História Eu Cansei de Ser Cupido! - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Personagens Originais, Will Byers
Tags Fillie, Finnwolfhard, Milliebobbybrown, Noahschnapp, Sadiesink, Soah, Strangerthings
Visualizações 70
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, essas capas dos capítulos são bem bostas, eu sei😂.
E eu esqueci de mencionar quem foi o anjo que me fez essa capa. Vocês a conhecem bem, ela se chama Vanessa Hudgens (ou @Ly_7105) e Lydiane😂.
Amo-te, sua doidinha. Obrigada pela capa❤.
Próximo capítulo sai no Natal, fui!

Capítulo 2 - Meu Amigo Apaixonado


Fanfic / Fanfiction Eu Cansei de Ser Cupido! - Capítulo 2 - Meu Amigo Apaixonado

Aquele sábado estava sendo mais entediante do que pensava. O campus estava começando a ficar vazio, sinal que poucas pessoas ainda estavam perambulando por aí. Imaginei os riquinhos entrando em seus carros de luxo para passar um final de semana “inesquecível”, ao lado de bajuladores estúpidos. Passariam um dia inteiro dançando em seus iates, e a noite iriam repousar em um dos vários quartos de suas mansões. Mas no outro dia, iriam gastar toda sua energia novamente nas suas Sala de Jogos. Aí seus papaizinhos podres de ricos iriam jogar mais não sei quantos mil em suas contas lotadas de dinheiro, para os bonzões com o cabelo cheio de gel gastarem com coisas fúteis. Mas os pais não sabiam como os filhos iriam gastar, e não se importavam, pois são médicos, advogados renomados e donos de redes pela cidades. Coisa que eu achava estranho, pois não era necessário. A única coisa que era paga eram os livros e os passeios de feriados importantes.

A University Massachusetts era uma universidade muito bem vista, pois daqui saiam várias pessoas importantes para a sociedade. E a maioria eram ricos, e podiam comprar a escola inteira. E tinha a fama de ser uma ótima universidade, e também a mais festeira.

Mas vocês devem estar pensando: “Um sujo falando dos mal-lavados. Se está aí, é porque também é assim”. Aí é que a história se inverte. Não vim de uma familia rica. De jeito nenhum, não vim. Podíamos não sermos ricos financeiramente, mas tínhamos a aura rica e bondosa.

Meus pais eram pessoas normais e honestas. (Só se você considerar Mary Wolfhard e seu café coisas importantes para o mundo, tudo bem.) Minha mãe era dona de uma cafeteria (cujo nome era Café dos Lobos — nome que eu escolhera quando tinha 4 anos), e meu pai dirigia um caminhão de cargas a meio período pelas distribuidoras das cidades vizinhas e, ainda ajudava minha mãe no café. Pessoas normais, que levavam vidas normais.

Quando eu estava na sexta série, costumava sonhar alto. Me imaginava até sendo um astronauta. Acho que foi isso que me fez passar por tudo aquilo. O apelido — Cara de Sapo — e a negação. E pra piorar ainda usava aparelho dental. Hoje em dia a história chega a ser cômica, mas na época eu me trancava no banheiro para chorar, pois fugia dos valentões.

Mas tinha dias, quando eu atendia a sra. Rugas Felizes — apelido louco que eu criei para uma idosa de aparentemente 65 anos, com cabelos curtos, e rugas que pareciam sorrir para você — e observava as mulheres divorciadas conversarem entre si — tecnicamente falando dos seus ex-cônjuges e de como eram canalhas em terem fugido com as amantes, e as deixado a própria sorte com os filhos travessos —, eu pensava.

Há dois anos, enquanto eu servia mais um mocca de limão e côco para a sra. Rugas Felizes, lembro dela pegar na minha mão e falar com dificuldade por conta da sua dentadura estar em casa:

- “ Filho, já pensou em viajar e descobrir seu eu verdadeiro? Aproveite sua chance, pois a coisa que muda sua vida só vem uma vez.”

Lembro que fiquei sem reação, mas não o obtive mais que essas simples palavras, mas com um sentindo imenso. Depois desse dia, comecei a repassar todos os meus anos de sonhos. E cheguei a conclusão que aquela vida não era pra mim. Definitivamente, não!

Todos da minha família fizeram o que tiveram vontade. Nicholas, meu irmão mais velho, estava revolucionando o mundo, descobrindo de tudo um pouco — ele se formou em arqueologia. Jane, minha prima, estava bombando em arquitetura. Outra que iria mudar o mundo. E eu... Eu estava para construir um dos meus piores futuros. Eu ia levar a vida de um balconista que, futuramente, iria cuidar dos negócios da família.

Faltando uma semana para as férias de verão, percebi que não era aquilo que queria. Então decidi fazer uma prova que iria garantir minha vaga em três universidades, em diferentes cidades. Acabei por entrar aqui. ( E meus pais só souberam disso quando a carta de aceitação chegou pelo correio. O choque foi aparente, é claro.)

Mas meu passado quase sonífero não vinha ao caso. O que vinha ao caso era: será que meus pais ficariam orgulhosos dos meus atos ultimamente? É, às vezes eu pensava em um “Talvez “.

Por que um “Talvez”? Talvez porque eu tenha saído de Los Angeles dizendo que viraria um oncologista muito bom. Mas que hoje em dia, trabalhava para riquinhos cuzões, cujos pais não sabiam que davam todo seu dinheiro para mim. É, isso era engraçado.

Eu estava tão nervoso em deixar minhas raízes. Deixar meus pais. Mas lembrava dos sorrisos carregados de orgulho deles, mostrando que seu filhinho havia crescido, então acabava por aceitar. Aceitar que podia ser muito mais do que sonhava.

Estava errado. Quando pisei em Massachusetts de queixo erguido, minha mente vagava por outros rumos. Acho que foi isso que me fez perder o foco e entrar em um caminho errado. Acabei desistindo de última hora da medicina, e tentei música. Não era pela facilidade... Talvez um pouco. Mas senti que medicina não era me forte, então desisiti. De vez em quando, eu me perguntava se tinha feito o certo.

Ah! Me lembro da minha primeira missão de Cúpido. Comecei ajudando um dos meus primeiros amigos daqui: Jack Grazer. Ele ficou abismado com a minha lábia, só porque eu a usara com minha professora de filosofia — por conta que tinha faltado a algumas aulas —, e ela caira. Ele viu que eu era bom com a coisa e pediu minha ajuda para conquista a garota que ele gostava: Ellie. Ela também caira, e ele deixou o assunto vazar por todo campus. Depois disso não parei mais. Ligações, vários trabalhos. Eu fiquei com uma vida corrida, e me perdi. Maldito seja você, Jack Grazer!

Agora eu estava aqui, deitado no sofá, encarando o teto novamente, chorando pelo leite derramado. A única coisa que atrapalhava minha linha de pensamento era o som do óleo quente, onde Noah fritaria algumas batatas.

- Valeu de novo, camarada – Noah agradeceu pela quinta vez desde que chegara do almoço com Sadie.

- Claro, camarada – enchi a última palavra de sarcasmo.

Noah percebeu, por isso jogou uma batata na minha cabeça. Não me assustei, pois de Schnapp podia esperar tudo.

- Como foi o almoço? – perguntei.

Ouvi um suspiro bobo. (O que deveria ficar inaudível por conta do barulho da fritura.)

- Ela é demais!

- Fale uma coisa sobre ela que não sei – resmunguei.

Ele colocou um prato com um hambúrguer e batatas na mesa de centro na minha frente.

- Falamos sobre várias coisas – respondeu ele. – Ela sabe levar um assunto a um nivel interessante. Não é que nem essas meninas daqui que falam “tipo” em cada frase, ou ficam enrolando mechas do cabelos com um ar esnobe.

O espaço foi preenchido com nossas risadas. Sentei-me no sofá e peguei o hambúrguer, tirando uma mordida logo em seguida.

- Ela não falou sobre a próxima partida de paintball? – perguntei de boca cheia.

- Falou. Ela disse que está precisando de um parceiro, pois o dela desistiu de ultima hora.

- Por quê?

Noah franziu a testa como se tentasse lembrar de algo.

- Alguma coisa sobre o time adversário, The Killers.

Soltei uma risada.

- Como aquela banda? – A cara que Noah me olhou fez eu me sentir como se fosse um otário.

- Enfim, acho que ele fugiu por conta do nome, ou pela capacidade deles. São os melhores da liga. – Deu de ombros. – O que você acha? – O encarei com uma sobrancelha erguida. – De eu ser o parceiro dela?

Tive que segurar a risada. Definitivamente, não! Noah não ia dar conta do recado. Como eu tinha certeza? Eu já fui massacrado no paintball uma vez, e sendo parceiro de Sadie, a melhor da liga. E fui derrotado pelo pior jogador: um cara baixinho, gorducho e com o cabelo e rosto oleoso. Foram mais de cinco tiros para eu cair, contando que eu já tinha perdido ao levar o primeiro.

E Noah seria macrassado por três motivos. Eu chamei essa listinha de Noah Mortinho.

1° motivo: Seu tamanho.

Por conta da estatura, Noah não era um dos melhores corredores. Ele não era nanico, mas também não era enorme.

2° motivo: Seus reflexos.

Ele tinha um dos piores reflexos de todo campus. Uma vez, ele levou um soco no nariz. Mas era um soco que dava de ser desviado facilmente.

3° motivo: Sua mira.

A mira dele era de dar pena. Ele não acertaria nem um pássaro morto a trinta centímetros de distância, quem diria um alvo em movimento.

E com essas afirmações, fiquei pensando de que tipo de flores ele gostava. Tinha que combinar meus horários de aula para visitá-lo no hospital.

- Não acho uma boa ideia, amigão.

Noah ficou confuso.

- Por que não? Sou bom com essas coisas.

Resolvi não contestar.

- E você ainda quer entrar no time de hóquei da escola – resmunguei.

- Ei! Eu sou bom, sabia? – ele protestou.

Resolvi não contestar novamente. Noah tentava entrar no time de hóquei daqui desde que chegou. O treinador Zimmermann já tinha dispensado-o fazia tempo. “Você não tem o que queremos, baixinho” Noah o imitou. “ Mas o que acha do clube de damas?” Nesse momento, comecei a sorrir feito um louco. Ser chamado de baixinho até que podia rebater, mas de inútil? Aí foi covardia.

- Vai sair com ela de novo? – perguntei.

Noah abriu o maior sorriso do mundo.

- Estava pensando em levá-la naquele restaurante retrô.

Assenti impressionado. Noah devia saber cada gosto de Sadie de cor. Até pensei naquela coisa de ele estar nos vigiando. Resolvi ficar calado.

- Ela vai gostar. Ah, e fala do The Neighbourhood, ela gosta deles.

- The o quê? – Noah franziu o cenho.

Joguei minha última batata na cabeça dele, e isso só o deixou mais confuso.

- Ah. Me esqueci que você só ouve Nicki Minaj e One Direction – falei e me levantei.

Quando estava chegando ao banheiro, Noah gritou da sala:

- Foi só uma vez!

Comecei a tirar minha roupa e entrei no box do banheiro.

- Você ainda tem Story Of My Life.

 Não ouvi mais nada, mas tenho certeza que ele me jogou praga em três línguas diferentes.



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