História Eu Amo Você em Silêncio (Romance Lésbico) - Capítulo 15


Escrita por:

Visualizações 26
Palavras 5.427
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Capítulo 13 - Festa de Halloween...


A correria na casa de empregados contratado para a festa de Halloween dos Collins estava de deixar qualquer um zonzo. Tudo estava ficando em seu devido lugar pouco a pouco e se tudo ocorresse bem, sem problemas, a casa logo, logo estará em ritmo de Halloween. Carolyn a mais ansiosa para a festa está fazendo questão de acompanhar tudo de perto, dando ideias e sendo bem chata com quem não faz as coisas da maneira correta. Josette depois de muito questionar com o marido, conseguiu que ele liberasse ela para ajudar na organização de tudo.

Já Elizabeth acordou com uma tremenda dor de cabeça essa manhã, ultimamente ela não tem dormido direito nas ultimas semanas. Resolveu trabalhar em casa, por está indisposta e por ter que está a par de tudo da festa de hoje anoite, festa essa que levou seus nervos a flor da pele com as exigências de Carolyn.

--MÃE... Eu repeti mais de mil vezes para você que a luzes de fora precisavam ser roxas, e pra minha surpresa o inútil do Wille apareceu com lilás... Será que você pode resolver isso, por favor... – a menina já entrou falando sem bater no escritório da mãe que coloca a mão no coração pelo susto que leva.

--Bom dia pra você também, filha... – Liz aproveita para ajeitar os óculos.

--Mãe... – a menina revira os olhos.

--Descuidos acontecem, Carolyn... Você vai ter que se conformar com as que têm aqui...

--Por favor, mãe... Nada pode dar errado...

--As luzes vieram de fora, não tem como fazer um pedido para hoje...

--Quantas vezes eu tenho que dizer que o Wille não está habito a esse cargo que ocupa, quanta incompetência, uhuu... – a menina sai sem deixar a mãe falar mais nada. Elizabeth passa a mão nos cabelos, o dia mal começou e ela já está vendo o estresse chegar.

Não demora muito para batidas na porta se manifestarem novamente. Ela desta vez retira os óculos e bate a caneta com força na mesa demostrando sua impaciência.

--Sim... – a porta é aberta quando ela fala e a figura de Wille é revelada, ela encara o homem que tem as mãos para trás.

--Acabou de chegar uma encomenda da Turquia, eles precisam que a dona da casa assine – Liz eleva uma sobrancelha.

--Dá Turquia? – ela questiona com o empregado.

--Está no nome da senhorita Hoffman... – Liz levanta.

--O que é exatamente essa encomenda? – a loira pergunta se movendo para a porta.

--Terra... – Liz que caminha pelo corredor para e olha o empregado que caminha atrás de si.

--Por que Hoffman iria querer terra? – ela pergunta para o homem que dá de ombros e continua a seguir sua patroa.

Elizabeth atravessa a sala principal e ver que boa parte das coisas está indo bem, ela segue caminho para onde os integradores estão e assina o papel que eles lhe entregam. Dando um sorriso gentil ela agradece eles, e quando somem de sua vista a matriarca observa as caixas de madeira.

--Wille, dê um jeito de colocar isso no deposito... – Liz fala para o empregado e vira-se de costas e caminha em direção ao escritório de Hoffman.

A loira entra sem bater, Julia que lia um livro com os pés no braço do sofá olha a mulher por cima do óculos enquanto fecha o livro e o coloca em suas pernas. Ela ver o estresse estampado na face da loira.

--Hoffman, porque você ia querer solo da Turquia? – a mulher de olhos azuis fala encarando a outra.

--Não me diga que chegou? – a vampira senta no sofá com um sorriso ao mesmo tempo em que retira seus óculos.

--Não foi essa a pergunta que eu lhe fiz... – Liz fala sem pensar, Hoffman perde o riso que tinha no rosto.

--Não desconte seu estresse em mim... – a vampira levanta e se move para a bancada onde tem seu uísque.

--Como você sabe que eu estou estressada? – a loira dá um passo a frente, Julia a olha por cima dos ombros com um olhar "Eu sou médica na área da cabeça humana".

--Além de entender a cabeça humana, seu tom de voz deixa mais que explícito – Julia caminha para perto dela.

--Eu não durmo bem há três dias, acho que é isso... – elas se olham por alguns segundos e Hoffman se atreve a tocar o rosto da mulher em sua frente que não move uma vírgula do corpo ao sentir o toque.

--E porque será que você não dorme direito? – Liz fecha os olhos e deixa a voz calma de Julia ecoar em seus ouvidos.

--Eu... – ela abre os olhos para responder e nesse ato não ver Julia em sua frente e sim em suas costas fazendo uma leve massagem nos seus pontos de tensão, a matriarca solta um pequeno gemido quando seus músculos se contraem e seus olhos se reviram sentindo a sensação de saciedade invadir seu corpo. Hoffman deixa o copo na mesa ao lado e agora utiliza as duas mãos para realizar o ato que nesse momento faz Liz se sentir nas nuvens – Eu... Acho que...

--Shiih, Liz... Relaxe! – a vampira fala próximo ao ouvido dela.

--Não, não... Eu preciso trabalhar... – a loira acorda do transe e sai de perto de Hoffman que apenas a olha.

--Talvez esse seja seu problema... Trabalho – a vampira fala pegando seu copo e se movendo para o sofá pegando seu livro e o abrindo na pagina que parou.

Liz fica calada, talvez seja isso mesmo. Ou não...

--De qualquer forma, obrigada... – Liz tenta se gentil, Hoffman a olha por cima do livro sem reação alguma – Você não perde o jeito, não é? Sempre procura uma forma de demonstrar sua preocupação em mim...

--Tem coisas que são inevitáveis quando se... – ela ver que Liz já fica repreensiva, mas prefere continuar – quando se gosta de alguém... – a matriarca engole em seco, ela sabe muito bem o modo de gostar que Hoffman está dizendo. As duas já tem certo tempo que não se tocam mais, mas o clima está sempre presente.

--Eu também gosto de você, Hoffman... – a loira fala e ver Julia a olhar por cima do livro novamente.

--Isso é bom, Liz... Muito bom... – a matriarca fica sem jeito quando a atenção da vampira se volta para o livro novamente, é impressionante, ela ainda não sabe o motivo de Hoffman querer o solo. A mulher resolve dar de ombros e se move para sair, quando trisca no trinco a ruiva se manifesta de novo – e sobre a minha encomenda, eu vou fazer um jardim de inverno e as rosas que eu quero plantar só nascem com o solo de lá – Liz a olha sem entender, a vampira nota e continua explicando melhor – não é a comum rosa vermelha, elas tem um tom mais negro, comparado ao carmesim, e são raríssimas.

--Eu quero acompanhar isso de perto – a matriarca fala quando entende melhor.

--Meu escritório vai está sempre aberto para você... – Liz evita o olhar da vampira, novamente a conversa toma um rumo que ela quer por saber que é seu ponto fraco.

--Até a festa, Hoffman... – a loira as o mais rápido que pode, ela passa a mão nos cabelos demostrando as sensações que seu corpo já ânsia sentir, ela ainda precisa aprender a se controlar, porque muitas vezes apenas um olhar de Hoffman a deixa completamente sem jeito.

*********

Carolyn solta um sorriso satisfeito quando seus olhos batem na sala completamente arrumada. O negro do halloween e suas monstruosidades em telhas de aranhas, abóboras com sorrisos maquiavélicos e fumaça, dão ao local o ritmo mais malvado que pode ter... Imediatamente a musica começa a tocar e ela continua seus passos para descer as escadas, sua fantasia foi escolhida em forma de provocação aos vampiros da casa, ela escolheu ser um deles essa noite. Seu rosto pálido, presas postiças e vestido escândalo em renda colado em seu corpo chama a atenção das pessoas já presentes no evento. Ela aproveita para distribuir sorrisos rápidos para quem seus olhos olhavam, mas na verdade ela queria mesmo era se juntar a seu grupo de amigos que ligeiramente vibra quando ver a amiga.

Agora é a vez de Julia Hoffman descer as escadas com David a seu lado. O menino veste um terno formal e no rosto uma maquiagem de palhaço triste, quando chega a determinado degrau da escada ela avista os colegas e aperta o posso deixando Julia para trás. A vampira para o caminhar quando a luz da lua cheia invade seus olhos, ela encara aquela imensidão em brilho mostrada pela porta principal completamente aberta para os convidados que não param de entrar.

Pessoas de varias classes sociais estão marcando presença hoje nesse evento tão badalado. A doutora veste um vestido na altura de seu joelho sem um corte certo na parte da saia e um corpete preto aperta sua cintura e realça seu decote. Suas pernas bem vestidas em meão escuro e saltos de bico na cor vinho com revestimento em veludo em seus pés, e pra completar seus cabelos estão soltos em ondulação brilhosa e em sua face nada mais que natural. Linda, Julia está linda!

A ruiva senta em uma mesa reservada, um lugarzinho que dá para ver toda a sala. Ela ver a felicidade da menina Carolyn e David, a festividade está alegre ao som de rock de Bon Jovi. Algumas pessoas dançavam na pista, outros olhavam a escada? E o motivo não pode ser outro, o resto da família Collins descia os degraus... Barnabas segura o braço da esposa e Elizabeth vinha um pouco a frente. Julia prende seus olhos na beleza espetacular da mulher. Liz não quis fantasia, ela preferiu um vestindo vinho longo com alguns detalhes em branco. Ela tem um penteado diferente nos cabelos, sem deixar de esconder a ondulação de seus cachos loiros. Hoffman não consegue parar de olhá-la, é impressionante o poder que a matriarca tem sobre ela. "Se eu pudesse viver a ultima noite que tivemos...".

Elizabeth não demora muito para notar o olhar da ruiva, ela solta um sorriso e Hoffman pisca para ela, mas a quebra de expectativa da vampira é enorme quando o sorriso de Liz se direciona ao namorado que a esperava no topo da escada. Ela nem imaginou essa possiblidade e se lastima mentalmente.

"Eu nunca me acostumarei a isso...".

Seus pensamentos são quebrados quando o garçom oferece uma bebida para ela que aceita sem delongas. A noite será longa...

*****

As horas se passavam lentamente para Hoffman que se sentia obrigada a presenciar o amor explicito de Elizabeth e Pedro, ela se sentia só, sua única companhia era a bebida – como sempre – porém, hoje quem está exagerando é Liz. A matriarca não se sente a vontade quando está com Pedro no mesmo ambiente que a doutora, mas ela sente necessidade de mostrar para aqueles que achavam que ela estava encalhada, que ela encontrou alguém de verdade, alguém que gosta dela e não esconde de ninguém, os dois trocavam alguns selinhos rápidos, mas o beijo de verdade foi na dança que eles estão agora. Ao som de Roxette, o casal combinam os passos em um ritmo lindo e perfeito.

Felizmente Hoffman encontrou uma distração, faltavam alguns minutos para a meia noite e vampira notou que Carolyn está numa conversa bem avançada com um rapaz, ela dá um sorriso de lado ao ver que a menina sorri besta ao conversar com o garoto, será seu paquera? Ela não sabe, mas casará conversa com ela depois. Ela não deixa de notar a dança entre Liz e Pedro, é praticamente impossível, ela sempre estará ligada a Liz com o pensamento, com seu coração. Ver a loira relaxar no peitoral do namorado ao som daquela musica romântica é de arrasar qualquer coração, inclusive o dela que pertence a ela.

Sua atenção é atraída quando o relógio bate indicando que a meia noite havia chegado, ela imediatamente olha para Carolyn que já sentia certo desconforto no corpo, a lua está cheia e parece que a menina esqueceu do tempo. Rapidamente ela levanta de onde estava e sai correndo no meio das pessoas que olham assustadas, Hoffman nega com a cabeça quando ver a cara do garoto que conversava com ela ficar sem norte diante da situação, tadinho dos dois, estavam prestes a se beijar.

Julia suspira em frustrada por saber que não tirou proveito de nada nessa festa que todos diziam ser a mais badalada de todas, mas que pra ela não significou nada. Ela depois de levantar segue seus passos para a escada, mas antes de subir o primeiro degrau uma mão em seu ombro a faz parar.

--Eu odeio ver uma mulher como você triste, não vi um sorriso seu nessa festa, bela dama...  Daria-me a honra de uma dança, senhorita... – o homem pergunta charmoso ele hesita no final esperando que ela revelasse o nome.

--Dr. Julia Hoffman... – a doutora parece que se interessou na conversa.

--Encantado, sou Levi Castro... – ele beija a mão dela que sorri com o gesto – E então? Vamos dançar?

Hoffman olha Liz, ver que ela está dando altas gargalhadas ao lado de Pedro, sem dúvidas a bebida já está alta em seu corpo. Ela olha o belo homem em sua frente de novo, e resolve aceitar a mão que ele estende. Os dois se dirigem para a pista de dança e com a mão envolvida na cintura da médica, Levi a conduz em passos tentos ao som de Céline Dion - It's All Coming Back To Me Now (OBS: NA ÉPOCA DO FILME A CÉLINE AINDA ERA UM CRIANÇA, ENTÃO RELEVEM O FATO DELA JÁ CANTAR AQUI NA FANFIC. VOU COLOCAR A TRADUÇÃO DA MUSICA E SUPER INDICO QUE VCS ESCUTEM NO YOUTUBE, É UMA LINDA MELODIA).

Céline Dion - It's All Coming Back To Me Now - Está tudo voltando pra mim agora

Houve noites em que o vento era tão frio

Que meu corpo congelava na cama

Só de ouvi-lo

Do lado de fora da janela

Liz perde o riso que tinha no rosto assim que seus olhos batem em Hoffman dançado com Levi. Os dois conversam discretamente e a matriarca tenta ver se o conhece.

Houve dias, quando o sol era tão cruel

Que todas as lágrimas se transformavam em pó

E eu achava que meus

Olhos secariam para sempre

--Então você é médica? – o homem pergunta olhando agora nos olhos da vampira.

--Sim, médica psiquiatra... – ela sorri pra ele que aperta ainda mais a sua cintura.

--Nunca ouvi falar de você na cidade, bela dama... – ela agora tira a mão do ombro dele e envolve timidamente em sua nuca.

--Eu só trabalho para os Collins...

--Ah, então eu sei quem é você... – Julia se surpreende – Sou o empresário que divulga os produtos da empresa dessa família, aliás, sou um ótimo comprador também...

--E como você sabe quem eu sou? – Hoffman eleva uma sobrancelha.

--Um vez comentei com Elizabeth alguns dos meus problemas pessoais, e ela disse também ter os dela, mas nunca se tornou algo desesperante porque ela tem você para o que precisar... – Julia sorri de lado.

--Ah, somos grandes amigas... – a doutora fala e seus olhos encontram os de Liz que já os encarava por alguns minutos.

--Ela inclusive disse para mim se caso eu precisasse de um bom conselho, você estaria aqui para me receber... – Julia tira os olhos de Liz e volta a olhar para ele com uma sobrancelha levantada.

--É, claro... Eu sempre estou por aqui... – a ruiva olha a matriarca de novo, a troca de olhares está se tonando repentina, a vampira nota que algo está fazendo Liz ficar inquieta, mas o que?

Parei de chorar no instante que você partiu

Não me lembro onde, quando ou como

E abandonei cada lembrança do que houve entre nós

--Eu posso vim, então? – ele diz agora tocando o queixo dela para que a mesma o olhe.

--Quando quiser... – ela sorri vendo que ele já está notando que a mesma não está lhe dando muita atenção.

--Ótimo...

Mas quando me toca desse jeito

E me abraça assim

Eu tenho de admitir

Que tudo está voltando para mim

Quando o toco desse jeito

E eu o abraço assim

É duro acreditar

Mas tudo está voltando para mim

Tudo está voltando, tudo está voltando para mim agora

Hoffman fecha os olhos e sem pensar encosta a cabeça no peitoral do homem que sente o perfume dos seus cabelos e vendo que ela está ficando triste de novo, faz com ela gire em seus braços, a doutora faz o passo perfeitamente sem abrir os olhos, porque ela sabe se abrir a realidade de Liz e Pedro juntos nesse momento vai fazer seu coração se quebrar novamente. Os lapsos da ultima noite que ela teve com a matriarca estão vivos em sua mente, ela se lembra de cada momentinho amando aquele corpo, aquela pessoa.

Liz...

Depois de alguns minutos ela volta a olhar o homem que está encantado com sua companhia.

--Eu preciso ir... – fala se separando dele.

--Mais a musica nem terminou... – ele pega na mão dela e Hoffman olha para a matriarca novamente, Liz já os olhava.

--Me desculpe... – a vampira solta suas mãos das dele e o deixa no meio do salão a observando subir as escadas apressada e sumir completamente de sua vista. Liz tem um olhar curioso no rosto.

"Quem é ele?" nem mesmo o cheiro de Pedro em sua nuca fez o olhar serio desaparecer.

--Eu já vou, meu amor... Amanhã pego você pra jantar e... – Liz o olha sem animo.

--E só... Estou indisposta esses dias, querido... – ele tira o sorriso sabido dos lábios.

--Tudo bem... – ele diz dando um selinho nela e se movendo para sair.

Liz aproveita a ausência do namorado para conversar com varias amigas. Ela recebeu vários elogios referentes à festa, mas seus pensamentos em Hoffman faziam muitas vezes ela nem prestar atenção nas palavras das pessoas. A loira não espera a festividade chegar ao fim, por volta das três da madrugada ela se encontra no corredor que a levará para o escritório da médica. Com a chuva que começou a cair, os convidados começaram a ir embora e logo, logo não terá mais ninguém no salão principal.

Houve momentos dourados

E houve clarões de luz

Eu não faria outra vez

Mas então sempre pareciam certas

Houve noites de um interminável prazer

Que foi mais que qualquer lei permitia

Baby, baby

Ela abre a porta do local e ver que ele está vazio... Mais quando fecha para voltar decepcionada para seu quarto um abraço por trás seguido de um cheiro em sua nuca, faz a força que tinha em suas pernas desapareceram, e ela se tonar mercê da força de Hoffman de não deixa-la ir ao chão.

Foi uma mistura louca de susto e desejo invadindo seu corpo ligeiramente. Ela apoia as duas mãos na porta e joga a cabeça para trás para que Julia a beijasse mais.

--Eu sentir saudades... – a vampira diz próxima ao ouvido dela.

--Eu só vim dá boa noite... – a matriarca fala tentando se controlar. Hoffman a vira, e a prende contra a porta de seu escritório, e olhando em seus olhos fala.

--Mentirosa... – elas se beijam de forma feroz, uma sugando a boca da outra como se aquilo fosse seus próprios oxigênios. Julia imediatamente desfaz tudo que prende o cabelo da loira e Liz para o beijo para soltar o ar seguido de um gemido entalado em sua garganta dês do momento em que Hoffman a pegou por trás.

Mas se eu o beijo daquele jeito

E se você suspira assim

Isso foi tempos atrás

Mas tudo está voltando

Se você me deseja daquele jeito

E se precisa de mim assim

Isso estava morto há muito tempo

Mas tudo está voltando

É tão difícil resistir

E isso tudo está voltando para mim

Mal posso me lembrar

Mas tudo está voltando para mim agora

Mas tudo está voltando

--Você acredita que eu amo você? – a ruiva pergunta passando a ponta dos dedos nos lábios da matriarca que já tem a respiração desregulada.

--Eu não consigo pensar quando estou com você... – Liz fecha os olhos e segura o rosto da vampira com as duas mãos colando seus lábios de novo, desta vez mais de vagar, porém com seus corpos mais colados que nunca.

--L-iz... – a vampira fala no meio do beijo, matriarca não deixa ela prosseguir, ataca seu pescoço com beijos e mordidas. Hoffman não consegue controlar as emoções, a loira está conseguindo lhe deixar louca – Li...ii..z... Vo... cê...

--Porque você não cala a boca e usa as suas mãos para me tocar como daquela vez na cozinha? – a matriarca diz e Hoffman engole em seco.

Houve ameaças vazias e mentiras furas

E quando tentou me machucar

Eu te machuquei ainda mais

E mais profundo

--Eu não vou machucar você...

--Acho que você não entendeu, Hoffman... – Liz sorri maliciosamente e encosta sua boca próxima ao ouvido da vampira – Eu quero que você me machuque...

Hoffman pensa em aceitar, mas a embriagueis por parte da loira está mais que visível, ela não aproveitará disso.

--Acho melhor você ir dormir, querida... – Julia diz dando alguns passos para trás.

Houve horas que pareceram dias

Quando sozinhos contávamos todas as chances

Que foram perdidas para sempre

Mas desisti de você quando saiu batendo a porta

E de alguma forma me fiz tão forte de novo

E nunca desperdicei mais meu tempo desde então

--Você está me dispensando? – Liz fala indignada.

--Você bebeu um pouquinho demais hoje... Boa noite, Liz... – a vampira diz e se move para o escritório novamente, porém Liz entra com ela.

--Eu estou ótima... – ela fecha a porta e Hoffman olha o sorriso malicioso que tinha em seu rosto a cada passo que ela dá a frente.

--Liz, você não está em condições de fazer nada... – a ruiva diz virando-se para colocar uísque no copo, mas seu corpo se vira novamente quando escuta o barulho de algo quebrando. Foi Liz, a mulher quebrou um vaso de forma proposital e usou um dos cacos de vidro para fazer um corte em seu braço.

--Só você pode sarar isso... – a loira fala olhando nos olhos da ruiva que imediatamente sente a sede de sangue subir em suas veias, suas presas ameaçam sair e a cor de seus olhos se torna mais viva. A matriarca sorri por saber que sua provocação está funcionando. Ela deseja a ferocidade de Hoffman.

--Pare de brincar comigo... – a vampira se aproxima da loira em passos lentos.

--Você quer saber de uma coisa? Eu também morri de saudade... – a vampira está bem próxima da loira que tem o braço ferido. Ela estende o membro para a ruiva que beija o local fazendo o mesmo sarar.

--Pronto... Agora vá descansar... – a quebra de expectativa no rosto da matriarca é visível ao escutar essas palavras.

Liz esquece sua decepção e beija a vampira envolvendo os braços em seu pescoço e sentindo a ruiva abraçar sua cintura.

--Por favor... – Elizabeth finda o beijo e implora olhando nos olhos da ruiva.

--Não me peça pra machucar você... – Hoffman diz sem jeito.

--Eu não peço... – ruiva leva sua mão até o rosto da matriarca que fecha os olhos com o toque carinhoso.

--Eu amo tanto você, Liz... – a loira abre os olhos e sente-se guiada pela nuca para beijar os lábios da vampira.

Mas quando o toco daquele jeito

E se você me beija desse jeito

Isso foi há tempos atrás

Mas tudo está voltando

Se você me toca daquele jeito

Se eu o beijo assim

Isso se foi com o vento

Mas tudo está voltando

Tudo está voltando, tudo está voltando para mim agora.

No meio do beijo a doutora usa suas mãos para subir pouco a pouco o vestido da matriarca, que arrepia cada cantinho de seu corpo com o carinho de Julia em sua pele. A loira usa a boca para beijar o pescoço da mulher em sua frente, ela sobe para o ouvido e não se esquece de sugar o lóbulo da orelha da vampira que morde o lábio inferior e termina o trajeto com vestido o tirando de vez.

Houve momentos dourados

E houve clarões de luz

Houve coisas que não faríamos de novo

Mas então sempre pareciam certas

Houve noites de um interminável prazer

Que foi mais do que as leis permitiam

Baby, baby, baby

Quando ambas começam caminhar em passos complicados rumo ao sofá, Liz aproveita o abraço da vampira e desce o imperceptível zíper de seu vestido. Liz é a primeira a cair sentada no estofado, ela aproveita que Hoffman está de pé e puxa seu vestido, depois deposita beijos em seu ventre e escuta a ruiva suspirar jogando a cabeça para trás. Liz continua com os beijos e levanta-se novamente para beijar o espaço entre os seios da vampira ainda coberto pelo sutiã. Usa uma das mãos para tirar os fios loiros de seu rosto assim que ela o ergue sorrindo para a doutora que sela seus lábios em um beijo.

O calor de seus corpos aumenta quando Liz desce a mão pelas costas nuas da doutora depois de tirar seu sutiã, deixando ele cair Hoffman inverte a posição e senta no sofá com Liz em seu colo com as pernas envolvidas em sua cintura. Agora é a vez de Julia tirar o sutiã da matriarca que joga o pescoço para trás quando a boca da ruiva o beija.

Quando você me toca daquele jeito

Quando você me abraça assim

Isso se foi com o vento

Mas tudo está voltando

Quando você me vê assim

E quando eu te vejo assim

Então vemos o que queremos ver

Tudo está voltando

A carne e as fantasias

Tudo está voltando

Mal posso me lembrar

Mas tudo está voltando para mim agora

A loira sorri quando os beijos chegam a seu ouvido, ela se arrepia mais e morde o lábio inferior quando Hoffman a morde. Mudando de posição, as duas agora deitam uma em cima da outra, onde Hoffman fica entre as pernas da matriarca que distribui beijos na clavícula da vampira.

No meio de tantas carícias Liz desce pouco a pouco suas mãos até a intimidade Hoffman que se surpreende com o atrevimento da matriarca quando coloca a mão dentro de sua calcinha e massageia seu sexo. A ruiva geme baixinho e a loira aprofunda mais os movimentos ameaçando entrar com os dedos.

A vampira faz o mesmo trajeto até a intimidade de Liz, a mulher toca em seu ponto máximo de prazer, e como se fosse combinado as duas se penetram deixando os gemidos entalados em sua garganta saírem sem rótulos. Se olham nos olhos, sentindo suas respirações pesadas se misturarem quando saem por suas bocas semiabertas. Liz morde novamente o lábio inferior jogando a cabeça para trás, a eficiência nos movimentos de Hoffman em seu sexo faz o ápice se aproximar pouco a pouco e com isso os músculos de seu corpo, principalmente de suas pernas apertando a cintura de Hoffman.

Se você me perdoa por tudo isso

Se eu o perdoo por tudo aquilo

Se perdoarmos e esquecermos

E isso tudo está voltando para mim

Quando você me vê assim

E quando eu te vejo assim

Nós vemos o que queremos ver

Tudo está voltando

A carne e as fantasias

Tudo está voltando

Eu mal posso lembrar, mas tudo está voltando para mim agora.

A vampira morde a mandíbula da mulher e sente a mesma afundar cada vez mais os movimentos em estocadas de vai e vem, ela desce a mão livre pela coxa da loira e aperta em um lugar específico, ato esse suficiente para fazer a matriarca gemer mais e mais. As duas estão perto, tão perto que quando menos esperam os orgasmos de ambas explodem em si e elas colam as testas relaxando seus corpos com o prazer máximo que havia chegado.

Julia fecha os olhos e se surpreende quando Liz faz as duas caírem no chão, onde agora a matriarca é que fica por cima e não perde tempo em descer seus beijos até os seios da vampira que crava as mãos nos fios loiros a fim de conduzir as lambidas em meus mamilos, por fim bem excitados. A matriarca desce com os beijos pela barriga, ventre e quando Hoffman sente a respiração da mulher próxima a sua intimidade sua cabeça é jogada para trás e o mundo começa a girar apenas em torno delas.

A loira depois de beijar a virilha da ruiva passa a lamber sua intimidade, dando certa atenção ao seu clitóris. Hoffman está sem reação, ela não controla mais seu corpo, a boca de Liz em seu sexo com lambidas lentas, como se tivesse aproveitando cada pedacinho é uma coisa indescritível para um momento tão intimo e gostoso. Uma das mãos da loira sobe até os seios da ruiva e os aperta, ato suficiente para Hoffman chegar lá em perfeitas condições e satisfação sem igual.

Se você perdoa tudo isso

Se eu o perdoo por tudo aquilo

Se perdoarmos e esquecermos

E isso tudo está voltando para mim

A matriarca volta a ficar em cima dela, e com as pernas em volta de sua cintura, ela abraça o corpo da vampira colocando a cabeça em seu pescoço e usando essa posição para acalmar o fogo que está aceso. Hoffman também abraça o corpo da mulher sobre o seu, ela sente a respiração dela pouco a pouco aclamar e se centralizar.

--Eu nunca estive com uma mulher antes, eu nunca fiz em ninguém o que eu faço com você... – Elizabeth quebra o silencio do local apenas com o som da chuva que diminuía devagarinho.

--Eu também não... Você é a única... – a vampira responde passando agora as mãos nos cabelos da loira.

--Eu queria entender esse sentimento que sempre me trás pra você... – Liz agora resolve olhar nos olhos de Hoffman que toca em seu rosto delicadamente e faz um caminho com a ponta dos dedos até chegarem seus lábios, onde ela beija serenamente.

--Pra mim é amor, agora pra você eu nunca vou conseguir entender... – ela engole em seco, os perfeitos olhos azuis estão em um tom mais escuro – Porque você se arrepende e sempre volta atrás. Quando eu estou chegando á uma concepção você simplesmente acaba com minhas esperanças.

--Eu gosto de você, Hoffman... Mas, é estranho... Não é certo, você sabe...

--Me diz o que á de errado em dois seres que se amam?

--Somos mulheres...

--Qual o problema? Não podemos quebrar os padrões pelo menos uma vez? Ninguém precisa saber se você quiser, eu só quero... – a ruiva perde as palavras quando o choro ameaça sair – só quero ter você comigo, nem que seja em segredo.

(Isso tudo está voltando para mim agora)

E quando você me beija assim

(Isso tudo está voltando para mim agora)

E quando eu o toco assim

(Isso tudo está voltando para mim agora)

Se você faz assim

--Eu não posso, tem o Pedro e... – Liz sai do abraço e senta no sofá com as mãos na cabeça – e eu preciso aprender a parar com isso, Hoffman... – a vampira fica de joelhos na frente dela segurando em suas mãos.

--Liz, eu amo você... – a matriarca fica em silencio, como em todas as vezes que Julia fala isso.

--O dia está nascendo, e eu não dormir nada... Tenho que... – a loira fala quando Hoffman a interrompe apertando mais suas mãos.

--Não mude de assunto...

--Vamos conversar depois, ok? – Liz solta o gesto que Julia fazia em sua mão e se levanta para sair pegando seu vestido. Hoffman deita no sofá. A matriarca se move para a porta – Obrigada por sempre ser maravilhosa comigo... – a loira diz já vestida com a mão no trinco da porta, a vampira apenas suspira. Vendo que ela não vai falar nada se retira em silencio.

"Do que adiante ser maravilhosa quando a pessoa só usa você? Ou ela pensa que eu não notei isso? Ela pensa que eu sou o que? Seu instrumento de prazer?"

"E eu? Porque não sei dizer um não quando ela precisa de mim? Aposto que amanhã ela vai entrar aqui furiosa por ter feito o que fez, jogando na minha cara que eu usei ela, que me aproveitei de sua embriagues. E eu vou ter que engolir calada, porque não resistir, porque eu acho que nunca vou conseguir resistir...".

"Por que eu a amo... Eu devia odiar você, Liz... Mas a forma que você está fazendo comigo só faz meu coração cada vez mais se apaixonar por ti...".

"Eu te amo"

(Isso tudo está voltando para mim agora)

E se nós...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...