1. Spirit Fanfics >
  2. Eterno ( Klaus Mikaelson) >
  3. Capítulo XXVIII

História Eterno ( Klaus Mikaelson) - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Apesar de meio decepcionada por ter apenas 1 comentário no capítulo anterior, voltei com mais um

Capítulo 28 - Capítulo XXVIII



 

Capítulo XXVIII: questões a se tratar

 

Cassandra acorda pela manhã com vozes exaltadas no andar debaixo da casa e franze o cenho. Olha ao redor do quarto e não encontra nenhum sinal de Klaus.

O híbrido havia passado a noite ao seu lado a consolando após a péssima notícia que ambos receberam, todavia ele havia lhe dito para não sofrerem em antecipação, que talvez a médica pudesse estar errada em seu diagnóstico e é o que a Bennett se propôs a fazer, além de se comprometer consigo mesma a fazer de tudo para que não perdesse seu filho, se mantendo segura e saudável.

Após fazer sua higiene matinal ela se dirige até a sala de visitas da casa, encontrando os protagonistas das vozes exaltadas, Kol e um homem desconhecido. Quando surge no ambiente a atenção dos dois cai sobre si.

— Deve ter sido você que fez feitiço aqui na cidade ontem, tudo apontou para cá. — o desconhecido toma a frente se aproximando dela, no entanto Kol se apressa em ficar na frente dela de forma protetora.

— Impressionante como uma mulher grávida não pode ter descanso nessa casa. — ela diz sem dar atenção para a pergunta anterior. — A propósito, bom dia, eu estou ótima e você? — diz com sarcasmo pela falta de educação dele — Enfim, quem é você? 

— Marcel Gerard, aquele que comanda essa cidade e na minha cidade bruxas não estão permitidas de realizar feitiços sem autorização.

Cassandra ri da fala do vampiro.

— Só podia ser o tal Marcel mesmo. Deixa eu te falar uma coisa, na verdade deixar bem claro, por séculos milhares da minha espécie foram reprimidas por pessoas como você, isso não vai mais acontecer se depender de mim. — diz séria, não dando espaço para argumentações.

— A punição para isso é a morte, ninguém quebra as regras na minha cidade e sai ileso.

— Sua cidade, claro… — diz com deboche — quem vai me matar? Você? Por favor… Olha, sei quem é você, sei toda sua história, já você não sabe nada sobre mim, o que me garante uma certa vantagem. Eu acho bom você não se meter comigo, principalmente agora que estou grávida, porque serei como uma leoa para lutar pelos meus filhos.

Marcel não gosta da forma soberba da garota a sua frente, jamais alguma bruxa havia o enfrentado daquela forma e ele não gostou nenhum pouco disso.

— Não se preocupe, Cassandra, ele não terá coragem de chegar perto de você, meus irmãos e eu não deixaremos, é isso que uma família faz, lutamos um pelo outro. — Kol garante.

— Embora nunca tenham lutado por mim, não é? — Marcel diz em tom sarcástico.

— Para de se doer, Marcel, pelo amor de Deus, você nunca foi um Mikaelson, supere isso. — O original diz em tom altivo. — Agora vá embora antes que eu faça algo que estou há séculos com ânsia de executar, mas que eu só não fiz ainda em consideração aos meus irmãos que tinham um certo apreço por você, o que eu sempre achei idiotice e vejam agora como eu sempre estive certo, você os apunhalou da forma mais baixa que existe.

— Não deviam ter voltado para Nova Orleans. — É a última coisa que sai da boca de Marcel antes que ele deixasse a casa.

— Que vampirinho mais inconveniente. — Cassandra diz com desdém ao se acomodar no sofá.

— Ele sempre teve síndrome de Niklaus Mikaelson, sempre quis tudo que meu irmão tem, tanto que roubou tudo que ele construiu na primeira oportunidade.

— Temos que ter muita atenção sobre ele, Marcel pode planejar algo contra nós. Não que eu esteja com medo, é claro, mas todo cuidado é pouco. É nítida a insatisfação dele ao ver quase todos os originais de volta à cidade. — o encara — Aliás, por que você voltou? Pelo que entendi você é um espírito livre, não gosta de criar raízes em um só lugar. Achei que depois que saísse do caixão após um século preso iria querer desbravar o mundo.

Kol senta-se ao seu lado. No momento ele havia ficado responsável pela segurança de Cassandra enquanto Klaus e Rebekah haviam saído para ter uma conversa com Sophie, então não seria nada mau manter uma conversa enquanto isso.

— Tem razão, esse sou eu de verdade, mas quando recebi um chamado de Elijah um tempo atrás contando tudo que estava acontecendo por aqui dei uma pequena pausa para vir.

— A propósito eu não pude dizer nada ontem porque estava muito fraca, mas eu queria te agradecer pelo que fez, se não fosse por você não sei o que aquelas bruxas malditas teriam feito.

— Não precisa agradecer, Cassandra, fiz para proteger você e pela criança. Aliás não sei se você se lembra, mas como eu disse no dia do baile lá em Mystic Falls quero ser seu amigo. — a olha com atenção — Sabe… a Kaleah era minha melhor amiga e sempre torci para ela e Nik ficarem juntos. Quando ela morreu não consegui lidar muito bem com a dor.

— Olha, Kol, eu também gostaria de ser sua amiga, mas não quero que faça isso só por eu ser a reencarnação da Kaleah, eu não sou ela, apesar de ser a reencarnação dela.

— E eu sei disso, mas sempre vejo coisas dela em você e desde que te vi pela primeira vez senti algo bom por você, que podia confiar em você.

— Acreditaria se eu dissesse que senti o mesmo? — sorri e logo muda de assunto: — mas então, agora temos a reunião de todos os originais…

— Nem todos, Finn desapareceu no mundo, mas fico feliz por ele. A última vez que o vi ele estava em Budapeste, tinha encontrado a namorada antiga dele, Sage e decidiram viajar pelo mundo sozinhos.

— Apesar do que ele fez em ajudar sua mãe a tentar matar todos vocês, fico feliz por ele. Ninguém merece passar 900 anos preso em um caixão.

— Compartilho da mesma opinião. 

Do outro lado da cidade, Klaus caminha de forma furiosa em torno do restaurante de Sophie Deveraux e quando a avista, a ataca.

— O que é isso? — ela indaga, não entendendo o porquê daquilo tudo.

— Nós tínhamos um acordo — ele demonstra raiva — você protege meu filho e eu desmantelo o exército de  Marcel. Enquanto eu estive ocupado cumprindo minha parte você permitiu que Cassandra fosse atacada e quase morta por um bando de bruxas lunáticas.

— Eu não tive nada a ver com isso, eu juro — se adianta em se defender — Cassandra e eu estamos ligadas, lembra-se? Se ela morrer, eu morro também.

— Então quem eram eles? — Rebekah demonstra impaciência e a morena suspira.

— Eles são um exército de extremistas. Uma bruxa teve uma visão sobre o bebê e contou a eles e agora querem impedir que ele nasça.

Klaus franze o cenho e Rebekah sente um frio passar por sua espinha, em sua cabeça não conseguia entender como alguém queria tirar a vida de um inocente.

— Que tipo de visão? —  O híbrido questiona curioso e nervoso. Ainda estava devastado pelo que Cassandra lhe contou na noite anterior e não sabia se aguentaria ouvir mais alguma coisa ruim sobre um dos filhos.

— Essa bruxa tem esse tipo de visão o tempo todo, e estão abertas à diversas  interpretações e suponho que esteja errada nesta.

— E como esta visão pode ser interpretada? — Klaus demonstra curiosidade.

Ela suspira.

— Por ser seu filho e da Cassandra essa criança seria uma nova espécie — Sophie diz e Klaus e Rebekah a encaram confusos.

— Como assim uma nova espécie? — Rebekah indaga.

—  Klaus é um vampiro original nascido em uma linhagem de lobisomens, um híbrido e Cassandra é uma Bennett, uma das linhagens mais poderosas que já existiu, além de ela ser a futura rainha das bruxas. Há também o fato de que a criança será neta de Esther Mikaelson, outra bruxa poderosíssima, conseguem ver a gravidade disso? Conseguem visualizar a quantidade de poder que estará na corrente sanguínea dessa criança? A bruxa teve a visão que essa criança seria uma mistura das três espécies, vampiro, lobo e bruxa, o que seria o maior desequilíbrio já presenciado na natureza, e não seria tolerado esse tipo raro de espécie. Vemos aqui a junção de duas linhagens poderosas de cada espécie gerando um novo ser e basicamente seu filho poderia trazer a morte de outros seres sobrenaturais.

Klaus sorri com arrogância, não esperando menos de um filho seu.

— Estou cada vez mais afeiçoado a essa criança — ele diz maligno e sorri largamente.

Cassandra desperta de repente e percebe que está na confortável cama do quarto em que está hospedada na casa dos Mikaelson em Nova Orleans. Depois da conversa com Kol, comeu alguma coisa e dormiu um pouco mais. A gravidez a estava deixando muito sonolenta e ela não havia dormido o suficiente na noite anterior.

Espreguiça-se e se senta na cama, ficando surpresa ao ver Elijah do outro lado do quarto a observando.

— Elijah — sorri — você voltou!

Ele assente e se aproxima. 

— Sim, e já fiquei sabendo de suas… aventuras pela cidade.

— As notícias correm mesmo. — diz enquanto se acomoda melhor na cama e o encara.

— Espero que meus irmãos tenham sido hospitaleiros com você enquanto estive fora — ele diz.

— Na sua ausência… um modo educado de você dizer que seu irmão enfiou uma adaga em seu coração, o trancou em um caixão e o entregou ao inimigo? — indaga sarcástica. — Bom, basicamente fui atacada e quase morta por um grupo de bruxas loucas que acham que meu bebê é lúcifer, mas seus irmãos foram estranhamente protetores e sei que devo agradecer a você por isso, sobretudo ao que se refere a Rebekah, pois sei que ela iria preferir fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar de babá. — ri.

— Só estou feliz por ver você inteira, mas voltando às bruxas assassinas, tenho algumas preocupações.

— Eu também, elas são más, Elijah e minha vida está magicamente ligada à de Sophie Deveraux, o que não é confortável para mim, precisamos dar um jeito nisso.

Ele assente.

— Sim, acho que já está na hora de cuidarmos desse problema.

Ela sorri animada e enigmática.

— Então quem precisaremos matar? — questiona, ansiosa.

— Provavelmente ninguém — Elijah diz e ela franze o cenho — tudo bem, potencialmente todo mundo.

Ela sorri.

— Bem-vindo de volta ao lar. — diz sincera e segue até o banheiro do quarto.

 

‘’Eu estava zangado com meu amigo. Eu contei minha ira...minha ira terminou

Eu estava zangado com meu amigo. Eu não contei...minha ira cresceu

E reguei-a com medos dia e noite... meus medos

E a iluminei com sorrisos e com suaves e dolorosas malícias.

E cresceu dia e noite, até nascer uma brilhante maçã e meu inimigo contemplou-a a brilhar

E ele sabia que ela era minha.

Foi até meu jardim roubá-la, quando a noite havia velado o pomar.

Pela manhã, alegremente eu vi, meu inimigo esticado sob a árvore’’

 

Klaus lia quando foi tirado de seu momento pela voz de sua irmã:

— Poesia sobre maçãs envenenadas de árvores mortas. Parece que alguém está preocupado com a paternidade iminente ou com perder alguém para um outro alguém. — demonstra sarcasmo e Klaus nega com a cabeça.

— Tolice! Elijah voltou e agora com a presença dele todos os problemas viram pó de fada e voam para longe.

— Estranho... — a voz de Elijah soa ao adentrar a sala onde estavam — não me lembro de nenhum pó de fada na escuridão do caixão que fui forçado a aguentar durante todo esse tempo. — Não esconde que ainda estava chateado com o irmão por aquilo.

— O que está fazendo com o livro de feitiços da mamãe? — Rebekah questiona ao vê-lo folhear o mesmo.

— Em troca de minha liberdade prometi à Davina que compartilharia algumas páginas do livro de feitiços de nossa mãe e a ajudaria a controlar a magia. Pensei em começar com um feitiço de desligamento. — diz sugestivo e Klaus e Rebekah entendem tudo.

— Espera, pretende usá-la para quebrar a ligação entre Cassandra e Sophie?

— Eu mesma posso quebrar esse desligamento, só me dê o feitiço — Cassandra diz ao adentrar a sala após tomar banho e pega a folha desgastada com o feitiço das mãos de Elijah — não vou confiar minha vida em uma bruxa de dezesseis anos que claramente está ao lado do Marcel. Sophie nos trouxe para cá sob falsas alegações. Não queria só que derrubássemos Marcel e seus servos, ela quer recuperar a tal Davina para algo que ainda não sabemos o que é, então ela uniu a própria causa à nossa com magia, ameaças e meias verdades. A partir de agora nosso acordo com Sophie Deveraux é nulo e sem efeito. — diz séria enquanto os irmãos a encaravam e concordavam com seu ponto de vista.

— Ela não vai fazer algo, não se preocupe. Preciso que ela faça esse feitiço, além do mais ainda é proibido fazer magia aqui, não que eu me importe com as regras do Marcel, mas é melhor se abster dessa vez. Fica tranquila, sei o que estou fazendo. — garante.

— Se essa bruxinha colocar a minha vida em perigo eu…

— Eu não faria isso se soubesse que sua vida ou dos meus sobrinhos estaria em perigo. — diz sério e ela suspira assentindo.

— Tudo bem.

— Niklaus venha comigo, preciso de cinco minutos com Davina, precisa garantir que não me interrompam e Rebekah… fique e cuide de Cassandra.

A original bufa.

— Desde quando virei a supernanny? — questiona.

— Mais importante, quem foi que o colocou no comando? — Klaus diz irritado pela ousadia do irmão e deixa o cômodo em seguida após ele.


 

— Bom, acho que está na hora dos filhotes do demônio se alimentarem. — Rebekah diz de forma cantada horas depois e Cassandra revira os olhos.

— Eu realmente agradeceria se parasse de chamar meus bebês assim.

— Desculpe, já escolheu outro nome? — se aproxima com uma cesta cheia de maçãs e lhe oferece: — Pegue uma, a plantação é boa.

Cassandra assim o faz e a encara, dizendo:

— Sabe, quando eu te conheci achei que fosse uma vadia.

Rebekah a encara surpresa e curiosa.

— E por que mudou de ideia?

— Na verdade ainda acho que é uma vadia, apenas aprendi a gostar disso em você. — sorri.

— Legal você dizer isso, vou me lembrar quando for embora.

Agora Cassandra franze o cenho.

— Ir embora? Para onde?

— Escute, só vim para Nova Orleans para me certificar de que Elijah estava bem. Ele está e não castigou Klaus por apunhalá-lo e sei que nem vai, então vão ficar como unha e carne e terei que limpar a bagunça depois — a encara — está na hora de eu voar.

A Bennett assente em compreensão;

— Vou me lembrar de tudo que tem feito por mim.

Sophie Deveraux encontrava-se irritada ao ser pega pelos capangas da bruxa Agnes.

— Me matar para pegar Klaus ou o filho dele não é a solução — ela diz zangada à bruxa mais velha.

— Não vou matar você, Sophie, eu estava lá quando você nasceu. Sou a última anciã de nosso coven e é meu dever proteger nosso poder, entretanto nosso poder não será nada se esse bebê crescer algum dia e muito menos se aquela garota intrometida que se auto intitula rainha se tornar líder das bruxas — se vira para ela — O presságio de Sabine foi claro. Aquele bebê trará a morte de todas nós.

— E o que vai fazer? — Sophie questiona receosa e visualiza a bruxa com uma grande seringa em mãos. — Não, Agnes, pelo amor de Deus, não — suplica, mas a bruxa não lhe dá ouvido e lhe injeta o líquido contido na seringa no pescoço.

— Ai — na casa dos Mikaelson, Cassandra grunhe ao sentir uma dor no pescoço.

— O que foi isso? — Rebekah se aproxima.

— Eu não sei, é como se eu tivesse sido atingida por algo.

Meia hora depois ela se encontrava deitada na cama, entediada.

— Como está seu pescoço? — Rebekah questiona após se sentar em uma poltrona à sua frente com uma revista de moda em mãos.

— Estranhamente estou bem — diz após suspirar — mas sei que isso tem a ver com Sophie.

— Só me faça um favor, não morra no meu turno — a original diz divertida — ou meus irmãos nunca me deixariam em paz.

De repente Cassandra sente-se tonta e Rebekah se aproxima dela.

— O que foi?

— Não sei, deve ser enjoo apenas, tenho tido muitos ultimamente.

— Na verdade você está queimando em febre, — a original diz após colocar a mão sobre sua testa, a encarando preocupada.

— Sinto como se estivesse algo queimando dentro de mim — se encolhe na cama em posição fetal.

— Fique calma, Elijah está chegando e sei que meus sobrinhos estão te curando — Rebekah diz, enquanto passava um pano com água gelada sobre o rosto dela.

Elijah adentra o quarto em um rompante com Sophie atrás.

— Estou tentando ajudar — Sophie diz levantando as mãos em rendição quando Rebekah lhe lança um olhar assassino.

— Ajudar? Você que causou essa confusão.

— Rebekah deixe-a fazer o que puder — Elijah diz enquanto olhava Cassandra com atenção.

— Precisarei de algumas ervas para fazer a febre abaixar, farei uma lista — a Deveraux expõe. 

Enquanto Rebekah saia em busca das ervas que Sophie prescreveu, Elijah, preocupado com o intenso aumento do calor do corpo de Cassandra, a tira da cama e a leva até o lado exterior da casa, mais precisamente na área de lazer para tomar um ar fresco.

Após um tempo, Rebekah retorna e as ervas não faziam efeito algum.

— A coloque na água — Sophie instrui e logo Elijah entra na piscina e pega Cassandra no colo em estilo noiva a trazendo para dentro.

— Não vejo como um mergulho pode ajudar — Rebekah diz irônica.

— Ela está queimando em febre e a água, juntamente com as ervas irão ajudar — Sophie explica convicta e entrega mais das ervas para Cassandra — Beba isto, precisamos baixar a temperatura.

— E como faremos isso? — Elijah questiona preocupado.

— Segure-a, é um remédio natural para baixar os batimentos cardíacos e a pressão.

— Não vai funcionar — Rebekah rebate.

— Davina vai quebrar a ligação. Só precisamos de tempo. — Elijah fala enquanto segurava Cassandra que suava intensamente e sussurrava coisas desconexas.

— Onde Klaus está? — Ela pergunta fracamente por conta do cansaço que sentia.

— Na igreja, resolvendo questões com a maldita bruxa que fez isso a você.

Ela assente.

— Quero te pedir uma coisa, Elijah. — ela diz tentando manter-se acordada.

— Me peça e eu farei. — garante.

— Quando tiver uma chance… — engole em seco e recupera o fôlego — mate Agnes.

O original assente.

— Não tenha dúvidas de que é o que vou fazer, mas agora por favor poupe suas energias. Logo tudo isso acabará. Respire fundo e se concentre em minha voz, tudo ficará bem.

— Não consigo respirar — ela diz nervosa

— Respire fundo — ele pede — Cassandra, olhe para mim e respire fundo.

Ela grunhe e se contorce de dor nos braços dele.

— Senti algo — Sophie diz de repente chamando a atenção de todos e faz um corte em sua mão. Elijah percebe que não aconteceu nada à Cassandra, confirmando que a ligação já não existia mais.

— Vamos — ele a ajuda a sair da piscina.

— Por favor, Elijah. Sei que quando seu irmão souber que a ligação foi quebrada irá querer matar Agnes. Sei que não me deve nada, mas por favor não o deixe matá-la — Sophie pede. — Ela é o único acesso que temos ao poder. Prometa que vai pará-lo — suplica novamente.

Elijah não lhe dá importância e sai da piscina em velocidade de vampiro.

— Vou lhe fazer uma última promessa — o original diz à ela — não deixarei meu irmão matar Agnes — diz e ela suspira em alívio.


 

Na igreja Klaus encarava Agnes com desdém.

— Você é uma artista e tanto, Agnes — o hírido diz à bruxa — mas adivinha… eu também sou. Me contemplei deixando pedaços seus dispostos artisticamente sobre os túmulos de seus familiares. Isso deixaria uma mensagem adequada: — vai até ela em velocidade sobrenatural e a agarra pelo pescoço — não toque em minha família,

— Deixe-a — a voz de Elijah se faz presente no local — dei minha palavra que você não faria nada.

— Você costuma dar a palavra nas horas erradas, irmão. Fizemos as coisas do seu jeito o dia todo. Vamos lá, apenas uma mordida e Agnes morre, ela merece — Klaus diz sério demonstrando toda sua raiva.

— Niklaus não faça mais nenhum movimento. — Elijah diz caminhando pelo corredor da igreja — Você pediu meu perdão e eu lhe darei, mas não me faça passar por cima da minha palavra.

Irritado, Klaus solta Agnes e dá de ombros.

— Meu nobre irmão.Ainda é sua cara estragar minha diversão.

Elijah encara Agnes e nega com a cabeça.

— Não necessariamente — diz e Klaus o encara sem entender e ele arranca os corações dos três capangas de Agnes em segundos deixando o híbrido surpreso — Eu jurei que você não morreria pelas mãos do meu irmão, mas eu não disse nada… sobre as minhas — a agarra pelo pescoço e a encara profundamente — Ninguém machuca minha família e vive — com apenas um movimento lhe quebra o pescoço — Ninguém! 

Elijah diz e deixa a igreja sob o olhar satisfeito de Klaus.

Sophie chega em sua casa após saber da morte de Agnes, imaginava que não podia confiar nos originais.

Adentra o local escuro e acende as luzes, se assustando ao visualizar a figura feminina sentada na sala degustando uma xícara de chá.

— Demorou, estava velando a vadia da Agnes? Espero que ela esteja queimando no fogo do inferno uma hora dessas.

— Cassandra.... — demonstra medo em sua voz.

— Diga — sorri com deboche.

— O que está fazendo aqui?

A bruxa sorri e se levanta

— Como o que, Sophie? Já se esqueceu da minha promessa? Eu disse que voltaria para acertar as contas com você no segundo que a ligação fosse desfeita e eu sempre procuro cumprir com minha palavra.





 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...