História Eu Amo Você em Silêncio (Romance Lésbico) - Capítulo 10


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 8 - Agradecimento seguido de uma declaração inesper


Algumas horas depois das confusões na mesa...

Julia está sentada na única cadeira de seu escritório, o lugar ainda é um buraco sem muitas coisas. Ela está no terceiro copo de uísque e no segundo cigarro, seus olhos encaram a grande janela aberta, o céu está escuro, e provavelmente uma chuva se aproxima. Em passos lentos o menino David entra no local, a médica não o nota por está de costas para porta. O garoto sem querer tropeça em uma das caixas do local e a cabeça de Julia se vira rapidamente, ela sorri da expressão do menino.

--Ah, é você campeão... Vem aqui... – diz soltando a fumaça no ar. O menino caminha ficando de frente a ela. Hoffman sorri o observando – Sente aqui – fala ajeitando o corpo na cadeira e descruzando as pernas para que o garoto sente.

--Tia Julia... – ele começa a falar.

--Hum... – ela diz soltando a fumaça para o lado.

--Eu estou muito triste...

--Eu já pedi desculpas, David... – ela olha nos olhos dele.

--Eu tenho medo da senhora ir embora novamente... – Julia ri.

--Isso não vai acontecer, meu anjo... Tire essas ideias de sua cabecinha, porque esse rostinho triste não combina com você...

--Você e a tia Elizabeth brigam muito... – a doutora bebe um pouco da bebida.

--Não se preocupe, eu e sua tia nos entenderemos logo... Vamos mudar de assunto? – ele sorri para a vampira que coloca o copo já seco no chão – Nunca mais conversamos. Meu escritório logo estará prontinho para passarmos boa parte do tempo conversando e brincando como antigamente. Lembra? – ele concorda com a cabeça e Julia sorri – Não sei se vai ser a mesma coisa, você cresceu tanto, meu pequeno... Desculpe não está aqui para acompanhar essa fase de sua vida...

--A senhora não perdeu nada, mãe... – Julia paralisa por um estante. O menino sorri ao ver a reação da vampira, ele já havia a chamado assim algumas vezes, mas isso se tornou impossível nesses dois anos. Ela sentiu falta.

Liz observa o momento pela brecha da porta semiaberta. Ela sorri da situação, a relação de seu sobrinho com a médica é linda, uma coisa que nunca se arrependerá de ter juntado.

--Tenho o filho mais lindo mundo... Cuidarei de você, David... Para sempre! – eles se abraçam, e Hoffman deixa cair uma lagrima de seu rosto. Um sorriso brota nos lábios da doutora quando o reflexo de Liz parece no vidro da janela. Ela sente o cheiro de arrependimento por parte da matriarca.

******

Julia caminha em passos lentos em direção a seu quarto, observando as unhas da mão ela não nota Carolyn parada próxima à porta de seu quarto.

--Olha se não é a menina rebelde da casa... – Hoffman diz parando em frente à garota.

--Melhor ser rebelde, que estranha... – o tom desafiador da menina deixa a vampira sem graça.

--Petulante... – fala se desviando da garota e entrando no quarto. Vendo que a menina ainda está por perto continua a falar – Diga logo o que você quer...

--A Dona Elizabeth me liberou – diz irônica – MAS... – revira os olhos e coloca uma das mãos na cintura – Só se você também for...

Julia sorri alto, vampira está sentada na cama retirando os sapatos. Carolyn sabe que a medica está curtindo com a sua cara.

--Como se sente dependendo de mim? – a doutora desafia a menina que entorta os lábios dando de ombros.

--É só pra dizer se vai comigo, ou não, ok?!

--Não foi essa a pergunta que eu lhe fiz – Hoffman massageia os pés olhando a menina por cima dos ombros.

--Quer saber?! VAI PRA... – Julia fica na frente da menina com suas habilidades rápidas antes dela terminar a frase.

--Presta atenção nessa boca... – encara firmemente os olhos da loba, que demostra um pouco de medo – Que hora é a festa?

--Oito... – parece que a ferinha amansou um pouco pelo tom baixo de sua voz.

--Me encontre no jardim nesse horário. Ficarei por perto do lugar... Por mais que seja o que sua mãe queira, eu não ficarei no mesmo lugar que você. Quando quiser ir embora, procure sentir o meu cheiro e me encontre... Não faça besteira, Carolyn... Tenha responsabilidade, se quiser ganhar a confiança de sua mãe e sair de novo... – a vampira volta do mesmo modo que saiu para a cama. A loba continua paralisada, Hoffman a olha pelo canto dos olhos e sorri por dentro, a menina se aquietou – Vá... A noite está caindo...

***********

19h52min...

A vampira sai de seu quarto, seu cabelo bem escovado cai em pontas onduladas até um pouco abaixo de seu ombro. Optou por um vestido preto com decote em V, que ia de comprimento até depois de seu joelho, deixando uma brecha na coxa do lado esquerdo. Suas pernas bem revestidas com meão preto e um sapato vinho muito escuro, como a capa encapuzada que ela segura no antebraço nesse estante.

Os passos barulhentos pelo salto descem as escadas e caminham para a porta sem olhar para os lados. Girando o trinco e saindo para fora a doutora senta no banco branco tamanho família posto na varanda, e começa a esperar por Carolyn... Ela está alguns minutinhos adiantada, então não considera que a menina esteja atrasada.

O lugar está um pouco escuro, aluminaria presente não tem luz suficiente para que alguém possa lhe ver. Um carro aparece no jardim e ela observa friamente Elizabeth sai de dentro de casa completamente linda. Os cabelos loiros voam quando entram em contado com a brisa fria do momento. A matriarca entra no carro e os olhos da vampira presenciam um momento que lhe deixa mais triste que o habitual. O beijo... Os namorados felizes... O homem que tem em mãos metade do mundo que Hoffman acha ser seu.

Carolyn sai de casa assim que o carro sai da vista da vampira, a mulher levanta e aparece entre a pouca luz do local.

--Vamos?

Foi à palavra suficiente para as duas mulheres entrarem no Chevrolet da família e sair, com Julia na direção.

********

Depois que a vampira deixou a menina na casa dos amigos, resolveu estacionar o carro e sair a pé. Ela anda pelo lugar se maravilhando com a grande mudança. Tudo mudou. O que era um pequeno porto, se tornou grande em industrialização. Mais lojas estão instaladas, variando a opção de vários acessórios. Sem contar nos grandes restaurantes que agora não envolvem só peixes, mas outras especialidades do mundo.

Apesar de está um pouco tarde, muitas pessoas ainda vagueiam pela rua, e para evitar os olhares estranhos que lhe direcionam, ela tira o capuz da capa, dando um sorriso gentil para quem a olhava, no fundo muito falsa. Sua cabeça agora está em Liz, na felicidade que ela está sentindo agora ao lado do namorado. Lhe dói tanto ter que esconder esse sentimento. Fecha os olhos só de pensar na reação da loira se resolvesse revelar tudo. Por mais que tente e seja o certo para ela, suas tentativas sempre fracassam e ela cai em tristeza, condenando-se inútil. Seu coração aperta a cada dia, a cada momento, e a cada vez que ver a loira com outro. Seu limite está esgotando e ela não sabe se segurará na próxima vez.

Anda tanto sem saber onde está indo que nem nota um homem, com a metade de sua idade lhe parar. Ela o encara, demorando alguns segundos para reconhece-lo, já que sua cabeça estava longe da realidade. Ele a encara com um sorriso de lado e sobrancelha arqueada, dando um expressão de malandro.

--Olha se não é minha amiga, Julia Hoffman... – ele diz para ela sorridente, porém desconfiado.

--Olá, Tavares... – o homem da uma bela gargalhada. Julia não entende.

--Esse não é mais meu nome... – ele aproxima o rosto do ouvido da ruiva – Me chame de Navim...

--Eu devia ter imaginado, você sempre muda de identidade...

--Quando se trabalha com o meu material, isso é necessário... – Julia nega com a cabeça ao escutar as palavras do homem.

--Da ultima vez que te vi, você estava careca... – a vampira diz naturalmente cruzando os braços.

--Pelo que vejo, não foi só eu que mudei aqui... Sua aparência também está mais viva... – ela sorri orgulhosa.

--São seus olhos querido, eu continuo a mesma...

--Deve ser... Você sumiu... – ele a puxa delicadamente pelo ombro para um banco de madeira próximo.

--Sim... – eles sentam – Fiz uma pequena viagem de dois anos... – ela sorri pela ironia.

--Se dois anos viajando você considera uma pequena viagem, eu não sei mais o que é um longo período de tempo... – os dois caem no riso - Nunca mais me procurou na compra daquele chocolate que você adora...

--Eu não quero mais isso pra mim, Tavares... Quer dizer, Navim... – ela diz séria.

--Julia, Julia Hoffman... Você já foi mais divertida... – ela fala abrindo os braços na base do banco.

--Estava me fazendo muito mal, acredite, eu fiz muitas loucuras com o seu chocolate...

--Pena que resolveu parar... – ele a olha por cima dos ombros e dá um salto saindo do banco. Ela o segue com os olhos sem sair do lugar – Foi bom te rever... Caso mude de ideia, eu mudo de identidade, não de lugar... Espero você! – piscando pra ela, ele sai e ela fica pensativa na proposta do amigos.

E assim as horas se passam, a meia noite se aproxima e Julia já tinha uma presa em mira. Porém quando ela ia colocar em ação, Carolyn aparece desesperada.

--JULIA... VA... MOS... Ai... ­– a vampira não entende a situação da menina, ela parece está se sufocando por si só.

--Pela amor de Deus, Carolyn... O que você fez? – fala olhando a menina que cai no chão ajoelhada e de cabeça baixa.

Quando volta a levantar a cabeça a imagem da loba transformada é revelha, só então ela olha pro céu e entende tudo, a lua está cheia.

--Acho melhor você sair daqui antes que alguém te veja... – Hoffman fala olhando ela.

Soltando um ruivo a loba some da vista da vampira que sorri aliviada pela situação não ser de perigo. a ruiva olha para os lados e ver que sua presa já se foi, ela terá que buscar outra. Mais primeiro deixará o carro em casa, para não formular suspeitas.

********

Certificando-se de que tudo está ok com o carro, a vampira recoloca o capuz da capa vinho e sai caminhando sem pressa rumo á floresta. Pega o caminho que lhe levaria a estrada, onde ela atravessaria e pegaria a floresta. Mas nesse percurso, uma situação lhe assusta. Liz estava sentada no chão enquanto três moleques riam maliciosamente falando coisas imorais a respeito da loira.

Vendo que eles estavam prestes lhe machucar, a mulher com habilidades anormais passa em forma de vulto varias vezes em volta dos moleques que já tinham rostos apavorados.

--É só o vento, abestado... Continua, a tiazinha não pode esperar muito, não é mesmo? – Liz está ofegante e nervosa, ela sabe que os vultos não são do vento.

--O que vocês querem?! Dinheiro?! Eu lhes dou, é só dizer onde e quanto... Agora por favor, me deixe ir... – a loira diz tremula. Os três riem, e se assustam com mais três vultos que se manifestam. Hoffman para e sobe em cima de uma das arvores e observa a situação, os garotos não parecem está com tanto medo assim. Ela vai ter que machuca-los caso eles trisquem em Liz. 

--Tem algo estranho aqui, cara... Vamos embora – um dos moleques fala.

--Cala a boca, não tem nada aqui... Não vai me dizer que acredita nas lendas dos Collins... Isso é historia do povo, idiota... Para de ser infantil... – um deles fala, parece que ele é o feche dos dois.

--Por favor, me deixem em paz... Digam o que querem... – a matriarca está quase chorando.

--Nós queremos vingança... Seu namorado matou um de nós dizendo ser em legitima defesa, mas nós sabemos que foi um aviso... Por isso vamos machucar quem ele ama também... – Liz não aguenta, desta vez ela cai em choro.

--Eu não tenho nada haver com as ações dele, me deixem em paz... – ela tenta se levantar, mas um deles á joga no chão novamente. Hoffman sente a raiva subir em suas veias.

Os trovões da tempestade que se aproxima começam a partir o céu com raios e ventos.

--Fica quietinha ai... Meu irmão também era inocente, e ele não pensou duas vezes antes de mata-lo.

--Por favor, parem... – eles começam a se aproximar dela sorrindo e depositam em seu rosto o primeiro tapa.

A vampira desta vez não se segura, ela parte para o ataque. Saindo de onde estava ela pula no pescoço do primeiro e o quebra numa girada só. Liz que tinha os olhos fechados abre para ver porque os homens pararam as agressões, não consegue identificar de primeira, pois Julia está com a capa, porém os cabelos laranjas que fogem pelos lados são reconhecíveis em qualquer lugar. A matriarca está segura, e se sente protegida com isso.

Os dois homens que sobraram olham o local e procuram a pessoa que matou um deles, tudo em vão. A médica está escondida e quando volta com sua rapidez, crava seus dentes no pescoço de um enquanto suas unhas da mão esquerda estouram as aveias do outro ao afundarem na pele do pescoço. Empurrando os dois para o lado, Julia certifica-se se Liz está bem, para então sumir de sua vista.

A matriarca fica em choque por alguns estantes. A chuva começa cair, e ela levanta rapidamente correndo rumo á entrada da mansão para não molha-se por completo.

Na verdade, Julia não sumiu, ela se escondeu novamente e quando viu que Liz havia saído livrou se dos corpos da melhor forma possível e voltou para casa. A tempestade está forte, suas vestes estão encharcadas e como a janela de seu quarto está fechada, ela teve que entrar pela portar principal.

A mulher de cabelos alaranjados sobe as escadas indo direto para seu quarto, Liz que já está deitada na cama tentando dormir escuta os saltos da doutora no corredor. Julia entra no quarto e segue direto para o banheiro, entra no chuveiro depois de se despir deixando a agua tirar todo o sangue ainda em sua pele. Ela passa a esponja em toda a extensão de seu corpo deixando o cheiro de rosas do sabonete penetrar em sua pele a deixando perfumada.

Tirando a espuma, a médica pega a toalha e enxuga cuidadosamente toda a pele, e pra finalizar suga o máximo que pode com a toalha a agua presente nos cabelos. Balança a cabeça na frente do espelho e sorrir por não ver seu reflexo. Volta para o quarto escolhendo uma camisola preta de seda.

A vampira desliga a luz, deixando apenas a pouca luz da lua - por conta do céu nublado em chuva - senta na poltrona e deixa a sombra dos pingos de água da janela de vidro refletir em sua pele, já que a camisola é um pouco curta e sua pele branca está exposta na parte das pernas e metade das coxas.

Acedendo um cigarro para esquentar seus pulmões, ela fecha os olhos soltando a fumaça no ar. O frio está começando a se manifestar no local, e ele não ver melhor forma de se proteger dele durante o resto da noite, já que ela sabe que não pregará os olhos enquanto a luz do dia não chegar.

Para sua surpresa a porta do quarto se abre... Hoffman engole em seco ao ver os olhos perdidos de Liz olhando o local escuro. O rosto da vampira não está tão visível pois ela esta no canto escuro do quarto, a matriarca ver sente sua presença pela luz refletida apenas em suas pernas e a fumaça que se espalha no quarto, porém isso é o que menos importa agora. Ela quer agradecer sua amiga por ter salvado sua vida, e sabe muito bem que não tem horas pra isso.

--Hoffman... – diz quase sussurrando – Eu sei que foi você...

A vampira engole em seco e fala antes que ela prossiga, mas continua no mesmo lugar.

--Que tipo de namorado não deixa a namorada na porta depois de um encontro, Liz?! – a vampira indaga fria, Liz entende sua preocupação e se aproxima mais para responder, mais ainda não consegue ver o rosto da ruiva.

--Ele teve um imprevisto na delegacia e precisava se apressar, achei melhor ficar no portão principal. A culpa é minha... – fala sentando na cama.

--Você poderia ter morrido... – um trovão assusta Liz, Hoffman não move nada além da mão até a boca para colocar o cigarro na boca.

--Mais você estava lá... – Liz sorrir ao dizer essas palavras – Hoffman, obrigada! E... – Liz perde as palavras quando a vampira levanta de onde está e caminha para que ela possa lhe ver por completo – Desculpa pelo ocorrido hoje no almoço... Eu... Me sinto mal em saber que você ficou triste por um pensamento besta meu, que eu prometo não pensar mais... Hoffman, vamos voltar a ser como antes... Esquecer tudo...

A ruiva ajoelha-se na frente de Liz, colocando cada uma das mãos próximas a cada um dos joelhos da matriarca, que se arrepia toda pelo contato quente em sua pele fria. As pontadas em seu pescoço se manifestam novamente, mas desta vez mais leves.

--E eu estaria lá quantas vezes fosse preciso, porque eu sou incapaz de deixar alguém machucar você, Liz... Pois, quando isso acontece sei que vai doer mais em mim do que em você... Tudo isso porque eu te amo... – Liz sorri, e Hoffman abaixa a cabeça vendo que a loira não entendeu muito bem – Não um amor de amizade, Liz... – o sorriso da matriarca desaparece, e a doutora já previa essa reação – Eu sou completamente apaixonada por você e...e eu não aguento mais esconder isso só pra mim...

Os olhos de Hoffman estão marejados em lagrimas, Elizabeth ver isso quando um relâmpago ilumina todo o quarto, ela não sabe o que fazer, mas se assusta não pela declaração, mas por saber que isso lhe causa uma boa sensação, um sensação que ela não sabe explicar, apenas sentir. Seu coração de certa forma bate em um ritmo mais acelerado, assim como o de Hoffman. As pontadas em seu pescoço cessam, e o silencio por parte da loira faz o arrependimento subir por completo na vampira. "o que eu fiz?" pensa quando as lagrimas começam a sair de seus olhos em modo automático...



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