História Eu e Você Contra Todos - Capítulo 2


Escrita por: e Park_Lisaa

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Lemon, Lgbt, Originais, Sobrenatural
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Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiee! Voltei com outro cap! A imagem aqui é uma parte de Gante, na Bélgica. Onde "se passa" a história. Não sei se lá há uma ilha com uma igreja kkkk, provavelmente não, mas deixem a imaginação levarem vocês.

BOA LEITURA! ☆

Capítulo 2 - O passado...


Fanfic / Fanfiction Eu e Você Contra Todos - Capítulo 2 - O passado...

Bianca Pov's

Isabela dormia calmamente, então eu e Raquel decidimos andar em uma rua quase deserta ao lado da igreja para conversar sobre a confusão que se tornou a cabeça dessa bruxa.

Acho que nem preciso dizer que Gante estava calma, porque, como sabem, não havia absolutamente Ninguém nas ruas, além da gente. Ainda vou descobrir o porque de freiras e padres humanos serem isolados nesta ilha, cuja há uma ponte e uma proteção de vidro muito resistente que sobe toda noite. Por que só eles "preservados"?

Já até ouvi histórias de vampiros que tentaram loucamente vir até aqui durante o dia, mas todos acabaram queimando no meio do caminho. Fora que os humanos daqui são armados. Nada que possa matar um vampiro, claro. Mas algo que pode dar uma boa vantagem em caso de fuga.

Porém, não é nisso que quero focar agora, e sim em Raquel.

Eu contei minha história de vida a ela. Bom, pelo menos uma parte. As partes mais obscuras deixei de lado. Niguém precisa saber do meu passado. Nem mesmo eu queria saber.

- Então... Quer dizer que você é fruto da traiçao de sua mãe com outro homem, quando seu pai descobriu a "aberração" que você era, matou sua mãe e te expulsou de casa...?

- Exatamente. - respondi simplista.

- Mas, isso ainda não explica como me conhece.

- Digamos que estou a tempo suficiente nesse mundo para ter um perfil básico da maioria dos seres que aqui habitam.

- Tá... Isso é meio poético. - ela diz com um pequeno sorriso.

- Eu te vi nascer, e sei por que não tem mãe.

- O quê? Como assim? - ela diz indignada.

- Eu...

- Você sabia todo esse tempo que eu não tinha ninguém pra me protejer... Pra me ajudar... - ela diz com lágrimas nos olhos, mas eu continuei neutra. - Por que não me contou? - ela diz me dando tapas e logo caindo no chão. Chorando.

- Ei, não é bem assim.

- Como "não é bem assim"? Você nem sequer me disse, mesmo me conhecendo esse tempo todo!!! - De repente tudo começou a se sacudir. Cada folha, cada tecido, cada galho... Creio que esteja ventando por  causa dela.

- Mas eu sempre estive aqui! Você surgiu de forma inexplicável, nunca teve mãe, mas eu sempre estive aqui! Eu sempre te proteji mesmo sem nenhum laço contigo! - ela me olha delicadamente. - Você não tem noção de quantas encrencas já te livrei. Inclusive eu te trouxe aqui, pois sabia que estaria segura por um tempo! E é assim que me agradece?!

- D-Desculpa... - ela diz ainda chorando e me abraça. Essa bruxinha é meio bipolar e acabei de perceber isso. Mesmo não curtindo muito abraços, senti que ela precisava, então retribui. - Eu só... Preciso processar a informação.

- Entendo. Mas vamos voltar, Isabela pode ter acordado.


(...)


Caminhamos por um curto período e chegamos a igreja. De repende me bateu um sono inexplicável. É sério, eu acho que posso cair a qualquer momento e dormir pra sempre.

- Será que dá pra deitar em um desses bancos? - perguntei já que estavamos ao lado dos grandes bancos de madeira da igreja, que cabiam cerca de 150 pessoas sentadas naquele local espaçoso.

- Sei lá. Deita. - disse ela indiferente.

E sem mais nem menos deitei. Quanto fechei meus olhos, parecia que havia saído um enorme peso de minhas costas.



Isabela Pov's



Acordei em um lugar desconhecido por mim. Muito estranho, e... Não me lembro de nada a não ser... 

Os vampiros...

Eu estava lutando contra eles por causa dela...

Por causa de SooMin...

E depois uma menina... Uma moça me pegou a força... Ela era totalmente incomum. Tinha presas como um vampiro, porém garras de uma alfa. Nunca vi algo como isso, nunca vi alguém como ela.

Espera... Eu não sinto dor alguma. Se eu realmente lutei com vampiros, devia ter algum arranhão pelo menos não é? Tudo bem que tenho um processo de cura mais rápido, mas, nem uma mízera dorzinha nas costas? Estranho.

Ao meu redor haviam pedras de tipos, tamanhos e cores diferentes. Interessante.

Caminhei um pouco e cheguei à uma sala onde só havia um baú. Bem no centro.

- Mas... O que...? - curiosa, cheguei ainda mais perto e me ajoelhei para ficar da altura do baú misterioso.

Mas me assustei ao ouvir alguém pigarreando atrás de mim. Era uma menina loira, de olhos azuis e pele incrivelnte te branca.

- Que susto! Quer me matar do coração?

- Não sem antes saber no que você está mexendo aí! - disse ela em um tom um tanto ameaçador.

- Para uma jovem de... Sei lá, uns 14 anos, até que você é valente hein!

- Primeiramente, você chutou certo, realmente tenho 14 anos. Segundamente, sou mais poderosa do que você imagina. Inclusive fui eu que te curei.

- Ah é?

- É. Prazer, Raquel. Eu sou uma bruxa. - disse ela estendendo a mão para mim, que rapidamente a seguro e a cumprimento.

- Isabela, lobisomem... Uma ômega para ser mais específica.

- Eu sei. Bom, vamos sentar nos bancos da igreja, é até mais confortável para conversarmos.

- Igreja?

- Ah, claro! Estamos em uma passagem secreta dentro de uma igreja. Esse é o lugar onde eu pratico magia.

- E os vampiros?

- Somos protegidos deles. Estamos em uma ilha com proteção. Há mais humanos aqui.

- Mas, porque?

- Também não sei. Mas vamos para a igreja, até porque as outras irmãs podem notar minha ausência.

- Você é freira?

- Por que acha que estou com essa roupa? - diz ela apontando para si mesma, e agora tudo se encaixou. Por mais que eu ainda estivesse confusa.




Nos sentamos em um dos bancos e percebi que a moça que, tecnicamente, me ajudou estava dormindo um pouco atrás de nós.

Estou fascinada por ela. Não sei explicar a admiração pela criatura que é. Isso é tão... Diferente. Tenho que descobrir mais sobre ela.

- Quem é ela? - pergunto finalmente.

- Não se lembra?

- Só sei que ela é a moça que me ajudou quando eu estava machucada.

- O nome dela é Bianca. Tem cerca de 20 anos, pelo que entendo.

- Uau.

- Porque está olhando tanto para ela? - só então percebi que em nenhum momento tirei os olhos da garota que dormia atrás de mim, fiquei um pouco envergonhada.

- N-Nada eu só... Acho muito louco estar na frente de uma híbrida de vampiro e lobisomem. Provavelmente a única no mundo.

- Sim. - Raquel assente. - Segunto ela, está nesse mundo a mil anos.

- Nossa! - digo com olhos arregalados.

- E... Ela me viu nascer. Desde então tem cuidado de mim sem eu perceber. Ela só me contou isso hoje...

- Mas... E seus pais? - ela respirou fundo.

- Nunca tive. Nem mãe, nem pai. Sou uma mutação de bruxas. Sou capaz de controlar os portais da vida e da morte. Mas às vezes é poder demais para mim.

- Me desculpe por tocar no assunto...

- Capaz. Não se preocupe. - depois de um pequeno momento em silêncio, ela novamente puxa assunto. - Bom, e você? Chegou toda ferida... Não quer me contar o que aconteceu?

- Acho melhor não...

- Se quiser conversar com alguém, estou a disposição.

Não sei porque, mas sinto que posso confiar nela. Afinal, ela me curou, me contou sobre sua história e até sobre um pouco da história de Bianca. Já que eu precisava mesmo desabafar, resolvi me abrir com ela.

- E-Eu... Tinha uma família. Um irmão mais velho, de 21 anos... Mamãe, papai... Amigos... Infelizmente moravamos em uma área com muitos ataques de vampiro. Nunca entendi o ódio que uma espécie sente pela outra, a ponto de mais de cinquenta vampiros invadirem um vilarejo com lobisomens. E graças a esse ódio, perdi meus pais a quase um ano atrás. - percebi que Raquel ouvia tudo com muita atenção. - Enquanto eu e meu irmão tentávamos nos defender, vi minha mãe ser encurralada e morta... Vi meu pai dando a vida por mim, me salvando de um ataque por trás. Um show de horrores. Sangue para todo lado. Mas consegui alcançar meu irmão e minha melhor amiga, SooMin. Corremos juntos o mais rápido possível enquanto o pequeno vilarejo incendiava. Eu vi minha casa ser destruída, meus pais assassinados na minha frente sem que eu pudesse fazer nada... E ainda por cima eu e SooMin tivemos que tomar um caminho distinto do meu irmão para despistar possíveis ameaças. - eu já não conseguia controlar o choro. - Acabou que chegamos em um lugar pior ainda, cheio de vampiros. E essa manhã, antes do sol nascer, eu e minha amiga fomos novamente atacadas por seis vampiros famintos e raivosos. Eu perdi minha amiga... Minha única companheira... - grossas lágrimas escorriam de meu rosto - E ainda me sinto culpada por ter matado quatro vampiros por própria defesa...

Raquel resolve me abraçar forte, e confesso que eu precisava mesmo de um ombro amigo nessa hora.

Mas ouço uma voz conhecida logo atrás de nós.

- Todas nós temos passados terríveis, mas ouso dizer que o seu é o pior, Isabela. Eu sinto muito... - ela diz e eu sei que está sendo sincera, por mais que esteja completamente neutra.

- Eu também. - a respondo com uma afirmação verdadeira. Eu realmente sinto muito. E tudo isso me dói tanto.

- Você não estava dormindo? - pergunta Raquel.

- Nem sempre olhos fechados e respiração calma significa um sono profundo, Raquel.

Fico imaginando se a intensão de Bianca era realmente ouvir aminha história.

E então Binca fala:

- Bom, já que sofreu tanto assim loba, quero que venha morar comigo. Não adianta negar, te levo até arrastada se precisar.

- Olha, eu realmente sou grata, mas não posso aceitar. - digo mas sou interrompida por Bianca ainda com expressão neutra.

- Nada disso. Você vem e pronto. E, Raquel. - ela diz chamando a atenção da bruxa. - Já que infelizmente me sinto responsável por você e sei que não ficará segura aqui por muito tempo, também pode ir morar comigo se quiser.

- Não acho que será necessário. - responde Raquel.

- Vou te dar dois dias pra pensar. Droga, odeio me sentir responsável por alguém! - Bianca sussurra essa última frase e por algum motivo me senti chateada. - Bom, vamos! Já choranos demais por hoje. - diz Bianca me puxando para fora da igreja.

- Quer parar de me arrastar para os lugares?

- Claro, se quiser morrer sozinha em uma cidade cheia de vampiros famintos que odeiam a sua espécie! Fique a vontade para ir embora!

Sem escolha, tive que andar junto dela, para sei lá aonde que ficava a bendita casa.


Notas Finais


Obrigado por lerem!
Fiz um cap mais longo hj! Gostaram?
N esqueça do ♡.

(Esse capítulo não foi bem revisado por motivos de: sono. Então relevem os erros, obrigada! Ksks).

Beijos da Isa! ♡


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