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História Eternos (Carry on) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei pra caramba. Triste com o baixo feedback, não vou mentir. Mas já escrevi um monte, as atts continuarão e com menos demora, fé. Gosto muito desse capítulo :'3

Boa leitura ~xoxo

Capítulo 2 - Chama


Fanfic / Fanfiction Eternos (Carry on) - Capítulo 2 - Chama

FLASHBACK [ON]


Foi Simon quem pediu para levar bebidas para o quarto. Quem diria, o Herdeiro do Mago querendo se embriagar na véspera de natal.


-Você tem certeza disso, Snow?


-Sim.


Snow nunca tinha certeza de nada. Talvez apenas sobre seus sentimentos por mim mas nunca se deu conta disso então não sei se devo adicionar à lista.


-Você ao menos já ficou bêbado alguma vez? - Perguntei, enquanto descia as escadas tranquilamente e Snow tropeçava em tudo.


-Não mas sempre tem a primeira vez. Não é assim que dizem?


-Quem diz isso? Você?


É claro que tinha bebida em casa. Todo tipo. Desde vinhos mais velhos que eu à bebidas simples como cerveja. Também tinha champanhe da ceia mas é óbvio que eu ignorei. Queria muito ver Simon Snow bêbado, me beijando e falando um monte de bobagens sobre inimigos jurados. Queria vê-lo perdendo o controle, mas de um jeito bom. Comigo. Como eu sempre quis. Estava cheio de boas intenções, na verdade.


-Você tem aqueles compartimentos cheios de vinho? Como nos filmes?


-Uma adega? Aonde você leu sobre isso, Snow?


-Mago me fez ler um monte de coisas. - Simon responde, passando os dedos pela vitrine do bar.


-Pode, por obséquio para de falar desse homem na minha casa?


-Você odeia ele tanto assim? - Snow pergunta, se virando para mim na penumbra.


-É só de você que eu gosto, Simon, ainda não compreendeu isso? - Eu coloquei as minhas duas mãos no peito dele.


-Baz.


-Vamos beber. Você fala demais.


Acendi uma chama na palma da minha mão no caminho de volta até o quarto pois tinha certeza que Snow faria alguma bagunça com a garrafa de bebida nas mãos. Simon sorria brilhantemente para mim, como uma criança que havia realizado o sonho de ficar preso no shopping - com as chaves das lojas de doces e do parquinho.


-Baz. - Ele sussurrou.


Ouvi o tilintar da garrafa nas mãos dele com a minha quando ele se precipitou para cima de mim e me beijou em algum lugar entre o nariz e o queixo. Minhas bochechas ficaram quentes. Meu corpo todo, na verdade.


-Calma. Você vai quebrar tudo, Snow.


-Eu sempre quebro tudo. Não tá acostumado, não?


Simon é um bebezinho com álcool, como eu imaginei. Uma dose e pouca coisa e ele já estava todo alegrinho, rindo a toa, mordendo meu ombro e beijando meu pescoço. Um doce.


-Por que quer ficar bêbado? Quer esquecer que me beijou?


Simon me beijou pela primeira vez no nosso quarto. Assim, de repente, quando eu saía do banho, na volta de uma caçada. Discutiu comigo por nada, jogou um livro no meu peito e depois me beijou. Fomos dormir com os lábios inchados naquela noite.


-Tá maluco, Baaaazzz? Eu nuuunca vou esquecer o que aconteceu entre a gente. Eeeeu te beijei. E eu não quero esquecer isso. Nunca. Eu gosssto - Snow diz, se arrastando para perto de mim.- Eu gosto diiisso. - Eu sinto os lábios dele na minha boca enquanto ele diz isso.


Beijar Simon é sempre uma delícia. Nós mal começamos com isso e eu já perdi a conta de quantas vezes tomei seus lábios. Eu nem sei explicar, não sei se é porque ele é a única pessoa que eu beijei na vida ou se é porque eu o amo tão desesperadamente que tudo sobre ele é extraordinariamente bom. Simon Snow é absolutamente extraordinário.


Simon sempre se agarra em mim de alguma forma depois que me beija. Seja na pontinha dos dedos ou abraçando a minha cintura. Porra. Como eu amo tocá-lo, o mínimo toque que seja. Meu corpo necessita disso para seguir em frente, cada célula em mim.


-E se acontecer o pior no final? - Ele está agarrado ao meu pescoço. Sua voz sai por cima do meu ombro.


-O pior? É uma guerra, Snow, é claro que vai acontecer o pior. - Eu aspiro um pouco de coragem e o abraço, faço carinho nas suas costas e me sinto outra pessoa.


-Você está preparado pro. . .pior, Baz?


-E alguém está, Simon?


Ele desfaz o abraço e se ergue nas próprias mãos para sentar nas minhas pernas, ainda de frente para mim, tem suas pernas cruzadas nas minhas costas agora. Simon beija minha orelha antes de retomar o abraço.


-E se. . .


Os “E se. . .” de Snow sempre terminam em besteira. Sempre.


-Simon.


-Mas eu ainda nem falei nada! E se. . . quer dizer. . . eu acho que você pode fazer isso, não é?


-O que? - pergunto, firme.


-Me Transformar. - Ele falou em um tom tão fraco que apenas alguém como eu poderia ouvir. Um sanguessuga.


-Não fale besteiras.


-Não faria?


-Não.


-Nem se fosse pra salvar a minha vida?


-Como. . .? Simon, você está sendo incoerente.


-Eu não estou tão bêbado assim, Ba-sil-ton. Você entende o que eu quero dizer? E se só fazer aquilo fosse me salvar?


-Transformar você?


-Sim. Eu já falei sobre isso com a Penny, sabia? Ela disse que era loucura.


-Porque é. É um absurdo completo.


-A não ser que fosse o único jeito.


Eu estalo os lábios e ele estala de volta. Snow é irritantemente insubordinado e desobediente na maior parte do tempo. Talvez em tempo integral.


-Mas não seria legal? Viver pra sempre e. . . UAU. -Ele solta um gritinho bêbado enquanto prende suas mãos em volta do meu pescoço e se inclina para trás. Seria um momento incrível de casal se ele não estivesse falando esse monte de besteiras.


É incrível como Snow consegue me deixar absolutamente desconcertado e relaxado ao mesmo tempo. É difícil até pra mim entender o porquê mas, de certa forma, eu gosto disso.


-Não sei nada sobre vampiros viverem para sempre. E não existe “UAU” em drenar ratos escondido do mundo. Você está bêbado. Vamos pra cama. Agora. Já chega.


-Achei que não seria mais rabugento agora que começamos a namorar. Ba-sil-tooon.


-Sou um namorado rabugento. Dane-se.


Eu levo um milhão de horas até conseguir desgrudar Simon do meu pescoço e levá-lo para cama, onde ele se enrosca novamente em mim. Eu poderia passar o resto da minha vida enroscado em Simon Snow. Poderia passar toda a eternidade desse jeito.


-Você não gostaria de viver para sempre comigo? - Simon sussurra. Sua voz aquecendo algum lugar perto do meu peito. Sinto seu pé gelado tocando os meus.


-Eu gosto de qualquer coisa se for com você, Simon idiota.


Eu enfio a mão nos cabelos dele, sinto Simon se arrepiar com meu toque. Tudo, eu quero tudo se for com você, Simon.

FLASHBACK [OFF]


-O que vem agora, Bunce?


-Me diz você, Basilton. O especialista no assunto.


-Você precisa mesmo agir assim? - Eu me levanto da mesa e saio de casa, vou fumar um cigarro lá fora, sentado do meio fio. Sinto que estou afundando no escuro.


-Si não ia gostar de saber que você anda fumando. - Bunce se aproxima, com as mãos nos bolsos da calça de moletom.


-Hm. - Eu dou uma tragada forte no cigarro e jogo as cinzas formadas próximo aos sapatos dela.


-Desculpa, Baz, eu não quis ser grosseira sobre sua condição nem nada. Eu só tô destruída com tudo isso sabe? Me desculpa. Por favor.


Ela se apóia no carro estacionado, se esquivando na fumaça do cigarro.


-Pode imaginar como eu me sinto, Penélope? O meu namorado se transformou em um maldito sanguessuga e a culpa é toda minha. Você consegue sentir a gravidade disso?  - A minha voz sai tremida e eu paro de falar. Queria ter um daqueles malditos lenços comigo agora mas só me resta a manga da camisa então eu tento fazer as lágrimas ficarem contidas no cantinho do meu coração para evitar humilhação maior.


-Baz.   - a voz de Penélope é pior que a minha, já é um choro. -Você fez o que deveria fazer. Tá bom?! Já passamos dessa fase de se culpar, lembra? Já superamos isso.


-Superamos, foi? Eu não posso superar. -eu não estou gritando mas eu bato com meu punho cerrado em meu peito, tão forte que dói.-É do meu Snow que estamos falando. Ele é o meu universo, Penélope.


-Eu sei que é, Basilton, eu sei. Ele está com a gente, de qualquer modo, ele está a salvo agora. - seu tom vai se enfraquecendo até aviz sumir.


Os olhos de Bunce estão encharcados por detrás dos óculos. Ela se aproxima de mim, tenta me tocar, descansar a cabeça no meu ombro ou algo do tipo. Eu deixo. Estamos destruídos. Simon está conosco, "de qualquer modo". Ele está a salvo.



Notas Finais


Tô emocionada ;-;

Obrigada por ler!


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