História Eu Apenas Quero Ver Você - Destiel - Capítulo 32


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Categorias Supernatural
Personagens Balthazar, Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester, Gabriel, Meg Masters, Naomi, Sam Winchester
Tags Destiel, Sabriel
Visualizações 165
Palavras 2.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi.

Me desculpem pela demora, eu ganhei um notebook e estava me acostumando a usar ele.

Não postei antes pois um amigo meu faleceu, eu conheci ele no amino e não estou muito bem. Até o meu perfil lá, no amino, eu mudei. Não tive tempo de responder alguns comentários, mais tarde eu respondo.

Capítulo 32 - A Visita e Chuck


– Espero que ele não tenha dado trabalho. – Naomi conversava com o médico, enquanto seu filho não aparecia.

– Imagine. Ele vem fazendo ótimos progressos e os exames que fizemos tiveram resultados extremamente satisfatórios. Eu diria que, em cerca de um mês ele já estará apto para fazer a cirurgia. – Dean não precisava fingir estar animado com a notícia, afina, ele estava realmente feliz com isso.

– E o que mais precisamos esperar para fazer a cirurgia se os resultados são tão ótimos? – Chuck se pronunciou pela primeira vez. Por algum motivo, ele odiava ter que vir até o hospital e ter que ver esse médico. Ele considerava realmente a hipótese de “dor de cotovelo”, afinal, sua esposa havia dito que o doutor era bonito. Não era como se ele pudesse comparar a beleza dos dois, afinal, quase entrando na casa dos quarenta anos e com alguns fios brancos, era até injusta essa comparação. Então, ele apenas tentava se desfazer desse incômodo fazendo sua frase soar acusatória. 

– Precisamos esperar para ver se a visão dele melhorará mais um pouco apenas com o uso dos remédios. Ele apenas consegue diferenciar claro do escuro. Consideramos que as chances de recuperar completamente a visão seriam melhores se ele conseguisse enxergar vultos mais claros antes de fazer a cirurgia. – Dean não conseguia deixar de sentir que atraía algum desprezo da parte do pai de Castiel.

– Compreendo. Mas tudo vai dar certo! – Naomi colocou sua mão no ombro do marido. – Já havíamos passado por tantos tratamentos e nenhum nunca surtiu efeito algum. E, agora, tudo está dando super certo... E pensar que ele não queria iniciar o tratamento. – A mulher cruzou os braços, como se quisesse mostrar que sempre era dona da razão.

– Bom, eu vou conferir se está tudo certo com Castiel e apressá-lo um pouco. Com licença. – Dean preferiu se retirar. Passar muito tempo com os pais do garoto o deixava muito desconfortável, com a sensação de que estava traindo a confiança dos dois. De qualquer forma, ele suspirou e bateu levemente na porta do dormitório de Castiel.

– Entre...! – Castiel se sentia um idiota. Ele deixou seu livro cair na noite passada e não conseguia encontrá-lo em lugar algum. Ele considerou largar tudo e ir embora dali. Dean provavelmente o entregaria na semana seguinte. Porém, ele queria encontra-lo. Não poderia ser tão inútil ao ponto de derrubar um livro e não conseguir saber onde ele estava.

Dean abriu a porta e se deparou com uma zona. Tudo no quarto estava arrastado para algum lugar diferente, exceto a cama que era chumbada.

– Está tudo bem aqui? – Ele perguntou em um tom humorístico.

– Err... Na verdade, eu deixei cair meu livro ontem e eu não consigo encontra-lo... – Ele podia sentir suas bochechas corarem.

Dean observou o quarto inteiro e encontrou o livro caído no pé da cama. Ele o pegou e o estendeu para Castiel.

– Seus pais já estão esperando há algum tempo. É melhor irmos logo.

– Sim. Mas... Pode me dar mais um beijo...? – Castiel continuava sentindo vergonha ao pedir isso, mas começava a se sentir um pouco mais confortável. Afinal, depois do que aconteceu na sexta-feira, ele tinha conhecido um novo nível de vergonha, e pedir um beijo havia se tornado uma tarefa simples. Dean riu um pouco.

– E vai deixar seus pais nos esperando? – Castiel concordou balançando a cabeça.

– Não vai demorar tanto... – Ele segurou a camisa do medico na altura do peito.

– Está bem. Só mais um. – Dean segurou o rosto do garoto e se inclinou para um beijo. Quando o contato acabou, Castiel manteve suas mãos na camisa do médico.

– Não é muito legal dizer “só mais um”. Ele reclamou.

– Oh, eu sei que está reclamando porque queria dois, mas seus pais estão lá fora e nós dois sabemos que eles não gostam tanto assim de mim. – Dean se abaixou para pegar a mala do garoto e colocou o livro dentro dela.

– Não foi por isso... – Castiel começou a ficar vermelho. Mas Dean o apressou para fora do dormitório antes que o estado do garoto se agravasse.

– Continuamos essa conversa na sexta, certo? – Castiel concordou.

***

Naomi tomava uma xícara de chá. Era uma quarta-feira consideravelmente tranquila. Seu filho estava tendo aula no andar de cima, seu marido estava na empresa. Apenas ela e a companhia silenciosa do cachorro Dean na sala.

– Que tal um programa de culinária? – Ela comentou com o cachorro, que apenas a encarou em resposta.

Ela finalmente encontrou um programa que a agradasse, mas batidas na porta a interromperam. Ela esperou que Bobby abrisse a porta e estranhou quando ele e um policial entraram na sala.

– Está tudo bem...?

– Você é a senhora Novak? – Ele perguntou dando um passo à frente.

– Sim. Como posso ajudá-lo? – Ela o convidou para se sentar.

Antes de fazê-lo, ele encarou Bobby, como se estivesse incomodado com a presença dele, mas logo se sentou. Entendo esse sinal, Naomi percebeu que seria melhor mandar o mordomo se retirar.

– Bobby, porque não faz um café para servir ao nosso visitante?

– Sim, senhora. – Ele fez uma leve reverência e se retirou.

– Bom, senhora Novak, eu tenho algumas perguntas para lhe fazer. – Ele mexeu rapidamente dentro de uma pasta que estava em sua mão e retirou uma foto lá de dentro. – A senhora reconhece esse homem? – Naomi achava tudo cada vez mais estranho.

– Sim... Ele é o médico do meu filho... Aconteceu alguma coisa?

– Poderia me dar mais informações sobre ele? Tudo o que puder lembrar. – Ela suspirou, tentando se concentrar o máximo para poder ajudar o policial a sua frente.

– Bom, ele é o doutor Winchester, neurocirurgião do meu filho. Isso é tudo o que eu sei sobre ele.  – Naomi encarou o policial com preocupação. – Tem alguma coisa errada?

– Não consegue se lembrar de nada peculiar na maneira como ele age? Principalmente perto do seu filho? – O policial ignorava as perguntas da mulher.

– Aquilo estava fazendo tanto sentido para Naomi quanto um sonho faria.

– Seu filho está em casa? Será que eu poderia falar com ele? – O a gente da lei percebeu que a mulher estava desconfiada, então, tirou seu distintivo do bolso e o posicionou em cima da mesa de centro. – Por favor. Preciso que colabore.

Bobby apareceu para servir o café.

– Bobby. Chame Castiel aqui em baixo. Seja rápido.

O mordomo estava de volta rapidamente com o garoto, e se retirou, deixando as três pessoas na sala.

– Castiel. – Naomi o ajudou a se sentar ao seu lado. – Bom, esse policial veio aqui e gostaria de conversar um pouco com você, querido.

– Castiel...?! – Castiel se sentia nauseado apenas em imaginar o que poderia estar acontecendo.

– Então... Castiel Novak... O que você sabe sobre Dean Winchester? – O policial já sabia que ele era cego e que não adiantaria mostrar uma foto.

– C-C-Como assim?! Ele é meu namo... Meu médico. – Castiel tentava fortemente se acalmar. – Aconteceu alguma coisa com ele?

– Não. – O policial colocou um gravador em cima da mesa, ao lado do distintivo. – Escute, Castiel, a partir de agora seu depoimento será inteiramente gravado. Primeiro, por que está preocupado se algo aconteceu a Dean Winchester?

– Porque ele é meu médico, e provavelmente o único que faz esse tipo de tratamento em absolutamente toda a Inglaterra.

– Por que está gravando? – Naomi se intrometeu.

– Se a senhora não autorizar a gravação, se descobrirmos algo aqui não terá validade alguma, e ele terá que se repetir na delegacia. – O policial a encarou por um instante.

– Eu não quero que gravem, mãe. – Castiel tentou ser persuasivo.

– Está tentando esconder alguma coisa? – O homem perguntou.

– N-N-Não...! Quero que desligue isso! – O garoto começou a sentir que uma crise de ansiedade estava por vir. – Ele desligou o aparelho e o colocou de volta no bolso.

– Você pode me dizer o que está acontecendo? Você entrou na minha casa, e começou a fazer perguntas sobre o doutor Winchester, mas em nenhum momento disse o que veio fazer aqui, nem o motivo de tantas perguntas. Eu não ligaria se estivesse apenas me incomodando, mas meu filho é extremamente sensível, então, se puder ser prudente e dizer quais são suas intenções... – Naomi iria continuar a falar, mas foi interrompida pela voz estridente do policial.

– Nós recebemos a denúncia anônima de que o doutor Dean Winchester estaria tendo um tipo de relação com o seu filho, menor de idade.

Naomi sentiu seu mundo inteiro parar naquele momento. Ela pensou que o certo seria ela sentir o mundo dela cair, ou girar incessantemente, mas não, naquele momento tudo parecia estranha e irritantemente parado. Depois de tudo que tinha acontecido com seu filho, teria ela mesma feito com que ele passasse por tudo aquilo novamente?

– Castiel?! Isso é verdade?!

Agora, diante daquele maldito policial e sua mãe, Castiel sentia que seu coração falhava algumas batidas. Alguém havia descoberto e denunciado. Ele não se importava nenhum pouco com o que iria acontecer com ele, entretanto, ele temia imensamente pelo o que poderia vir a acontecer com Dean.

– Não!

– Escute, você não precisa ter medo de contar nada para mim. – O policial se ajeitou no sofá. – Não precisa ter medo do que ele pode fazer se contar. Sei que ele pode ter tentado te chantagear, dizendo que algo aconteceria com você ou sua família caso contasse, mas nada vai acontecer.

– Ele nunca fez nada de ruim comigo. – Castiel negou com a cabeça, como mais uma confirmação do que havia falado, imaginando que assim acreditariam mais fácil no que ele falava. O policial suspirou e se voltou para Naomi.

– Nesses casos, o Estado costuma pedir um exame de corpo de delito para saber se nada aconteceu mesmo. Infelizmente, precisamos que isso seja feito em breve. Então, se a senhora puder autorizar  exame, podemos leva-lo agora mesmo para fazer. – Naomi ainda não acreditava que aquilo estava acontecendo.

– Err... Acho que tudo bem, eu não sei... Eu não imaginava que... – Ela segurou o ombro de seu filho. – Castiel, conte a verdade para mim. Por favor, me diga que ele não encostou em você. – Castiel engoliu em seco.

– Ele não fez nada de errado comigo.

– Ele fez isso com você, mas você não acha que foi errado? – O homem de farda perguntou.

O garoto se assustou com uma pergunta tão repentina e tão correta. Infelizmente, nessa hora, ele demorou demais para responder. O bastante para levantar suspeitas.

– Castiel...?! Castiel...?! Castiel...?! Não me diga que...! – Naomi começou a chorar. – Por que não nos contou antes?!

– Mãe, eu... E-Eu... – Ele precisava desmentir tudo, mas simplesmente não conseguia falar nada, e... O policial pegou seu walkie-talkie.

– Mandem uma viatura para a casa do cara e para o hospital. Eu o quero na delegacia para depor ainda hoje.

– Não! Dean não tem culpa de nada! – Castiel se levantou. – Não mande os policiais atrás dele!

– Castiel! – Naomi puxou seu filho de volta para o sofá. – Não dê ouvidos para o que esse médico disse! Ele estava te enganado!

– Não! Ele me ama! E eu também o amo! Você não entende, mãe! – Castiel sentia as lágrimas escorrerem abundantes, e seu peito arder em raiva. – Ele não pode ser preso! Não pode ser preso por minha causa! Senão ele vai me odiar, mãe! Ele não pode me odiar, porque eu o amo!

Antes que Naomi pudesse responder, Chuck invadiu a casa, assustado ao ver uma viatura do lado de fora.

– O que houve?

– O que houve?! – Naomi se levantou. – Aquele médico idiota estava transando com nosso filho!

***

Dean estava esperando o efeito do gás do riso passar em uma paciente quando ele ouviu uma confusão.

– Está tudo bem...? – A paciente bocejou após perguntar.

Dean se levantou de sua cadeira, mas antes que ele pudesse responder, ele ouviu passos se aproximando e a porta se abrindo.

– Seu pedófilo filho de uma puta! – Chuck desferiu um soco no rosto do médico, fazendo com que ele caísse em cima da mesa.

– O quê?! – Dean colocou a mão em seu nariz, sentindo o sangue escorrer.

– Não venha com conversinha, seu desgraçado! – Chuck o empurrou para o chão, derrubando muitos papéis junto.

Dean sabia o que estava acontecendo, mas essa não era a forma como ele queria resolver o assunto. Ele tentou se levantar, mas o pai de Castiel chutou seu rosto.

Finalmente o segurança apareceu e segurou Chuck. Dean se sentou e cuspiu sangue no chão.

– Você não deveria estar me segurando! Deveria estar segurando esse...! Esse...! – Chuck ainda tentava se soltar do segurança.

O médico finalmente se levantou, e não sabia o que dizer. Ele sabia que não deveria fingir que não sabia de nada. Também era melhor não confirmar. Enfim... O silêncio era a melhor alternativa e também arranjar um bom advogado.

– Não vai dizer nada não?! Porque você deve ter uma ótima conversa para enganar as crianças! – Chuck se voltou para o segurança. – Está bem, eu não vou bater nele. Só quero ter uma conversa civilizada.

O segurança franziu as sobrancelhas, mas acabou soltando o homem. Dean estranhou isso, mas achou que era o melhor.

– Leve-a daqui. – Ele pediu que o segurança levasse a paciente embora. Depois que isso aconteceu, estavam apenas ele e Chuck, em uma sala que parecia cada vez menor.

– Você realmente não vai dizer nada? Sabe... Sobre o incidente de Castie, eu queria ter batido em todos eles, até eles morrerem. E é isso que eu quero fazer com você. Mas você não fala nada, e isso é uma droga!

– O que você quer que eu diga? – Dean perguntou, chacoalhando a cabeça.

– Eu não sei! Você acha que não tem nada para me dizer? – Chuck se sentia cada vez mais confuso.

– Muito pelo contrário. Eu tenho muito o que dizer, mas sei que você não vai acreditar em mim. Não agora, não nessa situação. – Dean limpou o sangue de seu nariz com a manga de sua camisa.

– Isso é ridículo! Porque você não negou em nenhum momento?! Você ao menos sabe do que estão te acusando?!

– Bom, eu percebi porque você me chamou de “pedófilo filho de uma puta”. – Dean cruzou os braços.

– A polícia está vindo atrás de você e eu espero que você fique preso pelo resto de sua vida! – Chuck de um passo para mais perto dele. – Nunca mais chegue perto do meu filho! – Dean concordou com a cabeça. – Nunca mais! – Chuck colocou a mão em sua testa. – Diga alguma coisa!

– Está bem. Eu nunca mais vou chegar perto de Castiel. – Dean suspirou pesadamente.



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