História Eu, Ela e o Bebê - Capítulo 14


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Categorias Arrow
Personagens Felicity Smoak, Laurel Lance, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Tommy Merlyn
Tags Comedia Romantica, Olicity, Universo Alternativo
Visualizações 213
Palavras 3.979
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii Cupcakes ♥! Estou de volta com mais um capítulo. Eu estou com muito sono por causa do antialérgico que eu tomei, então peço desculpas se em algum momento no final do capítulo, as coisas começaram a ficar sem sentido.

Muito obrigada SweetPrincess19, apaixonadaporfa, piuzinhawho, baronio03 e Valadaress pelos comentários adoráveis e que me inspiram tanto. Obrigada pelo carinho e espero que gostem do capítulo.

Capítulo 14 - Terceira Vítima


Fanfic / Fanfiction Eu, Ela e o Bebê - Capítulo 14 - Terceira Vítima

 Capítulo XIII – Terceira Vítima

 

“Foi uma semana de cão, tendo que equilibrar minha recém-descoberta paixão por Bernardo com uma postura desinteressada para não levantar suspeitas. Melhor passar de fria do que revelar meus sentimentos mais secretos. Mas foi difícil, viu? Meu Deus! É duro não olhar para uma pessoa quando a gente faz disso o nosso propósito número um. Tipo quanto mais eu repetia para mim mesma: ‘Não levante a vista para o sujeito à sua frente’, mais fazia justamente o oposto. Então eu ficava toda desconcertada e incoerente [...].”

Azul da Cor do Mar – Marina Carvalho

 

 O cenário não parecia muito diferente do que já havíamos presenciado nos dois últimos assassinatos. O local escolhido dessa vez, como era de se esperar, era em um local público, cercado pelo fluxo de pessoas indo em direção aos seus trabalhos. Localizado no centro da cidade, assim como o Edifício Leon, o prédio era grandioso e intimidante. No entanto, diferente das outras vezes, eu conhecia muito bem o prédio em questão. New Century foi o edifício que deu início ao império de meu pai no ramo da tecnologia. O lugar me trazia algumas poucas boas lembranças e me levava ao tempo em que minha mãe ainda era uma mulher saudável e cheia de vida.

Minha mãe era filha do dono daquele edifício e conheceu meu pai quando ele trabalhava como gerente da empresa. Apesar da pouca idade, meu pai era ambicioso o suficiente para passar por cima de qualquer um para conseguir o que quer. E ele queria se tornar o CEO da empresa. Seduzir minha mãe e se casar com ela foi apenas o primeiro passo de seu plano sujo de se tornar um dos homens mais poderosos do mundo. E em pouco tempo, Robert Queen conseguiu a fortuna que sempre almejou, sem nem mesmo se importar com os sentimentos de minha mãe.

Depois de meu nascimento, minha mãe compreendeu que não passava de uma peça de mais um dos jogos de meu pai. Por estar perdidamente apaixonada, ela tentou de todas as formas fazer Robert se apaixonar por ela, mas todas as suas tentativas foram falhas. Minha mãe já tinha dado a ele tudo que precisava para conquistar o domínio da cidade. A fortuna da família que era dividida entre políticos e empresários fortes no setor tecnológico, um herdeiro e a imagem de uma família perfeita. Sendo o monstro frio e calculista que ele era, Robert passou a tratar minha mãe com indiferença e pouco se importava com seu estado mental, que se tornou bastante instável conforme os anos foram se passando.

E apesar de presenciar o sofrimento de minha mãe em casa, quando íamos ao New Century, seus olhos brilhavam e ela parecia reviver. Para manter as aparências, meu pai a tratava como um perfeito cavalheiro. Ainda que soubesse que os sorrisos lançados a si e os olhares preocupados não passassem de atuações de meu pai, Moira era uma pessoa solitária e necessitada de amor, algo que nunca recebeu da família. Então, mesmo que fosse falso e por poucos instantes, minha mãe se sentia amada e feliz por ter se casado com Robert. Naquele edifício, nós éramos uma família feliz e inseparáveis.

Nessa época, Robert também parecia ser um pouco mais amável comigo e ter esperanças de que eu me tornasse o herdeiro de seu império. Hoje, quando penso naquele tempo, vejo como minha vida sempre foi bastante lamentável. Minha mãe era uma mulher divertida, doce, inteligente e sensível. Mesmo com todos os problemas no casamento, ela sempre parecia feliz quando brincava comigo, quando estávamos juntos. E quando ela descobriu sobre sua gravidez, nós dois comemoramos. Ela parecia feliz por ter conseguido, após tantos anos, ser mãe mais uma vez.

Entretanto, ao contrário de nós, meu pai pouco se importava com essa notícia. Ele estava mais preocupado em trair minha mãe e se divertir com suas amantes do que se dedicar a família. E foi nesse momento, pela segunda vez desde que se casou com Robert Queen, minha mãe entendeu que jamais conseguiria ter o coração de meu pai. Ele era incapaz de amar qualquer pessoa sem que ela trouxesse algum benefício. A depressão então se fez presente em minha mãe de maneira definitiva e sua saúde começou a se deteriorar.

Foram diversas as vezes que presenciei minha mãe implorando por socorro, agonizando de dor pela gestação conturbada de Thea, enquanto meu pai dava as costas para ir se encontrar com mais uma de suas amigas, como ele mesmo gostava de ressaltar. Robert não fazia esforço algum para esconder as suas traições e até mesmo parecia se divertir com o sofrimento que causava em minha mãe. Não havia dia algum que eu não tivesse odiado meu pai, quando me lembrava de suas ações ou via minha mãe aos prantos, implorando misericórdia a todas divindades possíveis para que minha irmã sobrevivesse, ciente que seria preciso de um grande milagre para que isso acontecesse.

Suspiro, tenso. Era como se meu corpo carregasse uma tonelada de chumbo em minhas costas, impedindo que eu me movesse com liberdade. Tommy entendia o meu desconforto. Sabia bem de toda a minha história e o que aquele prédio significava para mim, por isso, permanecia em silêncio, permitindo que eu tivesse o meu momento para lidar com as minhas lembranças. Felicity, por outro lado, encarava-me, preocupada e ansiosa. Parecia perdida sobre como devia reagir ou o que falar. Ela então pega em minha mão e entrelaça nossos dedos.

- Você está bem? – Questiona Felicity, ao notar a minha hesitação em encarar o edifício. Aperto sua mão, procurando tranquilidade. Lidar com Bruce e com as minhas lembranças não estava sendo uma tarefa muito fácil.

- Eu vou ficar bem. – Afirmo, sorrindo nervoso para a loira. Sinto Tommy me encarando e olho para o retrovisor frontal. Consigo ver a preocupação de meu melhor amigo, que parecia não acreditar em minhas palavras, ainda que não dissesse nada. Respiro fundo, viro para o homem que estava no banco de trás e abro um sorriso mais sincero. – Eu realmente vou ficar bem.

- Não se esforce demais. Felicity e eu estamos aqui para te dar apoio e não apenas de enfeites. – Orienta Tommy com seriedade e a mulher ao meu lado sorri e balança a cabeça, concordando.

- Eu não sei o que está acontecendo, mas Tommy está certo. Nós estamos juntos nesse caso, então não esconda nada de nós. Se estiver preocupado com alguma coisa, converse com a gente. – Pede Felicity, observando-me com atenção.

- Esse prédio pertence ao meu pai. – Respondo, surpreendendo a garota. – Foi o primeiro prédio que ele adquiriu posse quando assumiu o controle das empresas da família de minha mãe e as transformou na tão conhecida Consolidações Queen. Por conhecer tão bem o caráter de Robert Queen, eu estou começando a achar que meu pai pode ter feito algo de muito grave contra Bruce, que despertou seu desejo de vingança e seja isso que o esteja motivando.

- Espere um pouco, Oliver. – Pede Tommy, pensativo. – Eu entendo que a morte de Quentin Lance e o Edifício New Century podem estar ligado ao seu pai, mas o que explica o assassinato da nossa primeira vítima, Charles Brandon? E se isso for verdade, o que seu pai fez de tão grave que despertou o instinto assassino de Bruce?

- Eu não sei. – Digo, suspirando frustrado. – É como se eu estivesse andando em uma esteira. Ainda que eu saiba que a resposta está bem a minha frente, eu não consigo alcançar, não importa o quanto eu corra em sua direção.

- De qualquer forma, não temos tempo para pensar nisso agora. Bruce neste instante deve estar prestes a tentar matar sua próxima vítima e nós precisamos evitar isso. – Relembra Felicity, desfazendo o toque de nossas mãos para pegar seus materiais. Quando ela se prepara para sair, eu seguro seu braço com cuidado para que não a machucasse. – O que foi?

- Antes de irmos, por favor, me prometa que tomará cuidado e que não vai se arriscar como fez na última vez. – Peço, com um leve tom de súplica. Ela me encara surpresa. – Por favor, Felicity. Prometa.

Eu não podia arriscar a vida dela e de Thea. A vida das duas havia se tornado a minha maior prioridade. Felicity, ao perceber a minha preocupação e desespero, sorri e pega minha mão, levando-a a sua barriga. Assim como mais cedo, quando eu a toquei pela primeira vez, Thea estava agitada e chutava a mãe com todas as forças. Intercalo meu olhar de minha mão para o rosto gentil de Felicity.

- Eu sei que fui imprudente da última vez e me arrisquei mais do que devia, mas agora a situação é diferente, Ollie. Esses chutes são os meus lembretes de que a minha vida agora se baseia completamente a manter Thea bem e saudável. – Afirma, apertando minha mão que continuava em sua barriga. Felicity se aproxima mais e encosta sua testa na minha, leva a outra mão ao meu rosto em um carinho singelo. – Eu vou ter cuidado. Eu prometo.

- Eu adoraria continuar aqui de vela, presenciando essa cena extremamente doce e que pode me causar diabetes e odeio o fato de estar atrapalhando o momento família de vocês, mas eu acho melhor nós nos apressarmos, se quisermos mesmo deter Bruce. – Avisa Tommy, dando um sorriso compreensivo para nós.

Nós três nos encaramos e após confirmar que todos estavam prontos, nós saímos do carro em direção ao prédio que se encontrava a nossa frente. E assim como na vez anterior, não havia sinal algum dos feitos traiçoeiros de Bruce. A quantidade de pessoas que passavam por nós era ainda maior que a do dia da morte de Quentin, o que dificultava a nossa passagem e a busca por pistas. Nós nos aproximamos da entrada do prédio e nos reunimos. Precisávamos pensar no que fazer para evitar um grande alvoroço e ainda impedir mais um assassinato.

- Se ele seguir o mesmo padrão, provavelmente está na cobertura do prédio. - Relembra Tommy, pensativo. - O melhor a se fazer é chamar a polícia e explicar a situação. Se eu conseguir falar com Nicholas ou Malcolm, talvez o reforço não deva demorar a chegar.

Desde que consegui gravar as minhas conversas com Bruce, os amigos de Felicity, os investigadores Nicholas e seu parceiro Malcolm, estavam trabalhando em parceria conosco. Nós fornecíamos as informações e eles os dados e notícias sobre os avanços das investigações. No entanto, assim como eu, eles ainda possuíam dificuldades para identificar quem poderia estar por trás de todos os assassinatos.

- Tudo bem. - Concordo e Tommy pega seu celular para entra em contato com o departamento de polícia. Olho para Felicity com seriedade. - Fiquem aqui. Eu vou subir para tentar descobrir uma forma de parar esse louco.

- O quê? Não! Não mesmo, Oliver! - Felicity nega, veemente. - Você não vai subir sozinho para se encontrar com um assassino e sua gangue. Não seja imprudente! 

- Felicity... 

- Não, Oliver! Não tem nenhuma chance de eu deixar que você faça essa loucura. Tommy já está ligando para a polícia e eles já devem estar a caminho. Você vai ficar aqui com a gente, esperando o momento em que o nosso criminoso será pego pela polícia e todo o mistério será resolvido.

- Você mesma viu as habilidades de Bruce. Acha mesmo que a polícia será capaz de chegar a tempo para impedir que ele cometa mais um crime? Eu não estou dizendo que serei capaz de impedir que ele aja, mas acho que posso segurá-lo por um tempo. - Afirmo, mas a loira permanecia irredutível. Suspiro e pego nas mãos de Felicity, em um gesto que a faz me encarar. - Felicity, se Bruce quisesse realmente me machucar, ele já teria feito isso quando nos encontramos na última vez. Eu preciso ir. Neste exato momento, a vida de uma pessoa corre perigo e eu sou o único que parece ter a chance de evitar que uma tragédia aconteça e mais uma família sofra pelas ações de Bruce.

- Isso é loucura, Oliver. Você está confiando que um assassino que parece possuir um passado ligado a você. Ele é um criminoso, Oliver! Se ele precisar te matar para conseguir escapar, eu tenho certeza de que ele não vai pensar duas vezes antes de agir. - Responde Felicity, negando.

- Essa é a nossa única chance. – Respondo, sincero. Tommy parecia tão relutante quanto Felicity, mas entendia a minha decisão.

Eu não estava confiante. Longe disso! Eu estava apavorado, mas sabia que precisava tomar uma atitude. Diferente do que Felicity havia dito, eu não confiava em Bruce. E é por não confiar que eu estava disposto a tentar uma negociação até o momento em que a polícia apareceria para controlar a situação. Além disso, eu sentia que precisava ter mais esse contato com Bruce, arrancar mais informações sobre ele. Quem sabe descobrir os motivos que impediam de me lembrar do assassino em minha infância. Eu só precisava de um último encontro.

- Ele precisa ir, Felicity. – Afirma Tommy, desligando o celular. Sua expressão séria e o tom de voz firme eram a prova de que eu estava certo de sua insatisfação de ter que concordar com meu plano.

- Não! Tommy, isso é...

- Loucura? É. Eu sei. – Tommy interrompe a loira e suspira. – Acredite em mim, eu estou tão inseguro quanto você. No entanto, Oliver tem razão. De todos aqui, ele é, com certeza, a pessoa com maiores chances de reverter essa situação.

- Eu voltarei. Eu prometo. – Digo a loira, dando um sorriso sincero. Troco alguns olhares com meu melhor amigo. Seus olhos demonstravam que ele permanecia relutante, mas estava disposto a acreditar em minha decisão.

Felicity suspira e se afasta de mim. Encaro o céu nublado e vejo alguns tímidos feixes de raios solares passar por pequenas brechas nas nuvens escuras. As pessoas continuavam a seguir suas vidas sem se importarem de fato com o que ocorria ao seu redor. Respiro fundo e ajeito minha mochila com os meus materiais em minhas costas. Lanço um último olhar a Felicity e Tommy, com um sorriso nervoso em meus lábios, e me viro para ir em direção ao New Century. No entanto, ao sentir a mão de Felicity segurar meu braço, eu paro no mesmo instante e a olho mais uma vez.

Surpreendendo-me, Felicity joga seus braços ao redor de meu pescoço e me abraça com intensidade. Assim que entendo o que estava acontecendo, correspondo ao toque, inspirando o perfume suave de flores que ela exalava. O contato caloroso trouxe a sensação de lar que há muito tempo eu não sentia. Afasto-me para observar o rosto de Felicity. Diante dos brilhantes e preocupados olhos azuis, levo minha mão direita em encontro a sua face e acaricio o local, em um singelo carinho.

- Tenha cuidado. – Sussurra Felicity, fechando os olhos, enquanto leva sua mão de encontro a minha. – Por favor.

- Eu terei. – Afirmo e deposito um beijo em sua testa antes de me afastar. Por instinto, levo minha mão a sua barriga, em uma breve despedida a Thea, que naquele momento, permanecia quieta. Felicity aperta minha mão sobre sua barriga e suspira, nervosa. – Fique aqui e não saia de perto de Tommy.

- Não se preocupe. Eu cuidarei delas. – Responde Tommy, aproximando-se de mim. Eu me afasto de Felicity e abraço meu melhor amigo. – Boa sorte!

Assim que recebo o apoio dos dois, corro para dentro do edifício. Por ser filho do CEO do New Century, não foi difícil que liberassem minha passagem. Em poucos instantes, eu já dentro do elevador repleto de funcionários. Aperto o botão do último andar que me levaria a mais um encontro com Bruce Wright e tento manter minha mente vazia. Eu precisaria me manter calmo se quisesse obter alguma vantagem de tempo com o inteligente criminoso.

Em todos esses anos de profissão, eu sempre sonhei em presenciar um caso que pudesse me instigar, mexer com o meu psicológico. O tipo de caso que exige paciência e atenção aos pequenos detalhes. Eu sempre gostei de mistérios, suspenses. Mas a realidade pode ser bem diferente do que imaginamos. E agora que finalmente consegui o que eu sempre desejei, eu me sinto preso em uma encruzilhada, sem saber que caminho deveria tomar para desvendar o verdadeiro culpado das mortes de Charles Brandon e Quentin Lance. E quanto mais eu pensava, menos eu entendia. Era como se todos os meus esforços fossem em vão.

Após alguns minutos, eu me encontro sozinho no elevador, apenas há alguns andares do meu destino, o que demorou cerca de dois minutos para ser alcançado. Diferente do Edifício Leon, o New Century era um arranha céu com uma vista privilegiada da cidade. As nuvens pareciam mais próximas do que realmente estavam e o vento soprava intensamente. As portas do elevador se abrem e a minha primeira visão é de um grupo quatro homens rodeando um quinto já bastante machucado. Por causa da distância, não fui capaz de reconhecer seu rosto e nem ter certeza de seu estado físico, mas algo me dizia que a situação era pior do que eu imaginava.

Bruce e seu grupo, assim como da última vez que nos vimos, vestiam roupas pretas e uma máscara da mesma cor era usada para tampar a maior parte do rosto, deixando apenas os olhos e a boca à amostra. As mochilas estavam espalhadas pela cobertura e suas mãos cobertas de sangue, demonstrando a crueldade que possuíam para torturar suas vítimas.

Saio do elevador e me aproximo do grupo. Não demora muito para que Bruce e seus companheiros notassem a minha presença. Carregando um olhar presunçoso e um sorriso perigoso em seus lábios, Bruce se afasta um pouco de sua vitima e me encara com atenção. Tento reconhecer o homem que havia sido torturado pelos criminosos, mas a distância e a forma encolhida em que ele estava me impedia de ver seu rosto.

- Revilo! Você demorou para chegar. Nós já estávamos ficando entediados. – Afirma Bruce, sorrindo malicioso. Vejo um revólver em sua mão e me coloco em alerta. – Vejo que dessa vez, você veio sozinho. Soube que a sua namorada está grávida, mas que você não é o pai.

- Eu sou o pai. O meu amor por Thea não vai mudar apenas por ela não carregar o mesmo sangue que o meu. – Respondo com sinceridade e firmeza.

- Thea... – Sussurra o homem, pensativo. – O mesmo nome de sua irmã. Eu me lembro do dia que sua mãe anunciou que estava grávida de uma menina. Ela estava mesmo radiante.

- Você conheceu minha mãe? – Pergunto, surpreso.

- Eu conheço toda a sua família muito mais do que você sequer imagina, Revilo. E muito mais do que eu gostaria. – Revela, observando o revólver preto em sua mão. – Eu lamentei a morte de Thea tanto quanto você. Eu tinha esperanças que aquela criança pudesse ser a exceção da família assim como você. Quem sabe fosse aquela que mudaria de uma vez por todas o destino dos Queen?

- Por que você odeia tanto a minha família? Por que acha que eu sou a exceção? – Questiono, ansioso por mais respostas. – Por que está fazendo isso?

- Bruce! – Chama um dos comparsas de Bruce, enquanto o mesmo me encarava intrigado. Dessa vez, diferente do líder do grupo, eu tinha a impressão de que já havia ouvido essa voz em outro lugar. Alguém que eu já tive algum contato maior, mas ainda assim, eu não conseguia me lembrar de quem ele era. – Nós precisamos ir.

- Tudo bem. Vamos acabar de uma vez por todas com isso! – Responde Bruce, virando-se para a vítima. Ele engatilha sua arma e aponta na direção do homem que estava de bruços. Uma pequena poça de sangue se formava ao redor de seu corpo e se não fosse pelos gemidos de dor, eu teria certeza de que ele estava morto.

- Bruce, não! Não faça isso! – Grito, tentando me aproximar, mas em meu terceiro passo, um tiro é disparado em minha direção. Por muito pouco ele não me atingiu. Paraliso no mesmo instante e encaro os quatro homens que me observavam com atenção e uma frieza indescritível. Aquele havia sido um aviso de que eu deveria me afastar. O homem que havia falado com Bruce, sorri e abaixa sua arma. Ele era quem havia atirado contra mim.

- Eu posso gostar de você, Revilo, mas não irei permitir que atrapalhe os meus planos. Não até que eu consiga o que eu quero. – Afirma Bruce e sinto, mais uma vez, o frio na espinha ao ouvir seu tom de voz calmo e ameaçador.

O som da sirene da polícia se torna audível ao fundo, vindo ao redor do prédio. Bruce e os outros três homens se voltam para o corpo e o levantam. E quando finalmente vejo o rosto da vítima, não consigo não me surpreender. A última pessoa que imaginei que pudesse ser pega por qualquer pessoa, agora estava completamente machucado e quase irreconhecível. Por outro lado, ele não parecia surpreso com a situação e nem mesmo se dava ao trabalho de implorar pela própria vida.

- Slade? – Sussurro, surpreso demais para ter alguma reação. – Você?

Slade era como um braço direito para os crimes de meu pai. Todo o serviço sujo, na maior parte das vezes, era realizado por ele. As pessoas que um dia ousaram ir contra a palavra de meu pai, eram punidas pela força desnorteante de Slade. Entretanto, naquele momento, ele parecia frágil. Era como se ele tivesse desistido de viver. Nem mesmo lutava por sua vida.

- Parece que alguém não é tão intocável assim, não é mesmo, Revilo? – Comenta Bruce, puxando o corpo de Slade para cima pelo colarinho da camisa social. E como resposta, o homem cospe o sangue em sua boca no rosto de Bruce. – Maldito!

Bruce solta Slade e o chuta repetidas vezes as costas, barriga e até mesmo a cabeça. Ele estava possesso. E naquele momento, ele nem parecia o mesmo homem frio e calculista que manipulava o ambiente e as pessoas para conseguir o que quer. Quando acredita ter dado chutes suficientes para manter Slade quieto, Bruce limpa o lugar onde recebeu o cuspe e me encara com ainda mais intensidade. Um sorriso discreto se forma em seus lábios.

 - Quais são suas últimas palavras a Oliver Queen, Slade Wilson? – Fala Bruce, enquanto seus homens cumpriam com o papel de levantar e deixar o corpo da vítima na mira.

- Vai para o inferno, maldito! – Grita Slade, furioso demais para ignorar aquele momento.

E como era de se esperar, diversos tiros foram disparados contra o corpo de Slade. Presenciei a tudo, chocado demais para tentar ajuda-lo. Eu havia paralisado e minhas pernas e mãos tremiam. Mais uma pessoa havia morrido e a culpa era toda minha. Eu deveria ter evitado as mortes de hoje, convencido a Bruce de conversar e parar de matar pessoas inocentes.

Seguindo a tradição de sua outras mortes, os homens pegam o corpo de Slade e o jogam pelo parapeito do andar, sem qualquer hesitação. Em seguida, os quatro criminosos recolhem suas coisas e colocam equipamentos em suas mochila, apressados. Em poucos instantes, eles já estavam prontos e correndo em busca de oferta. Mas eu sabia que não poderia permanecer paralisado, enquanto as pessoas faziam o seu melhor.

Com seus equipamentos de fuga montados, no mesmo instante, os quatro homens correram para o parapeito e se jogam. Surpreendentemente – ou nem tanto assim -, eles acabam caindo no telhado do prédio ao lado. Segundos depois, a polícia invade o andar à procura dos criminosos, mas já era tarde demais. E mais uma vez, Bruce e seus amigos haviam feito uma vítima e trago o sofrimento de se perder um ente querido para a família da pessoa que meu pai mais confiava em sua vida.


Notas Finais


Oii Cupcakes ♥! O que acharam? Eu estou morrendo de sono, então não vou falar muito. Obrigada pelo carinho, entrem nos grupos e sejam felizes! Beijocas e até mais ♥

Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/E6wkn6DU0rR0IoR0d3EOLi


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