História Eu - Capítulo 20


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Categorias EXO
Personagens Sehun
Tags Biografia, Desabafo, Droubble, Exo, Relato, Sehun
Visualizações 5
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Droubble, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - How to be me: Act 1: First Job


Quem imaginaria que Oh Sehun iria ser contratado por uma empresa? Bom, Minseok ficou me zoando por milênios quando soube e o motivo é bem simples, ele sabia que eu falava muito mal da vida de artista. Pra piorar eu estava na empresa que mais critiquei, seria a lei do karma que ele tanto fala? De qualquer forma eu estou ganhando dinheiro e não é sendo um idol, na verdade fico por trás das câmeras... Mais especificamente?

— Você vai ter que cuidar do Chanyeol. — arqueei as sobrancelhas acreditando que era uma trollagem, uma piada para os novatos, mas logo vi que não quando me entregaram um contrato. Eu vim pra cá por indicação de um amigo do meu pai, a crise está complicada, mas o que eu não entendi é como o amigo do meu pai conhecia essa gente, mas é um emprego e eu não posso recusar. — Deve estar se perguntando por que você, certo? — minha cara de bosta e curiosidade estavam tão óbvias assim? — Ele mesmo o escolheu, acha que se encaixa no perfil que ele procura.

— Preciso cozinhar?

— Somente quando o cozinheiro estiver de folga. — respondeu o homem e eu assenti, só precisava assinar e torcer que o tal Chanyeol não fosse um completo cuzão e que não tentasse me assediar. Assinei os papéis, li uns trechos e notei que eu estaria a disposição dele o tempo todo, o que incluía morar na casa dele. Eu seria um manager? Mais ou menos por aí, mas ao que parecia ele já tinha um, mas queria ter um serviço exclusivo. — Alguma duvida?

— Meus dias de folga. — que se resumiriam em gastar meu salário com porcarias no shopping, sozinho cheio de sacolas, até que não seria ruim.

— Isso você vai decidir diretamente com ele. — assenti. — E por falar nele, está o esperando do lado de fora do prédio. — mordi o inferior, não imaginei uma pessoa feia ou coisa do tipo, mas me senti em um dorama daqueles clichês com um chefe babaca e eu teria que aguentar tudo calado.

— Preciso assinar mais alguma coisa?

— Não, pode ir. — assenti e me curvei saindo dali quase em disparada, cumprimentei alguns funcionários no caso a maioria e entre eles eu quase dei de cara com uma arara de roupas, tinha visto as idols que o Minseok era fã.

Continuei andando e notei um carro caríssimo parado em frente ao prédio, era dourado e se não estou enganado era um Lamborghini, cruzei os braços e vi o motorista saindo dali e era tão alto quanto eu. Se vocês acham que eu fiquei sendo um puxa saco, baba ovo ou personagem de shoujo que ficou todo vermelhinho e abaixei a cabeça, está completamente enganado, o que me deixa surpreso também. Eu apenas me curvei e desviei o olhar evitando o dele, que estava de boné, mascara e óculos escuros, e pela minha atitude eu pude ouvir que ficou rindo.

— Poderia me acompanhar? — voltei o olhar para ele e assenti, ele sorriu e eu o segui até o carro. — Você não é muito de falar, certo? — tínhamos entrado no carro e nesse momento coloquei o cinto de segurança, fiquei esperando que ele fizesse o mesmo, mas ele somente ligou o carro.

— Não, bota o cinto. — ele tirou a máscara sem graça e concordou com a cabeça colocando o cinto. — E nem pense em dirigir rápido, não estamos em uma corrida. — se era pra cuidar eu faria o paizão mesmo, e se não estou enganado temos pouca diferença de idade, o que torna as coisas um pouco mais estranhas já que ele é mais velho do que eu.

— Fique calmo, eu sou responsável. — disse com a atenção voltada para a rua, até que ele parecia ser legalzinho. — E não precisa ser formal comigo, sim? Me veja como um irmão mais velho. — cruzei os braços pensando no que ele tinha dito, demoraria um pouco pra eu tratá-lo como me pediu, afinal nos conhecíamos fazia poucos segundos.

Chegamos no apartamento dele, era na cobertura e muito bem decorado, além de que tinha uma salinha especial que mais parecia uma brinquedoteca infantil do que qualquer outra coisa. Se eu me perguntei se ele morava com mais alguém? Sim, já que ele me falou que tinha três quartos e em um deles morava um amigo dele. Me deu mais algumas instruções e em seguida me deixou sozinho no meu novo quarto, era bem grande comparado ao que eu tinha em casa e mais parecia um palácio pra mim. As minhas coisas estavam lá, todas já guardadas e organizadas, fiquei bem surpreso mas preferi não falar nada.

Enquanto estava no quarto mexendo no celular, vulgo twitter e falando  com o meu melhor amigo, ouvi alguém bater na porta, permiti que entrasse e quase saltei ao notar que era o ator Kim Jongdae. Não era fã dele, mas conhecia um pouco e até mesmo assisti um de seus doramas mais famosos. 

— Licença, estou atrapalhando? — neguei com a cabeça e ele entrou no quarto sentando-se ao meu lado.

— Você deve ser o amigo do Sr. Park que mora aqui, estou certo?

— Exato, e você deve ser babá dele. — sendo sincero, até eu estava pensando que estava sendo babá, então concordei com a cabeça. — Não é uma senhora mau humorada pelo menos.

— Por fora não, por dentro sim. — ele riu e eu sorri desviando o olhar. — Ele é difícil pra lidar?

— Depende, porque uma hora ele tem mau humor de 80, outra hora fogo de adolescente e por fim idade mental de alguém com 8. — respondeu com sinceridade e eu notei que precisaria de uma paciência monstruosa, odiava adolescentes e não era chegado em crianças, gente mau humorada eu mandava pra casa do caralho. — Recomendo que dê doce nos três casos, o humor melhora, o fogo apaga e ele fica quietinho.

— Obrigado, vou comprar a doceria inteira e trancar ele lá. — e ele riu de novo, dessa vez mais escandaloso e eu acabei rindo também.

— Não mude, é sério, é uma pessoa muito legal.

— E por que diz isso?

— A empresa do Yeol tem mania de robotizar as pessoas, não literalmente, e é por isso que ele contratou alguém que não era desse meio. — assenti, eu estava certo desde o começo. — Em público finja que é como eles desejam, mas quando estiverem a sós pode ficar tranquilo.

— Muito obrigado Jongdae.

— Me chame de Chen.

— Certo, Chen. — ele sorriu e eu também. — Me chame de Hunnie.

Ficamos conversando por mais um tempo, até que o Chanyeol me chamou desesperado e eu saí correndo preocupado, o manager estava impaciente olhando o relógio de pulso. A situação era simples, o Park não queria ir numa reunião mas ele tinha que ir e ao que parecia estavam atrasados, olhei para o Sr. Choi e ele pareceu me pedir desesperadamente para convencer o Park a ir.

— Para de birra e vai logo, te dou doce quando voltarmos. — os olhos dele brilharam e eu senti uma mão no meu ombro, era o Chen com um sorriso, murmurei um obrigado.

— Então vai também, omo, já te adoro. — ele me puxou para um abraço apertado e eu retribui, senti que ele estava carente, talvez sentisse falta da família e eu lembrasse algum parente seu. Sempre fui filho único, sozinho, mas todos os amigos pra mim eram irmãos. — Você vai tornar aquele lugar menos chato. — sem me soltar ele virou-se para o Chen, fiquei triste porque ele ficaria sozinho e se não estava enganado estava meio magoado com algo.

— Ele não pode ir também?

— Infelizmente não, mas voltaremos rápido.

— Vou chamar companhia, não se preocupe. — o maior assentiu e me guiou para fora depois de me despedir dele.

O lugar era um restaurante, pra melhorar porém não, fomos guiados até uma mesa com senhores claramente podres de ricos que estavam falando milhares de asneiras, estavam levemente bêbados. Eu e o Chanyeol sentamos junto a eles e pela breve apresentação eu conheci os tais donos da porra toda, o dono da SM, YG, JYP e por aí vai. Ao que parece eram rivais dentro das empresas, fora eram bem próximos.

Ficamos por ali por uma hora, me limitei a beber cerveja e Chanyeol também enquanto era exaltado como um troféu pelo chefe aos demais, ao que parecia os outros logo viriam.

— Agora eu preciso ir, foi um prazer vê-los. — sorriu forçado e se curvou saindo em seguida, me curvei e o acompanhei.

Entramos no carro e ele socou o volante me assustando, ele parecia ser extremamente calmo e vê-lo daquela forma me surpreendeu. Não quis perguntar nada para não parecer inconveniente, e ele também não parecia querer se abrir, então apenas esperei ele se acalmar e dirigir de volta pra casa.

Voltamos rapidamente e quase caí para trás, Jongdae estava comendo pizza com o Baekhyun! Eu nem sabia que eles eram próximos, Chanyeol notou como eu fiquei e me arrastou para a cozinha.

— Cara, você está muito branco e parece que viu um fantasma, o que aconteceu? — eu esperei ele me soltar para beber um pouco de água, precisava manter a calma. — Foi o Baekhyun? — me virei igual um ninja com os olhos arregalados. — É, foi ele.

— É complicado. — respondi apoiando-me na pia e olhando para a mesma vazia.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou o Jongdae, e quando me virei para responder notei que o Baekhyun estava ao lado dele preocupado. Porra, e agora?

— O que você fez pra minha babá Baekhyun? — o maior tomou a frente igual um leão e eu notei que ele negou com a cabeça.

— Nada, eu só preciso... Eu já volto, estou bem. — respondi o mais firme que consegui e corri para o meu quarto, não tinha fobia social, mas eu ficava nervoso e passando mau na presença dos crushes. Já passei por cada coisa, não gosto nem de lembrar.

Estava no quarto tentando me acalmar, quando ouvi batidas na porta e meu coração pareceu que ia sair voando, era o Jongdae e eu o permiti entrar.

— Poderia me dizer o que aconteceu? Se não for incomodo, claro. — perguntou agachado na minha frente.

Eu contei tudo com riqueza de detalhes, ele achou fofo e disse que o amigo não era um monstro de sete cabeças, mas que era bem misterioso e reservado quanto ao amor. Não me senti bem para voltar, então o Chen me deixou com o Chanyeol e saiu com o Baekhyun. Se eu contei pra ele? Preferi entupi-lo de doce e focar em montar aquele castelo de LEGO.

— Sobre aquele jantar, — me virei quando ele começou a falar. — eu não suportei ficar no mesmo ambiente com o cara que quase estragou a minha carreira, tipo, ele ousou me acusar de plágio! E o meu chefe simplesmente me obriga a ir lá todas as vezes.

— Você escreve as suas próprias músicas?

— Todas elas, sou um dos poucos que pode. — enfiou as balas na boca, eu não suportava doce e fui contratado por um cara viciado nisso.

— Conversa com ele e explique as suas razões. — voltei a atenção para as peças.

— Não é tão simples.

— Por isso não sou idol. — notei que ele parou o que fazia e me olhou curioso. — Gosto de ter liberdade, odeio que mandem em mim ou tentem me obrigar a fazer o que não quero. — ele assentiu. — E foi por isso que fiquei calado a maior parte do tempo.

— Mas quando voltamos, o que aconteceu? — suspirei e me sentei ao lado dele.

— Tenho ansiedade não diagnosticada desde criança, e as vezes ela ataca me deixando meio... Daquele jeito que você viu ou pior. — respondi olhando para as peças. — Não é fácil de lidar, mas também não é muito difícil.

— E isso só aconteceu quando você viu o Baekhyun.

— É tão complicado Chanyeol, mas eu vou resumir. — olhei para ele e notei o quanto era fofinho, parecia uma criança crescida. — Eu sinto um amor platônico, unilateral pelo Baekhyun e ele nem sabe quem eu sou.

— Desde quando?

— É recente, vai fazer um ano. — ele arqueou as sobrancelhas e sorriu.

— Então você logo vai superar.

— Espero. — ele segurou no meu ombro e pareceu dizer com o olhar um ‘eu sei que vai’.
Jongdae voltou rapidamente e me entregou um cartão, eu olhei e notei que era uma empresa de roupas, o nome era familiar mas eu não conseguia lembrar. Ele me olhou com expectativa e eu dei de ombros olhando para o Chanyeol, ele parecia tão surpreso quanto eu.

— O Baekhyun quer que você o visite amanhã na empresa dele, a Privé. — eu engoli em seco e senti as minhas pernas amolecerem, se não fosse pelo meu chefe me segurando eu teria caído no chão. — É que, como você ficou meio impressionado com a chegada dele ele decidiu marcar um encontro para tentar mostrar que ele é gente como a gente.

— Na empresa dele? Por que não na cafeteria?

— Ele tem muitas coisas pra fazer, então ele achou melhor lá. — respondeu sorrindo largamente.

— Só porque eu tenho sessão de fotos... — resmungou Chanyeol.

— Não irei se você não quiser. — disse torcendo que ele não deixasse, não estava preparado.

— Vá, quem sabe você consegue ficar mais tranquilo? Quem não iria querer ficar com o crush? — ele não parecia muito sincero, por isso aproximou os lábios do meu ouvido quando o Jongdae saiu rapidamente. — Qualquer coisa me liga que eu saio do estúdio e vou te salvar.

— Agradeço. — ele voltou e nós sorrimos como em um comercial de manteiga.

— O horário que ele estará livre é as 18, tudo bem pra você? — concordei com a cabeça. — Fica tranquilo que ele não vai te atacar e nem te tratar mau, ok? E eu irei contigo, é caminho para a minha gravação.

— Muito obrigado Chen.



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