História Eu Amo Você em Silêncio (Romance Lésbico) - Capítulo 12


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 10 - Desejo inevitável...


Liz levanta do chão onde está e tenta absolver o que se passou ali... Ela simplesmente beijou Hoffman e não quer acreditar. A vampira ainda dopada no chão vira o rosto para olhar com certa dificuldade o seu amor. Ela ver a expressão assustada em seu rosto, ela não queria que fosse assim.

--Liz... – a médica sussurra tentando levantar, mas não consegue. Seu corpo está pesado demais.

--Agora não, Hoffman... – a loira anda de um lado para outro, em sua mão ainda carrega a flor.

--Desculpa... Eu não... – Liz a interrompe levantando a mão, a vampira engole em seco. A matriarca sabe que a culpada do beijo ter acontecido foi ela mesma, mas... É estranho admitir tal ação. Ela não consegue, assim como não conseguiu controlar seus sentimentos quando a beijou.

--Você tem noção do absurdo que se passou aqui?! – a loira é ríspida, Julia não presta muita atenção. Seu estado é deplorável.

--Desculpa... – Hoffman coitada, está tão inerte ao mundo que nem se quer notou que foi Liz quem lhe beijou – Eu amo você, Liz...

--Pare, Hoffman... Pare de falar besteiras... Isso não está certo... – Liz senta no sofá nervosa – Olha seu estado... Não sabe se quer o que está falando... Quantas e quantas vezes eu pedi para você parar de se maltratar assim?!

--Por que você não acredita em mim? – Hoffman tenta levantar mais uma vez, tentativa falha novamente.

--Você está completamente drogada... O que deu em você? – Liz está irritada e ao mesmo tempo preocupada.

--Eu queria esquecer você... – a doutora fala mansa enquanto sua vista embasada procura Liz.

--Esquecer o que não existe? Pare com isso... Eu... Nós, nós não podemos – a matriarca troca as palavras quando vai contra seus sentimentos, ela está mentindo para si mesma.

--O que foi isso aqui então... O beijo não foi alucinação... Eu posso está dopada, mas... Eu sei que... Liz... – Julia consegue olhar o olhar de Elizabeth e ver que a loira não está olhando ela, e sim com as mãos enterradas nos cabelos e olhos fechados. A matriarca está frustrada com tudo que aconteceu.

--Nunca vai acontecer isso que você pensa, sente, eu... eu não sei o que diabos está dando em nó... – ela se perde novamente, Hoffman sorri fraco por saber que ela falaria "Nós" – dando em você... – Liz completa a frase depois de suspirar. Ela agora olha a vampira que lhe olha também.

--Você é linda! – a loira vira o rosto novamente. A lentidão na voz de Hoffman chega em si como um incomodo bom. Ela não está sabendo lidar com os próprios sentimentos e isso pode ser bom, mas também pode ser ruim.

--Me esqueça, Julia... – ela levanta da poltrona e a flor que pousava em sua coxa cai no chão sem ela perceber, mas Hoffman viu o ato e quando ia sorri por ela está com a flor, o gesto morre em seus lábios quando Liz pisa na planta para sair do lugar. Seus olhos marejam em lagrimas.

A vampira ver a loira se retirar em silencio, seus olhos se fecham e abrem quando ela encara o teto. Ela começa a mover-se para levantar, quando consegue caminha derrubando algumas coisas até chegar ao sofá. Ela se joga no estofado sem se importar com a posição e pega a flor que Liz pisou levando até seu peito. Apertando a planta a mulher chora... Seu coração está partido... Ela deve desistir de Liz? Quantas e quantas vezes ela se fez essa pergunta e falhou em todas as tentativas, será essa a nova oportunidade que dará certo depois das palavras ofensivas da loira?

Ela não sabe, não quer saber agora, apenas fecha os olhos e dorme, sem deixar de sentir aqueles macios lábios nos seus novamente. Ela a ama...

*******

Liz fecha a porta atrás de si depois de atravessar o corredor que lhe levaria até seu quarto. Ela passa as mãos nos cabelos enquanto caminha até sua cama, seu pescoço da pontadas a cada segundo que ela pensa no beijo que acabou de dar na vampira, ela não sabe por que fez isso, não sabe porque quer mais, não sabe porque seu pescoço a incomoda tanto toda vez que ela está com Hoffman, ou pensa nela, ou quer está com ela. A loira teme o sentimento porque sabe que já se magoou quando amou alguém... Ela está com medo, não o medo normal, o medo de suas ações nesse sentimento tão desejoso, mas ao mesmo tempo tão perigoso.

Ela pensa na família, em sua filha, e principalmente em Pedro. O homem tem estado ao seu lado em momentos importante, em momentos que ela precisou, demonstrando muito amor por ela, porém isso deixou de ter sentindo quando Liz descobriu o amor por parte de Hoffman e a loira ter tido esses impulsos, esses pensamentos pra ela impróprios. Ela está ao ponto de enlouquecer, quando ela diz não querer sentir, seu coração vai e mostra uma coisa totalmente diferente. O seu coração mostra que ela tem que tornar o sentimento recíproco...

"Liz você não é assim... Você é uma mulher de padrões, padrões esses que são totalmente contra a este absurdo que Hoffman está lhe tentando... Mais porque tem que ser uma tentação tão boa? Uma tentação que eu não quero sentir, mas que no fundo eu quero só pra mim? Eu poderia dá uma basta desses padrões e me entregar a esse desejo, a essa loucura, eu poderia... Mas algo não está certo no meio de tudo isso... Não... Eu não vou mais sentir isso...".

Será mesmo, Elizabeth? Será que você irá contra seus sentimentos?

Pode até ir, mas não será por muito tempo.

Hoffman.

Alguns dias depois...

Se antes o clima entre as duas mulheres era estranho, agora ultrapassa os limites. Liz anda mais distraída, ela não sabe mais o que é concentração. O beijo, os olhares e cuidados de Hoffman para com ela sempre rondam em sua mente. Ver a ruiva em determinados momentos tem lhe tomado vários suspiros... Já Hoffman, a mesma decidiu parar, parar de ir atrás, ela chegou à conclusão de que ambas nunca vai ser como antes... A falta da loira a seu lado é inevitável, e o desejo também, mas... Ela não quer mais... A única coisa que está recebendo em troca é constrangimento e arrependimento. Sua forma de agir está normal e isso assusta Liz, a mudança da vampira com ela tem sido um peso em sua consciência, e a matriarca sabe muito bem o motivo disso... Suas palavras...

--Mas o que está acontecendo com você, Elizabeth? – Barnabas entra no consultório da loira sem bater, ela se assusta – Já notou a tamanha desorganização que está o levantamento da fabrica? Caímos 2% nesse ultimo mês e pelo que estou vendo cairemos ainda mais, e o motivo mais incompetente do mundo... Você! – Liz o olha com uma sobrancelha levantada ao mesmo tempo em que retira seus óculos.

--Bom Dia, Barnabas... – ela não dá á mínima para as palavras do vampiro porque sabe que ele só se importa com á fabrica quando as coisas não vão bem. Joga tudo nas costas da loira e só quer obter o lucro.

-­-Péssimo dia, Elizabeth... Péssimo dia... – ele senta no sofá do lugar e olha a loira que sorri – Gastei meu precioso tempo indo atrás do dinheiro desse mês e você se quer se deu o trabalho de deixa-lo no banco... Nunca vi tamanha incompetência de sua parte...

--Confesso que nesse mês tive meus descuidos em relação a fabrica, mas é que eu gosto de trabalhar com coisas bem feitas, e infelizmente não estou conseguindo me virar sozinha... Você não move um passo para me ajudar, passa o dia lendo livros e matando as pessoas por ai com sua amadinha Josette e eu sou a única que trabalha... Você é um folgado, Barnabas... – ela fala e ver ele ficar boquiaberto.

--Nunca pensei ouvir isso de você, madame... – ele finge constrangimento.

--Agora eu sou a madame? – ela levanta ajeitando a saia lápis que usa - Pense bem antes de falar qualquer coisa ao meu respeito – caminha para perto dele e o encara - eu já faço muito por todos aqui dentro, e não vai ser o caimento de 2% que nos levará falência novamente... – caminha para sair da sala, mas para segurando o trinco da porta e o olhando novamente – E fique você sabendo que a inauguração da nova ala nos proporcionou mais lucros que o esperado... 2% é o mínimo comparado ao tanto de dinheiro que obtivemos esse mês... – ela sai o deixando de boca aberta, o vampiro ia falar algo.

--Por que as pessoas me deixam falando sozinho? – ele contesta a si mesmo negando com a própria cabeça – é claro que tem algo por trás de tudo isso, e eu vou descobrir...

Ele finaliza o pensamento determinado e se levanta para sair.

********

Liz caminha em passos pesados em direção à cozinha, sua garganta pede por água. E seu pensamento acaba com Barnabas por ele a chamar de incompetente, enquanto demonstra ser um folgado. Entra no local e se surpreende quando não ver as cozinheiras. Ela passa os olhos na cozinha e resolve pegar a agua, colocando o copo em cima do balcão em frente à geladeira ela se move para pegar a agua com apenas um copo, puxando a jarra de vidro de dentro do lugar frio, ela não ver que o pudim da sobremesa do jantar vem junto e se destrói em pedaços no chão. Seus olhos se abrem em susto pelo barulho do vidro da bandeja se quebrando.

Move-se devagar entre os cacos, apesar de está calçada. A loira vai até a dispensa na procura de um pano e rodo, se odiando por ser tão distraída e também por suas cozinheiras não estarem aqui para limpar a bagunça. Ela caminha para o lugar e seus passos dessa vez são tão zangados em decepção que ela escorrega no pudim liso espalhado no chão. No percurso da queda o cabo de madeira do rodo bate no copo que ela deixou no balcão e se quebra também no chão. Ela agora está rodeia de cacos e costas doloridas pelo impacto da queda.

Seu suspiro de decepção se torna nervoso e tremulo quando ela ver suas mãos sangrando. Ela se cortou com os cacos da bandeja. Tentando levantar ela se corta ainda mais na região das mãos e agora seu gemido de dor é alto. A matriarca não sairá dali sem se cortar ainda mais...

******

--Tia Julia... Será que o frango já está pronto? – o menino pergunta vendo a tia o ajudar a terminar a tarefa da escola.

--Tenha paciência David... Acabamos de colocar ele lá... – a medica responde o menino ao mesmo tempo em que dava uma tragada no seu cigarro.

--É que eu estou ansioso para ver a cara de todos quando descobrirem que foi nós quem preparamos o jantar... Já imagino a cara da Tia Elizabeth quando descobrir que dispensamos todas as empregadas... – Julia da um sorriso fraco quando o menino faz as lembranças de Liz chegarem em sua mente. É impossível falar na loira e não lembrar do beijo que deram... Foi lindo e ao mesmo tempo tão triste por saber que não acontecerá mais.

--Ela sem duvidas vai estourar, meu bem... – Julia levanta da mesa – Termine essa questão que eu vou ver como está ás coisas que deixamos no fogo, ok? – o menino sorri concordando. 

A vampira sai do quarto.

*****

A matriarca já estava ao ponto de chorar por ninguém ter vindo lhe ajudar. Sua perna agora sangra pelas tentativas que ela fez para se levantar. Todas falhas. Suas costas doíam e a dor fina dos cortes lhe arrancam gemidos. O vento forte que se formava lá fora fez a porta dos fundos do lugar onde ela está se abrir bruscamente. Ela solta um grito de medo...

--ALGUÉM, POR FAVOR... – tenta mais uma vez e nada... As folhas do quintal começam a entrar no local e o fogo do fogão se apaga.

Hoffman caminha tranquilamente pelo corredor que a levará para a cozinha e quando chega próximo ao local já sente o vento envolver seu corpo. Ela apressa o passo e quando adentra o cômodo ver Liz sentada no chão totalmente desespera, o primeiro cheiro que ela sente é o de sangue.

O sangue de Liz.

O tom de seus olhos se tona mais vivo e suas presas crescem rapidamente. Elizabeth observa a situação temendo a reação da vampira e lembrando da noite em que quase foi atacada por ela.

Julia começa a caminha para perto da loira que tenta se arrastar para trás. Ela quer se prevenir do que pensa que vai acontecer.

--O que aconteceu aqui? – Hoffman fala afastando os cacos de vidro com o pé e surpreendendo Liz, a loira pensou que seria atacada.

--Eu, eu me distrai... – a medica estende a mão para a loira e espera que ela pegue. Mas nota que isso será impossível, pois as mãos de Liz estão machucadas. Ela respira fortemente o cheiro do sangue da loira escorrendo em sua pele. Vendo que a matriarca está assustada ela controla-se para não demonstrar a sua sede de experimentar o liquido vermelho que se espalha no chão.

--Não se assuste... Eu não machucarei você, apenas é incontrolável a minha ânsia por sangue. Você deve saber disso... – a medica diz quase sorrindo e preparando-se para pegar a loira no colo. Tendo a em seus braços os olhares se encontram, Liz engole em seco só em ver o desejo subindo em seu corpo. Ela desce timidamente o olhar para os lábios da vampira, Hoffman ver o nervosismo da loira estampado em seu olhar, e o que ela pensava se impossível se torna possível quando os lábios de Liz se colam aos seus num impulso jamais imaginado.

Elizabeth não resistiu, deixou para se martirizar de seus impulsos depois, agora ela só quer acabar com a ânsia de beijar em Hoffman, de beija-la. O beijo é desesperado, necessitado por ambas. A loira agora não sabe se seus gemidos são de dor ou por suas mãos feridas pressionarem firme a face da vampira na busca de mais toques. Julia está sem entender a situação, mas o gosto do sangue da loira em sua boca assim que suas presas cortam um pouco os lábios da outra mulher, são de lhe arrepiar a espinha. O calor acende em ambas quando o vento que entra pela porta tenta esfriar a situação, Hoffman está toda melada do sangue que sai das mãos da loira, ela sente a falta de ar chegar, o mesmo acontece com Liz e ambas se separam ainda de olhos fechados.

--Agora é a hora que você me deixa no quarto para que eu possa me arrepender... – Liz fala ofegante depois de alguns segundos em silencio. Julia abre os olhos e ver o mais escuro azul nos olhos da matriarca que tem o olhar perdido.

--Por que você faz isso? Tira minhas esperanças e depois as faz voltar de novo? – a vampira diz decepcionada.

--Hoffman me leve para o quarto... – Liz fala sem olhá-la.

--Eu te fiz uma pergunta... – a ruiva insiste.

--O ruim de depender das pessoas é is... – Hoffman não deixa ela terminar a frase, sela os lábios com os da loira novamente. Liz é surpreendida quando é posta em cima do balcão. O beijo que iniciou lento se torna apressado, Liz envolve as pernas na cintura da vampira a trazendo para mais perto de seu corpo, Julia sorrir com a necessidade da loira em beija-la, em senti-la perto, ela se apaixona mais, ela quer essa mulher. Leva suas mãos até os cabelos da loira e os prende entre os dedos com força, Liz se arrepia com a ferocidade da ruiva que agora coordena o beijo. Elizabeth está perdida... Ela está totalmente fora de controle, suas ações não estão sendo medidas mentalmente e sim pelo coração, e o que ela mais quer nesse momento é ser amada por Hoffman. Seus toques, seu beijo... Ela quer sentir a sensação que há muito tempo vem tomando conta de seus pensamentos.

A vampira desce os beijos para o pescoço da loira e sua mão livre aperta a coxa que pressiona sua cintura, ela está tão movida pela situação que arranha profundamente com as unhas a coxa de Liz onde acabada ferindo.

--AHHAAAHH!!! – a loira finda o beijo com o gemido agressivo que sai de seus lábios. Hoffman olha as mãos encharcadas de sangue e só assim se dá conta do ferimento em que causou na pele de seu amor.

--Liz... Perdoe-me... Eu, eu... Eu não me controlei... Droga! – fala desesperada e antes que a matriarca demostrasse sua dor em palavras ela beija o local. Liz sem entender o que a vampira fez se assusta quando ver o local se curar com um pequeno formigamento. O mesmo acontece em todos os lugares que foram cortados pelos cacos de vidro. Julia se afasta parando os passos quando sente a geladeira em suas costas. Ela olha o olhar de Liz surpreendido pela cura tão rápida de seus machucados. A loira a encara e quando abre a boca falar a voz de David assusta ambas.

--Tia Julia, tia Elizabeth... O que houve com vocês?! Tem, tem sangue na pele de vocês... – menino fala se aproximando do local. Liz desce do balcão e se põem ao lado de Hoffman que coloca a mão sobre a cabeça pensando no que ira dizer.

--Sua tia escorregou e se cortou nos cacos da bandeja que ela quebrou... Eu fui ajuda-la e me suei também... – Liz sorri para o garoto e só assim sente o gosto de sangue em sua boca, ela toca os lábios e ver o líquido vermelho refletido em suas mãos.

--Mas, mas... Ela não tem ferimento algum... – Liz engole em seco.

--David, Oh, céus! O frango... – ela tenta mudar o pensamento do garoto.

A matriarca aproveita a distração dos dois para sair em ser percebida, bem, Hoffman viu.

--Onde ela está? – ele pergunta para a vampira que acende o fogo do fogão novamente e fecha a porta com a tranca para que o vento não abra novamente e ague o fogo. Parece que vamos ter chuva mais tarde.

-­-Deve ter ido se limpar... – disfarça para o menino que estranha.

--Mais ela não estava sangrando, eu vi...

--Meu bem... Você deve ter olhado rápido e não notou que ela estava ferida... – Julia tenta ser mais sincera possível, o menino é insistente.

--Mas... – ele tenta falar, porém Julia o interrompe.

--Mais nada David... Esqueça isso e der graças a Deus por ela não ter descoberto nossa surpresa... – fala experimentando um pouco do gosto da comida.

--É verdade, ainda bem... – ele sorri e se aproxima da vampira.

--Terminou o que eu deixei você fazendo? – a vampira pergunta fechando a panela.

--Sim, sim... Fiz direitinho, aposto como o meu vai ser o mais bonito da sala – ele fala orgulhoso e Julia nega com a cabeça ao mesmo tempo em que se move para o armário na procura das peças que servirá a comida.

--Ótimo... – ela pisca para o menino por cima dos ombros e logo em seguida se vira para pegar a travessa em nox – vá se ajeitar, quero meu subchefe lindo e maravilhoso para apresentar o "menhi" – fala em tom francês arrancando risos do menino – para todos dessa casa... Eu limparei essa bagunça e ajeitarei os pratos, já já subo para me ajeitar também.

--Tá bem... – ele começa a se mover para sair, porém a voz de Julia o faz parar.

--Querido... Dá próxima vez que vim um trabalho assim da escola não precisa ficar com vergonha de me pedir ajuda, apenas me avise com antecedência – ele sorri tímido – Eu amo ajudar você, meu eterno pequeno campeão...

David não contem a emoção, corre para perto da vampira e a abraça forte. Julia retribui o gesto com carinho e deposita um beijo na cabeça do menino.

--Obrigada, tia Julia...

--Agora vá...

Ele sai correndo e ela encosta-se a bancada do armário suspirando. Olha as unhas de suas mãos e se sente mal por te machucado Liz. Ela tem que se controlar mais, porém isso é quase impossível quando a loira está necessitando dela daquela forma.

Seus gemidos, seu corpo, seu beijo, e principalmente o desejo estampado em seus olhos. Ela ama aquela imensidão mais parecida com o mar de tão azul. Ela ama Elizabeth... Julia tinha prometido a si mesma que não persistiria mais nesse sentimento, nessa loucura, mas ver a matriarca se entregando como hoje só provou que a chama está mais acessa que nunca. Agora sabendo que Liz a quer, que a deseja faz encher seu coração de esperança.

A sensação da loira a puxando para mais perto faz uma corrente elétrica de prazer subir em seu corpo. Aquela mulher a enlouqueceria, e Hoffman não está nem um pouco preocupada com as consequências dessa loucura. Ela quer viver cada momento como se fosse único. Só tomará o devido cuidado para não machucar aquela delicadeza de mulher outra vez.

Depois de limpar toda a bagunça que causou o acidente de Liz, e de ter deixado à comida nos pratos só no ponto de servir, Hoffman sobe para seu quarto e prepara-se para o jantar, inclusive ela corta a ponta das unhas, sabendo que da próxima vez que acontecer algo entre ela e Liz, não terá um acidente mais trágico.

Mais tarde na madrugada da mesma noite...

O jantar ocorreu cheio de surpresas. Todos ficaram felizes com a surpresa que Julia e David prepararam, amaram a comida e exigiram com brincadeira que isso acontecesse mais vezes. Todos da casa compareceram, mas Liz foi como se não estivesse lá. Seus pensamentos estavam em Hoffman, em como ela desejava aquele toque tão intenso que sentiu quando estava sendo amada por ela, até mesmo a agressividade da vampira em si lhe causava pensamentos impróprios, ela a todo o momento se pegava olhando a vampira que hoje parecia está com um humor em alto grau, sempre sorrindo e fazendo os outros sorrirem. E o motivo não é desconhecido para a matriarca. Ela não sabe o que fez, não sabe o que está com vontade de fazer agora enquanto olha a chuva cair forte do lado de fora.

Está em seu quarto, parada, pensando e olhando aqueles pingos d'agua escorrerem pelo vidro da janela de sua varanda. Seu corpo tem sensações estranhas, ela não sente frio, sente o calor que os toques de Hoffman estão lhe causando apenas em pensamento, imagina na realidade.

"É loucura... Céus! O que essa mulher está fazendo comigo?! Por que meu corpo a quer tanto? Porque meus pensamentos são somente direcionados a ela... A seu carinho, á seu amor por mim... Julia... Porque isso agora? Porque transformar em outra coisa uma amizade que costumava ser tão linda? Porque meus passos estão em direção a seu quarto... Quantos porquês que pra mim serão esquecidos quando eu abrir a porta desse escritório e sentir você me agarrar, me beijar, me fazer sua... Eu quero, eu preciso... Não dá mais pra suportar, é mais forte que eu..."

Liz olha Hoffman observar a chuva pela janela, a matriarca está tomada pelo desejo a cada passo que dá para perto da ruiva. Julia tem um cigarro na boca e um copo de uísque na mão, é preciso dizer em que ela está pensando agora sem nem imaginar que essa pessoa está atrás de si ansiando por seus toques... O quarto está escuro, o barulho da chuva e seus trovões é o som natural do lugar. A mulher de olhos castanhos ama o tempo de inverno, mas ainda quando neva.

Por mais forte que seja o cheiro do fumo e do álcool perto de si, o perfume que chega a seu nariz juntamente com a respiração pesada próxima a sua nuca é irreconhecível.

Liz...

A ruiva fecha os olhos só em pensar que o amor de sua vida está a poucos centímetros de sua pessoa. Vira e nesse ato o raio que se forma do céu ilumina a pele branca da matriarca que tem os cabelos soltos e camisola preta acompanhada de um robe da mesma cor. Hoffman não consegue parar de olhar a delicadeza de Liz em sua frente, ela parece ser tão inofensiva agora... Consegue ler em seus olhos o que ela deseja nesse exato momento, nesse quarto de escritório agraciado pela chuva.

Ela está tão concentrada no querer de Liz que não tem coragem de se mover para toma-la em seus braços. Será ser coisa de sua cabeça? Será mesmo está vendo Liz tirar cuidadosamente o robe que escondia uma parte de seu corpo? O nervosismo sobe em ambas... O clima em se terem sobe de uma maneira lenta, onde primeiro Hoffman passa os olhos em todo o corpo da mulher, na clareza de sua pele, no preto que lhe cai bem, em suas curvas, e por fim na imensidão daqueles olhos azuis.

Deixando o copo em cima de um lugar qualquer, ela passa a mão gelada no rosto quente da matriarca que fecha os olhos, deixando se levar por toda essa dominação que Hoffman tem sobre ela.

"Sentindo as mãos dela desceram por minha clavícula, contornar minhas curvas e abraçar por completa a minha cintura, sinto que não preciso mais dizer em palavras o que eu quero nesse momento. Sua forma de me conhecer é tão forte que não é preciso dizer absolutamente nada, ela me conhece, me conhece tão bem que sabe como me levar a loucura a ponto de não deixar esse pensamento de que tudo isso é errado, me fazer desistir".

Julia a toma em seus braços da forma mais intensa que consegue, e sela seus lábios com os dela. Suas mãos passeiam pela parte das costas nua da loira, a mesma treme no beijo, demostrando sua timidez e falta de experiência nessa ação. Hoffman sabe que ela está com medo, mas o carinho que ela está disposta a dar pode fazer todas essas sensações negativas passarem. Ela quer que ela esteja segura, não quer força-la de nada.

--Eu sei que vou magoar você de novo, de novo e de novo... – Liz fala quando suas testas se colam – Porque quando não sabemos o que estamos fazendo, as possibilidades de se arrepender são as maiores possíveis...

--Você só se arrepende do que fala pra mim, porque sabe que está indo contra seus sentimentos... – Hoffman fala e ver Liz descolar suas testas para olhar em seus olhos.

--Isso não é verdade... – Liz se afasta e fica de costas para a vampira.

--A verdade dói Liz... Você precisa se permitir – Hoffman a abraça por trás sugando o lóbulo de sua orelha – Para que eu possa dar o que você quer... – ela sussurra ao mesmo tempo em que suas mãos descem pelos braços da matriarca sentindo a macieis de sua pele e o quanto ela está arrepiada.

--O que você está fazendo comigo, Hoffman... Que sentimento é esse? – Liz ainda de costas segura as mãos da ruiva que agora pousam em seu seio.

--Me deixa mostra-lo para você, Liz... – a vampira sussurra novamente em seu ouvido, e sente a matriarca amolecer em seus braços, ela aperta o seio dela ao mesmo tempo em que sua boca beijava seu pescoço, seus cabelos, tudo que a deixava embriagada, o cheiro... Ela ama o cheiro que pousa em Liz, ela a ama, com todas suas forças e sentidos.

--Eu... E-U... Deixo... – Hoffman a vira para ela e aperta sua cintura.

Desce a fina alça de sua camisola e se surpreende quando o tecido de seda escorrega do corpo da mulher em sua frente. Liz tem os olhos firmemente fechados.

"Não demora muito para o molhado de sua boca devorar meu pescoço novamente, para ela me abraçar em segurança. Eu me sinto minúscula com tamanha pegada em meu corpo, eu me sinto perdida. Quando ela me pega no colo eu envolvo minhas pernas em sua cintura e não perco tempo em beija-la, em tentar tirar sua blusa, eu ainda posso sentir o gosto do uísque em sua boca, mesmo quando os toques dela em minhas coxas me fazem esquecer o que é respirar, o que é problemas, o que se passa aqui..."

Deitando a matriarca no sofá espaçoso, Hoffman tira a blusa que Liz já se deu o trabalho de abrir os botões da frente, ela deita em cima da matriarca sentindo o contado de seus corpos esquentar sua pele fria. Ela beija sua clavícula, fazendo a trilha com o gesto até os seios excitados da loira, que aperta sua cintura, que geme fraco com o contado. Sua excitação é cada vez maior. Ela está incontrolável. Ela está entregue.

"Quantas e quantas vezes eu sonhei com esse momento, em tê-la só pra mim, em senti-la retirar minha roupa, como ela está fazendo com os pés em minha saia agora. Quantas e quantas vezes eu chorei ao pensar que eu era a boba sonhadora que amava quem não me ama, que eu amava uma mulher, que ela nunca me corresponderia e agora eu vejo o contrario de tudo isso. Subindo sua coxa na região de minha cintura e a senti suspirar próximo ao meu ouvido, eu passo a mão no lugar que machuquei e sinto que ela tem certo receio quando isso acontece.

Sorriu quando seus braços me abraçam com mais força quando um forte trovão se manifesta na chuva que parece cada vez mais forte lá fora, coisa que não importa agora. Meus lábios dão atenção os seus seios de novo, eu o beijo com carinho, sugo com desejo... Ela procura forças em minha pele, onde aperta sem se importar com a dor que isso me causa. Dor essa sem importância quando há prazer.

Meus beijos descem por sua barriga lisa, a mesma se converte pra dentro quando beijo delicadamente a pele branca. Ela levanta a cabeça um pouco para frente para ter certeza de que eu estava próximo a seu sexo, eu sorrio para ela que só consegue gemer quando minha boca beija sua virilha, coxa, perna, tudo. Eu quero tocar em tudo.

--Hoffman... Por favor... Pare... Eu, eu não mereço... – não dou ouvidos a suas palavras, me concentro em tirar sua calcinha e passar minha língua em seu sexo molhado, coisa que só prova que ela me quer – Hoffman...

Dessa vez entendo como um gemido, minha língua lambe seus pequenos e grandes lábios e dá certa atenção a seu clitóris, ela se contorce e procura algo para apertar, eu lhe ofereço minha mão e a força que ela exerce na mesma faz o que eu faço em sua feminilidade se tornar mais forte e intenso"

"As ondas de prazer em meu corpo são indescritíveis, ela está lá... Em meu ponto fraco, no qual eu não resisto e só quero que prolongue... Sinto meu ápice se aproximar, ela sobe sobre mim novamente e cessa meus gemidos com um selinho que se torna um beijo profundo quando seus dedos entram em mim. Agarrando seu pescoço eu gemo desesperada, tentando controlar essa coisa indescritível que sobe em mim, que me deixa louca, que me faz querer ela mais e mais... Como resistir a mulher? Eu vou me arrepender, sei disso, mas terei a lembrança perfeita desse toque carinhoso e intenso que só ela me causa... Hoffman, Hoffman...".

E foi gemendo o nome da vampira que Liz estourou em um orgasmo perfeito. A ruiva que tem a cabeça enterrada no pescoço da loira sente a mesma se desprender de seu corpo. Ela procura seu olhar e só encontra a seriedade de uma coisa que ela imaginou ter sido perfeita, mas que na verdade Liz está fingindo não ter causado efeito algum. Porém, suas respirações insertas e cansadas provam o contrario, seus corações em um ritmo acelerado...

Elas depois de tanto se olhar não resistem, se beijam de novo. Hoffman suga o lábio inferior da loira contra o seu e sente a mesma lhe prender de novo. Caindo no chão Liz fica por cima e enterra sua cabeça no pescoço da vampira. Ela fica assim até sua respiração se centralizar, sentindo a paz daquele momento, ela sente tão bem que quando menos espera seus olhos se fecham em sono.

Sono esse velado por Hoffman metade da noite e que depois de ver que realmente ela estava dormindo apegou em seu colo com todo cuidado do mundo e a deitou no sofá, tendo a preocupação de embrulhar seu corpo com uma manta que tinha no lugar, ela a olhou mais um pouco e sorriu depositando um beijo em seus lábios e vestindo o resto de suas roupas para então sair do escritório e se direcionar a seu quarto. Sem tirar o que fez da cabeça, sem tirar Liz de seu coração...



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