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História Eu e você - Capítulo 1


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Notas do Autor


A história se passa em Storybrooke, com todos os pontos comerciais e turísticos que conhecemos na série. Mas, geograficamente, a cidade fica onde está localizada a cidade de Augusta. Augusta é a capital do estado norte-americano do Maine, no Condado de Kennebec. Foi fundada em 1754. Fora o nome, mais os locais da série, a cidade de Storybrooke tem a mesma história de Augusta e alguns dos pontos turísticos reais, além do que for acrescentado por mim.

- Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 1 - Algumas doses de liberdade


Fanfic / Fanfiction Eu e você - Capítulo 1 - Algumas doses de liberdade

*Leia as notas do autor*  

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A única coisa que Regina Mills sempre quis, desde que tinha apenas sete anos, era ter um amor verdadeiro, sua própria família e um casamento feliz. 

Aos vinte e três anos, quando se casou com Robin de Losckley, ela pensou que finalmente estava perto de realizar seu "objetivo de vida". Mas, como nem sempre as coisas são como queremos, com o tempo, Regina descobriu que o amor que ela sentia pelo marido antes do casamento era apenas ansiedade de jovem sonhadora e apaixonada. Então os pensamentos começaram a surgir, as duvidas. Sua escolha de ter dito "sim" no altar pareceu tão absurda e ingênua, que nem toda as lágrimas que ela derramou foram capazes de aliviar o que ela sentia: arrependimento.


"Coisas da vida... "


A primeira dama do Maine costuma dizer isso ao se lembrar de sua péssima decisão. Mas, também como a mesma costuma dizer: A borracha não apaga tudo o que foi escrito. Por essa razão, se conformar com o casamento falido e totalmente de aparências era a única opção, já que cinco anos de matrimônio com um homem extremamente machista a fez perder totalmente sua crença no verdadeiro amor.

O amor para Regina era como o Papai Noel, história para encher a mente das crianças com a esperança de que quem merece consegue o que deseja. Bobagem 


- Mais uma, por favor. 


Ser a esposa do governador do Maine não atrapalhava Regina em suas saídas noturnas para os bares da cidade. A forma como ela conseguia ser invisível para as pessoas e para os paparazzi era quase ninja, o que permitia que Regina tomasse quantas doses de tequila ela quisesse nas poucas horas que ela conseguia se livrar de seus mil e um compromissos políticos e profissionais. 


- Aqui está, senhora - A bartender diz olhando para a aliança em seu dedo. 


- Hmm - Regina resmunga olhando para sua mão - Nunca deixe nenhum homem colocar isso no seu dedo na frente de um padre. - Ela diz antes de beber sua sexta dose de tequila. 


- Eu prometo que irei seguir seu conselho. - A mulher diz sorrindo. Por algum motivo Regina acreditou na resposta da Bartender, o que encorajou a pedir mais uma dose.


- Outra! 


- Acho que é melhor a senhora ir pra casa. - Regina revirou os olhos e se mexeu no banco em que estava sentada. A primeira dama estava há meia hora no bar, e as seis doses de tequila não haviam sido todo o álcool que a mesma havia ingerido durante aquele pequeno período. Sua cabeça girava, algumas palavras que dizia não faziam o menor sentido e seu estômago não aguentaria mais nenhuma gota de álcool, mesmo assim Regina estava disposta a beber durante toda a noite. 


- Por acaso você não gosta de ganhar dinheiro, ou...ou o quê? - A expressão de Regina era séria, a mesma que usava com seus funcionários de casa e da Construtora, a qual é dona de cinquenta porcento das ações. 


- Eu amo ganhar dinheiro e preciso muito, mas estou preocupada com a sua saúde. Inclusive, você quer que eu chame um uber para você? 


A bartender realmente parecia preocupada com Regina, porém a mesma estava bêbada demais para notar e dar valor a esse fato. 


- Eu quero que você me traga outra dose! 


- Isso não será possível. - Regina, completamente infurecida, se levantou do Banco batendo as mãos fortemente no balcão, fazendo os olhos azuis safira da bartender se arregalarem. A mesma deu um passo para trás e ficou ereta olhando fixamente para os olhos castanhos de Regina. 


- Certo! Vou embora, mas não vou deixar gorjeta! 


Um sorriso se formou no rosto da morena do outro lado do balcão e, então, a mesma assentiu. 


Regina pegou sua bolsa com grosseria e se virou para ir embora, assim que chegou na porta seus olhos se depararam com duas esmeraldas brilhantes echeias de vida. As mãos de Regina perderam a força a fazendo soltar sua bolsa. A mulher olhou para o chão e suas sombrancelhas se ergueram. Com um sorriso no rosto, a mulher se abaixou e pegou a bolsa de Regina, que ainda tinha a mesma expressão de quando seus olhos se encontraram com aqueles dois universos esverdeados. 


- Você está bem? 


A mulher perguntou ao notar que Regina não pegou sua bolsa de volta. 


- Ahm. Eu... Eu estou bem, sim. Estou... Realmente bem. 


A mulher novamente sorriu fazendo Regina sentir seu corpo se arrepiar. Talvez fosse a tequila e todas as outras bebidas alcoólicas que Regina bebeu a deixando louca, ou, talvez, aquela mulher fosse uma criatura sobrenatural superpoderosa, já que Regina se sentia presa a seus olhos, e seu cabelo loiro e brilhante chegava a fazer os olhos de Regina se irritarem, porém de uma forma boa, estranhamente boa. 


- Quando alguém repente muitas vezes que está bem, significa que não está bem. Vem! Você precisa de uma água com gás e um tempo para essa sensação de zonzera passar. 


Sem pedir permissão, a deusa loira segurou na mão de Regina e juntas voltaram para o balcão. Ruby, a bartender, se surpreendeu ao ver Regina novamente, e principalmente com quem ela estava acompanhada. 


- Emma! Você aqui. Que milagre! Senhora! Você aqui. Pensei que havia ido embora! - Ruby tentou fazer graça, mas a única coisa que conseguiu foi:


- Meu nome é Regina, droga! Me chame de senhora novamente e você vai precisar de uma bengala. - Regina diz 


- Você é uma pessoa boa, isso é o álcool falando. - Ruby contesta


- Tá! Chega, lobinha. Traz uma água com gás, por favor. - Emma se sentou ao balcão e Regina fez mesmo. Ruby piscou para a loira e saiu em busca da água. 


Regina estava muito bêbada, sua cabeça girava e seu estômago parecia um carnaval. As coisas estavam fazendo muito sentido, ao mesmo tempo em que nada se encaixava. Emma notou a embriaguez de Regina no minuto em que colocou os olhos nela. 


- Eu... Eu já estava indo embora. - Regina diz fixando o olhar em um ponto qualquer. 


- Eu sei, mas acho que não deveria ir embora assim. Pode ser perigoso. - Emma não conseguia parar de olhar para Regina. Seus olhos, mesmo abatidos e confusos, tinham algo que a deixava em paz, que a deixava calma, que fazia com que ela se sentisse especial. 


- E por que se preocupa comigo? 


Emma engoliu seco. Nem a mesma sabia o motivo de estar tão preocupada com uma completa desconhecida. A justificativa que fazia mais sentido era Emma ter uma queda por morenas. Ruby sabia bem. 


- Eu não me preocupo com você. E se você acabar atropelando minha mãe ou um dos meus irmãos? Isso não seria legal. 


A tentativa de Emma demonstrar seu desinteresse por Regina fez mesma sorrir, o sorriso mais curto e mais verdadeiro que Regina deu nos últimos anos. 


- Eu ia pegar um táxi ou chamar um Uber. Quem sabe ir ir de vassoura. Tudo, menos dirigir assim. Digamos que perdi alguém por...por culpa disso. 


- Foi recente? - Emma pergunta a olhando fixamentefixamente enquanto Regina ainda evitava olhar para Emma na tentativa de não se sentir hipnotizada novamente. 


- Há dois anos. 


- Quem foi? 


- Por que quer saber? - Voz de Regina soou alterada. Dessa vez ela olhou nos olhos de Emma para falar e se arrependeu no minuto seguinte. Emma estava a olhando como se ela fosse uma pintura abstrata, havia interesse, admiração, mas ela não conseguia compreender. 


- Ei, calma! Apenas quero saber o motivo de uma mulher tão bonita estar se acabando no álcool. 


- Não te interessa. Não interessa a ninguém. - Regina tentou se levantar, mas Emma pôs a mão na coxa da mesma a impedindo de ir. Regina engoliu seco e desviou seu olhar de Emma. Emma por sua vez, tirou a mão da coxa de Regina e mordeu os lábios envergonhada do que acabara de fazer. As mãos de Emma eram firmes e aquilo causou um desconforto em Regina, mas um desconforto bom, algo beirando a satisfação. 


- Sim, mas...mas é triste. - Foi a única coisa que conseguiu dizer no momento. Ela queria que Regina ficasse, queria saber mais dela, os motivos que a levaram a se afundar no álcool como se realmente ajudasse em algo se tornar alcoólatra.


- A vida é triste. - Dessa vez a voz de Regina saiu amarga e Emma percebeu. Ela conhecia bem a tristeza e a desesperança, e sabia que o que Regina tinha poderia destruir sua vida, mas como ela iria ajudar? Que palavras dizer a uma pessoa que está desistindo de tudo? 


- Só pra quem quer. 


- Claro eu escolhi ter essa vida horrível que eu tenho. - Regina secou uma lágrima solitária que escorreu por sua bochecha, o que partiu o coração de Emma. 


- E por que ela é horrível? - Ela se arriscou novamente. Mas, diferentemente da última vez, Regina não deu uma resposta grossa, ela se abriu, como não fazia a muito tempo. 


- Eu... Eu não devia ter me casado com ele. Eu... Eu fui muito burra. Eu sou tão infeliz que nem vejo mais sentido na palavra alegria. A...A única pessoa que me entendia e me...me ajudava com isso não pode mais me ajudar e é tudo culpa do álcool. Eu nem sei porque estou aqui cometendo o mesmo erro. - As palavras não tinham muito sentido, mas tinha muita dor e Emma por alguma razão não aguentou ouvi-las sem sentir vontade de chorar junto com Regina. 


- Ei, calma! Calma. - Emma pegou na mão de Regina, que apertou com força a mão da mesma. Ela era a primeira pessoa que se importava com o que Regina sentia, em anos. Era reconfortante, mas continuava sendo horrível ter que desabafar com uma pessoa que mal conhece e que sabe que metade das coisas que você fala é por conta do álcool. 


- Tá tudo bem ai? - Ruby finalmente aparece com a garrafa de água com gás - Fui pegar lá dentro porque tinha acabado a daqui.... 


- Está sim. Obrigada pela água. - Emma Responde sem tirar os olhos de Regina, que ainda chorava baixinho. 


- Certo! Se precisar de alguma coisa eu estou....ali. - Ruby, totalmente sem jeito, toca no ombro de Regina e em seguida sai. 


- Acho...Acho melhor eu ir embora. As coisas estão começando a ficar confusas. 


- Eu entendo. Bom, pelo menos toma sua água. - Emma pegou a garrafa e abriu e em seguida entregou a Regina, que bebeu apenas dois goles. - Vai precisar de mais do que isso para se sentir melhor!


- Muito, muito mais. - Regina sorri e seca a última lágrima com a ponta dos dedos. - Quanto foi a água?.... Cadê minha bolsa? 


Emma ri da confusão de Regina e coloca sua bolsa no balcão. 


- Sorte sua eu não ser uma ladra. E não se preocupa com a água. - Emma se levanta e estende a mão - Vamos, eu te levo em casa. 


- Você não sabe onde eu moro. 


- Por isso você vai me dizer. 


Regina sorri e pega a bolsa deixando a garrafa de água para trás. 


Após chegarem ao carro de Emma, a mesma abre a porta para Regina, que entra com certa dificuldade. Já dentro do veículo em movimento, Emma tentava conseguir o endereço de Regina, mas estava difícil já que o efeito do álcool piorava a dicção de Regina a cada segundo que passava. 


- Você me acha bonita? 


Emma se supreedeu com a pergunta inesperada de Regina. A loira segurou o volante do carro com mais força do que o necessário e respirou fundo, afinal, como dizer o que ela achava da beleza de Regina sem parecer que quer levá-la para cama? 


- Você é a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida. 


Emma disse cada palavra com seu coração aberto. A princípio, Regina parecia ter sido tocada pelo que Emma havia dito, mas alguns segundos depois Emma percebeu que a morena nem se quer estava ouvido, pois estava presa em um devaneio. 


- Eu não entendo por que nos nascemos. Não faz sentido estar vivo, viver não faz sentido. Você concorda? 


Emma sorri da reflexão de Regina que continua falando como a vida é sem sentido e como ela gostaria de não ter nascido. Apesar de estar se divertindo com as barbaridades que Regina dizia, Emma se sentia mal por Regina pensar daquela forma. Aparentemente Regina não tinha nenhuma razão para viver e isso a deixava com medo do que ela poderia fazer em outro momento de embriaguez e reflexão como aquele. 


- Você não tem medo de morrer? - Emma pergunta. 


Regina sorri e olha para ela antes de dizer:


- Não! Eu nasci pra morrer mesmo. 


Emma cortou aquele assunto macabro e voltou a tentar tirar o endereço de Regina. 


Depois de aproximadamente meia hora, Emma cconseguiu fazer com que Regina dissesse o endereço de sua casa, e em menos de dez minutos, o fusca amarelo de Emma estacionava em frente ao condomínio onde Regina morava. 


- Você deve ser muito rica. Esse lugar é carrissimo. Tem certeza que mora aqui? 


- Tenho. 


Emma se aproximou mais e abaixou o vidro do carro para falar com o Sentinela na cabine. 


- Boa noite! Vim trazer a Regina em casa. Cá entre nós, ela mora aqui mesmo? 


O Homem olhou para o banco do lado e arregalou os olhos ao ver Regina sentada olhando para as mãos fixamente. 


- Sim, claro que sim. Pode passar. 


Emma não entendeu a reação assustada do homem, mas não se importou. Assim que o portão foi aberto, Emma entrou com o carro e estacionou em frente a grande casa de Regina. 


- Quer que eu te leve até lá? - Emma perguntou assim que Regina abriu a porta do carro. 


- Não. Obrigada por tudo. - Regina disse enquanto saia do carro, um tanto desajeitada


- Eu vou te ver de novo? 


- Quem sabe. - Ela bateu a porta do carro e se abaixou para olhar para Emma - Tudo pode acontecer, nada também. - Ela sorri, e se vira indo em direção a sua casa. 


- Regina! - Emma a chamou. 


- Hum? - Regina se virou um pouco grogue. 


- Só queria te olhar mais uma vez. 


Regina sorriu e se virou para entrar em casa. 


Naquela noite Emma foi pra casa com um sentimento estranho no peito. Ela tinha a sensação de que havia segurado algo e deixado cair em algum lugar. Talvez fosse a abstinência da pele de Regina contato com suas palmas quentes, ela não saberia explicar se tivesse que contar a alguém. Enquanto se preparava para dormir, apenas uma coisa a deixava intrigada, a dúvida... 


“Será que vou ver ela novamente?”




Notas Finais


Essa história foi escrita há bastante tempo e TUYA foi baseada nessa história, mas realmente não têm nada a ver, só que no já ficou óbvio.

Espero que tenham gostado. Peço que comentem a sua opinião (de coração) e se devo ou não continuar.

*Para mais informações*
Instagram: @oncercornio


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