História Eu, a Guardiã Cinzenta - Capítulo 3


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Categorias Dragon Age
Tags Dragon Age Origins, Female Amell
Visualizações 2
Palavras 644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Luta, Magia, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Uma carta e Andraste


20 Kingsway, 9:28 Era do Dragão

Caro Alguém, 

Nos últimos cinco dias eu estive polindo as estátuas do Salão Principal e rezando para que o Criador tenha misericórdia da minha alma. Eu sei, rezar não é do meu feitio. Estou sendo obrigada, infelizmente. E sabe por qual razão? Porque minha boca é muito grande e eu não consigo mantê-la fechada. 

Estávamos nós na t̶o̶r̶t̶u̶r̶a̶ cerimônia que somos obrigados a assistir. Com nós quero dizer, eu, Jowan, Neria e Anders. Como sempre, os templários tinham os olhares repreensivos sobre nós - e os magos seniores também, especialmente os submissos. Sentamos ao fundo, e como de costume, Anders nos fazia rir com suas piadas e comentários. 

O Cavaleiro-Comandante Greagoir nos olhava com reprovação. Keili uma das aprendizes fanáticas do círculo murmurou “ssh!” para nos umas duas vezes, até Wynne, uma Encantadora Sênior do círculo, pedir-nos educadamente que ficássemos em silêncio. 

Eu e meus amigos, respeitamos e passamos a prestar a atenção no que a Madre-Venerada falava. Ela falava da profetisa Andraste e enaltecia todo os seus feitos e seu honroso sacrifício. E é claro que ela fez questão de enfatizar que Andraste morreu por culpa dos magos. Unicamente por culpa deles.

Eu achava tudo aquilo um exagero, se quer saber. Tanto que tive o ímpeto de me levantar e dizer algo que chocaria todos. 

De uns tempos para cá, eu tenho lido alguns livros considerados heréticos pela Chantria, que indicam que Andraste possivelmente foi uma maga. Já tinha ouvido essa hipótese e sempre tive curiosidade de saber se poderia ser fato ou uma mera suposição. Desde então venho criando minhas próprias teorias e quando eu for uma maga influente e incrivelmente poderosa, estou determinada a provar que Andraste foi sim uma maga. 

Foi com os pensamentos nublados pela glória que eu presumivelmente teria no futuro que eu me ergui no banco e disse:

“Se somos amaldiçoados, Andraste também era, pois ela possuía poderes mágicos.”

O silêncio que se seguiu após minha fala bastou para mostrar que eu tinha tocado em um ponto delicado. A Mãe-Venerada ficou furiosa comigo e em meio a surpresa e indignação, apenas dizia: “Como você se atreve a proferir tamanha blasfêmia?” e iniciou uma série de insultos contra mim, e posso dizer que não esperava que alguém da estirpe dela tivesse um repertório tão criativo para xingamentos. 

Aos gritos eu fui expulsa da capela, leia-se: arrastada pelos templários, que com certeza me odiavam bem mais agora. O culto acabou naquela mesma hora, pois tudo se tornou um alvoroço, alguns aprendizes e magos superiores estavam pasmos. Vi a preocupação na face dos meus amigos, eles não conseguiam acreditar no que eu tinha dito. E para falar a verdade, nem eu. 

Fui levada pelos templários até o porão, onde me largaram no cárcere escuro e nojento.  Um tempo depois, o Primeiro Encantador Irving veio me ver. Era nítido seu desapontamento, ele me deu um sermão, mas no final foi compreensível como sempre. Enquanto o ouvia, eu quase me arrependi. Quase. 

Por mais errada que minha conduta estivesse, eu quis sim dizer aquilo. Quis mesmo. Eu queria afrontar, queria ver o que aconteceria, queria aquela reação. Eu já estou cansada de ouvir que sou amaldiçoada e ficar calada. Já aguentei demais. Mesmo assim, acatei os aconselhamentos de Irving, para o meu próprio bem.

Ainda que eu me sustentasse de coragem e impulsividade, tinha que me lembrar que poderiam me matar ou pior... me transformar em um Tranquilo. Que o Criador jamais permita!

Após uma extensa discussão com Ser Greagoir acerca da minha punição, eu acabei aqui polindo estátuas e como se não bastasse, ainda sou obrigada a comparecer aos cultos e tenho que rezar três vezes por dia para que o Criador me perdoe e salve minha alma. 

Mas provarei que estou certa um dia. Colocarei fogo nessa organização religiosa opressora. 

Juniper Amell, a Subversiva



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