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História Eu era... - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5



🎼And I tend to close my eyes when it hurts, somentimes

I fall into your arms

I'll be safe in your sound 'til I come back around

For now the day bleeds into nightfall
And you're not here to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved

But now the day bleeds into nightfall
And you're not here to get me through it all
I let my guard down and then you pulled the rug
I was getting kinda used to being someone you loved🎼


A melodia que saia do rádio entorpecia os sentidos de Max, que se encontrava um estado melodramático. Deitada em sua cama, sem conseguir acreditar em tudo aquilo, que ele tinha apertado sua mão logo no último dia, e quem ninguém acreditou nela, para os médicos era impossível, já que com quase 4 meses de estímulo, ele não teve nenhuma reação. As acusações da senhora Sinclair perante o hospital inteiro, sobre Max estar tentando fazer piada da situação, fizeram a ruiva correr para a casa em total pranto.

El entrou apressada pela porta da frente com Mike, Dustin e Will em seu encalço, A ruiva nem se dera o trabalho de fechar a porta. 

- Max... - El falou assim que se aproximou da amiga- Eu tô aqui, Ei, Calma! -  As tentativas de aliviar aquela crise, e contornar a situação eram inúteis- Max, coloca pra fora coloca tudo pra fora

Até então Max chorava compulsivamente, mas El sabia o que ela tinha que fazer, não era a primeira crise, Max teve outras duas crises, quando seus pais se separaram, a outra vez na morte de Billy. Max tinha essa de ser durona e guardar tudo pra sí, o que só dificultava as coisas.

- Não prende, você sabe que isso é pior - El tinha o rosto vermelho por conta do choro.

Gritos desesperados, mais altos do que os primeiros começaram a sair da boca da ruiva, ela se debatia e ninguém ousava fazer nada, apenas quando Eleven deu o sinal, quando viu que ela podia se machucar, pediu ajuda aos meninos, que seguraram a ruiva.

- Calma, já está passado- 

- El me ajuda, por favor me ajuda, eu não consigo - a ruiva se agarrou na amiga, estava tentando controlar seu corpo mas era quase impossível.

- Respira fundo... isso, respira- El ajudava ela a seguir o ritmo da sua respiração- Will, pode pegar a caixinha azul aí atrás de você- o mesmo pegou e lhe entregou rápido- toma, vai se sentir melhor

Max tomou uma pílula, um pouco de agua que Dustin se prontificou em pegar, tendo conta de que estava passando, se pôs a chorar, um choro controlado, mas cheio de dor.

- A essa hora eles já devem ter deligado não é?- Max perguntou.

- Vai ficar tudo bem, você ainda tem a gente. - Dustin se aproximou, abraçando as duas, seguido por Will.

- Nós sempre teremos uns aos outros - Mike falou temeroso, segurando a mão de Max e recebendo um olhar agradecido da namorada. 

Ficaram alí por uns minutos, cada um tentando confortar a dor do outro, sem ao menos diminuir a sua. O remédio de Max estava fazendo efeito, quase dormindo, quando El desfez o abraço. e a ajudou deitar.

- Nós... nós vamos falar com alguém lá na casa dele pra saber que horas vai ser.... aquilo - Mike falava perdido- vejo você mais tarde. te amo

- Também te amo- a garota o abraçou- até mais.

Enquanto Max dormia, El arrumou a bagunça que se fazia presente. Não era mais novidade desde que o diagnóstico pra 3% de bipolaridade de Max havia saido. sempre achou que a amiga tinha sérios problemas de rebeldia, mas nem tudo é o que parece ser.

Ficou até que a mãe de Max chegasse, tentou explicar o ocorrido, mas a mãe dela não parecia querer saber, estava mais preocupada com o seu marido, padastro de Max. e El sentiu raiva, se despediu da amiga antes de sair, com dor, mas precisava ir pra casa, prometendo voltar bem cedo no dia seguinte para leva-la ao vel.... aquela palavra.


- Tudo bem filha? - Jim perguntou assim que a filha passou pela porta- 

- Não pai... não tem nada bem- A menina se sentou cansada ao lado do pai - por que a morte existe ?

- A vida é um ciclo, você nasce e morre, não tem nada que se explique exatamente. Mas a morte nos faz lembrar que a vida é só uma, que o que fica é o que você fez de bom na terra. Fotos, sorrisos, objetos vão sempre te fazer lembrar da pessoa amada, mas ela já não vai existir mais e nós temos que aceitar. Não a nada que se possa fazer, e como aquela canção fala, "a vida é passageira e nós somos apenas passageiros próximos a partir". - El deu um sorrisinho.

- Por que é tão difícil dar adeus para quem amamos?

- Eu me faço essa pergunta desde que você nasceu- Ela fitou o pai, ele parecia bem, mas nunca superou a morte da mulher.

El sentia por ser sua mãe, mas nunca teve contato com ela, a não ser os 9 meses dentro da barriga, mas era diferente para seu pai. Kate foi o primeiro amor de Jim, assim como Jim foi o primeiro amor de Kate, e ele jamais superou a sua partida, mesmo depois de 17 anos, Algumas vezes eu ouvia ele chorar em seu quarto, segurando uma foto da mãe. Era muito difícil para ambos, mas El acreditava ser pior para ele. por que ele teve anos e anos junto dela.

- Você sente muita falta dela né pai?

- Todos os dias da minha vida, todas as horas. Toda vez que olho pra você, vejo tanto dela que massacra o meu coração não poder ter visto nem se quer uma vez vocês juntas.

- Tudo bem pai - El abraçou seu pai- Ela com certeza está feliz pôr sermos assim tão próximos, e sempre olhou pela gente.

- Eu sei filha. ela deve tá orgulhosa da menina que você é.

- Pai... será que o Lucas já encontrou ela ?

- Ninguém pode responder essa pergunta... e eu sinto muito pelo seu amigo. Conheço aquele carinha desde pequeno, quando ia com a mãe dele pro trabalho. sempre de bem com a vida, rindo e ajudando todo mundo. ele faz muita falta.

- Faz sim pai... faz sim - El abraçou mais forte o pai, agora ela precisava de um consolo.


Na manhã seguinte, El acordou e nem parecia que tinha dormido, colocou uma calça jeans, e uma blusa moletom preta, um tênis e não tinha por que se maquear. O pai já tinha saido pro trabalho, e deixou um bilhete dizendo que depois apareceria por lá.

Caminhou até a casa de Max que era 3 quarteirões dali, El já tinha se acostumado com esse percurso. 

A porta de Max estava aberta, e ela pensou se tinha dormido assim. Sabia que a senhora Meyfield já tinha saido com trabalho, e o padastro não aparecia em casa tinha 1 semana.  abriu a porta de Max e viu a mesma em frente ao espelho se olhando, seu rosto limpo,  porém cansado.

- Oi - El falou- Bom Dia

- Bom dia El... obrigada por ontem - Max falou baixo.

- Sabe que não precisa agradecer.... 

- O Lucas adorava esse vestido- Max falava com melancólica-

- Eu sei, ele falava pra todo mundo o quanto você ficava linda no vestido preto que ele havia te dado - El tentou imitar a voz de Lucas, o que fez Max sorrir- 

- Eu não tô pronta pra me despedir dele - Max se virou para a amiga.

- Nem eu... mas nós precisamos senão vamos nos arrepender, principalmente você.

- Não sei se vou aguentar ver ele dentro daquele caixão.- Max fitou o teto evitando as lágrimas.

- Vem... - El esticou a mão e Max segurou- Estou contigo, para o que der e vier, lembra?

- Para o que der e vier - Max olhou a amiga nos olhos, pegou o casaco em cima da cama e respirou fundo - Vamos


Notas Finais


ai gente, perdoem os erros é que eu tô fazendo pelo celular e o corretor não ajuda muito viu....


não deixem de comentar hein


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