês em todas essas ações, em todas essas coisinha delicadas do dia a dia dela, que fazia questão de cuidar de tudo pessoalmente. Os dois saiam juntos em ronda pela fazenda e sempre que estavam perto da cachoeira, paravam, faziam amor, sorriam juntos, os dois sempre estavam lá, um do outro....

Inês e Victoriano tinham sentado com os filhos e perguntado onde desejavam morar, embora Alejandro já estivesse quase morando em sua casa sozinho com Diana, mesmo assim, foram consultados e todos quiseram morar na fazenda de Inês....

E com a correria do dia a dia, os dias se foram e meses de passaram com a ajuda do tempo. 

MESES DEPOIS... 

Inês cavalgou até a fazenda que ficava longe dali, naquela manhã ela e Victoriano tinham brigado e naquele momento, ela se lembrou que tinha conta a acertar com uma pessoa que ela queria muito ver de frente. Quando desceu do cavalo com o chicote nas mãos, ela nem pensou, já entrou falando alto.

Quando a mulher veio de dentro de casa e deu de cara com Inês, apenas suspirou o nome da antiga amiga como se soubesse, assim que  a viu, o que ela fazia ali. Bernarda recuou, parada no meio da sala em duelo com os olhos de Inês.

INÊS – Você dizia que era minha amiga...–  suspirou com raiva, com ódio genuíno e real, os olhos nos dela sem sair um segundo.

BERNARDA – Inês, vamos conversar, eu não sei o que...–  antes que ela terminasse de falar, Inês deu um grito forte.

INÊS – Cale a boca, sua cobra rastejante, cale a sua boca, não quero ouvir nada de você!–  se aproximou da outra com o senho retesado e cheia de raiva.

BERNARDA – Mas eu quero saber por que está tão furiosa...– falou com o rosto cheio de medo, sabia bem que o acerto de contas tinha chegado.

INÊS – Você mentiu, não levou meus recados a Victoriano, deu minha localização a Loreto, você fez Victoriano me ver com ele e destruiu a minha vida e a vida do meu filho!– ela estava gritando a essa altura.– Você foi uma desgraçada invejosa que sempre quis ele, mas não era Victoriano que você queria, era o amor que tínhamos um pelo outro! Era por isso que as coisas começaram a dar errado quando passei a te pedir ajuda! Infeliz!– ela ergueu o chicote.

BERNARDA – Eu não queria vocês juntos!–  gritou com raiva dizendo o que sentia em seu coração.–  Não queria de modo algum que fossem felizes.– mostrou seu rosto frio pela primeira vez.

Inês a olhou de cima a baixo.

INÊS – Você ajudou Loreto a me violar, Bernarda, uma e outra e outras tantas vezes e me casei com um violador, que me torturou e me fez de pano de chão por anos!– as lágrimas rolavam dos olhos dela, pensar naquilo era doloroso demais.– Você não tem ideia do que significa ser violado! O que uma mulher sente quando é obrigada a entregar seu corpo, a sentir suas entranhas serem invadidas por alguém que a machuca e que ela não quer...

BERNARDA – Eu sinto muito, eu não queria que ele te machucasse, eu só queria que você se separasse de Victoriano, esse era meu trato com Loreto!–  ela falou firme se aproximando de Inês.

Os olhos de Inês saíram fogo.

INÊS – Trato? Você tem trato com estuprador? Você tem trato comum homem que maltrata mulheres, que maltratou e violou sua "amiga"?– ela debochou dela.– Pois eu estou aqui, Bernarda, eu queria olhar nos seus olhos e ver como você é uma cobra, uma miserável.– ergueu o chicote.

BERNARDA – Vai me bater com esse chicote?–  falou assustada, horrorizada com a ideia de apanhar.

INÊS – Eu queria acabar com sua raça, arrancar seu coro e colocar você no mar, mas eu pensei que devo ser superior, e não agredir uma pessoa porque eu sou uma boa pessoa.– ela viu o alívio no rosto de Bernarda e foi até ela e deu as primeiras três chicotadas com força, sem nem se preocupar onde pegaria... 

BERNARDA – Inês, não! Pára, Inês!  Pára!– ela se defendia e caiu no chão com Inês chicoteando ela.

INÊS – Parar?– estava com sangue nos olhos.– Era isso que eu gritava todas as vezes que ele me obrigava a estar com ele e foram muitas, muitas, e ele nunca parou.– bateu mais vendo as marcar pelo corpo dela.– Uma mulher que arma uma tocaia para que outra seja violada, não merece clemência, Bernarda.

Inês não teve piedade e bateu muito nela que gritava e tentou fugir, mas Inês, com toda aquela raiva segurava ela pelos cabelos para que não fugisse. Era sim, a realidade, uma maldita realidade que ficaria marcada na pele dela. Quando Bernarda gritava e sangrava de tanto apanhar, Inês parou, os cabelos desgranhados, a respiração forte e entrecortada.

INÊS – Eu te amava...– disse se sentando no sofá e olhando ela no chão.– Você era minha irmã, minha melhor amiga...– ela estava com o coração destruído. Não podia ser verdade. 

BERNARDA – Eu também te amava!–  ela disse sofrendo e chorando.–  Te amava muito!

INÊS – Mentira! Você me fez mal, Bernarda, que amor é esse?– ela gritou e deu mais duas chicotadas nela de onde estava.

BERNARDA – Eu te queria, Inês...como mulher...–  as palavras saíram verdadeiras e Bernarda a olhou nos olhos sendo honesta com Inês horrorizada com aquela declaração.– Eu quero você para mim, quero você e sempre quis... Quando fiz o trato com ele era para que Victoriano saísse de sua vida e eu tentaria te conquistar, mas Loreto é um mentiroso, um maldito infeliz e quando eu disse a ele que queria você para mim, ele me violou...

Inês ficou de pé e andou pela sala sem saber como reagir aquilo. Era muita informação... muita coisa para pensar de uma única vez... 

INÊS – Seu amor me colocou nos braços de um estuprador, Bernarda, e te fez vítima dele.– ela a olhou com mais raiva.– Você podia ter me contado...

BERNARDA – Eu sempre amei você, eu nunca quis me casar, me casei porque fui obrigada. Eu não gosto de mulheres, Inês, eu só gosto de você...–  ela disse sofrendo, todo corpo marcado das chicotadas...

Inês a olhou no chão e com toda dor que tinha sentido aqueles anos todos , olhou a mulher e disse...

INÊS – Pois eu te odeio, odeio você você com todas as forças, porque quem ama protege, cuida, zela, dá atenção e protege de novo. Isso nunca foi amor, amor não fere o outro para estar com ele.– ela sentia nojo das palavras de Bernarda.

BERNARDA – Eu te amo, Inês, eu juro...–  choramingou sofrida.

INÊS – Você é como ele, se eu não te amasse, ia fazer o que? Me violar também?– sem dizer mais nada ela foi a porta e parou de costas.– Se você quer viver, vá embora desta fazenda, Bernarda, porque eu não vou tolerar ver sua cara nunca mais.

E sem mais, ela saiu e subiu em seu cavalo com raiva. Cavalgou acelerada, o coração disparado processando tudo que tinha para processar daquela conversar e ela seguiu para las Dianas.

LONGE DALI...

Loreto estava parado em sua casa, tinha conseguido limpar sua ficha na polícia, estava conseguindo um indulto por bom comportamento nos anos que tinha passado preso e em breve, teria a ficha limpa como qualquer cidadão.

Nas suas mão o papel que dizia que ele era dono de tudo que Inês tinha, que ainda eram casados e que só a morte iria dissolver  a união dos dois. Sorriu malvado e pensou nela. Bebeu um pouco de bebida, estava cheio de dinheiro, tinha apostado em cassinos clandestino e agora era dono de alguns.

Tocou entre suas pernas e sorriu sentindo aquele desejo que sentia ao pensar nela, em sua pele, em seu corpo.

LORETO – Eu te terei para mim, Inesita, nem que seja a última coisa que eu faça!– ele disse com a arma na mão, e os documentos na outra. Colocou sobre a mesa e pegou o celular e uma bebida.– Podem sequestrar o fazendeiro, hoje, eu durmo com a minha mulher, nos braços de minha mulher... e ela vai ser minha...– a voz do ouro lado da linha concordou com ele e desligou.– Ahhhhh, Inês, como te desejo, meu amor... como te quero e te desejo para mim.

NA EMPRESA....

Cony e Emiliano estavam sentados em frente a Victoriano que trazia uma cara não muito alegre para os dois, estavam com medo do que o pai ia dizer, mas nem tinha mais para onde correr... Ele estava ali com aquela cara feia que ele sabia fazer e que era tudo de mais complicado para eles naquele momento.

VICTORIANO– Onde foi que aprenderam mentira? Onde e com quem aprenderam a mentir?– ele bufou.– Você é virgem, Cony, e esse bundão nunca tocou em você, minha filha... por que mentiram?

 

Os dois se olharam e viram o rosto de Victoriano vermelho como nunca. A coisa ia pegar fogo, com toda certeza...



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