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História Eu e o capitão de gelo - Capítulo 4


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Notas do Autor


Roi, leitores, né?
PRESTEM ATENÇÃO NO CAPÍTULO, TÁ?

Capítulo 4 - Morta?


Voltou para o décimo esquadrão rapidamente, agora com uma missão em mãos. Esperava que lá pudesse se lembrar de que direção sentira a reiatsu da garota. Não se surpreendeu ao chegar ao local e não encontrar sua tenente por ali. Era óbvio que ela arrumaria um jeito de fugir.

Respirou fundo e fechou os olhos na tentativa de captar mais uma vez a reiatsu da garota, mas sua tentativa não foi bem sucedida. Sentiu-se frustrado e impotente. Ele nem sabia porque aceitou. Era fraco agora, não tinha mais sua bankai, então se encontrasse um quincy no caminho nem teria uma chance.

- Shirou-chan! – Virou-se para ela enquanto utilizava o shunpo, mesmo que nem precisasse olhar para saber de quem era a voz.

- Hitsugaya taichou! – Sempre exigia respeito independente do nível de intimidade, porém logo seu olhar mudou levemente para algo afetuoso, quase imperceptível. – Você se machucou?

- Isso? – Ela apontou para as bandagens presente em suas mãos. – Foram só alguns arranhões.

Ele apenas assentiu. Definitivamente não era a pessoa mais afetuosa, mas ele realmente se importava com Hinamori.

- Meu capitão me pediu para vir falar com você sobre o esgoto. Ele está investigando também, já que aconteceu praticamente embaixo do nosso esquadrão.

Toushirou parou sua corrida e Hinamori fez o mesmo quando percebeu sua ação. O capitão estava pensativo. Não sabia se deveria espalhar a informação de que uma humana estava aqui e que foi levada pelos quincys. Algo assim poderia gerar mais pânico e atrapalhar a busca pela garota.

- O que foi, Shirou-chan? – Perguntou Hinamori preocupada ao ver seu amigo pensativo.

- Hitsugaya taichou! Quantas vezes vou ter que repetir? – E novamente ela pareceu ignorar. – O que seu capitão sabe sobre o que aconteceu lá?

- Não sabe muito, apenas que você resgatou um shinigami do quarto esquadrão de lá.

- Alguém foi levado pelos quincys. – Disse hesitante e viu quando a garota arregalou os olhos.

- Quem?

- Eu não sei, foi Yamada quem disse que havia outra pessoa com ele. – Decidiu mentir por enquanto.

- Então você está em uma missão de investigação ou resgate? – Perguntou certeiramente.

- Investigação, por enquanto. – Respondeu com pesar.

- Vamos completar juntos, como nos velhos tempos.

Hinamori sorria para ele e com isso apenas assentiu, sentia-se grato por ela estar ali.

- Mas quais pistas você tem agora sobre essa pessoa?

- Apenas que um dos quincys a levou. – Hinamori arregalou os olhos novamente.

- Não tem como trazer essa pessoa de volta, Shirou-chan. – Antes que brigasse com ela de novo, a garota complementou rapidamente. – Nós perdemos muitos hoje, quase fomos completamente derrotados e todos sabem que você perdeu sua bankai.

- Eu sei! – Ele se descontrolou e aumentou um pouco o tom de sua voz, mas logo voltou a sua expressão neutra.

- Você na verdade sabe quem essa pessoa é, né? – Toushirou a olhos surpreso. – Eu sei que você está escondendo algo de mim.

- Eu não... eu... – Suspirou. – Eu sei quem é, mas não posso te falar.

- Deve ser alguém realmente importante para você. – A garota falou suavemente. Ela já sabia como amansar a fera.

- Isso não vem ao assunto, só precisamos resgatar a pessoa. – Desviou da conversa invasiva.

Viu quando Hinamori sorriu de lado, como se soubesse de tudo que estava escondendo, mas preferiu não insistir. Ela conhecia muito bem seu amigo e sabia que ele negaria e desviaria até a morte de qualquer assunto pessoal.

- De qualquer forma, a última vez que senti sua reiatsu, estava na direção do oitavo esquadrão, mas isso já tem quase uma hora. É bem possível que não esteja mais por lá.

- Mas pelo menos talvez tenha deixado rastros. – Hinamori completou e Toushirou apenas assentiu.

Não precisavam mais conversar, então ambos passaram a correr em direção ao oitavo esquadrão. Fizeram o percurso todo em silêncio. Toushirou se sentia preocupado e inseguro. Não sabia se seria possível salvar Karin caso se deparassem com o quincy que a raptou e visto o estrago que fez em Hanatarou ele era forte. Olhou de canto de olho para Hinamori e se arrependeu de a ter trazido. Não bastava Kurosaki estar em perigo, como também colocaria sua amiga no meio da confusão. Porém ele sabia que ela era teimosa e não aceitaria ser dispensada agora.

Rapidamente chegaram ao oitavo esquadrão e lá estava bastante movimentado. Já sabia que Kyouraku assumiria o posto de comandante, mas não imaginava que ele imediatamente se mudaria para o primeiro esquadrão. Toushirou não sentia a reiatsu do outro capitão, então assumiu que ele estava em outro local.

- Posso te ajudar, Hitsugaya taichou e Momo fukutaichou? – Em sua frente parou Nanao, a tenente de Kyouraku, polida e educada como sempre.

- Onde está o comandante? – Ainda soava estranho se referir ao capitão boêmio como comandante.

- Ele foi resolver alguns problemas com Zaraki taichou, mas se quiser posso passar o assunto para ele ou pedir que te encontre mais tarde.

- Não precisa. Apenas você já me ajuda. – A tenente pareceu atenta e disposta a ajudar. – Houve alguma atividade de quincy por aqui na última hora?

- Não que eu saiba. – Apontou para algumas partes danificadas do esquadrão. – Apenas mais cedo.

- E por acaso sentiram alguma reiatsu além dos shinigamis do oitavo esquadrão por aqui? – Dessa vez foi Hinamori quem perguntou.

- Sim, o ataque deixou a todos bem agitados, então muitos passaram por aqui. – Ela pareceu se tocar de algo. – Aconteceu algo? Procuram alguém em específico?

Hinamori olhou para Toushirou e ele a olhou como se pedisse para responder essas perguntas.

- Não. Mais cedo aconteceu um incidente no esgoto e estamos investigando. – Ele respondeu sem dar muitos detalhes.

- O quinto e o décimo juntos? – Olhou para Hinamori curiosa.

- Aconteceu abaixo do nosso esquadrão com um dos shinigamis do décimo. – Hinamori mentiu.

- E por que não reportaram ao comandante? – Nanao suspeitava daquela situação.

- Porque nós ainda não tivemos chance, quando ele estiver livre falo desse pequeno incidente. – Sua feição neutra e sua ênfase no “pequeno” acabaram por aliviar a situação.

- Aviso-te quando ele estiver livre, Hitsugaya taichou, e posso te garantir que encontrará nada de estranho em nosso esquadrão. Com licença.

Nanao arrumou os óculos antes de sair dali. Achou estranha a situação, mas deixaria passar por hora. Havia muitas outras coisas para resolver.

- Ainda quer investigar mais aqui, Shirou-chan? – Hinamori perguntou após a ex-tenente do esquadrão se afastar.

- Hitsugaya taichou. – Resmungou baixo mesmo sabendo que era inútil. – Ainda precisamos verificar, mas temos que ser discretos.

- Claro, mas o que exatamente temos que procurar? – Olhou curiosa ao seu redor.

- Qualquer traço de reiatsu que não seja de shinigami. – A garota pareceu confusa.

- Você quer dizer de quincy?

- Não só de quincy. – Respondeu vagamente.

Hinamori assentiu, mas ainda achava estranho. Sabia que insistir a levaria para lugar nenhum.

- Você cobre o norte e o leste e eu cubro o sul e o oeste. – Ele falou em seu típico tom de capitão. – E não levante muitas suspeitas. Caso perguntem o que está fazendo, responda que está procurando feridos de seu esquadrão pela Seireitei.

Hinamori novamente apenas assentiu e se apressou em ir para os locais indicados. Toushirou também fez isso. O capitão andou sobre os escombros de parte do esquadrão, pegara as direções mais danificadas e esperava que houvesse mais chances de encontrar algo ali.

Procurou por alguns minutos e chegando a uma área mais afastadas de onde os shinigamis estavam aglomerados, deparou-se com um bueiro. Olhou a redor mais uma vez antes de abrir e entrar.

Os corredores dali, diferente da parte do quinto esquadrão, estavam praticamente intactos. Com um kidou, iluminou o local e passou a caminhar ao redor. Sentia nada, nem um traço de reiatsu e isso o decepcionou. “Como pode ter simplesmente desaparecido?” Perguntava-se e a cada resposta que vinha, desesperava-se mais. Várias eram as possibilidades e uma delas era a morte. Não sabia que aconteceria com sua alma caso morresse aqui, nunca houve um caso desse tipo.

- Shirou-chan! – Ouviu a voz de Hinamori vindo do lado de fora e se apressou para sair dali.

- Hitsugaya taichou. – Suspirou cansado de repetir sempre a mesma coisa. – O que foi?

- Eu encontrei isso ao leste. – Estendeu algo redondo, acreditava que era um botão, mas estava parcialmente quebrado. – Consigo sentir uma reiatsu aqui, muito fraca, mas tem e não é de shinigami. Quase que deixei passar.

Ele pegou o objeto de sua mão e fechou os olhos para sentir o que emanava dali. Hinamori estava certa, não era de shinigami e, mesmo muito fraca, soube que era dela. Toushirou a reconhecia com facilidade. Era uma reiatsu muito diferente, chamava bastante a atenção, assim como a de Ichigo, mas a dela era mais quente e acolhedora.

- Conseguiu sentir também? – Perguntou Hinamori e ele assentiu. – Era o que você procurava?

- Sim. – Apenas respondeu isso, ainda atordoado com mais uma confirmação de que ela estava ali.

- De quem é essa reiatsu, Shirou-chan? – Perguntou, estranhando a reação dele.

- Hitsugaya taichou. – Sussurrou ainda atordoado, como uma resposta automática. – Encontrou algo mais? – Desviou mais uma vez do assunto.

- Apenas isso. – Respondeu com pesar.

- Droga!

Estava prestes a surtar de nervosismo, quando viu uma comoção ao seu redor. Vários shinigamis seguiam em direção ao que parecia ser o pátio de treinamento do oitavo esquadrão e lá já se formava uma aglomeração densa. Não sabia ao certo o que estava ocorrendo, mas decidiu se aproximar também.

Os poucos shinigamis que notaram sua presença foram abrindo caminho em sinal de respeito e com isso seu acesso ao centro da comoção foi fácil. Logo a viu, não era difícil notar sua presença. A garota de cabelos pretos, com uma roupa escolar bastante destruída estava deitada no centro da roda e inconsciente. Aproximou-se rapidamente e à medida que fazia isso notou que conseguia sentir nada vindo dela. Nem um traço de sua reiatsu.

Pensando no pior, rapidamente se ajoelhou ao seu lado e pegou seu pulso esquerdo para verificar seus batimentos cardíacos. Para seu alívio conseguiu sentir uma fraca pulsação, mas ela ainda estava ali.

- Ela está... – Hinamori se aproximou chocada.

- Não, o coração dela ainda está batendo. – Respondeu rapidamente e pegou Karin no colo.

- Mas como? Nada está emanando dela. – Parecia chocada com o estado da garota.

- Isso não importa agora. – Ajeitando a morena melhor em seus braços, preparou-se para sair dali. – Chame alguém do quarto esquadrão para o meu e avise à Kurosaki Ichigo que eu a encontrei.

Olhou ao redor, incomodado com os outros shinigamis o encarando, mas apenas ignorou e saiu dali assim que viu Hinamori acenar para si.

Temendo machucar mais do que aparentemente já estava, não abusou tanto do shunpo, mas ainda assim rapidamente chegou ao seu esquadrão. Ignorou novamente os shinigamis ao redor e a levou para um dos quartos do dormitório de seu esquadrão que não estava tão danificado e a colocou na cama.

Apesar do ambiente estar levemente sujo e empoeirado pelo confronto, aquilo não importou para ele. Todos os lugares de Seireitei estavam no mínimo naquele estado.

A respiração dela era lenta e leve, quase inaudível e isso o deixava nervoso. Desde que a conheceu, Karin sempre se mostrou ser um poço de energia e era agoniante a ver desse jeito, deitada, parecendo morta.

Olhou-a, agora reparando em seus traços. Ela cresceu e isso ficou bem evidente. A última vez que se encontraram ela tinha por volta de 13 anos e agora, pelos seus cálculos, chutava que tinha 17 ou 18. Seu rosto mudou, ficou mais fino, perdeu parte daquela gordura nas bochechas bem característica de bebês e crianças, mas não era ruim, pelo contrário, passava a imagem de alguém maduro. Seus cabelos continuavam curtos, deviam estar apenas uns 4 dedos abaixo de seu ombro. Porém a mudança mais notável era em seu corpo. Ele tomara forma de mulher, agora tinha curvas e haviam seios aonde na última vez que a vira era reto. A saia um pouco levantada mostrava mais do que deveria de suas coxas e ele sentiu a súbita vontade de tocar.

Sentiu suas bochechas esquentarem ao notar seus pensamentos e logo tratou de fugir deles. Focou na situação da garota e em tentar descobrir o que diabos fizeram com ela. Analisou seu corpo novamente, mas dessa vez com um olhar profissional. Seu corpo estava repleto de pontos vermelhos que provavelmente mais tarde virariam roxos. Quem a capturou claramente não se importou em ser cuidadosa – e nem havia o porquê de ser, acreditava ele- e isso ficou ainda mais comprovado quando viu sua roupa de escola suja.

Ajeitou a saia e a arrumou melhor na cama para que ficasse mais confortável. Quando foi melhorar a posição do pescoço, sentiu o relevo que havia em sua nuca e ficou evidente que o método que usaram para a deixar desacordada foi o mais desagradável, porém estranhava o fato de estar “dormindo” tão pacificamente. Geralmente quem desmaiava por algo assim tinha um sono agitado, mas esse não era o caso dela. E ainda havia o problema de sua reiatsu.

Não havia um ser vivo, nem mesmo hollows e shinigamis, que não emanasse reiatsu. Alguns mais, outros menos, mas todos faziam isso. O fato da dela ter sumido o assustava. Não sabia o que aquilo significava e apenas torcia para que logo voltasse ao normal.

- Hitsugaya taichou? – Ouviu uma voz estranha atrás de si, virou-se para ver quem era e ficou aliviado ao ver Hinamori ao lado do shinigami. – Sou Ueda Homura, decimo segundo oficial do quarto esquadrão.

Por educação ambos se curvaram e o capitão deu licença para o shinigami trabalhar. Sentiu uma mão agarrando seu braço e notou ser Hinamori. Ela apontou com a cabeça para a saída do prédio e ele decidiu a seguir por enquanto. Saiu dali mesmo relutante. Tinha que confiar no médico.

Já fora do prédio, viu alguns shinigamis de seu esquadrão perambulando por ali, tentando encontrar seus pertences entre os escombros. Provavelmente teria que fazer o mesmo mais tarde, mas duvidava que tivesse sobrado muito.

- Ichigo-san tentou vir aqui imediatamente, mas os shinigamis da enfermaria o impediram. – Hinamori iniciou a conversa. – Ele ficou bem nervoso, então acho que logo ele vai achar uma forma de vir.

- Não duvido. – Respondeu gélido. Estava muito ansioso por mais que não demonstrasse.

- Quem é ela? – Decidiu finalmente fazer a pergunta que quis fazer desde o começo daquela confusão.

Toushirou a olhou de canto de olho e analisou as possibilidades de resposta. Hinamori não era burra, tinha certeza que logo ligaria os pontos, então decidiu revelar de uma vez.

- Ela é Kurosaki Karin, uma das irmãs de Ichigo. – Esperou por uma face chocada, mas não obteve. Ela provavelmente já estava perto da resposta.

- Imaginei que seria alguém próximo de Ichigo, principalmente pela forma que ele reagiu. – Ela parou quando chegaram em uma área vazia do décimo esquadrão e ele também. – Mas eu ainda não entendi aonde você entra nessa história.

- Eu a conheci durante a missão que fiz no mundo humano, você sabe, quando estava se recuperando do que Aizen fez com você. – Praticamente sussurrou a última parte. Não havia o porquê de esconder isso.

- Lembro disso. – Seu olhar pareceu pesar, mas logo se recuperou. – Não sabia que tinha ido à casa de Ichigo-san.

- Nós fomos, várias vezes na verdade. Ele também estava participando da missão.

- E quando foi que você ficou próximo da irmã dele? – Toushirou arregalou os olhos, quebrando toda a sua neutralidade. – Vamos lá, Shirou-chan, é óbvio que ela é mais que só a “irmã de Kurosaki Ichigo” para você.

- Eu... – Engoliu em seco, recuperando-se. Até esqueceu de a corrigir. – Ela me convidou para jogar umas partidas de futebol, só isso. – Disfarçou.

- “Só isso.” – Sua voz tinha um tom irônico. – Você claramente gosta dela.

- Claro que não! Tenho nada romântico com ela! – Sua voz aumentou e soube que perdeu quando a garota sorriu.

- Não disse “gostar” no sentido romântico, foi você quem assumiu isso. Você pode gostar de alguém como um amigo, por exemplo. Você não gosta de mim? Apesar de não ser muita referência, porque eu que você já teve sentimentos além da amizade por mim. – Concluiu reflexiva. Toushirou sentiu vacilar uma batida de seu coração e ela pareceu notar.

- Eu nunca fiz isso! – Respondeu nervoso.

- Fez sim e isso era bem evidente, principalmente pelo modo como me protegeu durante a batalha contra Aizen. – Disse firme, não deixando espaço para dúvidas. – E também sei que já não é mais assim, hoje posso ver apenas amizade nas suas intenções. Não sei o que mudou, mas prefiro assim.

Ele acabou de levar um fora sem ao menos ter tentado e não doeu tanto quanto pensou que doeria. Diria que o único ferido foi o seu orgulho.

- E você não se importa com isso? – Perguntou um pouco relutante.

- Claro que não. – Sorriu para ele. – Não importa o que aconteça você sempre vai ser meu amigo “Shirou-chan” e hoje posso ver o quanto errei em não ter valorizado a sua amizade.

- Hitsugaya taichou. – Repreendeu-a aliviado. – Mas isso tudo agora não importa, o foco é a guerra. – Tentou disfarçar seu embaraço.

- E Karin-chan, claro! – Hinamori sorriu provocativa e até fingiu proximidade com a garota que “conheceu” hoje para o provocar.

- Cale a boca! – Respondeu em seu típico tom nervoso e gelado ao mesmo tempo.

...

Os pés da garota começaram a formigar e por instinto ela os mexeu. Sentiu que estava sobre algo macio, mas que pinicava bastante nos lugares que a roupa não cobria. Abriu os olhos para saber aonde estava, mas logo o fechou devido a claridade. Levou suas mãos ao seu rosto para tampar parte da luz e assim ser possível ver o que estava ao seu redor.

A luz alaranjada do Sol iluminava todo o local e, pela cor, chutaria que era quase fim da tarde ou começo da manhã, mas isso não importava quando não sabia aonde estava. Olhou ao redor e notou que estava sentada sobre uma grama bem verde e macia.

Levantou-se e bateu as mãos por cima de sua roupa para tirar a sujeira. Passou a andar ao redor para explorar melhor o lugar e notou que parecia estar em um campo de futebol. As traves eram prateadas, assim como as linhas que faziam as marcações. Parecia prata pura.

Chegou à beira do campo e se assustou quando se deparou com um abismo. Afastou-se um pouco e olhou ao redor tentando ver algo além do campo, mas reparou que o céu ao redor não tinha limite. Por mais que forçasse a visão para além do horizonte, conseguia ver nada além daquilo, e isso era em todas direções a não ser uma. Abaixo de si via como se fosse um mar dourado, parecia ouro líquido e o céu laranja ia de encontro a ele e que o campo estava flutuando sobre ele por mais que não balançasse.

- Se eu fosse você não chegaria tão perto dessa beira.


Notas Finais


UMA DICA MUITO IMPORTANTE: a partir daqui aconselho que vcs prestem atenção em tudo. Se uma folha cair, um mosquito passar voando ou sei lá mais o que... não ignora. Eu tentei deixar tudo amarradinho na história (ela não tá inteiramente escrita, mas já tá toda planejada).
Tava em dúvida se fazia a egípcia e postava fingindo que não sumi por semanas ou se eu vinha conversar com vcs.
Optei pela segunda opção.
Então... janeiro me enlouqueceu, assim como pra qualquer outro que fez ENEM. Sim, eu fiz ENEM apesar de ter 3 anos que terminei meu ensino médio e só posso dizer "que caral** de prova de linguagens foi aquela?". Só posso dizer que levei rasteira.
Resumindo: levei rasteira, pq não foi só o enem que fiz e alguns resultados já saíram. Não vou entrar em detalhes sobre quais que eu fiz, ou pq estou fazendo de novo, mas eu realmente queria vir aqui com notícias boas. Infelizmente ainda não veio e eu fiquei muito mal. Não queria escrever, apenas queria vegetar.
Mas a gente tem se levantar das rasteiras, né.
Então estou aqui. Espero que em abril eu venha com notícias boas.
Espero que gostem e não prometo quando será o próximo :)


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