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História Eu amo o meu tio - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Acrescentei mais algumas coisinhas à história, pois achei-a cheia de drama à toa, mas como foi a minha "primeira Finc" não a quis descartar. Portanto tem drama, mas com justificativa! Vai haver Lemon? Vai, porém não neste cap! No próximo que ainda estou a escrever e a imaginar ideias são sempre bem vindas!
Boa leitura <3

Capítulo 2 - Eu amo o meu tio (remake)


Levi Rivaille tem vinte e dois anos e está encarregue de tomar conta do seu sobrinho de cinco anos, Eren Rivaille.

Os pais dele morreram num acidente de viação... perdeu o seu irmão e ainda por cima entregaram-lhe o pirralho, porque a irmã foi para fora do país, os avós maternos não querem saber, os seus pais são muito velhos, por isso estão a viver num lar de idosos, Levi é a única pessoa que resta para cuidar do miúdo.

- Está aqui a criança, por favor cuide bem dele... - Pediu a senhora da segurança social, passando a pequena criança para os seus braços. - Ele ainda está abatido com a morte dos pais... tenha paciência...

- ... - A atenção de Levi pairava no pequeno rapazito, que chorava desesperado, chamando pelos seus pais, e pedindo a ajuda da sua irmã que acabara de o abandonar. - Como, como a senhora se chama?

- Hanji... Hanji Zoe...

Levi arregalou os olhos quando ouvi aquele nome, Hanji... era a amiga da sua cunhada... quem diria que a conheceria numa altura dessas!

- A senhora era a amiga da mulher do meu irmão... - disse forçando um sorriso.

- Sim... - Ela deu uma leve risada - ouvi falar muito de si, por isso achei que o tribunal fez uma boa escolha em lhe entregar a criança!

- Então presumo que saiba, que eu não tenho relação nenhuma com os meus sobrinhos, e que nunca cuidei de crianças.

- Mesmo assim eu confio em si!

- Mas eu nem sei bem por onde começar!

- Olhe... eu fui amiga da Cláudia, a própria mãe do Eren, sei mais ou menos como o miúdo reage e a sua personalidade... posso ajudá-lo a cuidar dele!

Olhou para o pirralho que nesta hora adormecia profundamente no seu colo.

- Muito bem... vamos ver no que vai dar...

(...)

Dez anos depois...

O rapaz cresceu rápido segundo a openião de Levi. Nem parece o rapaz que chorava desalmadamente no seu colo.

Levi estava muito contente por o ter embora, não o demonstra-se com muita claresa.

A Hanji foi uma ótima ajuda, ensinou-lhe a ser tolerante em situações delicadas, que aconteciam com o Eren, um bom exemblo era o trauma que o próprio tinha adquirito quanto ao abandono. Ajudou a prepará-lo para a vida e na sua educação, embora rígida tinha o seu tipo peculiar de demonstração de afeto, o que o tornou num rapaz simpático, educado e muito objetivo.

Embora tenha muitas qualidades, o Eren já tinha quinze anos, ou seja, já estava na fase da rebeldia... o que causava muita dor de cabeça no pobre Levi. Definitivamente ainda tinha que pedir ajuda à Hanji sobre esse assunto...

- Tio Levi...

- Hum!? Sim Eren? - Disse no meio de um suspiro, acabaram de ter uma discussão por causa das suas más notas na escola.

- Eu queria pedir desculpa por ter falado daquele jeito, eu não queria ofender-te... - ele baixou a cabeça arrependido por ter falado consigo de maneira tão rude há minutos atrás - desculpa!

O pirralho precisava mesmo de aprender uma lição! - pensava Levi. - Mas ao ver o seu ar triste fez-lhe mudar de ideias, fazendo abraçá-lo carinhosamente.

- Tio Levi... não estás zangado comigo?

- Não... mas vais ajudar-me a limpar a casa.

- Outra vez! Mas o tio já a limpou há uma hora atrás!

- Mesmo assim... - Levi sofria de TOC, transtorno obsessivo compulsivo por limpeza, ganhou-o depois de ver e retirar no corpo ensaguentado do seu irmão, naquele carro, todo espatifado no meio do campo.

Para ele nada estava devidamente limpo, a sua escapatória para a sua compulsão por limpeza era o seu sobrinho, pois o mesmo ajudava-o sempre que tinha uma crise.

- Maníaco das limpezas... - Sussurrou Eren formando um bico com os lábios, dando-lhe um ar um tanto fofo.

- Disseste alguma coisa!? - Levi tentou fazer um ar ainda mais ameaçador olhando para ele de forma fria.

- N-não... quer dizer, com certeza! Eu limparei a casa toda! E sem ajuda! A-adeus!

Levi só pude ver o rapaz correr desalmadamente na direção dos produtos de limpeza.

Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios. Adorava ver o Eren assim tão obediente! E claro com medo.

Escreveu um recado a avisá-lo que ia sair, pois não queria interromper o seu trabalho. Pôs o recado em cima da mesa da cozinha e fui embora.

Precisava pedir conselhos à Hanji sobre o Eren, e claro combinou passar um tempo com o seu amigo Erwin Smith, já faz uns meses que não falavam!

(...)

- Levi tem paciência, o Eren irá voltar ao que era... ele só está assim para chamar a tua atenção ou talvez por más influências!

- Sempre que venho falar deste assunto contigo, a tua conversa é sempre a mesma!

- Mas é o que se passa com ele!

- Passa-se o quê? Hanji o que se passa!? Eu dou todo o meu amor! Faço o possível e o impossível para dar-lhe a felicidade, sou compreensivo até demais! E os amigos dele são bons meninos! O Armin é o principal! Sempre educado, um rapaz alegre e calmo! Mas o que eu fiz de errado para ele ser assim!? - Disse dando um murro desesperado na mesa da sala.

- Levi tem calma... eu comprei essa mesa ontem.

- Estou com problemas maiores e tu preocupas-te com a mesa!?

- Bom... ela custou-me muito caro... mas não te preocupes Levi... ele deve estar assim por causa da revolta.

- MAS QUE REVOLTA HANJI!? - Gritou revoltado.

- A revolta de não ter a irmã, os avós não quererem saber dele, e por ter perdido os pais com cinco anos de idade. Queres mais razões para as suas ações e os seus comportamentos de um “bad boy”!? - Falou a Hanji num tom que indicava o óbvio. - Não achas boa ideia acalmares-te um pouco?

- Tens razão... desculpa eu só tenho medo do perder... desculpa...

- Não faz mal Levi... tenta relaxar... já pensaste em falar com ele?

- Ele não permite, sempre que puxo pelo assunto para ele desabafar ele protesta e reclama, há alturas em que o noto agressivo...

- Mesmo assim tenta Levi, ele precisa de ti, do tio.

(…)

Depois de falarem sobre outras banalidades Levi sai da casa da Hanji ainda abatido, pois não sabia como falar com o pirralho, a sua reação é impossível de prever! O que irá dificultar as coisas...

- Oi Levi!

- Olá Erwin... - Chegou ao café onde tinham combinado encontrar-se.

- Há quanto tempo!? - Recebeu um forte abraço do grandalhão.

- Erwin... não consigo respirar! - Alertou sentindo-se sufocado.

- Desculpa, eu já não te vejo há tanto tempo, até parece que cresceste mais um pouco!

- Ha, ha, ha que piada... não faz mal, eu entendo, por causa do meu trabalho como agente da polícia, e ainda os problemas do meu sobrinho... esqueço-me que também tenho vida social!

- É compreensível... - Disse o homem loiro pondo uma mão no queixo, com um ar pensativo. - Bom como está o Eren?

- O pirralho? Mais rebelde que nunca!

- Sério! O que se passa com ele? - Perguntou o Erwin com ar preocupado.

- Está na fase da rebeldia... a etapa mais complicada para ele e para mim...

- Wow o baixinho está preocupado com o sobrinho!

- Eu não sou baixinho! Só sofro verticalmente...

- Ah ah ah! Claro! Sem dúvida que o problema é esse e não genético. - Argumentou com um ar irónico.

- Não tens amor à vida. - Disse com um olhar fulminante.

Levi ficou com Erwin umas três horas, chegou a casa quando já passava das oito.

- Eren. - Chamou pelo seu sobrinho, mas não obtive resposta. - Eren?

Subiu as escadas em rumo ao seu quarto deduzindo que Eren estava a dormir, até que se depara com ele em cima da sua cama de casal, vestindo uma camisa aos quadrados que por acaso é sua... tal como os bóxeres brancos! Apesar dessa cena, ele não estava irritado mas sim encantado com o que via, isso o preocupava visto que é um homem adulto e Eren um menor! Nunca sentiu isso antes...

Tentando arrumar as ideias Levi foi de encontro a ele sentando-se ao seu lado, com cuidado acariciou a sua face, sentindo o seu cheiro doce a champô.

- Tio... - Eren acordou com o toque acabando por sem querer assustar Levi. - Já arrumei e limpei a casa... até fiz o jantar... - Enumerou com um ar esgotado. - Se o tio tiver fome é só ir à cozinha... a comida está em cima da mesa... - O pirralho voltou a dormir sem dar tempo de Levi perguntar-lhe a razão para estar a usar as suas roupas, mas enfim tive que ignorar...

Levi foi para a cozinha com os seus devaneios, as imagens de Eren a dormir na sua cama não saiam da sua cabeça, o corpo esbelto de um rapazinho adolescente, músculos ainda em fase de definição, magro, pele branca e emaculada, coxas fardas e um rabo saliente.

- Hanji acho que preciso da tua ajuda! - Com o desespero ligou à Hanji, que não demorou muito a chegar.

(...)

- Recebi a tua chamada! Aconteceu alguma coisa com o Eren? - Meio atrapalhada tirou os seus sapatos sociais, deixando-os na entranda.

- Não... aconteceu comigo... não sei o que se passa... por favor ajuda-me.

- Hum!?

(...)

- O QUÊ! - Chocada pela noticia Hanji levou uma das mãos à boca, começando por ruer as unhas.

- Shhh não grites ele está a dormir! - Repreendeu Levi olhando para as escadas com preocupação.

- Levi tu tens a noção que... - A pausa que a Hanji fez já foi suficente para Levi temer o que nunca pensou em temer, o julgamento por parte de uma pessoa importante para si. - Isso é MAGNÍFICO! Finalmente o meu casalinho irá ser real!

- ESTÁS LOUCA! ELE TEM SÓ QUINZE ANOS! - Disse já stressado com a resposta que ouviu, só podia ser mentira, Hanji definitivamente devia estar bêbada.

- Hei calma o rapaz está a dormir... e no teu quarto hehehe. - Levi só arregalou os olhos em puro espanto, nem pode acreditar no que acabou de ver, um sorriso malicioso formar-se nos lábios de Hanji.

- Falando assim nem pareces uma pessoa que trabalho como assistente social!

- Querido vê as horas... são oito e quarenta e cinco, só mais uns minutinhos para serem nove horas, acha que neste horário irei desempenhar esse papel!? Eu nem jantei!

- Tá... desculpa...

- Não faz mal, afinal eu percebo o problema, deve ser difícil amar uma pessoa que neste caso é uma criança e que além disso é o teu sobrinho!

- CALA-TE EU NÃO O AMO DESSA MANEIRA! - Desta vez foi ele a elevar a voz, mostrando indignação relacionada com a palavra “amor” e a sua irmã “paixão”.

- Tudo bem... só estou a dizer isto porque ele irá crescer e naturalmente encontrará alguém e...

- Tio Levi... - o seu coração parou, neste momento ele só desejava que Eren não tivesse ouvido a conversa. - Aconteceu algo... eu ouvi-o a gritar! - Reclamou o Eren coçando um olho agarrando com um braço uma almofada, que supostamente vinha do quarto do mais velho, que imagem mais fofa...

- Wow! Eren estás tão crescido!

- Tia Hanji! O tio não me avisou que... - Um pouco surpreso Eren começa a descer as escadas.

- Dá cá um abraço! - Sem demoras a assistente social correu na direção do rapaz abraçando-o ou pela sua expressão estrangulando-o!

- Tia... estás a esmagar-me!

- Wow estás tão fofo com as roupas do Levi! Se bem que elas te ficam pequenas, mas ele é pequeno! - Eren com essa observação só conseguiu ficar corado.

- Quantas vezes tenho que dizer que não sou pequeno! Eu só...

- Sofro verticalmente... já sabemos! - Disseram no gozo, fazendo com que Levi semiserrace os olhos aziado.

- Bom já que me acordaram... eu vou jantar... algum de vocês já provou a comida? - Perguntou o pirralho indo em direção à cozinha.

- As comidas do Levi-san são sempre boas! Não é preciso provar para o saber! - Disse a Hanji com água na boca.

- Lamento informar, mas hoje não fui eu que fiz o jantar!

- Ai não! Quem foi!?

- Fui eu... mas se adora os pratos do meu tio então não custará provar o meu certo? - Perguntou o garoto para a rapariga de cabelos castanhos.

- Claro! - Respondeu a própria num sorriso.

- Que bom! Irei pôr mais uns pratos!

- Hanji...

- Sim Levi?

- Aviso para a tua saúde... o meu sobrinho é um péssimo cozinheiro, por isso...

- Ele não deve ser assim tão mau! Vais ver que ele ainda pegou os teus dotes!

- Bom se assim o dizes...

- Então não vêm comer!? A mesa já está posta! - Chamou o Eren impaciente já na cozinha.

(...)

- Hum... - A Hanji olhou para o prato, horrorizada, a comida estava toda queimada. - afinal... acho que ele tem os dotes da mãe. - Comentou muito baixinho só para que Levi ouvisse.

- Eu avisei... - Sussurrei com ar vitorioso. - Então Eren não vais comer?

- Não! - Ele tirou o pacote de leite do frigorífico - vou beber Leite!

- Sorte a dele... - Disse a Hanji, empurrando subtilmente a comida para fora do prato.

- Tio a comida está boa?

- Cof, cof... - Levi engasgou-se ao comer uma suposta batata – Está... magnífico!

- Ainda bem que gostou tio Levi! - Exclamou Eren genuinamento feliz. - Vou dormir, até amanhã!

- Até amanhã Eren! - Despediram-se os dois adultos do adolescente.

- Ele cozinha muito mal! Deves mesmo ama-lo para comeres está comida!

- Primeiro! - Apontou Levi já sem paciência pela conversa. - Não é o que tu pensas, sou o tio dele, o meu dever é protegê-lo e não magoá-lo, segundo tenho de ir vomitar!

- Vai... mas eu reparei numa coisa – Hanji seguiu fortivamente o dono da casa até à casa de banho. - Tu sempre foste uma pessoa fria, nunca foste de dar muito afeto a alguém, mas com o miúdo... não sei como explicar só sei que o teu coração amolece, dando-te um ar mais... humano!?

- Impressão tua! - Ripostou enquanto limpava a boca já lavada numa toalha de rosto.

- Como queiras! Mas eu conheço-te o suficiente para saber que a minha dedução está certa! Bom tenho de ir... até amanhã Levi-san!

- Até...

Antes de ir dormir Levi andou pela casa... as palavras da Hanji eram certas e isso irritava-o mais que tudo! Depois de deambular um tempo pela casa viu que era meia-noite. Foi andando para o seu quarto, felizmente o pirralho já não se encontrava lá.

(...)

De manhã, mais precisamente às seis horas, Levi recebe uma chamada de um número desconhecido. Ainda ensonado e um pouco irritado por o acordarem logo de madrugada, decide atender num protesto.

- Estou sim?

- Olá tio!

- !!!

- Como estás? O Eren, está bem?

Quem estava por de trás da linha era a sua sobrinha mais velha... Mikasa Rivaille...

- Estou...

- À a... Mikasa a que eu devo a honra da sua chamada!? - Decidiu enfim falar não deixando o sarcasmo de lado.

- Queria saber como o Eren estava, e também é para avisar que a partir de agora viverá comigo! - Informou animada, ignorando o impacto negativo que poderá causar com o mais velho.

- O QUÊ!?

- Isso mesmo que ouviu tio! - Por conta da gritaria Mikasa desvia levemente o telefone do rosto. - O Eren é o meu irmão mais novo, por isso acho justo que ele vá viver comigo!

- Não, não é! Eu é que tratei dele! Tudo o que ele tem fui eu que lhe dei! - Ripostou indignado.

- Calma, calma... ele ficou contigo sim, mas o acordo que fiz em tribunal foi por uma situação temporária, também para quem não queria a criança estou a ver que se apegou muito a ela! - Mikasa senta-se na sua própria cama começando a liçar as unhas destraídamente, afinal aquela conversa não iria correr tal iqual como o planeado.

- Como assim!? - Já a ferver de raiva Levi ainda pedia explicações, porém...

- Adeus tio vemo-nos daqui a uns meses! - Mikasa recusou-se a dalas, desligando em seguida o telefone.

Maldita, maldita, maldita! - era tudo o que Levi pensava.

Era mais que óbvio, claro como água que Levi com estes anos todos iria se apegar ao rapaz, que fez sacrifícios sozinho, com o pouco salário que recebia como polícia, criou-o, amou-o e na sua percepção Mikasa queria tira-lo de si! Eles não tenhiam a melhor relação, aliás nem tiveram nenhuma! Levi nunca foi uma pessoa de dar afeto, o seu foi todo para o Eren.

- Tio... quem era? - Eren aparece no seu quarto a coçar o olho ensonado.

- !!! Não era ninguém Eren... se quiseres podes voltar a dormir afinal é fim-de-semana!

- É impossível dormir quando um certo alguém passa a vida a gritar! - O pirralho sentou-se na beira da cama coçando os olhos. - Tio podes dizer-me quem era por favor!

- Ai... - num suspiro Levi começou a explicar - foi a tua irmã que ligou, disse que te ia levar.

- O QUÊ!?

- Também disse que a veríamos daqui a uns meses...

- O QUÊ!?

- Afinal... não irei tomar mais conta de ti, isto foi tudo uma situação temporária...

- O QUÊ!?

- TU PODES PARAR DE GRITAR!? - Falou um pouco alto demais para o seu sobrinho parar, o que era algo contraditório.

- Desculpa tio... mas eu não o quero deixar... não quero viver com ela! - Exclamou o rapaz correndo para os seus braços com lágrimas nos olhos, o seu pânico de ser abandonado novamente veio ao de cima.

- Hei... não chores... eu não vou deixar que te levem...

- Não vai mesmo tio?

- Não... eu vou procurar negociar com ela... vamos ficar sempre juntos. - Deu um beijo na testa do rapaz mais novo.

- Promete? - Aqueles olhos tristes olhavam para Levi, suplicantes, aquele verde vivo e brilhante chamava a sua atenção.

- Prometo...

Estavam muito próximos, tanto que até dava para sentir a respiração do rapaz moreno mais novo... Levi tinha que sair dali!

- Vou preparar o pequeno-almoço!

- Tá... posso ajudá-lo?

- Cl-claro!

(...)

Fez um monte de panquecas, estas que seriam devoradas com mel pelo Eren em segundos, Levi não percebia como ele não enjoava comer aquilo...todos os dias ele come-as como se não houvesse amanhã!

- Pronto já fiz as panquecas!

- E eu o sumo! E as torradas estão em cima da mesa!

- Perfeito! Podes sentar-te.

O pequeno-almoço estava a correr bem. O Eren lá se acalmou, o que era um alivio para Levi, quando via o mais novo a chorar, mesmo que não o demonstra-se sentia-se ansioso.

Levi pensava na chamada enquanto mastigava uma torrada, chegou à conclusão... e se a verdadeira felicidade de Eren fosse junto da sua irmã... por mais que doa, por muito que negasse... achava que devia ser o certo.

Agora é que se apercebeu dos seus sentimentos pelo seu sobrinho, sempre pensou que fosse amor de tio mas afinal é amor de verdade, estava apaixonado, a cada dia que passa o sentimento aumenta, e isso ele não podia permitir, não podia pôr os seus sentimentos em primeiro lugar, não enquanto forem direcionados para Eren!

Sempre o protegi por isso, terei que ir contra a minha palavra e deixar que ele seja feliz ao lado da sua irmã...Mikasa tu ganhaste...

- Tio Levi?

- Hum? Sim Eren?

- Estás muito distraído... o que se passa?

- Nada... só estava a pensar... acho que... devias morar com a tua irmã daqui para a frente...

- COMO É!? - Sentia aquilo novamente, o medo do abandono, a rejeição desta vez por parte do seu tio.

- ...Acho que ela irá cuidar muito bem de ti, e quem sabe, um dia até poderiam virar uns bons amigos...

- SÓ PODES ESTAR A GOZAR! - O seu corpo tremia em puro pânico, porém não o iria demonstrar. - ELA ABANDONOU-ME! DEIXOU-ME! NA ALTURA QUE EU MAIS PRECISEI... FOI SÓ FAZER OS DEZOITO ANOS E FOI O SUFICIENTE PARA ME DEIXAR! O TIO QUER O QUÊ? QUER QUE EU ME DÊ BEM COM A PESSOA QUE DESDE O INÍCIO, NUNCA QUIS SABER DE MIM!? - Ele levantou-se da cadeira de forma brusca, mostrando uma expressão irada.

- Eren calma, isso aconteceu quando tinhas cinco anos, não deves ter sido o único a sofrer pela morte dos teus pais... ela também sofreu!

- Mesmo assim! Não era desculpa para me deixar! O tio sempre tratou de mim! O que aconteceu agora? Desistiu? Cansou-se? Ou simplesmente não me ama mais? RESPONDA!!!

- Bem... eu… - como é que podia ele explicar a um adolescente que gosta dele até demais para um tio, papel esse que queria seguir à risca! Era por isso que quer que ele vá, para não pôr os seus sentimentos à frente da sua felicidade? - É complicado de explicar... - meio envergonhado por tudo o que sentia limitou-se a dar aquela resposta.

- Pois é sempre... - Eren sai da mesa enfurecido, indo em direção às escadas.

- Hei! Onde vais ainda não acabamos de falar!

- Mas eu sim!

- Eu sou o teu tio, tu deves-me respeito! - Levantou-se da mesa tentando impor autoridade.

- Agora já não és! Não depois disto! - Ele correu pelas escadas acima.

- Eren! - Fui atrás dele, já sentindo-se velho para estas crises que o pirralho tinha!

BAUMMM!

Ele... fechou a porta do quarto na cara do homem mais velho, e trancou-se lá dentro... Levi sabia que deveria ter arrumado a chave noutro sítio...

Já estava enervado, cuidar do miúdo é difícil! Mas mesmo assim sempre cuidou e claro os seus sentimentos estão todos intactos, o que não devia...

Cansado pegou no telemóvel e ligou à Hanji, depois ligou ao Erwin.

Foi só esperar uns minutos para ouvir o barulho da campainha.

- Olá baixinho! - Cumprimentou a Hanji.

- Como estás pequeno!? - Perguntou o Erwin.

- ...Bem... - Eles olharam para o homem de estatura baixa, estupefactos pela falta de reação da sua parte.

- Vejo que o assunto é sério... - Comentou o Erwin pondo uma mão no queixo pensativo.

- Aconteceu alguma coisa Levi-san? - Perguntou a Hanji aproximando-se mais.

- É o Eren...tivemos uma discussão...e das feias...

- Sabes como é, ele é um adolescente, os adolescentes são assim rebeldes! - Exclamou o Erwin na tentativa de o acalmar.

- Mas ele não é assim, ele estava com raiva, e parecia desiludido, e não o rapazinho alegre que costuma ser! - Sentou-se no sofá com a cabeça apoiada pelas mãos.

- Mas afinal o que aconteceu Levi? - Desta vez foi a Hanji a tentar reconfortar-lo.

- Tudo começou com uma chamada... - Começou por explicar - não sabia de quem era o número, mas mesmo assim atendi, era a Mikasa... ela disse que daqui a uns alguns meses vem busca-lo e vai levá-lo para viver com ela em Londres... ao início eu disse que não o iria permitir, tanto que lhe dei a minha palavra, mas pensei melhor no assunto e começo a achar que o lugar dele será junto dela, por isso expliquei-lhe o que estava a pensar, já sabia que a reação iria ser negativa mas nunca pensei que fosse assim!

- É normal...tu sabes que ele sente-se abandonado pela irmã e mal-amado pelos avós, a única pessoa que lhe deu atenção depois dos seus pais foste tu! - Disse a rapariga de cabelos castanhos e óculos enquanto vagueava pela casa.

- Sendo assim ele sente-se abandonado! - Disse o Erwin como se estivesse a dizer uma novidade.

- Então...onde está o Eren? - Perguntou a Hanji tirando Levi dos seus desvaneios.

- Está trancado no quarto...ele não quer sair, e muito menos ver-me... nem deixou que terminasse de falar!

- E se eu fosse falar com ele? Será que ele abriria a porta? - disse a Hanji pensando alto.

- Duvido mas podes tentar... - nada funciona, por isso se for a Hanji talvez ele cedesse...

(...)

Hanji sobe as escadas e foi direto ao quarto de Eren, já andava nesta casa há tempo suficiente para saber todas as divisões.

- Eren... - Chamou enquanto batia na porta. - Eren posso entrar..? Sou eu a Hanji.

- Sai daqui... e deixa-me em paz!

- Mas Eren o teu tio...

- Eu disse para saires! - A sua voz saia cada vez mais tremula.

Ao ver a venurabilidade a que o jovem se encontrava, Hanji decidiu não intervir mais.

- Tudo bem eu vou, só vim para te dizer que o teu tio está preocupado contigo. Por favor pensa com calma, ele não te quer abandonar ele só quer...

- Hanji...se me queres ajudar, deixa-me sozinho, por favor, é só o que te peço deixa-me em paz! - A voz de choro estava mais perceptivel, partindo desta vez o coração de Hanji.

- Ok...

- Então como ele está? - Perguntou Levi esperando uma resposta positiva.

- Lamento... não consegui que ele sai-se do quarto...

- Então como irei resolver este problema...?

- Espera por amanhã?

- Sim! O tempo cura tudo! - Disse o Erwin dando-lhe uma palmadinha nas costas.

O tempo cura... com essas palavras Levi só resava para que os seus amigos tivessem razão...

(...)

No dia seguinte...

Levi limpava a casa compulsivamente até receber uma chamada do seu capitão. Tinha que ir para a esquadra da polícia resolver um caso, ao que parece houve um assalto na noite passada e o seu dever será investigá-lo.

Não poderá ficar a tomar conta do pirralho, mas ele já é crescido para o fazer sozinho! Deixar um recado a avisa-lo da sua saída. O seu plano era falar com ele quando terminar o seu trabalho.

(...)

Quando Eren ouve a porta da rua fechar-se saí do quarto e lê como sempre os recados que o tio Levi deixava em cima da mesa.

Este dizia:

“Eren vou cumprir um serviço no qual fui solicitado pelo meu superior. Não quero que continues assim magoado, eu não te estou a abandonar só estou a solar pela tua felicidade, quero aproveitar os últimos meses que estamos juntos, mas será impossível se te mantiveres trancado no quarto! Falamos mais tarde, agora tenho que ir trabalhar.”

Pelo o que via ele ainda está decidido... não tinha outra escolha, pelo menos na sua visão não havia, fugir de casa era essa a solução, se foi abandonado mais que uma vez ao menos que tenha a vida de uma pessoa que foi realmente abandonada.

Agarrou numa mochila, sem mais demoras encheu-a com comida levei um casaco à cintura, chaves e telemóvel deixou na mesa-de-cabeceira, pegou na mala e foi para a cozinha escrever uma pequena mensagem no papel que o seu tio usou para escrever o dele.

Com tudo pronto foi-se embora pondo um capuz que tapava parte da sua cara.

Onde iria? Onde iria viver? Como iria sobreviver? Para isso ele não tinha respostas para nenhuma destas perguntas, para ser cincera, acho que nem ele pensou nisso...

(...)

O tempo parece que congelou, tudo na sua vida mudou quando leu o seguinte recado escrito pelo idiota do seu sobrinho!

No recado dizia algo como... “Desculpa tio eu não queria ter que recorrer a este método mas também não queria viver com a minha irmã, sempre trataste de mim, não entendo o qual é o problema se continuas a cuidar de mim como sempre fizeste! O que aconteceu? Já não gostas de mim?” Pergunta essa que Levi ainda se recusava a responder. “Sou algum estorvo? Blá, blá, blá...” vamos passar a parte a que concluímos que ele fugiu de casa, e que eu neste momento Levi estava sentado no cadeirão desejando estar preso num sonho sem graça.

Deixou o papel cair no chão, olhou fixamente para as suas mãos conseguindo só ver sangue, imagens desfocadas apareciam na sua mente do acidente de há anos atrás, do rapazinho a chorar, do seu calor no seu colo, das várias crises que pânico que ultrapassou graças a esse mesmo rapaz. Sentiu a sua respiração desregulada, os batimentos cardíacos aumentar, as mãos a suar, estava a ter outra crise, desta vez das fortes! Tentou chegar ao telemóvel que estava na mesa de centro, mas acabou por cair no chão frio de asolejo, as suas pernas... estavam bambas... enculheu-se na posição fetal sentindo lágrimas a escorrer pelo seu rosto.

(...)

- Estou Hanji? - Levi fala com a Hanji por telemóvel, depois de passar por uma noite mal dormida em busca pelo seu sobrinho no seu carro. - Sim vou, eu só liguei para ires comigo... não sei como hei-de de dar a notícia... ok, sim eu já estou pronto, tá... até logo Hanji. - Desligou a chamada. Pegou no casaco e foi andando para fora de casa...

Levi combinou com a Hanji ir ao lar falar com os seus pais. Vai ser difícil falar isto, eles adoram o Eren para não falar da sua extrema preocupação para com o mesmo!

- Bom... cá vamos nós... - Foi a última palavra prenunciada por o homem moreno de estatura baixa antes de fechar a porta.

Seguiu o caminho até ao carro, conduzindo até à casa da Hanji para prosseguir até ao lar. Quando chegou ao seu destino, foi falar com os seus pais, eles ficaram muito nervosos com a notícia, tanto que a minha mãe desatou a chorar, tivemos que dar um calmante ao meu pai.

Foi o dia mais difícil da sua vida! Nunca viu os seus pais assim... nem quando foi de urgência para o hospital por ter sido alvojado na canela direita!

- Mãe, pai tenham calma... - pediu abatido.

- Desculpa filho, não nos leves a mal, mas um miúdo daquela idade na rua sozinho! É uma situação preocupante. - Declarou a idosa pegando num lencinho.

- Eu sei... ainda me pergunto se a culpa não é minha...

- Hó filho, mas é claro que a culpa não é tua! Tu só estavas a pensar na felicidade dele!

- Sim eu sei, mas eu também estive a pensar se ele é feliz comigo e eu não o vi ou simplesmente não quis ver! Acho que fiz mal em ter-lhe dito que ele iria passar a viver com a irmã.

- Levi, tu só estavas a pensar nele... não precisas de te culpar! - Disse a Hanji na tentativa de o alegrar.

- Eu sei, eu sei... - Sentou-se num banco ao lado do seu pai, sinceramente Levi não sabia o que haveria de fazer, sentia-me perdido preocupado e acima de tudo chateado consigo próprio! Ultimamente nada lhe corria bem, e agora com o desaparecimento do Eren...

- Filho, ele irá voltar, vais ver... quando menos esperares ele irá regressar a casa. - Disse o seu pai com um sorriso nos lábios. - Vais ver.

- Vais ver! Ele alguma vez aguentaria ficar muito tempo sem os miminhos do tio!? Nem pensar! Ele voltará querido, ele voltará! - Desta vez foi a sua mãe a falar, definitivamente palavras de reconforto não o ajudavam! O que interessa dizerem que ele iria voltar se Levi nem sabe como ele está!? Nem se ele está com problemas, se está bem de saúde, se tem fome ou frio...

Ele queria vê-lo e não estar ali no lar impotente a ver o tempo passar!

Às vezes o agente da polícia pensava como a vida é engraçada... Levi um agente da polícia, prendeu e resolveu casos complicados, embora os seus feitos sejam louváveis e muito invejados, ele ainda não resolveu o caso mais fácil que há, encontrar o seu sobrinho...

(...)

Passou o tempo, Levi despediu-se dos seus pais, levou a Hanji para casa, para depois dirigir-se à sua.

Estava cansado, precisava de dormir para amanhã tentar arranjar uma solução.

(...)

Um mês se passou depois da fuga de Eren.

Polícia, jornais, notícias, a cara do Eren estava por todo o lado, ainda há pouco Levi foi com a Hanji e com os seus pais à televisão! Não gostou muito de ter a sua cara no ecrã da televisão, mas acabou por ceder quando a Hanji disse que o Eren podia vê-los, ou outra pessoa que o tenha apanhado a andar na rua, também é a única maneira que tinha para comunicar com ele...

Sinta-se cansado, aliás a cada dia sinta-se ainda mais cansado, não sabe o que devia fazer, perdeu as esperanças, a ideia de o voltar a ver parece não passar de um sonho.

- LEVI! LEVI! - A Hanji ainda está consigo, é impossível! Levi Nunca viu uma mulher tão escandalosa como a Hanji em toda a sua vida, nem a rapariga no qual perdeu a vergindade quando tinha os seus quinze anos o era!

- O que foi Hanji!? - Perguntou já sem paciência.

- O EREN VOLTOU! - Disse saltando para os seus braços alegre.

- Mas que raio de brincadeira sem graça é essa... - Raivoso Levi virou dando de caras com Hanji que atrás de si estava ninguém mais que o seu sobrinho.

- Oi tio...

- ...

- Tio peço imensa desculpa por ter fu...

Levi ficou tão contente por o ver que em vez de o esmurrar pelas dores de cabeça que ele lhee dera, acabou por abraça-lo, sentia-se tão feliz, nunca pensou que podia voltar a sentir-me assim, calmo, como se os meus problemas tivessem desaparecido.

- Tio... - Eren surpreso pela demonstração evidente de afeto retribuiu o abraça meio sem saber o que fazer. - Tio?

- Deixa-me ficar assim só mais um pouco... - Pediu Levi embragado no calor do abraço do mais novo.

Eren já estava consigo, Eren enfim voltou para casa.

(...)

Estava sem comida, só bebia água na fonte do parque, estava com frio, perdeu a sua mala com os matimentos, numa fuga com uns rofias de uma gangue, a roupa estava toda suja e routa, emagreceu muito a menos de um mês! Mas mesmo assim estava decidido a continuar! Até que... num café Eren viu na televisão o seu tio com a Hanji e os seus avós.

A sua avó não parava de chorar, o seu avô implorava pelo seu regresso, a Hanji, bem... histérica como sempre! Até parecia que ia agredir o jornalista quando ele pediu para ela se acalmar! E o seu tio... o olhar dele não era indiferentes como de costume... ele estava mais magro, triste, nem teve o cuidado para vestir bem a roupa! A camisa amarrotada e mal abotoada... as calças todas enrugadas, e o cabelo estava simplesmente com um aspeto desleixado, com o físico a mostrar que não estava a cuidar-se bem, e ainda o seu olhar triste e sem vida... foi muito doloroso ver o seu tio assim, a pessoa que cuidou dele neste estado... era lamentável! Levi o agente mais invejado e intimidador aparece na televisão igual a um cachorro abandonado!

O que partiu o meu coração foi quando ouviu as suas palavras em direto na televisão...

“- Eren, por favor volta para casa! Se não voltas por mim ao menos fá-lo pelos teus avós! A Hanji e o Erwin estão a ajudar-me na tua busca... mas o que acontece é que... por mais que ande, por mais que conduza, eu não consigo encontrar-te, não sei se estás vivo, se estás morto, se estás bem, se tens frio ou fome, nem sei se precisas de mim para te proteger de algum mal que te possa acontecer! Por isso volta, dá sinal de vida, e regressa a casa, pelos teus avós, pela tua família!”

“- Por favor volta Eren!” Disseram todos em conjunto, depois a emissão volta para o jornalista que tenta entrevistar o seu tio Levi, mas o mesmo não o permitiu e disse que se iria arrepender se insistisse.

Esteve a pensar por um tempo deduziu que não tinha por onde ir se não voltar para casa.

E aqui estava ele, com fome, cansado, com a roupa suja e rasgada nos braços do seu tio que não o larga por nada!

(...)

Eren já tinha dezoito anos ou melhor estava já a transitar para os dezanove! Hoje é o seu aniversário, Levi decidiu fazer-lhe uma surpresa.

- Tio... nós vamos para onde? - Perguntou o pirralho com o seu olhar inocente de sempre.

- Não te posso dizer... é surpresa... - Alegou o mais velho firme, concentrado na condução.

- Aff... ok - contrariado por não ter recebido a resposta desejada encostou-se no banco do carro em silêncio, aguardando o final da viagem.

Era um tanto cómico as expressões que Eren mostrava, ansiedade, confusão e até impaciência, isso fez com que Levi se lembra-se de uma memória do Eren em criança, depois de rever todos os momentos dês do seu primeiro passo, ao seu primeiro casamento com uma menininha na primária - cujo o anel era um afinador de Beyblade – as recordações dele com quinze anos... Levi podia estar a pensar na admissão da faculdade ou talvez quando ele fez os seus dezasete anos... fases mais alegres do que essa.

Tive dois anos e meio sem o ver, mas até foi melhor assim, a Mikasa passou mais tempo com o seu irmãozinho como queria, os dois até que viraram bons amigos, o que ela não devia estar à espera é que logo que ele fez dezasete anos ele queria voltar para a sua antiga casa! Todos os dias eles falavam um com o outro pelas redes sociais. Parece que Eren finalmente superou o medo que tinha.

- Chegamos Eren! Eren?

Levi olhou para o rapaz e viu que ele tinha adormecido, deu-lhe um abanam para o acordar.

Saíram do carro com os cestos de piquenique.

A surpresa de Eren seria um piquenique à noite na paia.

- Tio, eu entendo... porquê estes cestos... e... onde estamos?

Levi não lhe dirigiu a palavra, continuaram andar até chegarem à praia.

- Pronto Eren, aqui está a tua surpresa!

- Mas... isto era a praia onde nós costumávamos ir quando eu era pequeno! - Comentou sorrindo nostálgico, mostrando um brilho nos olhos ao ver a paisagem. Eren adorava vir cá em criança... mas com o trabalho euxaustivo de Levi, o próprio deixou de vir à praia e por consequência Eren também.

Mas porquê à noite? Fácil, o horário de trabalho de Levi acaba muito tarde por isso só deu na hora próximo ao jantar.

Eren sentia-se feliz... há tanto tempo que não punha os pés na areia! Era muito agradável a sensação!

A praia estava deserta, a única luz que os iluminava, era de alguns candeeiros que estavam espalhados pelo local e a luz da lua refletida na água.

Mas havia uma coisa que me incomodava Eren, incomodava-o dês que ele tinha completado os seus quinze anos para ser mais exacta. Embora esteja feliz ele tinha um segredo, sempre pensou que esse sentimento não tinha importância porque ele foi a única pessoa que cuidou de si, a única pessoa que lhe dava atenção, quando no final das contas Eren estava mesmo apaixonado pelo seu... tio... queria poder contar-lhe, queria falar queria o dizer, mas não sabia como o fazer!

O seu coração palpitava mais forte ao ver a forma atenta e cuidadosa com que o mais velho retirava as coisas do cesto.

- Tio... eu... tenho de lhe contar uma coisa... - Disse decidido enquanto estendia a toalha na areia.

- Hum? - Levi interrompeu o que fazia olhando de seguida para o mais novo - sim Eren?

- Eu... aaaah... - deu um estalo na lingua - bem como é que hei-de de dizer... isto... - coçou a cabeça nervoso, estava um tanto receoso pela sua resposta e reação...

- Diz logo rapaz! - Resmungou o homem mais pequeno cruzando os braços.

- Eu aaah... - Eren arrependeu-se logo de imediato ao olhar para a cara de tédio do mais velho.

- Eren...

- Hum!? Sim tio...

- Estás estranho... o que se passa? Não gostas da surpresa? - A expressão de tédio rapidamente passou para uma preocupada. Devia lhe ter dado um playstation4 – ponderou numa careta.

- Não, não é nada disso... eu queria dizer aaah... acho melhor esquecer - como sempre cobarde no que se refere a sentimentalismos.

- Algo não está bem... - desconfiado Levi insestiu pensando no pior - diz logo! Alguém anda a perturbar-te lá na faculdade? São os estudos? Ou... uma desilusão amorosa? - A última pergunta foi lançada por pura maldade, Levi sabia que Eren não namorava, ainda teve um caso curto em Londres com uma rapariga, durou cerca de duas semanas, mas depois assumiu-se homosexual ao constatar que não era aquilo que ele queria para a sua vida.

- Não! Não é nada disso! Deixe para lá...

- Fala... estás a preocupar-me!

Eren ao ver que não tinha hipóteses de escapar à sua declaração de amor, decide ganhar tomates e declarar-se duma vez.

- Eu gosto muito de ti! - Disse fechando os olhos receoso pela resposta.

- Hum!? Só isso? Eu também gosto de ti Eren... - Disse Levi simplista, não percebendo o ponto da questão.

- Não estou a falar desse gostar tio! - Num suspiro Eren tentou novamente ignorando a cara espantada de Levi. - Tio eu amo-te!

- … se isso for uma brincadeira de mau gosto eu juro que eu... - a sua voz estava estranhamente falha na percepção de Eren, mas isso não quer dizer nada.

- Quem me dera que fosse só uma brincadeira de mau gosto, mas é verdade, eu amo o meu tio! - Repetiu convícto aproximando-se de Levi subtilmente, porém ao não ver reação nenhuma da sua parte começou por se afastar.

Levi não se fez de rugado ao ver que os seus sentimentos estes, guardados a sete chaves durante anos finalmente serem correspondidos. Não conseguiu evitar de beijar o seu sobrinho tão amado. Um beijo simples passou para um beijo de língua cheio de sentimentos guardados.

Fim


Notas Finais


Até ao extra que será o Lemon! ;)


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