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História Eu Amei Você II Reescrita II - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Hhhhhhh Faltou bem pouco pra eu desistir de escrever esse capítulo, esses dias eu estou ficando sem vontade de fazer nada, coisa boa que não é.

Capítulo 5 - Bobo apaixonado


Passeios em centros comerciais nunca foram seus favoritos, ainda mais arriscando chover. Mas Clyde disse que pagaria um milkshake se Craig fosse com ele, então não teve como recusar.

– Só assim pra eu te fazer passar um tempo comigo, você é o pior.

– Só não chora no meio da rua. – Craig tomou um pouco de seu milkshake e Clyde espreitou seus olhos, entreabrindo seus lábios apesar de não falar nada.

– Namoral, vai se foder. – Um leve sorriso surgiu no rosto do moreno, mas ele sumiu antes que Clyde pudesse falar alguma coisa. – Mas e aí, o encontro deu certo?

– Ah, então é por isso... – Revirou seus olhos. Clyde só queria saber se o conselho dele deu certo.

– Responde a pergunta!

– Sim, Clyde. – Bufou ele.

– Aí sim, hein! Meus conselhos nunca falham! – Ele sorriu ladino, estufando seu peito.

– Menos, Donovan... Beem menos. – O moreno suspirou assim que terminou sua frase, chamando a atenção do amigo.

– Você não parece tão feliz assim. O encontro na verdade foi uma merda ou ele que era um merda? – Os dois jovens pararam de andar quando chegaram num ponto de ônibus.

– Não, é que... Ele me disse que iria se mudar para outra cidade... Daqui a dois dias.

– COMO??? – Berrou o Donovan, arregalando seus olhos. Algumas pessoas no ponto começaram a olhar para eles, e Craig deu um tapa na cabeça dele com a sua mão livre.

– Não grita, seu animal! 

– Ai, desculpa! – Ele esfregou a área batida. – Mas como assim ele vai se mudar?? Vocês estavam ainda tão bem!!

– E você acha que eu sei? Ele só me disse que os pais dele estavam envolvidos.

– Que merda, sério mesmo.

– Eu sei...

O ônibus parou perto do ponto e os dois subiram junto com alguns outros passageiros. Depois de pagarem a passagem, eles foram para o meio do ônibus, Craig se sentou ao lado da janela com Clyde do lado dele.

– Me faz um favor e não dorme no meu ombro. – Craig terminou de tomar o seu milkshake.

– Mas você dá um travesseiro tão bom! – Clyde fez aqueles olhinhos pidões de cachorrinho e o moreno bateu o copo vazio na cabeça dele. – Aí, porra! 

– Só fica quieto no seu canto.

O ônibus deu a partida. Craig passou a olhar o caminho todo pela janela, as nuvens ficavam cada vez mais escuras, dando a entender que seria uma daquelas chuvas bem pesadas.

Seu celular vibrou no bolso de seu casaco, e Craig o pegou. Era uma ligação de Tweek. Apertou no botão "atender" no contato onde estava escrito "HoneyS2".

– Oi, honey. – Craig sorriu bobo, sem perceber que Clyde o olhava com um sorriso malicioso.

– Craig, posso ir na sua casa hoje de novo? – Perguntou ele.

– Claro que pode, meu bem. Mas sabe, está arriscando chover bastante, tem certeza de que quer ir agora?

– Tenho, eu já avisei meus pais. Ou você não está em casa no momento?

– Eu estou voltando agora, se quiser você pode me esperar por lá.

– Tá bom então, quem está aí com você?

– O Clyde. – Assim que mencionou o nome do garoto, o Donovan chegou bem perto do celular de Craig e berrou um "Oi, Tweek!". Tweek também nem se importou, só riu como resposta.

– Oi, Clyde!

– Tá bom, Clyde, volta pro seu lugar. – Craig o empurrou pelo ombro, fazendo-o se sentar em seu assento. – Já estamos chegando. – E voltou a falar com o loiro.

– Estarei esperando. Se cuida! 

Craig teve uma vontade enorme de dizer um "Eu te amo" antes de encerrar a ligação, mas Tweek havia feito isso primeiro, sem nem dar tempo dele falar. O moreno guardou o celular e olhou para Clyde, que sorria divertido.

– E agora, o que foi?

– Já parou para perceber que você vira um santo quando fala com o Tweek? 

Craig quase riu da cara do Donovan ao ouvir a palavra "santo", o Tucker podia ser tudo, menos um santo, ainda mais com o "namorado".

– Não sei do que você está falando.

A viagem dentro daquele ônibus estava quase chegando ao fim, e durante esse tempo, Clyde acabou dormindo sobre o ombro de Craig, como o imaginado. A partir de hoje, o moreno teria de se lembrar que Clyde não serve para andar de ônibus sem acabar dormindo encima de alguém.

Mas também, Craig aproveitou que ele estava distraído em seu sono e começou a mexer em seus cabelos, coisa que ele nunca faria se o garoto estivesse acordado.

Assim que viu que eles chegaram em seu ponto final, Craig balançou o amigo para que ele acordasse.

– Levanta Clyde, nós já chegamos. – Craig se levantou da cadeira e esperou que Clyde fizesse o mesmo.

Desceram do veículo e se despediram, indo cada um para sua casa. Craig entrou dentro de sua residência, dando de cara com Tweek, Tricia e sua mãe jogando banco imobiliário no carpete da sala.

– Oi, Craig! – Tweek acenou para ele.

– Tantos jogos bons pra vocês jogarem e vocês escolhem banco imobiliário? Que péssimo gosto que vocês têm. – Craig pendurou seu casaco no pendurador perto da porta.

– Ah, é?! Eu aposto que você não consegue ganhar de mim nesse jogo! – Desafiou Tricia.

– Desafio aceito.

No fim, Craig perdeu para a própria irmã mais nova, que ficou rindo da derrota dele. Depois de mais algumas rodadas, eles decidiram dar uma pausa. Tricia ficou assistindo desenhos na Tv, sua mãe foi para o quarto dela e Craig foi para o seu próprio quarto, junto com Tweek.

– Mas que vergonha, Craig Tucker... Um marmanjo de 17 anos perdendo para uma menininha de 13? – Brincou Tweek, fechando a porta do quarto dele.

– Nossa, muito obrigado pelo apoio. – Craig revirou seus olhos e Tweek riu. – Era pra você me defender. – O moreno foi até o Tweak, o prensando contra a porta.

– Talvez, mas ficar contra você é mais divertido. – Tweek pôs suas mãos na cintura de Craig, o puxando para mais perto, deixando-o praticamente colado em si.

– Em que sentido você falou isso?

– O que for mais interessante para você. – Tweek sorriu.

– Eu gosto de ver você mais "solto" assim, sabia? – Craig colocou ambas as mãos no rosto do Tweak, o puxando para um beijo, no qual foi retribuído de imediato. Tweek, por sua vez, levou seus dedos até os cabelos escuros de Craig, puxava-os uma vez ou outra, fazendo o moreno suspirar entre o beijo.

Um estrondo alto e um clarão assustador tomou conta do ambiente. Um trovão. Os dois se separaram rapidamente quando perceberam que além do trovão, a energia também havia caído.

– Caralho... – Tweek começou.

– Mas era só o que faltava. – Craig se afastou de Tweek e foi até o interruptor do quarto, o ligando e desligando, era inútil. A luz realmente havia cessado.

[...]

A chuva só ficava cada vez mais forte. Os trovões e raios não paravam de cair, era bem assustador. Parecia uma cena de filme de terror, e o quarto escuro não ajudava nem um pouco.

– Parece até que o mundo está acabando... – Tweek se encolhia embaixo do edredom.

– Pelo menos você não está sozinho. – Craig o puxou para que ele encostasse a cabeça em seu ombro.

– Mas meus pais estão. – Tweek pegou seu celular, a luz da tela conseguiu iluminar a área da cama onde eles estavam, machucando um pouco os olhos de ambos por estar bem forte.

– Se você está tão preocupado, manda uma mensagem para eles. Eu vou pegar uma lanterna, tá muito escuro aqui. – O moreno se levantou da cama e andou pelo quarto, com cuidado para não tombar em nada, até chegar na porta e sair.

Viu uma luz no corredor onde dava para a cozinha, e quando foi até lá, presenciou sua mãe e sua irmã colocando algumas velas pelo cômodo.

– Cuidado pra não botar fogo na casa. – Craig foi até um armário perto da pia e abriu uma gaveta, tirando uma lanterna dali. 

– Seu rabo tem mais fogo que essas velas, não se preocupe.

– Tricia!! – Sua mãe a repreendeu. – Isso não é jeito de falar com o seu irmão.

– Pois é, Tricia, isso não é jeito de falar comigo. – Craig disse em um tom de deboche.

– Vá catar coquinho.

– Eu vou mesmo, vou trazer um monte deles só pra tacar na sua cabeça. – Ele saiu da cozinha, sem perceber sua irmã lhe mostrando o dedo do meio pelas costas.

Assim que voltou para o quarto, ouviu um estrondo. Outro trovão, seguido de um xingamento alto de Tweek. Craig se juntou a ele encima da cama, tentando abraçá-lo.

– Calma, calma, já voltei e trouxe a lanterna. – O moreno ligou o pequeno aparelho, e apontou a luz dele para o teto. – E se a gente brincasse de sombras? – Balançou sua mão na frente da lente, fazendo uma sombra na luz.

– Não sei se quero fazer isso agora. – Tweek se deitou e  se cobriu até a cabeça com o edredom. Craig fez o mesmo, levando a lanterna junto consigo. Apontou a luz da lanterna para o fundo do lençol, para não ficar uma claridade insuportável em seus olhos.

– Você tá bem?

– Só estou com sono. – O loiro bocejou.

– Você dormiu ontem a noite? – Craig passou seu dedo embaixo dos olhos esverdeados de Tweek onde ficavam suas olheiras.

– Não muito bem. Ainda estou inconformado com a mudança. Eu não quero me afastar de South Park, e muito menos de você. – As mãos de Tweek acariciaram as de Craig.

– Eu prometo continuar a manter contato. Prometo te ligar para dizer "eu te amo" todas as noites, então vai se acostumando. – Tweek riu, mas depois parou.

– Achei que nós... Não tivéssemos nada sério.

– Mas se você quiser, nós podemos ter. – Tweek o fitou por alguns segundos.

– Você tem noção de que é um péssimo momento pra me falar isso, né? – Ele saiu de debaixo do cobertor, e Craig foi junto.

– Então você não quer?

– Eu não disse que não queria, é só que... Me falar isso logo quando eu estou prestes a ir embora para outra cidade, não me parece uma boa idéia. – O Tweak abraçou seus próprios joelhos. – A distância pode dificultar as coisas e...

– Tweek, eu não me importo com a distância. Você poderia estar indo para o fim do mundo e eu ainda faria o possível para conversar você.

– Não tem como você garantir isso.

– Tem sim! Eu juro, por tudo o que é mais sagrado, que vou continuar a manter contato com você. Nós ainda vamos nos ver pessoalmente. – Craig tomou as mãos do garoto. – E eu ainda vou continuar amando você. Eu não quero que sejamos só "ficantes" ou "namorados falsos", eu quero que você seja mais do que isso pra mim. – Tweek apertou as mãos de Craig, segurando algumas pequenas lágrimas no canto de seus olhos. – Tweek Tweak, aceita ser meu namorado de verdade?

– Óbvio que sim! – Tweek não hesitou em seu jogar encima de seu namorado, abraçando-o com todas as suas forças. Talvez até demais.

– T-Tweek, dá uma afrouxada no abraço... – Gaguejou ele, sentindo os braços de Tweek o sufocarem. O loiro se separou no mesmo segundo.

– Desculpa!


Notas Finais


Meu aniversário é daqui a dois dias eu tô tipo... Eu não quero envelhecer não, pô, não quero a morte dando oizinho do meu lado todo ano que passa 😂


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