História Eu acho que eu to apaixonada por você - Capítulo 2


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Categorias Malhação: Viva a Diferença
Personagens Heloísa Gutierrez (Lica), Samantha Lambertini
Tags Limantha
Visualizações 70
Palavras 2.167
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiz esse capítulo que fala mais sobre os pais da Sam e quando ela conta sobre a nova namorada.

Capítulo 2 - Extra - Samantha e seus pais


A história da família Lambertini pode ser contada como uma piada, os pais Vicente e Laila se conheceram no ensino médio, mas só se envolveram na faculdade. De acordo com Laila Vicente era o típico macho galinha, dando em cima de qualquer mulher que lhe chamasse a atenção, dono de uma beleza inegável e com muito charme arrasava corações, era assim no ensino médio e o mesmo na vida universitária. Os dois eram opostos, enquanto Vicente era cheio de charme e adorava atenção, Laila era tímida e retraída, tentava ao máximo ser invisível.

O casal se reencontrou alguns anos após o termino de ensino médio, em uma festa do curso de Laila, Vicente claramente foi pela bebida e pelas mulheres bonitas da festa já Laila era uma das organizadoras da festa que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para comprar presentes de natal para crianças de baixa renda. A festa era como qualquer outra festa universitária, com muitas bebidas alcóolicas e até mesmo algumas drogas. Em algum momento da noite enquanto andava de um lado para o outro resolvendo pepinos da festa Laila esbarrou em Vicente, fazendo com que toda a cerveja que estava no copo dele fosse para a roupa do mesmo.

- Você não olha por onde anda não? – Disse alterado, sem ao menos dirigir o olhar a garota que saltada de um pé para o outro inquieta.

- Olha, desculpa.

Laila disse já seguindo para o outro lado da festa, tinha muita coisa para fazer e ficar de bate-boca com um macho no meio da festa não era prioridade da sua lista.

No decorrer da festa, após ter terminado o turno de trabalho Laila decidiu se juntar as amigas para beber e danças. Desviou de vários caras que a cantavam, sem ter interessem em nenhum. Até que em dado momento da noite um rapaz já cansado de levar fora da morena a agarrou pelo braço de maneira brusca. Vicente perto de onde Laila estava logo notou a movimentação, vozes alteradas da garota e das amigas e o rapaz desconhecido puxando o braço de Laila, nesse momento Vicente decidiu intervir se pondo entre o desconhecido e a garota que tinha esbarrado anteriormente.

- Ei, Ei, Ei! Pra que essa agressividade toda cara? Se ela não quer ‘cê da meia volta e sai – Disse Vicente ao tentar desvencilhar o braço do Laila do aperto do homem.

O homem alterado não se deu ao trabalho de responder, logo deu um soco no olho de Vicente como resposta. Foi aí que a confusão tomou novas proporções, Vicente preferiu não revidar e tentou afastar a garota até então desconhecida de perto dos punhos do homem descontrolado de desferia socos na direção dos dois. Logo os seguranças da festa chegaram e retiraram o homem do local.

- Você está legal? – Perguntou Vicente a Laila.

-Tô sim, mas você tá sangrando. – Ela respondeu tocando o supercílio do rapaz.

Agarrando o garoto pelo braço Laila o levou através da multidão, até que chegassem ao lado de fora da festa, parando perto de um poste para que pudesse olhar direito o machucado do rapaz. Vicente tocava o machucado sem realmente sentir dor, devido ao sangue quente da briga, Laila gentilmente tirou a mão do menino do corte para que pudesse analisar.

- Acho que vai precisar de ponto. – Disse a morena após olhar o machucado.

- Eu nem to preocupado com isso. ‘Cê tá bem mesmo? Ele não machucou seu braço não né? – Vicente perguntou preocupado, alcançando o braço da garota procurando pelas marcas de dedos.

- Eu tô bem, não precisa se preocupar. Eu moro aqui perto, acho melhor a gente ir lá em casa pra pelo menos limpar esse seu machucado.

- Moça, eu não quero ser grosso nem nada, mas cê tá chamando um cara que tu nem conhece direito pra ir pra sua casa, assim eu acho meio peri... – O rapaz começou a falar, mesmo alterado ele sabia dos perigos que era uma mulher sozinha chamando um desconhecido para a própria residência.

- Vicente, eu te conheço desde que a gente tem 12 anos, a gente não é muito intimo, mas desconhecido você não é! –Laila interrompeu o discurso.

O Lambertini olhou a garota como se ela tivesse duas cabeças, ele certamente se lembraria se conhecesse aquela menina, ele nunca esqueceria uma mulher bonita como ela.

- Oi? – Foi o que conseguiu dizer.

- Vicente a gente estudou na mesma escola desde os 12 anos, éramos da mesma turma o ensino médio inteiro, mas acho que você não lembra de mim. – Ela estendeu a mão – Laila Nogueira, prazer.

Foi então que algo clicou dentro da mente do rapaz. Laila Nogueira, a menina tímida que sentava na fileira do canto e na carteira do meio. Ele deu um passo para trás meio atordoado e analisou a menina, os casacos e a calça de moletom azul marinho do colégio Grupo tinham sido substituídos por uma blusa floral com um decote que caia perfeito para a moça e calças jeans coladas.

A garota segurou o braço do rapaz e começou a andar pela rua. Após se recuperar do choque Vicente começou a puxar conversa, querendo saber mais da garota por quem tinha levado um soco e que até pouco tempo antes não lembrava quem era.

Ao chegarem no apartamento da garota Vicente sentou no sofá quanto ela se dirigia ao banheiro atrás da caixa de medicamentos. Voltando pouco tempo depois com uma caixa roxa nas mãos e uma embalagem de algodão em cima, Laila depositou tudo sobre a mesinha de centro e tratou de cuidar do machucado do rapaz.

- Meus pais não estão em casa, viagem para a Suíça – Disse a garota, justificando a ausência de pessoas no enorme apartamento.

Eles conversaram algumas amenidades e então Laila abriu um vinho que tinha ganhado de aniversário. A conversa foi fluindo, uma garrafa se tornou duas e quando Laila e Vicente menos perceberam estavam se beijando.

- Você tem certeza? – Vicente perguntou se afastando da garota.

Laila aproveitou a distância para retirar a blusa e jogar a peça pela sala.

 

Na manhã seguinte ambos ao acordarem entraram em consenso de que aquilo que havia acontecido na noite anterior fora um lapso e que não voltaria a se repetir. O único problema era que Vicente queria que voltasse a se repetir, nunca antes tivera uma conexão tão intensa com alguém.

Mas o tempo passou e como Vicente estava no último período da faculdade logo se formou e pensou que nunca mais conseguiria entrar em contato com Laila.

E foi assim por quase quatro meses, quando ao voltar para casa do trabalho encontrou a garota na portaria do edifício.

- Oi – Ela disse, parecia meio perdida e incomodada.

- Oi – Vicente disse contido, mas internamente estava explodindo de felicidade.

- Eu estava te esperando... Consegui seu endereço com o Duda – Duda era o apelido de Leôncio Eduardo, um ex colega de turma do ensino médio e melhor amigo de Vicente.

Vicente assentiu, estava muito feliz por ver a moça mas realmente não sabia o por que dela ter ido atrás dele.

- ‘Cê quer entrar ou ...

- Olha Vicente eu realmente não sei como dizer isso e sei que pode ser um choque e tudo mais, mas eu quero que você saiba que não foi nada planejado – Laila desatou a falar enquanto andava de um lado para o outro na calçada – Na verdade não faz nem sentido pensar que pode ser planejado porque nem tem como eu planejar isso porque pra início não era nem pra ter acontecido nada.

- Laila eu não tô entendendo nada do que cê tá falando.

- Vicente – Disse Laila agarrando o braço do loiro – Você vai ser pai. Eu tô grávida.

Foi ali que Vicente pensou que seu mundo tinha desmoronado, todos os planos por água abaixo. Mal sabia ele que na verdade o mundo desabaria quatro meses depois, enquanto pegava pela primeira vez no colo o pequeno pacote prematuro ao qual ele e a esposa – porque os pais de Vicente nunca aceitariam que ele tivesse um filho e não se casasse com a mãe da criança, e embora fosse o que Vicente queria foi uma verdadeira guerra Laila aceitar o pedido de casamento – tinham dado vida em uma noite aleatória.

- Eu nunca amei tanto algo na minha vida. – Disse o loiro enquanto acariciava a pequena cabeça cheia de cabelinhos escuros e contornava os traços do minúsculo rosto com o dedo - Ela parece com você.

- Eu li em algum lugar que Samantha não tem uma origem certa, pode significar “limite”, ou “término” ou “flor com o nome de Deus”. – Disse Laila olhando a criança por sobre o ombro do companheiro.

- ‘Cê acha que é um bom nome? Que ela vai gostar?

- Não sei, mas se a gente for analisar a vida é incerta, então não tem nenhum problema o nome também ser. Samantha Milena Nogueira Lambertini.

- Por que mesmo que a gente tá estragando o nome dela colocando Milena no meio?

- Porque é o nome da sua mãe e porque você queria, eu não tenho culpa se você perdeu no cara ou coroa.

- Pode ser machista da minha parte, mas eu espero que você nunca se apaixone por homem nenhum – Disse Vicente encarando a filha – Porque a gente não vale nada, minha filhar.

- Então quer dizer que se ela se assumir como lésbica você não vai surtar?

O Lambertini ficou momentaneamente atordoado, quando que eles tinham entrado na discussão da orientação sexual da filha que por sinal acabara de nascer?

- Eu realmente não sei como a gente chegou a esse assunto. Mas eu realmente não me importo com a orientação sexual da nossa filha, só sei que ninguém será merecedor dela.

 

17 anos depois

- Papai, mamãe. Eu preciso conversar com vocês – Disse uma Samantha de 17 anos parada na porta do quarto dos pais.

O casal se olhou e automaticamente se ajeitou na cama, abrindo espaço para que a filha mais velha pudesse se sentar entre os dois, como era costume fazerem. Porém Samantha preferiu se manter de pé diante dos dois.

Sentindo o desconforto da filha Vicente disse:

- Você sabe que pode falar qualquer coisa com a gente, né meu amor?!

Samantha mudou em seus pés e repassou novamente todo o discurso que ensaiara antes.

- Eu quero tratar de um assunto muito delicado e peço que se mantenham abertos ao assunto. Ok?! – Tomando um suspiro Samantha tomou coragem. – Eu conheci alguém e ...

- Samantha Milena Nogueira Lambertini! Se você entrou nesse quarto pra nos falar que está grávida de alguém eu juro por Deus que terei um ataque. – Disse Laila.

- O que? Não, mãe.

- Deixa a menina Lila.

- Como assim deixa a menina? Vicente sua filha está lhe falando que você vai ser avô e você nessa calmaria toda? Quando eu contei que estava grávida você desmaia agora quando sua filha fala de uma gravidez prematura...

- Mãe eu não tô grávida.

- Você tem certeza? – Agora quem perguntou foi Vicente, ficando visivelmente pálido.

- Tenho sim.

- E como você pode ter tanta certeza? – Questionou Laila.

- Pois é minha filha, como você muito bem sabe camisinha fura. ’Cê tá aí como prova.

- Gente eu não tô grávida...

- Eu exijo um exame, nunca se pode ter poucas provas.

- Eu concordo com sua mãe filha, amanhã mesmo vou ligar na sua médica.

Samantha há muito já tinha desistido do discurso, como ia contar pros pais que estava namorando uma menina se eles na verdade achavam que ela estava grávida.

- Eu sou muito nova pra ser avó, Maria Sofia mal tem três anos! Imagina vida, a gente cuidando de três crianças.

- Mamãe! Eu não tô grávida, e nem tem como eu engravidar se a pessoa com quem eu tô ficando é uma menina – Disse Samantha por fim, arrancando como se fosse um band-aid.

O silêncio se instaurou no quarto logo em seguida, deixando Samantha mais aflita.

- Bom, isso me deixa muito mais aliviado. Sem netos por agora. Diga a Heloísa que venha jantar conosco semana que vem – Disse Vicente por fim.

- Oi? – Samantha questionou completamente perdida.

- A gente já sabia filha. – Esclareceu Laila. – Digamos que vocês não são exatamente as pessoas mais discretas.

- Ou silenciosas. – Completou Vicente.

Samantha ficou parada atônita em frente a cama dos pais.

- Vocês não estão bravos?

Vicente puxou o braço da filha, fazendo com que a garota subisse na cama e se colocasse entre os pais.

- Não tem porque ficarmos bravos – Ele acariciou o rosto da menina.

- Sabe, quando você nasceu a gente decidiu que ninguém no mundo mereceria você – Disse Laila

- Mas não é uma escolha nossa, já que o coração é seu. – Vicente segurou a mão da esposa e da filha – Para nós não importa o gênero da pessoa com quem você está minha filha, a gente se importa é com a sua felicidade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado...


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